Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Está no ar a Boa Moeda, Má Moeda da Rádio Observador. Paulo Ferreira, vamos à boa moeda.
Duas boas moedas hoje.
Duas, Paulo, mão cheia.
A primeira: desde ontem que estão disponíveis os vouchers para levantar ou requisitar os manuais escolares gratuitos. Isto para todos os anos, porque no início do mês ficaram disponíveis os vouchers para os estudantes do primeiro ciclo e depois também dos oitavo e 11º anos e ontem ficaram disponíveis os manuais para os restantes anos. Está o leque completo, mas atenção que apenas os alunos que estão matriculados nas escolas públicas ou então em estabelecimentos de ensino particular, privado, se quisermos, e cooperativo, que tenham contratos de associação com o Estado é que podem ter estes manuais pagos pelos contribuintes. Os restantes, das escolas privadas, continuam a ter que pagar do seu bolso, independentemente da condição económica das famílias. É basicamente uma discriminação que se mantém aqui.
Mas Paulo, eu não tenho filhos, mas sei que para ter estes manuais grátis é preciso o registo numa plataforma.
Exatamente.
Estou muito bem informada.
Estás muito bem informada.
Por isso ouço a Rádio Observador.
Fazes muito bem. Muita gente mudou a vida quando começou a ouvir a Rádio Observador.
É verdade.
As famílias têm que registar-se numa plataforma que se chama Mega e o endereço é simples, é manuaisescolares.pt. Seguem os procedimentos, entram na plataforma, depois é relativamente intuitivo, é preciso colocar alguns dados, número de contribuinte e por aí fora.
Ainda se poupa aqui um dinheirinho.
Poupa-se dinheiro, poupa-se bastante dinheiro, porque isto por cada criança, nestes anos, estamos a falar, só os manuais escolares e os cadernos de atividades e por aí fora, à vontade 200 a 300 €, fazendo as contas por baixo, dependendo do ano. Mas para quem tem dois, já é uma renda.
Manuaisescolares.pt.
Exatamente.
E qual é a outra boa moeda?
Outra boa moeda, boas notícias para quem tem um carro usado e pode despachá-lo de alguma maneira, pode vendê-lo agora, porque os preços estão a subir, há uma escassez e há muita demora na entrega de carros novos. Há marcas que estão com prazos de entrega entre nove meses e um ano, por exemplo. E quem ganha com isso, obviamente, é o mercado dos usados. Há problemas nas cadeias de abastecimento, desde a pandemia, há falta de componentes, de chips, de muitas peças e há esses largos meses de espera. Por isso, aumentou bastante a solução de recurso. Quem em vez de comprar um carro novo, compra-se um carro usado.
E isso, Paulo, está mesmo a provocar mudanças nos sistemas de aluguer de longa duração?
Exatamente, as empresas que estão nesse setor. O rent a car de curto prazo também anda com carros mais antigos e há muitas empresas que não conseguem satisfazer a procura quando alguém em turismo ou em trabalho precisa de um carro para um ou dois dias. E as gestoras de frotas estão também sem carros novos, não podem renovar as frotas, estão a recorrer a soluções como o prolongamento dos contratos com carros que já estão entregues a clientes, novos contratos de renting de usados ou então comprar marcas alternativas em relação àquelas que costumam comprar. Contas feitas, um carro em segunda mão hoje é mais valioso e se alguém puder vendê-lo ou quiser vendê-lo, que venda agora.
Esta é a hora. Paulo Ferreira, o Boa Moeda, Má Moeda da Rádio Observador. Amanhã há mais novidades e daquelas que mexem com a nossa conta bancária.