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Aveiro está em contagem decrescente para o Festival dos Canais. Acontece de 16 a 20 de julho e claro, estamos todos convidados. Dino Santiago abre o festival, que vai na 10ª edição. É no dia 16, no Cais da Fonte Nova. O Festival dos Canais é um dos grandes eventos culturais do município e região de Aveiro. Nesse sentido, é uma oportunidade para receber artistas estrangeiros e promover artistas aveirenses. Nesse sentido, o Festival dos Canais encomendou a Rui Queiroz de Matos um espetáculo. O encenador e autor aveirense criou "Verde-Claro", performance e instalação onde serão manipulados dois objetos.

Um deles é uma lagarta gigante com 10 m de comprimento e o outro elemento será uma espécie de um casulo, uma crisálida. Eles vão estar expostos e durante a performance, essa lagarta, que é, na verdade, uma marionete, vai ser manipulada por atores manipuladores, que farão um pequeno circuito ali no espaço que está consignada a apresentação. Essa lagarta vai depois entrar no casulo e daí sai uma borboleta maior e outras mais pequeninas que serão interpretadas por bailarinas.

Ao todo, oito elementos humanos vão estar em palco para dar corpo a este espetáculo, acompanhado da música criada pelo grupo Oxalá. Os objetos são de Tiago Margassa. Com o "Verde-Claro", Rui Queiroz de Matos pretende pôr o espectador a pensar sobre conceitos como a metamorfose e a escala.

Trazer, neste caso, algo que pertence ao microcosmos, ampliar este mundo mais pequenino e dar-nos a oportunidade de pensarmos se serão estes os objetos que foram ampliados, estas figuras, estas personagens foram ampliadas, ou poderemos então imaginar que nós encolhemos e ficamos minúsculos.

"Verde-Claro" tem quatro apresentações diárias nas ruas de Aveiro durante os cinco dias do Festival dos Canais. Entre os destaques desta edição, contam-se novamente os espetáculos sobre a água. Da Holanda, a companhia Panama Pictures traz "The Weight of Water", em português, "O Peso da Água". Seis intérpretes numa plataforma flutuante promovem uma reflexão sobre os tempos atuais e a relação com o meio ambiente. José Pina, programador do Festival dos Canais, explica.

Um espetáculo que acontece num palco flutuante e totalmente imprevisível, através de uma parábola moderna que aborda a questão do aquecimento global e das alterações climáticas, num projeto que sensibiliza para quem se preocupa com essas questões do aquecimento global, da alteração climática, aumento do nível das águas dos oceanos, e que alia, dentro do seu conteúdo, as dimensões artísticas da dança, do circo e também tem música tocada ao vivo.

"The Weight of Water" pode ser visto nos dias 19 e 20 de julho no Canal Central. E como já vem sendo hábito no festival, as margens dos canais de Aveiro vão receber a Fanfarra dos Canais, que todos os anos recebe novos elementos. Fique atento às inscrições e fique também atento à programação completa que vai ser divulgada nos próximos dias. É a 10ª edição do Festival dos Canais, um marco na história cultural da região de Aveiro, como sublinha José Pina.

O balanço é muito positivo, diria mesmo que é extraordinário, no sentido em que Aveiro tem se afirmado no panorama nacional e também já europeu como uma referência nesta dimensão das artes da rua, através deste festival. Ter conseguido trazer a Portugal projetos em primeira mão, ter mais uma oferta cultural no seu vasto leque de ofertas de atividade durante o ano, ter formação também diferenciada e também poder contribuir para aquilo que é o desenvolvimento deste setor a nível nacional e com enfoque também especial aqui do município e da região de Aveiro onde nós estamos inseridos.

Está tudo em www.festivaldoscanais.pt. Integrado no Festival dos Canais, Aveiro volta a receber o Chefs on Fire, festival gastronômico. É nos dias 18, 19 e 20 de julho, no Parque Infante Dom Pedro. Gonçalo Castelo Branco, da organização, conta o menu deste festival de cozinha no fogo.

No primeiro dia, Cristiano Barata, João Magalhães, Rafaela Ferreira, Verónica Dias, chefs famosos No segundo dia, Tiago bonito, o Miguel Peres, João Salo e a Ana Patrícia Correia, também chefs, alguns deles já repetentes de outras edições Chefs on Fire. E no último dia, o Francisco Nogueira do Twiks, o Ricardo Costa do Yetman, chef com duas estrelas Michelin, que está a estrear no Chefs on Fire, nunca fez Chefs on Fire, o João Guedes e o Caetano Ferreira da Casa da Sala de Corte. Temos aqui chefs e comida absolutamente deliciosa.

É o terceiro ano em Aveiro. Nunca o Chefs on Fire decorreu tantos anos seguidos numa cidade e, como é hábito, ao som de música.

No primeiro dia, João Borges e Iolanda. Segundo dia, Raquel Martins e Bateu Matou, que é um concerto fenomenal, que eu mal posso esperar. E no último dia, o Benjamim e os Napa, que estão num grande momento de forma depois do Festival da Canção.

O Chefs on Fire é o maior festival de fogo na Europa, com edições em múltiplas cidades. Comer é um prazer, mas também um ato social.

Há poucas coisas que são simbólicas da nossa cultura, como a nossa relação com a comida. Os países latinos e em particular Portugal, é à mesa que se conversa, é à mesa que se negoceia, é à mesa que nos apaixonamos, é à mesa que tratamos de tudo. Somos aquele povo que está sentado almoçar a falar do que vai jantar. E portanto, a comida para nós é uma cola, é um lubrificante social e é uma cola familiar. É a maneira como nós interagimos uns com os outros. É por isso que quando chegamos ao Natal, fazemos sempre cinco vezes a comida que é necessária. É aquele dia que dizemos à nossa família que os amamos e que temos saudades deles.

É tudo isso que o Chefs on Fire celebra durante três dias no Parque Infante Dom Pedro. Celso Assunção, o criador aveirense de acessórios de moda, expõe em Aveiro. A marca fundada há mais de 20 anos, Celso's, tem conquistado o mundo e são essas duas décadas que se dão a conhecer na galeria da antiga capitania. São sobretudo os chapéus que Celso Assunção criou usando o saber da manufatura do distrito aveirense. Celso Assunção destacou-se na chapelaria, mas tem se notabilizado no desenho de fardas para hotéis de charme e até já criou peças para artistas de renome, como Madonna. A Celso's integra a Associação Portuguesa de Marcas de Excelência, entidade que promove marcas nacionais no segmento do luxo. O mundo criativo do Celso's está em exposição na galeria da antiga capitania até 20 de julho. Venha ver esta exposição, onde os chapéus são elevados à condição de obra de arte. Chapéu! Até 21 de setembro, há para ver no Museu da Cidade, Barristas de Aveiro, século XVII a XIX. A exposição dá a conhecer o trabalho escultórico dos Barristas de Aveiro, que ao longo de séculos deram forma a um vasto conjunto de esculturas devocionais. As peças, expostas em conjunto pela primeira vez, são sobretudo provenientes de coleções privadas e do Museu Nacional de Arte Antiga. É para ver até 21 de setembro, no Museu da Cidade, com entrada gratuita. Também até 21 de setembro, a música está em destaque no Museu Arte Nova. O Murmúrio da Noite, a presença do som no movimento Arte Nova, assim se chama a exposição sobre este movimento artístico, que se expressou entre 1880 e 1915. A partir de texto, imagens, objetos, esta exposição aborda a música no período Arte Nova e a forma como este movimento rompeu com o romanticismo na procura de uma nova modernidade. É o tempo do transporte a vapor, com mais gente a viajar e da invenção da gravação e reprodução do som. Quebraram-se barreiras, fundiram-se estilos, cresceu a aprendizagem e difusão musical. Surgiu o jazz. Todo um universo cultural que se conta no Museu Arte Nova, de terça a domingo, até ao último dia de verão. Fica por aqui o Aveiro ON deste mês. Vá consultando a programação cultural da Câmara Municipal de Aveiro, no site e nas redes sociais. Subscreva as contas oficiais da autarquia para acompanhar a vida cultural da cidade dos canais. E não se esqueça da Feira do Livro de Aveiro, que decorre no Rossio e Mercado do Peixe até 6 de julho. No último dia da feira, às 19h, recordo, é lançado o livro "Rossio de Aveiro", com uma mesa-redonda, com a presença de Ribau Esteves, presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Nuno Mateus, arquiteto projetista do novo Rossio e Aniceto Carmo, empreiteiro da obra. O livro documenta a história, o projeto, a obra e a nova dinâmica social deste importante espaço central da cidade de Aveiro. É a nota final deste Aveiro ON. Regressamos no final de julho. Boas férias, se for o caso.