Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

A questão é difícil.

Eu acho que a sua questão é muito importante.

Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece.

Ficará eventualmente a pergunta no ar.

É uma boa pergunta.

Paulo Ferreira e Júlio Magalhães, hoje falamos de sagas eleitorais, o pico que nunca mais chega. E cega, sei lá. Problemas com o mercado, mas começamos a ver passar os comboios, não é, Júlio?

É isso mesmo. Ora em plena campanha eleitoral, o que pensam os partidos do plano ferroviário?

Olha, não têm faltado propostas nesse sentido, Júlio.

É verdade, eu não vos queria incomodar com este assunto, mas tem que ser. Em dois dias seguidos, o Público, na edição de domingo, e o Diário de Notícias na edição de ontem dão conta das propostas dos partidos para aquilo que consideram ser um desígnio, que vai ao encontro das diretrizes da União Europeia: a aposta em força nas linhas ferroviárias. Todos os partidos dedicam atenção ao futuro do comboio, sendo que apenas o Chega e o CDS são omissos em relação a este assunto. De resto, todos os partidos estão de acordo quanto à redução do tempo entre Lisboa e Porto, às ligações a capitais de distrito e alguns até numa ligação também rápida à Galiza. Curiosamente, a Iniciativa Liberal e o Bloco de Esquerda são os que mais se debruçam sobre o assunto com planos mais detalhados, aprofundando um pouco mais o que está planeado no Plano Nacional 2030 e numa nova ligação ferroviária sobre o Tejo, bloquistas e liberais estão de acordo. Ora, quem diria?

Quem diria, não é? Os extremos entendem-se nalguns temas.

É verdade.

E desde quando é que o CDS tem problemas com o mercado?

O CDS defende a iniciativa privada e uma economia de mercado desde sempre.

Isso é verdade. Mas isso não impede o partido de ter problemas com o mercado. Ontem, na Guarda, Francisco Rodrigues dos Santos e a sua comitiva tinham previsto ir ao mercado. Logo de manhã, distribuir cheques farmácia ou falsos, obviamente, para demonstrar aquilo que é uma proposta de CDS. Mas fizeram mal as contas, não se lembraram que era segunda-feira. Os mercados à segunda-feira estão quase vazios.

Falta o peixe fresco.

Exatamente. Não há peixe fresco. Eles estavam lá só basicamente com os vendedores. E lá voltaram atrás, porque aquele mercado não estava a funcionar. Foi aqui uma falha de mercado, como a teoria econômica bem explica.

Exatamente.

Não está habituado a ir ao mar, o Francisco Rodrigues dos Santos.

Nem ao mar, nem ao mercado, tu viste.

Exatamente. Será que vamos continuar sem perceber quando será o pico da pandemia?

É, já foi anunciado várias vezes, não há meio de chegar.

Estava para ser na primeira semana de janeiro, depois já era uma semana depois, era para ser esta e até se falava numa tendência decrescente e agora com os casos a aumentar, já se fala que será dentro de duas semanas. Previsões diárias, sempre contraditórias e sem confirmação possível porque o vírus anda por aí e à medida que a sociedade vai abrindo, o número vai aumentando. Não seria melhor deixar de falar disso e induvirmos vento nas redes sociais, já circulam memes onde se faz referência ao pico da pandemia, que já foi anunciado tantas vezes, que concluem que o pico é mesmo nos Açores.

Aí não há dúvidas. E não muda.

Isso está lá há muito tempo. E quando é que os partidos substituem a conversa sobre a abstenção por medidas que facilitem, de facto, a votação de todos, a começar pelos imigrantes?

Aqui falamos de um dos problemas burocráticos que estão mal resolvidos há muito tempo.

Há muito tempo. E ontem um trabalho do Público recordou isso mesmo, uma reportagem que conta a saga de vários jovens eleitores portugueses que estão fora do país e que querem, mas não conseguem votar. Interessam-se pela política, interessam-se pelo país, mas dá a ideia que o país não quer saber assim tanto deles. Embaixadas que não atendem telefones, obrigatoriedade de voto presencial em consulados que ficam muitas vezes a centenas de quilómetros, sites oficiais que não respondem. Enfim, uma realidade que nos envergonha a todos. E está aqui um trabalho jornalístico que todos os políticos deviam ler com atenção.

Ainda bem que faz essa pergunta, sempre com o Paulo Ferreira e o Júlio Magalhães nas manhãs 360. Se não ouviu desde o início, já sabe que este episódio, dentro de minutos, fica disponível também em podcast.

A questão é difícil.

Eu acho que a sua questão é muito importante.

Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece.

Ficará eventualmente a pergunta no ar.

É uma boa pergunta.

Obrigada por ter ouvido este podcast. Se gostou, pode subscrevê-lo, pode partilhá-lo e também pode ouvir a Rádio Observador online em 98.7 em Lisboa e em 98.4 no Porto.