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Estamos de volta com a "Guerra Traduzida" e com a jornalista Diana Rosa. Desta vez, Diana, vamos falar sobre a imprensa ucraniana e com os relatos de que a Rússia terá executado um militar ucraniano com uma espada.
Esta manhã, João, apareceu nas redes sociais uma fotografia de um soldado ucraniano aparentemente executado, como dizias, com uma espada no peito, onde se podia ler a inscrição "Por Kursk". Nas mãos do soldado havia restos de fita cinzenta. A fotografia parece mostrar um corpo ensanguentado caído na estrada e em plano de fundo podem ver-se carros danificados e uma casa com janelas partidas. A localização exata não é clara e o Kyiv Independent, que tem esta notícia em destaque, não conseguiu verificar a veracidade da foto. A Ucrânia diz que este tipo de ações são uma violação flagrante na Convenção de Genebra sobre o tratamento de prisioneiros de guerra e, entretanto, a Procuradoria-Geral disse que a suposta execução do soldado ucraniano ocorreu na cidade de Novohrodivka, em Donetsk. Está em andamento uma investigação para estabelecer as circunstâncias e identificar as pessoas responsáveis pelo crime.
E a propósito deste caso, a Ucrânia pede à ONU que tome medidas.
O provedor de justiça ucraniano anunciou que já apelou ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha e às Nações Unidas para agirem depois da fotografia da alegada execução. Dmytro Lubinets diz que o nível de barbárie e sede de sangue é impossível de compreender.
E também está em destaque na imprensa ucraniana, Diana, as declarações de Donald Trump, que está confiante de que pode dar-se perfeitamente bem, quer com a Rússia, quer com a China.
Um artigo que está em destaque no The Voice of Ukraine, que cita o candidato republicano numa entrevista que deu nas redes sociais, mais precisamente no X. Trump diz que não é sensato dizer que a Rússia ou a China são inimigos e acrescenta, como já tinha dito, que se for eleito, vai procurar trabalhar com os dois países. O ex-presidente dos Estados Unidos acredita que a Rússia é um país incrível em vários aspectos e reitera o desejo de que a guerra termine o mais rapidamente possível e que a Rússia resolva o conflito. No entanto, não clarificou se quer que a Ucrânia saia vencedora, afirmando apenas que é do interesse dos Estados Unidos que as hostilidades terminem. Para Trump, é preciso impedir a destruição de todas as vidas humanas.
E vamos fechar esta guerra traduzida com um número, Diana. 120 mil milhões de euros é o valor de ajuda que já foi disponibilizada pela União Europeia à Ucrânia.
E ainda falta a que está por enviar ao longo dos próximos meses ou anos. Não sabemos quanto tempo vai durar esta guerra. As contas são publicadas pela Ukrinform, que cita o vice-presidente executivo da Comissão Europeia. Na abertura das audiências sobre a assistência financeira e militar contínua à Ucrânia, o responsável explicou que este valor corresponde à assistência financeira, instrumentos de mobilização de investimento privado e também assistência técnica. Mas há ainda, claro, o apoio em forma de subsídios aos ucranianos que fugiram do país, assim como empréstimos e garantias à Ucrânia, assim como a assistência do Banco de Investimento Europeu. Há também ajuda na exportação de produtos para mercados estrangeiros e outras medidas comerciais. É uma ajuda que o vice-presidente do Executivo da Comissão Europeia diz que é para continuar.
Fica por aqui a Guerra Traduzida. Nós estamos de regresso já amanhã.