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Vamos ao Boa Moeda, Má Moeda desta quinta-feira com a Judite França. Bom dia, Judite.
Bom dia.
Hoje vamos começar com dados sobre a poupança das famílias.
Especificamente nos Certificados do Tesouro, que perderam 191 milhões de euros em junho. Foi o 56º mês seguido em que os portugueses resgataram dinheiro deste tipo de poupança. Foi esta falta de atratividade que levou o governo a mexer nas condições deste produto no início deste mês, com o lançamento da Série cinco, com uma taxa de juro mais alta. Segundo a agência que gere a dívida pública, o IGCP, os portugueses ainda tinham mais de 6,5 mil milhões de euros aplicados em Certificados do Tesouro no final do mês passado. O Eco escreve que desde novembro de 2021 que os aforradores têm vindo a tirar dinheiro destes certificados, ou seja, há 56 meses que há mais resgates do que subscrições. Foi para contrariar esta tendência que o Ministério das Finanças substituiu estes Certificados do Tesouro Poupança Valor pela nova Série cinco, com prazo de 10 anos, uma taxa média bruta de 2,71%, o que em termos líquidos significa 1,8% de rentabilidade. Segundo o Ministério das Finanças, a nova série, que entrou em vigor no passado dia 6, tinha já acumulado subscrições de 120 milhões de euros logo na primeira semana. Os Certificados de Aforro continuam a ser os preferidos das famílias. Em junho foram aplicados mais de 635 milhões de euros, ainda assim um abrandamento em relação ao mês anterior. A subida da taxa de juro base dos Certificados de Aforro para 2,215% foi impulsionada pelo aumento da Euribor a três meses e isso atraiu os investidores.
Olhamos agora para o alojamento turístico na Costa da Caparica. Está a enfrentar cancelamentos. É por causa dos cortes no abastecimento de água?
Sim, claramente. As famílias estão a procurar alternativas para as férias de verão, com receio que a falta de água regresse. E segundo o Diário de Notícias, aos milhares de euros que já somam em prejuízos graças às falhas de abastecimento no início do mês, os empresários enfrentam agora cancelamentos, resultado da publicidade negativa à região. Há uma vaga de cancelamentos com receio do regresso da falta de água. Clientes com alojamento marcado estão a avisar as unidades hoteleiras que este ano preferem procurar outro destino e ao DN, empresários da hotelaria explicam que não podem dar garantias aos clientes de que a água não vai voltar a faltar nas torneiras. Além da publicidade negativa que a cidade ganhou, há ainda comentários nas plataformas de marcação online que chegam ao público estrangeiro. E os turistas que visitaram a região de Almada em julho deixaram comentários muito depreciativos depois de uma má experiência de férias com falta de água. Ao Diário de Notícias, os empresários contam que têm avaliações de um valor numa escala de um a 10, exatamente por causa da falta de água e essas avaliações terão repercussão nos próximos tempos.
Mesmo que nos próximos meses da época alta não falte água nas torneiras, os danos à reputação parecem estar feitos. Está feito o Boa Moeda, Má Moeda com a Judite França. Obrigado, Judite.
Obrigada.
O programa regressa amanhã à mesma hora.