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Bons Empregos é um programa trazido pela Cofidis.

Na Cofidis, acreditamos que acima das relações profissionais estão as relações humanas, de partilha, de respeito, de confiança. Não é por acaso que a Cofidis é uma ótima empresa para trabalhar e, em 2019, foi eleita mais uma vez Great Place to Work. É por isso que quem vos diz isto sou eu, um colaborador da Cofidis, e não um locutor contratado. Cofidis, de pessoas para pessoas.

No Bons Empregos desta semana vamos falar da arte de mudar de trabalho. O que fazer quando se decide mudar de trabalho ou carreira? Que passos se devem dar? O que espera alguém que mudou de trabalho? E quem melhor do que alguém que passou por este processo para responder a estas perguntas? Está no Bons Empregos Rodrigo Menezes, que depois de uma carreira de oito anos na publicidade, decidiu dedicar-se à gastronomia e hoje é foodie. Rodrigo Menezes, olá, bem-vindo ao Bons Empregos.

Muito obrigado.

Quando é que decidiste que o teu futuro não passava pela publicidade?

É um trabalho espetacular. Eu era criativo publicitário, era diretor de arte. Era um trabalho espetacular, porque um dia nunca era igual ao outro. Mas sabes que a comida teve um apelo e tem um apelo. E puxou por mim. E foi esse salto que dei. Ou seja, participei no primeiro MasterChef em Portugal, correu-me bem, não ganhei, mas correu-me bem. Acho que as pessoas perceberam aquilo que eu gostava, que era cozinhar descontraídamente. E depois tive a oportunidade de saltar da publicidade para a cozinha, digamos assim. Não na cozinha profissional, mas na cozinha, ou seja, o que eu gosto de fazer na cozinha, o que é que faz um foodie? Que era a pergunta já que me ias fazer a seguir.

Exatamente.

Que toda a gente faz.

O que é um foodie?

Um foodie é um apaixonado, completamente apaixonado por tudo que envolve gastronomia, a história, até os utensílios. Os potes de barro, os potes de ferro e o porquê das coisas. Questionar a gastronomia, a história, os ingredientes, as confecções. Isso é o que me apaixona. E então o foodie é alguém que tem essa paixão toda também, por restaurantes, por pratos, onde se come a melhor cabidela, o melhor leitão, viajar para comer, que é outra coisa que eu gosto bastante de fazer. E consegui fazer carreira disso, imagina. Pagam-me para comer e beber.

Tu já tinhas formação gastronómica ou não?

Tinha, desde que nasci, até que decidi mudar de carreira, gostava de comer. Portanto, é o fato principal. Sabes que eu tenho aquela coisa que eu costumo dizer às pessoas, é uma coisa tramada, que é: eu gosto de tudo. Mesmo até os brócolos. A minha mãe cozinhava muito mal os brócolos, mas mais tarde, quando eu comecei a cozinhar e apercebi-me que eu entendia melhor de cozinha, apaixonei-me pelos brócolos outra vez, imagina. Portanto, acho que tenho esse defeito que é gostar de tudo e levar-me à procura de experimentar coisas que eu mesmo à partida já sei que não vou gostar. E eu vou-te dar um exemplo, a canésia de enfundice, que é um prato aqui da Ericeira, que é um peixe podre, mas eu fiz questão, eu tinha que experimentar. Tinha que lá ir sentir o porquê. Porque uma das coisas que me fascina é o sentido do gosto, o porquê que gostamos das coisas. Dou-te exemplos: água tónica, tarte de lima, o gengibre do pickle do sushi. A primeira vez quando tu comes, aquilo sabe-te mal, mas à medida que tu vais comendo, aquilo vai entranhando-se em ti e ficas a gostar. Isso fascina-me. O sentido do gosto fascina-me.

Rodrigo, depois de oito anos na publicidade, foi fácil tomar a decisão de abraçar uma nova carreira e dedicares-te a um novo trabalho?

Posso-te dizer que eu estava bastante contente com o trabalho que estava a fazer antes, era bastante feliz. A questão aqui foi ser um bocadinho mais feliz. Porque estava a fazer uma coisa que gostava mais ainda. Eu acho que as pessoas não deviam ter medo de arriscar, de fazer aquilo que gostam. É a primeira dica que posso te dizer. Tu depois tens é que encontrar onde é que tens o teu coração, onde é que tu queres fazer, o que é que tu queres fazer e como o queres fazer. Tens que analisar, obviamente, tens que viver disso. Mas acima de tudo, nunca deves ter medo de fazer aquilo que gostas. Isso é a grande dica. E eu fui atrás desse sonho. Fui fazer aquilo que gostava. E hoje em dia posso dizer que estou muito bem, estou confortável, gosto daquilo que faço. Quando acordo, passo sempre a pensar o que é que vamos fazer hoje, o que é que temos para fazer hoje, que passo é que vamos dar hoje, o que é que vou descobrir hoje. Portanto, isso alimenta-me.

Depois dessa tomada de consciência de que era a paixão que te movia para abraçar um novo trabalho e depois de decidir mudar de trabalho, o que é que se seguiu?

Seguiu-se uma ideia simples que é: o que eu vou fazer de maneira a que possa ser diferente, marcar a diferença também e, ao mesmo tempo, não ocupar um espaço que já tivesse ocupado pelos chefes, porque, repara, eu não quero ser chefe, não é essa a minha função, mas ocupar um espaço onde eu pudesse fazer algo que fosse relevante, que fosse fixe, que eu me divertisse, mas que também houvesse alguém que quisesse apostar nisso, para eu poder ter um salário. Digamos assim. O passo a seguir foi, na altura fui abrir uma escola de cozinha no Nelson's Factory. E foi esse o momento que houve uma mudança grande, porque depois fui contactado pelo 24 Kitchen para poder fazer um programa de televisão e foi tudo encadeado. Isso foi muito é fixe, porque eu fiz um manifesto para mim mesmo sobre as coisas que não queria fazer. Eu acho que isto é importante, o que eu não quero fazer.

E o que tu não querias fazer?

Pozinhos, caldos concentrados, digamos assim, pré-comprados, congelados. Eu não queria fazer isso. Percebes? Não queria cair na simplicidade de poder Estar a fazer um endorsement de coisas que fossem congeladas, isso não era a minha cena. Eu queria mesmo era partilhar a minha paixão pela cozinha.

Relevância no mercado, paixão pelo trabalho, são para ti os ingredientes imprescindíveis para quem quer mudar de trabalho?

Completamente.

E poder sobreviver no mercado de trabalho?

Tu tens de ser relevante, ou seja, tu não te vais atirar a fazer uma coisa que já há mais 1000 a fazerem. Ainda para mais quando não tens a formação ou então as pessoas não te conhecem, tu tens que mostrar uma diferença. Tens que chegar ao mercado com uma coisa diferente, senão vais ser mais um a vender gelados. E não é isso que tu queres. Se fores vender gelados, que sejam os melhores gelados de sempre. Aqueles gelados em que vais mesmo à procura da melhor cena, os melhores ingredientes, a melhor técnica, seja o que for. Porque isso é o que vai fazer com que tu sejas diferente. E a diferença, depois, por si só, se a coisa correr bem, vai te trazer mais mercado, porque as pessoas identificam-te a ti como alguém que chegaste, estás a fazer alguma coisa diferente, que estás a fazer um trabalho de qualidade, tens os teus princípios, não te vendes por qualquer coisa. Isso é fundamental.

Rodrigo, qual o conselho que darias a quem quer mudar de carreira ou trabalho?

Olha, que o faça. É mesmo. Que olhem para dentro. Eu sei que há sempre o medo, as pessoas têm muito medo por causa da segurança. Hoje em dia já não há trabalhos para todo o sempre. Acho que o mercado já demonstrou isso. Vai atrás daquilo que te faz feliz, porque a partir do momento que tu fazes aquilo que te deixa bastante feliz, tu deixas de trabalhar. É verdade, isto pode soar mal, pode soar esquisito, mas tu deixas de trabalhar, porque todos os dias vais para o trabalho, digamos assim, vais feliz. Estás sempre à espera de quando é que é o próximo projeto, o que é que tu vais descobrir, o que é que vais fazer de novo.

Rodrigo Menezes, muito obrigado por teres vindo ao "Bons Empregos" desta semana.

Muito obrigado, Pedro.

"Bons Empregos" é um programa trazido pela Cofidis.

Na Cofidis, acreditamos que acima das relações profissionais, estão as relações humanas, de partilha, de respeito, de confiança. Não é por acaso que a Cofidis é uma ótima empresa para trabalhar e em 2019, foi eleita mais uma vez Great Place to Work. É por isso que quem vos diz isto sou eu, um colaborador da Cofidis, e não um locutor contratado. Cofidis, de pessoas para pessoas.

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