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Vamos olhar agora para a imprensa da Ucrânia em mais um episódio da "Guerra Traduzida", um trabalho do jornalista Rui Casa Nova, em colaboração com a Tania Holynyk. Eu sabia que não era Larisa Tomasia, mas estava me esquecendo o nome da Tania. Tania Holynyk. Neste dia 532 da invasão, Rui, começamos com um resumo do que aconteceu no terreno nas últimas 24 horas.

Ontem e até hoje, nas últimas 24 horas, como dizias, Diogo, ocorreram mais de 30 confrontos de combate entre as Forças de Defesa da Ucrânia e os militares russos. É o que indica um comunicado do Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia, publicado no Facebook e aqui citado pelo canal TCN. O exército ucraniano faz assim um resumo das hostilidades nas últimas 24 horas. Afirma que o inimigo lançou quatro mísseis e 53 ataques aéreos, realizou 86 ataques de sistemas de salva de foguetes nas posições e áreas povoadas pela Ucrânia. O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia adianta que, infelizmente, como resultado dos ataques russos, há registro de várias mortes e feridos entre a população civil e também danos em edifícios residenciais e infraestruturas civis. O exército ucraniano adianta que a probabilidade de ataques aéreos por parte da Rússia se mantém elevada, por isso há um alerta emitido em várias zonas da Ucrânia. É assim uma notícia, uma informação em destaque no canal ucraniano TCN.

E viramos agora atenções para uma reunião entre Volodymyr Zelensky e um grupo restrito de militares.

Foi o próprio Volodymyr Zelensky a dar conta dessa mesma reunião, através de uma informação divulgada no Telegram. O presidente ucraniano dá conta de que se reuniu com um círculo próximo de militares e o principal tema em destaque em cima da mesa nesta reunião foi a ofensiva ucraniana. Afirma Volodymyr Zelensky que esteve a discutir com este grupo restrito de militares uma análise profunda da atual situação no terreno e também serviu esta reunião, diz Zelensky, para planear etapas futuras, também o fornecimento de armas e fazer uma análise das possíveis ações das tropas russas no terreno. Uma reunião revelada por Volodymyr Zelensky nas redes sociais.

O presidente da Ucrânia. Voltamos a falar de uma tentativa de ataque a Moscovo com drones.

Sim, já tínhamos falado dessa notícia há pouco no episódio anterior de "Guerra Traduzida". Está também em destaque aqui na imprensa ucraniana. Falamos de dois drones que tentaram atacar Moscovo. O anúncio é feito pelo autarca da cidade, da capital russa, afirma que as Forças Armadas da Rússia conseguiram destruir estes dois drones. Na rede social Telegram, Sergei Sobyanin, o autarca da cidade de Moscovo, fala numa tentativa de ataque por parte da Ucrânia, afirma que os dois drones foram destruídos, que não há registro de vítimas ou danos. É uma informação também em destaque na imprensa ucraniana, desta feita no jornal Pravda.

E terminamos com o ministro das Finanças da Ucrânia, que afirma que neste momento o país tem o menor nível de corrupção dos últimos 20 anos.

São palavras, como dizias, do ministro das Finanças da Ucrânia, Serhii Marchenko, em entrevista à Rádio Liberty e citada pelo canal TCN, afirma que quando falamos da corrupção na Ucrânia, é preciso ter em conta vários níveis, vários planos, mas afirma que, sem dúvida, que neste momento o nível de corrupção na Ucrânia é o mais baixo dos últimos 20 anos. Quando questionado sobre com que base é que tem esta afirmação, Marchenko diz que se baseia apenas na experiência pessoal e naquilo que consegue observar. Por isso, vale o que vale, mas são declarações do ministro das Finanças da Ucrânia. De recordar que a corrupção, os índices de corrupção, são também um dos principais obstáculos que têm impedido a entrada da Ucrânia na União Europeia. E agora temos aqui esta declaração do ministro das Finanças a afirmar que neste momento o país tem o menor nível de corrupção dos últimos 20 anos. Vamos ver se Bruxelas tem ou não em conta estas declarações.

Tem o mesmo feeling. Chega assim ao fim mais um episódio da "Guerra Traduzida" com o Rui Casa Nova. Voltamos amanhã.