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Esta é a Boa Moeda, Má Moeda das manhãs 360. Paulo, o desemprego volta a estar em mínimos históricos.

Mínimos históricos, pelo menos de acordo com a série atual de estatística do INEC, que nos permite essa comparação. A taxa de desemprego caiu de 6,1% no primeiro trimestre deste ano para 5,3% agora no segundo trimestre. Portanto, é de fato o valor mais baixo que se consegue encontrar na atual série estatística, que foi iniciada em 2011. Mesmo mudando de série estatística, para encontrar taxas de desemprego mais baixas em Portugal, temos que recuar mais, temos que ir até 2002 para encontrar uma taxa que nesse caso é de 5,3% também. O que isso significa? Que em cada 100 pessoas, em idade ativa, claro, 5,3% não têm emprego. A população desempregada está agora estimada em 300 mil pessoas. É uma queda de 13% em relação ao trimestre anterior. O que se passa? Há aqui o efeito de uma sazonalidade típica de verão, que acontece este ano e em todos os anos também, só que este ano está a acontecer a níveis de desemprego mais baixos, com os chamados empregos de verão. Um bom sinal disso é que foi nos serviços que se criaram mais empregos neste trimestre. E em termos geográficos, foi no Algarve e na Grande Lisboa que a taxa de desemprego caiu mais fortemente em relação ao primeiro trimestre, o que significa de fato que são zonas com mais turismo, obviamente, com mais pressão turística, onde se criam mais empregos de serviços no verão. Portanto, é uma boa notícia. Estamos naquilo que os economistas chamam de pleno emprego e significa que a economia portuguesa está a absorver, porque se olharmos para os números da imigração também, está a absorver cada vez mais pessoas, a criar mais postos de trabalho e a absorver mais pessoas no mercado de trabalho. Ou seja, a vinda de imigrantes não está a provocar o desemprego.

Sim, não está a retirar trabalho aos outros. E que as prestações sociais também não estão a pesar muito, pelo menos o que tenha a ver com subsídios de desemprego.

Claro, obviamente, isto é bom para as contas da ação social, como é evidente. Agora, se os empregos criados são de mais ou menos valor acrescentado, isso já é outra história.

Ora bem. Paulo, temos também de voltar a falar do mercado imobiliário, porque há mais sinais de arrefecimento, não é?

É verdade. Desta vez são dados da Century 21, uma das maiores redes de mediação imobiliária do país. Dados da própria marca, que diz que acompanhou cerca de 12 mil famílias ou pessoas na compra, venda e arrendamento de casa no primeiro semestre deste ano, mas isto é menos 5% do que tinham registado, do trabalho que tinham feito no mesmo período de 2025. Portanto, há aqui uma quebra de atividade, reflete essa desaceleração da atividade. E a empresa diz que, para justificar isto, há uma procura que continua presente, se bem que é cada vez mais condicionada pela dificuldade de acesso à habitação, pela escassez de oferta adequada. Ou seja, se quisermos, não há match entre aquilo que as pessoas procuram, e imagino que o preço seja um fator importante, e aquilo que o mercado está a oferecer. E também, diz a Century 21, pelo elevado esforço financeiro que é exigir às famílias. Aqui, obviamente, a questão de preço e a questão das taxas de juro também, que nos últimos meses têm subido. Mas é mais um sinal de que o mercado imobiliário, continuando com preços em alta, já não está, pelo menos a escaldar como estava provavelmente nos dois últimos ou três anos.