A Vida em Revolução
Como era a vida quotidiana nos anos de 1974 e 1975? As memórias do vertiginoso dia-a-dia nas várias áreas da sociedade portuguesa durante o PREC. Programa de entrevistas conduzidas por Rui Ramos e Pedro Jorge Castro.
Episódios
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“Eanes assume uma posição que não é dele no 25N. Irrita-me!”
Os choques com Vasco Gonçalves e Otelo. O diálogo com Costa Gomes sobre a chantagem. E vários ajustes de contas com Eanes, que acusa de se ter rodeado de corruptos para sobressair como honesto.
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“Houve abusos. Mas há fuzilamentos em todo o lado. Aqui não”
As listas de pessoas a prender. O sequestro de Otelo em Belém. O envolvimento da CIA e do KGB na Matança da Páscoa. Os golpes do 28 de setembro e do 11 de março contados por Vasco Lourenço.
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“Bateram palmas ao Spínola porquê? Cambada de carneiros!”
Como Vasco Lourenço se impôs antes e depois do 25 de abril. E as fúrias nos diálogos com os outros militares, nas várias lutas pela tomada do poder — mas também por causa do tamanho das patilhas.
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Vasco Lourenço: “Assumo a golpada contra os meus camaradas”
Os choques com Spínola na Guiné. O espanto quando ouviu pela primeira vez Melo Antunes. O golpe com que enganou os outros militares. E o plano de rapto para evitar a ida para os Açores.
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“Se Otelo quisesse, tinha havido mortos e ele tinha ganho”
O 25 de Novembro. As duas prisões, as duas candidaturas a PR e as duas mulheres. Parte II da entrevista com o filho de Otelo, Sérgio Carvalho: “Compreendo a amargura dos filhos das vítimas das FP”.
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Sérgio Carvalho: “Estava farto que o meu pai fosse o Otelo”
Aos 10 anos, Sérgio Carvalho era agredido no Colégio Militar, por ser filho de Otelo. A viagem com o pai a Cuba, as abordagens de Cunhal, os mandados em branco e a missão para salvar a Quinta do Lago.
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“Chamei Otelo ao meu gato: é simpático mas não de confiança”
Chantagens a militares com ficheiros da PIDE. A “artimanha” de Costa Gomes, apanhado a conspirar com Vasco Gonçalves em S. João da Barra. E Spínola de pijama no 11 de março. Manuel Monge, parte II.
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Monge: “Vasco Lourenço diz que é o Papa, mas é só um bispo”
A divergência com Otelo que levou à derrota do golpe das Caldas. A detenção. E o confronto sobre a descolonização com Melo Antunes — que levou Spínola a ameaçar dar-lhe um tiro. Manuel Monge, parte I.
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Ângelo Correia: “1975 mostrou a crueldade e o amor”
O respeito pelos deputados do PCP na Constituinte, por terem sofrido no Estado Novo. A matança da Páscoa. E ainda Sá Carneiro, Cunhal, Melo Antunes e Ramos Horta, vistos por Ângelo Correia.
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“PS tinha um palácio, o PPD uns quartinhos. Foi a maçonaria”
Como Ângelo Correia implantou o PPD em Aveiro a seguir ao 25 de abril: o encapuzado, o casting para as mesas, a palavra do bispo e o erro com Girão Pereira. Ainda a destruição do 11 de março.
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