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Estamos de volta com a "Guerra Traduzida". Continuamos com a jornalista Diana Rosa, agora com os destaques da imprensa ucraniana. A Rússia prevê cortar gastos com defesa em 2026 e aumentar a despesa com a propaganda.
Propaganda estatal, João, revela o Instituto para o Estudo da Guerra, que teve acesso ao projeto de orçamento para o período entre 2026 e 2028, um orçamento bianual. Em 2026, a Rússia prevê alocar cerca de €132 mil milhões para o setor da defesa, ligeiramente abaixo, no entanto, do atual. Desta forma, o peso dos gastos militares na despesa total do Estado vai diminuir, passa de 41%, que foi o que foi registrado este ano, para 38% no ano que vem. No contexto da guerra, as medidas de mobilização de militares, o projeto de orçamento prevê uma redução significativa das garantias sociais para estes soldados e para as respectivas famílias, com uma redução drástica das indenizações por morte e ferimentos. Por outro lado, o Kremlin vai aumentar, também de forma significativa, o financiamento, mas da propaganda televisiva estatal.
E Diana, um ataque de um drone russo na região de Sumy, na Ucrânia, matou uma família inteira.
Um ataque lançado durante esta noite, morreu um casal e os dois filhos pequenos, de seis e quatro anos. Um dos drones atingiu esse edifício residencial na comunidade de Krasnopillia, disse o governador da região de Sumy, que fala num ataque direcionado. Ninguém nesta família sobreviveu. As equipes de resgate retiraram os corpos dos escombros da casa destruída, nesta que é uma perda terrível e irreparável para toda a comunidade e região, lamenta o governador à imprensa ucraniana. As aldeias fronteiriças no nordeste da província de Sumy são alvo de ondas de ataques russos diariamente. É um sítio que é atacado com muita regularidade. Estes ataques implacáveis já desencadearam várias retiradas de cidadãos e evacuações obrigatórias de lugares em centenas de comunidades.
E apesar do conflito, a Ucrânia continua entre os cinco maiores fornecedores de produtos orgânicos para a União Europeia. É uma notícia em destaque no Kyiv Post.
Com cerca de 350 mil hectares de terras agrícolas certificadas como orgânicas, é o que ressalva o vice-ministro da Economia, do Meio Ambiente e da Agricultura do governo ucraniano. Atualmente, 260 operadores desse país cumprem a legislação orgânica nacional. Mais de 400 atendem aos requisitos da União Europeia ou dos Estados Unidos. Apesar dos desafios atuais, os participantes do setor orgânico continuam a trabalhar de forma incansável. O ministro diz que é um facto que está a dar resultados. Por exemplo, dois organismos de certificação já estão a operar na Ucrânia, confirmam uma crescente procura e o interesse dos produtores, até porque os produtos ucranianos são mais baratos. As terras agrícolas orgânicas representam aproximadamente 1,2 do total de terras agrícolas da Ucrânia. No mercado interno, os produtos lácteos são os mais procurados. As vendas subiram além das 3 mil toneladas. A Ucrânia prepara-se, entretanto, para expandir exportações de alimentos e de produtos agrícolas para a China. Kiev está a pressionar para substituir importações de alimentos russos por norte-americanos. Vegetais, frutas, cogumelos estão em segundo lugar. Falamos de quase 3 mil toneladas e de mais de US$ 4 milhões, seguidos por cereais, farinha, grãos e também falamos aqui de mais de 1100 toneladas, quase US$ 3 milhões. São contas que estão feitas num documento que é hoje apresentado no The Voice of Ukraine.
As forças ucranianas libertaram 174 km² na região de Donetsk.
Sim, território em que limparam quase 200 km² de grupos de sabotagem e reconhecimento russos do setor da frente de Dobropillia, na região de Donetsk, como disseste, João. Foi o que fez saber hoje o presidente Volodymyr Zelenskyy, na habitual mensagem ao país que costuma publicar nas redes sociais e também na página da presidência. Esta operação de contraofensiva resultou em perdas inimigas significativas, inimigas, falamos aqui da Rússia. As perdas russas nesta operação chegaram a 3200 pessoas, a maioria delas morreram, outras ficaram feridas. É o que diz o presidente ucraniano, que cita o briefing do comandante-chefe das Forças Armadas do país. Volodymyr Zelenskyy destaca também os intensos combates em Kupiansk, na região de Kharkiv, no norte da Ucrânia, e ao longo da fronteira administrativa das regiões de Donetsk e Dnipropetrovsk, no leste do país, onde as tropas continuam a avançar.
Ponto final na "Guerra Traduzida". Estamos de regresso amanhã para traduzir o que dizem os jornais russos e ucranianos.