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Na guerra traduzida continuamos com a jornalista Diana Rosa e seguimos com os destaques da imprensa ucraniana. Hoje começamos com uma notícia do Kyiv Post, que revela que há militares russos a pagar mensalidades exorbitantes para escapar à guerra.

É o que afirmam hoje os serviços secretos de Kiev. O Serviço de Informação da Ucrânia fala numa onda de subornos nas Forças Armadas Russas. Diz ainda que nos primeiros cinco meses deste ano, o número de processos criminais por dispensa ilegal do serviço, devido a supostos motivos de saúde, triplicou na frente sul de batalha, o que está a levar a detenções por suspeitas de corrupção. De acordo com a Ucrânia, mais de uma centena de processos foram abertos contra oficiais russos de unidades militares do Distrito Militar do Sul, envolvendo subornos para a concessão de licenças com o objetivo de sair da zona de combate.

No terreno, esta noite, duas mulheres morreram, mãe e filha, na sequência de um ataque russo a Nikopol, na região de Dnipro.

Essa cidade no leste da Ucrânia. A notícia está em vários jornais ucranianos. A mãe fazia hoje 72 anos, a filha tinha 40. Diz o governador da região que estas são as consequências trágicas dos bombardeamentos russos que atingiram a cidade esta noite com uma dúzia de projéteis. Há ainda um ferido a registar, um homem de 46 anos. Foram danificadas casas particulares, ainda um quartel de bombeiros, também um colégio, uma escola e vários autocarros.

A China aumentou as restrições à exportação de drones militares apenas dias depois da visita oficial do ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano a Pequim.

E também no meio de duras críticas do Ocidente quanto ao apoio chinês aos esforços de guerra da Rússia na Ucrânia. A lista negra dos drones que não devem ser exportados, publicada no ano passado, foi atualizada. Entra em vigor no dia 1 de setembro. Uma série de organismos governamentais, incluindo a Comissão Militar Central, acrescentou drones com equipamento de medição de alta precisão a essa lista. E embora as autoridades tenham vantado a proibição de exportação de drones de consumo, o Ministério do Comércio reiterou que o equipamento civil não deve ser utilizado para a proliferação de armas de destruição massiva, terrorismo ou para fins militares.

E Zelensky defende que a China pode forçar a Rússia a parar a guerra contra a Ucrânia.

Numa entrevista à imprensa francesa, citada aqui pela Ukrinform, o presidente ucraniano revela que bom mesmo era que a China não tivesse um papel de mediador. Gostava, sim, Zelensky, que Pequim pressionasse a Rússia a terminar o conflito, tal como fazem os Estados Unidos e a União Europeia. Para Zelensky, quanto mais forte o Estado, mais forte a pressão sobre a Rússia, não vice-versa. Sem que a China encoste Moscovo à parede, Zelensky lamenta que o fim do conflito não chegue tão depressa. O presidente ucraniano acrescenta que a China devia assumir uma posição de princípios baseada no direito internacional.

Fechamos com os Jogos Olímpicos, notícia em destaque no Kyiv Independent. O atirador ucraniano Serhii Kulish ganha uma medalha de prata na prova de tiro.

É a segunda medalha da Ucrânia nos Jogos Olímpicos, um ano depois de Olga Kharlan ter conquistado o bronze na esgrima. O atirador ucraniano marcou 461 pontos, menos dois do que o chinês Yuquan Liu. Tornou-se assim no primeiro atleta ucraniano a classificar-se para as finais dos Jogos de Paris no tiro. Foi apenas a segunda vez na carreira de Kulish que Kulish competiu numa final olímpica. A última foi no Rio de Janeiro, quando se tornou também vice-campeão.

Destaques da imprensa ucraniana.