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Guerra traduzida na Rádio Observador. Trazemos os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana com a jornalista Diana Rosa. Boa noite, Diana.
Boa noite, Vanessa.
Começamos com os jornais russos. O Banco Central da Rússia vai pedir indenizações aos bancos europeus por conta do congelamento dos activos russos soberanos por parte de Bruxelas.
E que a União Europeia espera usar para ajudar a Ucrânia. De acordo com o Banco Central da Rússia, tendo em vista as tentativas em curso das autoridades europeias de utilizar ilegalmente, sem o consentimento do Banco da Rússia, os activos detidos em instituições financeiras em Bruxelas, o banco russo vai procurar recuperar os danos causados pela Europa nos tribunais russos. Isto é o que afirma o regulador em comunicado. Acrescenta ainda a instituição que estas indenizações vão corresponder ao valor dos activos bloqueados e utilizados, lá está, de forma ilegal, isto na perspectiva da Rússia, bem como aos lucros e cessantes resultantes. Falamos de quase 250 mil milhões de dólares. Uma notícia que está na Agência TASS.
E vamos ver o que sai do Conselho Europeu em Bruxelas. Pelo menos três pessoas morreram em Rostov, na Rússia, na sequência de ataques com drones ucranianos.
É uma região que fica no sul do país. Entre as vítimas mortais estão dois marinheiros que seguiam a bordo de um navio cargueiro. Outros três tripulantes ficaram feridos. O barco estava atracado no rio Don. Foi a primeira vez que morreram pessoas nesta cidade em ataques da Ucrânia depois do início da guerra, é o que adianta o autarca da cidade. Houve ainda outra pessoa que morreu e seis ficaram feridas num bombardeamento na cidade de Padtaisk, na mesma região. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que os sistemas de defesa aérea destruíram três drones ucranianos sobre Rostov durante a noite. Em resposta a estes ataques, a Rússia acabou por intensificar também a ofensiva contra cidades ucranianas, visando portos como Odessa, no Mar Negro. Uma notícia do Moscow Times.
Vamos agora ao presidente bielorrusso. Revela que o míssil balístico russo Oreshnik foi enviado para a Bielorrússia.
Sim, o míssil que é a mais recente arma da Rússia com capacidade nuclear e de acordo com Putin, é impossível de interceptar. Numa conferência de imprensa, o Aleksandr Lukashenko, que governa o país desde 94, não diz quantos mísseis foram enviados, nem dá mais detalhes relativamente a esta entrega. Mas certo é que a Bielorrússia tem sido um aliado fundamental de Moscovo, tem servido de base para a invasão à Ucrânia, tem tido também exército na linha da frente e tem recebido da parte da Rússia alguns materiais para o exército, falamos de vestuário, equipamento e outro tipo de material.
E como estamos, Diana, numa época festiva, apesar da guerra, há um artigo em destaque no Commercent que diz que os russos devem reduzir de forma drástica os gastos de Ano Novo por causa da inflação.
Sim, a pressão económica é um dos maiores efeitos da guerra, pelo menos para a Rússia. De acordo com uma pesquisa da plataforma russa Avito, as famílias esperam gastar em média 150 € com a preparação da quadra festiva. É um valor que cobre todos os preparativos, incluindo comida, decoração, roupas e presentes. Trata-se de quase metade do gasto do ano passado pelas famílias russas, segundo os estudos de mercado efetuados no país. A inflação crescente e os preços mais altos de alimentos, serviços públicos e roupas levaram os consumidores a adotar uma mentalidade de poupança, é o que diz o Commercent, numa altura em que a alimentação continua a ser aquilo em que as pessoas mais gastam nesta altura.
Vamos voltar já a seguir para falar da imprensa ucraniana.