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Damos início a mais uma Guerra Traduzida na Rádio Observador, espaço onde passamos em revista os principais destaques da imprensa russa, bem como da imprensa ucraniana. Hoje com a jornalista Laura Figueiredo. Laura, boa noite. Começamos precisamente pela imprensa ucraniana. Volodymyr Zelensky admite sentir-se traído por Trump e diz que o presidente norte-americano está do lado errado do conflito.
São declarações do presidente ucraniano numa entrevista ao jornalista britânico Piers Morgan, citadas pelo The Kyiv Independent. Zelensky diz que a Ucrânia está a perder o apoio dos Estados Unidos, mas recusa ceder às exigências do Kremlin.
"É uma pena estarmos a perder um parceiro forte, mas não é culpa nossa. Nós não podemos ser fracos, senão não vamos sobreviver. E nós não vamos vender o nosso país. Quem está no meio, como Donald Trump, tem de ficar no meio, não do lado errado da história. Não sei quem o está a aconselhar, mas Trump está a ficar do lado errado da história."
Volodymyr Zelensky, que acusa Donald Trump de estar no lado errado sobre o conflito na Ucrânia.
Laura, continuamos a falar de Zelensky, que diz que a limitação do uso de Starlink é um grande erro e pede diretamente a Elon Musk para reativar o sistema.
O presidente ucraniano pediu precisamente a Elon Musk para reverter a limitação do uso dos satélites Starlink por parte das forças ucranianas, para evitar perdas humanas nos ataques russos contra o país. Durante a noite de ontem, a SpaceX de Elon Musk, que opera os satélites, implementou um limite de velocidade nos terminais da Starlink, conforme foi denunciado pelo conselheiro presidencial ucraniano. O governante diz que a decisão da empresa não pode ser uma coincidência e está relacionada com a atual situação política, referindo-se ao aumento das tensões entre a Ucrânia e os Estados Unidos. Hoje, em Inglaterra, Zelensky diz também que Elon Musk está a cometer um grande erro. Afirma que a decisão vai trazer muitas perdas humanas.
E é precisamente para Inglaterra que viramos a nossa atenção. O primeiro-ministro britânico anunciou hoje uma aceleração da entrega de defesa aérea à Ucrânia.
Andy Burnham e Volodymyr Zelensky estiveram hoje reunidos. No final do encontro, o primeiro-ministro do Reino Unido anunciou que o país está a agilizar a entrega de defesas aéreas britânicas à Ucrânia, numa altura em que o país tem sofrido intensos ataques por parte da Rússia. Burnham defendeu também mais sanções à Rússia e uma renovação do apoio de Donald Trump à Ucrânia, numa altura de tensão entre Washington e Kiev. Por sua vez, Zelensky afirmou que está preparado para qualquer tipo de cessar-fogo, mas admitiu que o país está a ter algumas dificuldades em lidar com a onda de ataques. Nos últimos dias, os aliados de Kiev falharam em avisar a Ucrânia sobre o lançamento de mísseis balísticos por parte da Rússia, sendo que ontem Kiev teve os terminais de internet por satélite Starlink restringidos durante os ataques. Também esta tarde, Volodymyr Zelensky esteve reunido com o Rei Carlos III no Palácio de Buckingham. Depois do encontro, nas redes sociais, o presidente ucraniano agradeceu ao monarca britânico pelo apoio inabalável à Ucrânia e também pela ajuda de Londres a Kiev.
Num dia em que a Ucrânia reconquistou 101 km² de território em Donetsk, chega assim ao fim, Laura, a Operação Vivaldi.
O terceiro corpo do exército da Ucrânia anunciou esta reconquista de 101 km² de território no setor de Lyman, em Donetsk, às forças russas. Stelenadolina, Lipov e Kolodiaz foram as localidades recuperadas. A ofensiva conclui assim a Operação Vivaldi, lançada em fevereiro para reconquistar o norte da região e que, no total, resultou na recuperação de 277 km² e 16 localidades.
Foram estes os principais destaques da imprensa ucraniana. Voltamos já a seguir com as principais notícias, desta vez, dos jornais russos.