Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Passamos em revista os destaques dos jornais russos com a Laura Figueiredo. Várias regiões da Rússia, Laura, estão a ser forçadas a racionar o combustível devido a ataques ucranianos.
O Kremlin já reconheceu a escassez de combustível, que atribui aos repetidos ataques de Kiev a infraestruturas energéticas, quando antes justificava com um aumento da procura provocado pelo pânico dos consumidores. Citado pela agência russa TASS, o vice-primeiro-ministro russo diz que a escassez deve-se a razões compreensíveis, uma vez que as refinarias deixam de funcionar parcialmente devido aos ataques de drones ucranianos. No entanto, o governante afirma que a Rússia tem capacidade de produção suficiente para garantir a procura, diz que, em geral, estão totalmente abastecidos e até a exportar. Ainda assim, há já seis regiões do país que adoptaram um sistema de racionamento baseado em matrículas par ou ímpar. Segundo fontes de imprensa local e do jornal Moscow Times, os condutores com matrículas terminadas em número ímpar apenas podem abastecer em dias ímpares. Aplica-se exactamente a regra inversa aos restantes condutores.
E o Kremlin considera as negociações de paz com a Ucrânia impossíveis e promete mais ataques.
Posição assumida pelo porta-voz do Kremlin. Na conferência de imprensa diária, Dmitry Peskov afirmou que considera impossível, nas actuais circunstâncias, retomar as negociações de paz com a Ucrânia e garante que vai continuar a campanha militar no país vizinho. O porta-voz da presidência russa respondia a notícias da imprensa internacional, de acordo com as quais o presidente Vladimir Putin terá suspendido, por agora, qualquer intenção de retomar as negociações de paz interrompidas desde fevereiro. De acordo com estas mesmas informações, Putin mantém como objectivo a conquista de toda a região do Donbass, apesar de analistas militares considerarem que essa meta permanece difícil de alcançar.
A Rússia e a Turquia estão a discutir a revenda de armas russas pelos turcos.
Na mesma semana em que a Turquia recebeu os líderes dos países-membros da NATO, Ankara manteve-se em contacto com Moscovo. Os contactos entre as duas partes dizem respeito à possível revenda de sistemas de defesa aérea russos a países terceiros por parte da Turquia, uma transacção que só pode ser feita com a permissão da Rússia. De acordo com a agência de notícias estatal russa TASS, a Turquia estará prestes a anunciar a venda do sistema de defesa aérea S-400, de fabrico russo, a um país do Golfo Pérsico. O jornal turco "Hurriyet", citado pelas agências de informação moscovitas, adianta que os mísseis de longo alcance podem ser transferidos a curto prazo para os Emirados Árabes Unidos ou para o Qatar.
E a fechar, Laura, um influencer militar russo, crítico do Kremlin, foi colocado em prisão preventiva.
Igor Guzenko, que assina com o pseudónimo Tarstein, foi colocado em prisão preventiva por um período de dois meses, sob a acusação de incitamento ao ódio. A decisão do tribunal, confirmada pelo canal de Telegram do influencer, com mais de 200 mil subscritores, surge depois de Guzenko ter sido detido pelas autoridades russas. O blogger, que também vai enfrentar acusações de extremismo e deserção de funções, tem sido uma voz altamente crítica do Ministério da Defesa e da liderança militar de Moscovo, contestando publicamente a forma como a invasão da Ucrânia tem sido conduzida. Anteriormente, Guzenko já tinha chegado a acusar o próprio presidente Vladimir Putin de incompetência nas decisões estratégicas e tinha também criticado o governo pelas falhas na internet móvel. Esta detenção faz parte de uma campanha contínua do Kremlin para silenciar as vozes ultranacionalistas que põem em causa a narrativa oficial do regime russo, sufocando assim qualquer tipo de dissidência interna na Rússia.
E fica por aqui a edição de hoje de "Guerra Traduzida". Está de regresso segunda-feira.