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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador, espaço em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa. Hoje com a jornalista Laura Figueiredo. E Laura, começamos pela imprensa ucraniana. Volodymyr Zelensky discursou hoje na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.
Diz que a Rússia está humilhada por ter perdido o controle da indústria petrolífera. Foi por aqui que começou a intervenção do presidente ucraniano na Assembleia Geral da ONU. Fala numa humilhação para Moscovo perante uma guerra que nenhum líder mundial apoia.
É difícil imaginar uma perda mais humilhante para um país que tem um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU e que tem tanto orgulho nas suas exportações de petróleo. Eu cito: "Um grande número de refinarias de petróleo, diziam russas, foram destruídas e estão pelo menos temporariamente fora de comissão". E isto é verdade. A Rússia enganou-se. E a conclusão desta publicação do Trump também está certa. Esta guerra ridícula com a Ucrânia tem de acabar. Eu não conheço um líder mundial que diga o contrário. Eu não conheço ninguém que esteja abertamente a favor desta guerra.
Ainda assim, o presidente ucraniano garante que o alvo de Kiev não é a indústria petrolífera russa, mas sim a capacidade de Moscovo de financiar a guerra. Zelensky pediu ainda a intervenção da China pra acabar com a guerra na Ucrânia.
Os ucranianos entendem que este inverno pode ser muito perigoso para nós, mas em resposta, não teremos escolha senão fazer com que seja doloroso também para a Rússia. Infelizmente, não tivemos oportunidade de falar diretamente com o líder da China, que está na América hoje e não aqui. E ele é alguém que pode influenciar a Rússia também, mais do que muitos outros podem.
Intervenção de Volodymyr Zelensky, o presidente ucraniano, neste segundo dia da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York.
E Laura, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, estiveram hoje reunidos à margem da Assembleia Geral da ONU.
No final do encontro, Marco Rubio revelou que a Rússia e a Ucrânia estão interessadas num cessar-fogo energético. Afirma que Washington vai trabalhar pra tentar alcançar este acordo, mas reconheceu que não será fácil. O chefe da diplomacia norte-americana não esclareceu também se a questão dos ataques às instalações energéticas foi ou não abordada na reunião. Recordou apenas que a Ucrânia tem atacado refinarias e outras infraestruturas russas ligadas ao petróleo e ao gás, enquanto a Rússia continua a atingir a rede elétrica ucraniana numa altura em que se aproxima o inverno. Marco Rubio reconheceu que alcançar um entendimento não será simples, uma vez que Moscovo e Kiev consideram os ataques às infraestruturas energéticas parte dos respectivos objectivos estratégicos. Ainda assim, o secretário de Estado norte-americano defende que vale a pena procurar um acordo que seria benéfico para ambos os países e também para o resto do mundo.
E a União Europeia e 50 países assinaram uma declaração onde apelam à Rússia para que suspenda os ataques contra a Ucrânia.
A notícia é avançada pelo jornal ucraniano Pravda, que realça que entre os países signatários não constam os Estados Unidos. Na declaração citada pelo jornal ucraniano, lê-se: "A Ucrânia quer a paz, a Rússia deve cessar a agressão, concordar com o cessar-fogo e envolver-se de forma construtiva em negociações para alcançar uma paz abrangente, justa e duradoura, de acordo com o direito internacional". Os países signatários exigem o fim dos ataques russos a civis e a infraestruturas, e ainda um acordo que garanta a liberdade de navegação no Mar Negro. Além disso, pedem o regresso imediato à Ucrânia de todos os civis ucranianos detidos arbitrariamente, deslocados à força ou deportados, em particular crianças, assim também como dos prisioneiros de guerra. Entre os países signatários deste documento constam Portugal, Espanha, Reino Unido, Suíça, Alemanha e também Itália.
E são estes os principais destaques da imprensa ucraniana. Voltamos já a seguir com os destaques dos jornais russos.