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Está no ar o Boa Moeda, Má Moeda com o Paulo Ferreira. Paulo, os valores de referência do IMI vão aumentar.
Vão aumentar, o que significa que o IMI também vai aumentar. Não são as taxas que vão aumentar, embora cada município decida as suas, e há municípios que vão subir a taxa para o ano dentro da banda definida pelo governo. A questão é o valor base, o cálculo do valor patrimonial sobre o qual incide a taxa.
Mesmo os municípios que cobram a menor taxa de IMI vão aumentar.
Mesmo os que cobram menor e mesmo os que mantêm a taxa de um ano para o outro, vai haver ali uns pozinhos de aumento do IMI. Por quê? Porque há o valor patrimonial dos imóveis, que é um cálculo, uma fórmula das finanças, tem a ver com a localização, com os metros quadrados, com algum tipo de características dos imóveis. Como sabemos, o governo decidiu que aumenta em 7% o valor médio de construção por metro quadrado, que é um valor de referência, de fato, para se perceber quanto é que vale cada imóvel. Vai passar para 560 euros. Isto tem impacto no valor do IMI a pagar. O valor desde 2023 que não mexia, estava nos 532 euros por metro quadrado, e portanto, isso significa que este aumento vai se refletir no valor patrimonial tributário. Atenção, isto é aplicado aos imóveis novos, há aqui um asterisco importante. Aplica-se obviamente aos imóveis novos, aos modificados ou aos reconstruídos. Isto é, aqueles que têm, no fundo, um valor novo de IMI ou valor tributário novo, porque estamos a falar do valor atribuído para construção. Os outros imóveis, os que não são novos, modificados ou reconstruídos, isto é, que não tiveram obras de alguma maneira, ou de raiz ou estruturais, mantêm, de fato, se não houver mudança de taxa. Agora, muito cuidado é com os pedidos de reavaliações também.
Porque podem subir.
Pode subir. Por quê? Porque aí aplica-se a reavaliação. Há aqui um jogo, um equilíbrio entre o pedir uma reavaliação para refletir o valor patrimonial, a idade mais avançada que tem o imóvel, porque obviamente à medida do tempo ele vai perdendo valor, mas ponderar isso com a subida destes montantes, que pode, de alguma forma, não compensar aquilo que se ganha com a passagem do tempo. Portanto, é preciso fazer algumas contas antes de se pedir reavaliações dos imóveis que já estão no mercado, entre aspas, e que já estão a pagar IMI. Os outros vão pagar mais.
Fica o alerta. Olha, e o que é que está a acontecer com os carros elétricos, Paulo?
O que é que aconteceu?
Houve uma corrida aos apoios.
Já acabou. Começou e acabou ontem.
É, acabou.
O governo abriu ontem mais uma candidatura, um prazo de candidaturas para o apoio de compra de automóveis elétricos. Este concurso tinha a vantagem de ser retroativo a 1 de janeiro de 2025, isto é, mesmo quem já tivesse comprado o carro elétrico este ano, podia pedir o apoio. Havia 2200 vagas disponíveis, porque o montante de 17,6 milhões de euros que o governo destinava apontando para lá, é de 4 mil a 5 mil euros o apoio por carro elétrico. E obviamente que estas 2200 vagas esgotaram no próprio dia. Ontem, abriu de manhã o concurso online, e as candidaturas durante o dia, a meio da tarde, tinham sido atingidas. E como isto é um sistema de o primeiro a chegar é o primeiro a ser servido, first come, first served, acabou.
Já foi.
Já foi. E, portanto, não sabemos se o governo vai ou não abrir novo apoio, o que é que vai agora acontecer em 2026. Mas em princípio, os automóveis comprados em 2025 ou já tiveram apoio, e as pessoas foram rápidas para isso, ou então já não vão ter. Vamos ver agora o que é que acontece às compras de automóveis novos elétricos. Estamos a falar daquele apoio que o automóvel tinha que ser 100% elétrico, tinha que ser novo e tinha que ser entregue para abate um automóvel com mais de 10 anos com motor a combustão. Depois havia aqui umas diferenças conforme o número de lugares e por aí fora. Também havia bicicletas elétricas metidas a barulho, mas o essencial era isto e portanto, acabou. Agora vamos todos ficar à espera para saber.
É bom, não foi?
Exatamente, rapidíssimo. E desta vez o sistema não foi abaixo. Vamos lá também.
Haver as coisas boas.
As coisas boas, coisas normais, mas que já são excelentes. O sistema aguentou, não é?
Muito bem, Boa Moeda, Má Moeda com o Paulo Ferreira.