Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Olá, bem-vindo ao "Brainstorming", o programa que semanalmente lhe traz as novidades do marketing e da criatividade, informando, analisando e entretendo. E por falar em programas de entretenimento, há aqueles que, sem avisar, viram estudo de caso. Esta semana andou nas bocas do mundo um triângulo amoroso televisivo que fez exatamente isso: sair do registro novela e entrar no território do desconfortavelmente real. E isso acontece quando o que vemos deixa de parecer exagero e começa a soar familiar. Aí já não estamos só a consumir conteúdo. Estamos a reconhecer padrões das relações que puxam, mas também desgastam. Dos jogos emocionais onde ninguém sabe bem quem está a ganhar e daquela linha tênue entre intensidade e confusão. No fundo, aquilo que parece ligação, nem sempre é. Ora, aqui no "Brainstorming", também falamos de ligações, sobretudo das boas e das que fazem e sabem bem. E para isso recebemos Ana Rodrigues, Head of Wine Tourism da Symington Family Estates, para uma conversa sobre experiências, autenticidade e o que faz uma ligação durar dentro e fora das marcas. Nas notícias, temos uma campanha que adapta o ritmo ao comportamento real das pessoas, outra que pega num clássico e transforma emoção em linguagem global e ainda uma iniciativa que aposta no futuro, cultivando o talento desde a raiz. Vamos a isto? Começamos com a Iberdrola Clientes Portugal, que lança o plano Poupança Inteligente, com uma campanha protagonizada por Ana Malhoa. E sim, há aqui ritmo, caliente. Com a criatividade da Fuel Produção da Casper e meios da UM, a campanha parte de um insight simples: cada pessoa tem o seu próprio ritmo e a energia também. O filme acompanha a artista ao longo de um dia ao som de "Turbinada", mostrando momentos de maior e menor intensidade, mais ou menos turbinados, precisamente os momentos em que o consumo energético varia. E é exatamente aí que entra o produto, um plano que identifica automaticamente as oito horas de maior consumo diário de cada cliente e aplica preços mais baixos nesses períodos. Tomar algo técnico, tarifas energéticas, numa experiência quase coreografada e muito turbinada. E agora olhamos para a Coca-Cola, que decidiu pegar num clássico e dar-lhe uma nova vida global. A marca relança "Jump" do Van Halen como um hino oficial da campanha para o Campeonato do Mundo de Futebol 2026. O remake deste "Jump" junta J Balvin, Amber Mark, Steve Vai e também Travis Baker, numa mistura de pop, rock e sonoridades latinas, pensada para atravessar gerações e também geografias. O videoclipe com estética futurista e direção artística de McFly estreou na MTV, aquela que já desapareceu cá da Europa e ganhou também escala em painéis digitais na Times Square. Mais do que nostalgia, aqui há estratégia. E aqui passa por pegar num tema reconhecível e transformá-lo numa linguagem global contemporânea. Porque no fundo, poucas coisas unem tanto como o futebol e a música bem escolhida. Tudo junto, espetáculo. Mais uma edição do "Brainstorming" e nesta temos o prazer de conversar com a Ana Rodrigues, é Head of Wine Tourism da Symington Family Estates. Ana junta-se a nós remotamente desta vez. Ana, muito bem-vinda aqui ao "Brainstorming". No episódio de hoje, viajamos até ao coração das Caves Cockburns, em Vila Nova de Gaia. Ana, a Cockburns lançou recentemente duas experiências premium. Quero saber que experiências são estas e o que é que vos levou a fazerem esta aposta.

Olá, boa tarde. Sim, a Symington, através da área de enoturismo, tem sempre vindo a inovar e a ir de encontro ao que acreditamos que nos diferencia. E neste caso, estas novas experiências que criamos nas Caves Cockburns, o objetivo seria dar mais relevância à tanoaria e aos tanoeiros, que é uma profissão e tradição que a Cockburns mantém viva com uma equipa de sete colegas a trabalhar diariamente. E por outro lado, também ir de encontro à procura crescente de experiências premium exclusivas. O turista procura cada vez mais experiências memoráveis e temos percorrido um caminho de personalização para realmente ir de encontro ao objetivo, que é fazer visitas de grande proximidade, criando laços também com os clientes.

Uhum! E falamos da experiência bicentenária, da seleção dos tanoeiros. O que é que distingue estas visitas das habituais provas a que estamos habituados?

Ambas as experiências proporcionam aos visitantes emoções exclusivas que não estão presentes nas restantes provas. Na seleção dos tanoeiros, a prova decorre entre as barricas, o que realmente é uma inovação para nós, pois a maior parte das provas são servidas nas nossas salas de provas. E é feita no meio da barrica, no meio da nossa cave, cheia de histórias e aromas, com uma seleção de vinhos sugeridos pelos nossos tanoeiros O cenário da prova é mágico e exclusivo. Quando tiver a oportunidade de visitar o nosso armazém, vai perceber isso. Na experiência bicentenário, os visitantes podem assistir ao ritual de abertura a fogo de uma garrafa de vintages, e neste caso, vintage 2015, e são servidos pairings ideais para acompanhar os quatro Portos que são servidos nesta prova tão diferenciada.

Portanto, torna a experiência ainda mais completa, posso assim dizer?

Sim. Realmente é uma experiência muito completa. Obviamente, acaba por passar no circuito em que as outras visitas também passam, mas torna a experiência muito mais imersiva e mais completa neste ponto de vista do roteiro que criamos para a experiência, bem como os vinhos que também são degustados no final da experiência.

Posso dizer que estas experiências são um bocadinho mais autênticas, mostram mesmo o que é o saber fazer tão caro a esta área dos vinhos?

Sim. Efetivamente, as visitas mais memoráveis são as que mais têm intervenção humana, mais exclusividade e menos tecnologia. Um dos pontos fortes da nossa experiência é o facto de os visitantes poderem ver os nossos colegas tanoeiros a reparar os cascos da mesma forma e com as mesmas ferramentas que eram usadas há 200 anos.

Nada mudou?

Nada mudou. Uma ou outra máquina que acrescentamos, obviamente, para tornar mais fácil o trabalho deles, mas continuamos a preservar esta tradição única. E portanto fazemos questão de mostrar o que fazemos melhor, que é manter a tradição do envelhecimento em madeira e a arte da tanoaria. E este armazém é o armazém perfeito para o fazer. É um armazém de trabalho. A nossa equipa de enologia trabalha lado a lado com a equipa de enoturismo e os visitantes conseguem sentir essa proximidade.

É um bocadinho passar para o lado de lá da cortina, não é?

Completamente. E ver esta arte ao vivo é realmente um dos nossos highlights nesta experiência.

Imagino que sim. Tem algum público em particular que queiram atrair para estas experiências?

A maioria dos clientes que vêm para estas experiências são turistas. Ou seja, não temos um grande mercado nacional que procure realmente este tipo de experiência. O que nós procuramos, ou seja, que os clientes nos visitam é dar realmente esta exclusividade e procuramos parceiros e agências que trabalhem também grupos pequenos e pessoas que procurem uma experiência personalizada. Temos também feito, e temos obviamente os mercados que neste momento visitam maioritariamente Portugal, os Estados Unidos, França, UK, Itália, Alemanha, mas também temos feito um esforço por parte da marca e do próprio Vinho do Porto em atrair um público cada vez mais português e principalmente local, pois dá-nos uma enorme felicidade em ver os portugueses a apreciar o que de melhor temos no nosso país e na nossa cidade.

E conseguem ter feedback dos clientes? O que é que vos dizem em relação a estas visitas?

É incrível porque além, obviamente, das plataformas que temos hoje em dia à distância de um clique com as reviews que as pessoas podem colocar, quer no TripAdvisor, quer no Google Reviews. Muitas das vezes, o que é curioso é que recebemos e-mails longos, com muitas palavras de agradecimento em relação à experiência que tiveram na Cockburn's. E isso é realmente incrível, ou seja, alguém que depois de uma visita, que tem e que comprova mais ou menos uma duração de hora e meia a duas horas, se senta e perde 10, 15, 20 minutos do seu tempo para escrever um e-mail a agradecer a experiência que nós proporcionamos.

Às vezes deve dar vontade de emoldurar esses agradecimentos.

Exatamente. Obviamente que estes agradecimentos são exclusivamente à experiência que criamos e à qualidade que temos do vinho em que servimos, mas essencialmente, pelo trabalho que é feito pelos guias que acompanham todas estas visitas e que são um poço de conhecimento, são amantes de Vinho do Porto, e são eles que, na prática, também fazem muita diferença desta experiência.

Pode-se dizer que a criação destas novas experiências também reflete a inovação e a evolução que tem havido na área do enoturismo, particularmente na região de Vila Nova de Gaia?

Sim, a Symington tem vindo a apostar no enoturismo, sendo hoje um dos principais pilares da empresa, além do Vinho do Porto e além do vinho tranquilo. Tivemos sempre uma visão muito clara da forma como queríamos que os visitantes vivessem as nossas experiências e temos vindo sempre a evoluir nesse sentido, trazendo cada vez mais autenticidade, personalização, conhecimento. Temos a consciência que há outras empresas que estão a caminhar no sentido, havendo também outras sem outro tipo de objetivos. Portanto, acho que a região de Vila Nova de Gaia tem vindo a refletir, efetivamente, esta evolução no enoturismo e este pilar que cada vez mais é importante nas empresas de Vinho do Porto.

E é assim também com estas visitas, com esta maior proximidade com o público, que reforçam o posicionamento da Cockburn's?

Sim, ou seja, a Cockburn's tem sido sempre, desde a sua existência, é uma marca que tem mais de 200 anos, isto é realmente inacreditável. Hoje em dia as marcas vão e vêm rapidamente. A Cockburn's tem mais de 200 anos. Apesar de ter mais 200 anos foi sempre pioneira em inovação e mantendo sempre a qualidade e seriedade com que se faz o vinho do Porto. Temos continuamente inovado, que é na ligação que faz com a arte, nos conceitos de comunicação. E estamos muito presentes em eventos com consumidores mais jovens, tentando atraí-los com novas formas de experienciar o vinho do Porto, por exemplo, os coquetéis que fazemos também com o vinho do Porto da marca Cockburn's. A Cockburn's é uma marca com mais reconhecimento internacional e líder em mercados como, por exemplo, o UK. No entanto, apesar da marca não ter tido alguma expressão nos últimos anos em Portugal, nos últimos quatro, cinco anos, temos feito um grande investimento no mercado nacional e conseguimos criar uma relação de proximidade com os locais e com os jovens. Passando também a ser uma marca de referência em Portugal, que pra nós era um dos grandes objetivos em relação à marca. Por isso, acho que é com esta atração de novos consumidores, com a criação de novas experiências, que reforçamos o posicionamento da Cockburn's, como tinha feito na questão que colocou.

Ana, e para o futuro, o que é que se pode esperar da Cockburn's? Esta maior proximidade é para manter? Já têm ideia de como é que vão levar a marca para frente nos próximos anos?

Sim, nós estamos muito empenhados em atrair novos consumidores e a comunicar também novas ocasiões de consumo, sair um bocadinho daquilo que o vinho do Porto está associado, que só se pode beber vinho do Porto em determinadas ocasiões e que o vinho do Porto não é um vinho para jovens. Por isso, temos feito um grande investimento em desmistificar o vinho do Porto, através de vinhos mais atrativos para os jovens, com as edições do Tales of the Unexpected, por exemplo. E este posicionamento reforça também a versatilidade que o vinho do Porto tem ao poder incluí-lo, por exemplo, em coquetéis, bem como em momentos mais descontraídos e sem a formalidade que o vinho do Porto sempre se associou. E claro, o futuro do vinho do Porto passa por uma aposta clara na qualidade e não no volume. Portanto, isso também é uma das nossas ambições e daquilo que sabemos que o vinho do Porto terá que passar. E obviamente que existem muitos desafios para o vinho do Porto atualmente, nomeadamente, como referi anteriormente, os hábitos de consumo, a concorrência de outras bebidas, a sustentabilidade do próprio negócio do vinho do Porto.

Ainda assim, a tradição, neste caso, imagino, jogue a vosso favor, não é?

Sim. É um produto icônico, um produto inacreditável, que começa numa região belíssima, que é a região do Douro. E apesar de termos estes desafios todos, acredito que o vinho do Porto, além de ser um símbolo de Portugal, faz parte da sua identidade e é também um produto de excelente qualidade, produzido num sítio único e maravilhoso que é a região do Douro.

Com inovação e com qualidade rumo ao futuro. Ana, no "Brainstorming", concluímos sempre as nossas conversas da mesma forma. Vou lançar-lhe um desafio: escolher uma música que ligue, de alguma forma, com a Cockburn's e por quê?

É uma pergunta curiosa e por acaso gosto bastante de música, mas de repente diria o "Our House", dos Madness, por vários motivos. É uma banda dos anos 70, coincidentemente a década na qual eu nasci. E também a década onde tivemos a consagração do nosso vinho mais conhecido da marca Cockburn's, que é o Special Reserve. A música é também sobre uma casa normal, numa rua normal, e sobre os rituais que fazem uma casa, um lar. E beber vinho do Porto com família e amigos, pelo que sabemos, é também um dos rituais dos Madness. Portanto, esta seria a música que eu escolheria.

E fechamos assim o círculo. Ana Rodrigues, Head of Wine Tourism da Symington Family Estates. Muito obrigado por ter vindo ao "Brainstorming". Muito sucesso e brindamos a uma próxima conversa. Lanço novamente o desafio que já tinha aqui feito antes de começarmos esta nossa conversa. Da próxima vez tem que ser pessoalmente. Combinado, Ana?

Combinado, será um gosto. Muito obrigada.

Até à próxima. Muito sucesso.

Obrigada.

Quase a chegar ao fim deste "Brainstorming". Olhamos para o que a Compal está a fazer. E o que é isso? É investir no futuro, literalmente. A marca abre candidaturas para a 13ª edição da Academia do Centro de Frutologia. É um programa que apoia produtores portugueses com formação e financiamento. Há três projetos que vão receber 20 mil € cada, mas o verdadeiro valor está mesmo no percurso. Mais de 70 horas de formação em áreas como agricultura, gestão, marketing, sustentabilidade e tecnologia. No total, há 12 empreendedores que vão ser selecionados para um modelo híbrido que combina formação, acompanhamento e contacto direto com o terreno. E num setor que muitas vezes é visto como tradicional, a Compal posiciona-se como facilitadora de inovação e lembra-nos uma coisa simples: afinal de contas, o futuro também se cultiva. Entre relações que confundem intensidade com ligação, campanhas que procuram proximidade e marcas que investem no futuro, há uma ideia que se repete. Num mundo onde a emoção e a atenção são moeda, perceber a diferença é meio caminho andado para fazer melhor, enquanto pessoas, enquanto marcas e enquanto conteúdos. E é também por isso que este nosso "Brainstorming" vai para o ar na Rádio Observador às segundas-feiras, depois das 21:30 da noite. Fica também essa hora disponível em podcast, no site do Observador e claro, na sua plataforma de podcast favorita. Quanto à produção, como é hábito, é da Inês Neto e a sonoplastia, que está para nós como um anti-histamínico está para os pólens, esta semana é do Pedro Oliveira. Quanto a mim, sou o Hugo Silva e até à próxima edição, lembre-se: nem tudo que parece ligação nos deixa ligados e às vezes nem nos deixa on. Até para a semana.