Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Seja bem-vindo a mais um episódio de "Claro como Água", o podcast da iniciativa Vimedo Explica, em parceria com a Rádio Observador. Este podcast que procura dar a conhecer melhor e a responder a todas as dúvidas sobre o bem mais precioso do nosso planeta: a água. E porque falamos do bem mais precioso, falemos também do melhor do mundo, que são as crianças. Hoje vamos falar sobre a água e as crianças e para isso recebemos na rádio a pediatra Natália Pona. Olá, muito bem-vinda.
Olá, Rita, muito obrigada pelo convite.
É um apelido bem diferente, Pona.
É verdade, é um apelido que tem origem italiana.
Ah, muito bem!
Portanto, é um apelido que fica um bocadinho no ouvido.
Sim. Tem ascendência italiana?
Tenho ascendência italiana.
Muito bem. As crianças e a água têm uma relação muito próxima, sendo que quando nascem perdem logo uma grande quantidade. Verdade ou mentira?
É verdade. A água é, de facto, um dos componentes mais importantes do nosso organismo em todas as fases da nossa vida, mas ela é tanto mais importante quanto mais novinhos nós somos, porque ao nascer uma criança tem cerca de 74% a 75% do peso em água, ou seja, três quartos do peso é água, e mal nasce, há de facto, nos primeiros cinco dias, uma perda de volume e de peso que vai até 10% do valor inicial. E isto por quê? Porque há libertação de líquidos.
Não tem nada a ver com rebentar as águas.
Não. Essa é outra questão. Mas perde, de facto, líquido que está acumulado. Para além disso, também começa o rim a funcionar de uma forma muito mais eficaz e, portanto, a eliminar líquidos. E a criança nasce com o estômago com uma dimensão muito pequenina, cerca de 20 a 30 mililitros de capacidade total.
Isso é mesmo pequenino.
É muito pequenino e, portanto, como a mamã está a produzir ainda um leite inicial que se chama colostro, que também vem em pequenas quantidades para se adaptar a esta capacidade do estômago do seu bebê, há, de facto, uma falha na reposição inicial e o bebê perde peso, que depois vai recuperar até por volta dos 15 dias. Nos primeiros seis meses de vida, as necessidades hídricas de um bebê são imensas, são cerca de 150 mililitros por quilo por dia. E, portanto, a água vai ser algo que vai estar sempre presente na vida das crianças. Ao fim dos 12 meses, a percentagem de água já diminuiu bastante, ou seja, quando nascemos com 74%, 75%, vai reduzindo gradualmente até por volta dos 12 meses, em que já nos aproximamos da percentagem de água que existe depois na adolescência e no adulto jovem. Infelizmente, à medida que a idade vai avançando, vamos perdendo água e, obviamente, em fases muito mais avançadas da vida, essa água é muito inferior a 50% e, portanto, há uma perda de volume das nossas células, que se depois traduz em muitas coisas, nomeadamente rugas e outras.
Sim, desidratação.
Desidratação, pronto. Nas crianças, essa situação não acontece numa criança normal que tenha água à disposição e, portanto, a água tem, de facto, um papel fundamental.
E o leite materno, à partida, tem toda a água necessária?
O leite materno é o alimento mais do que natural e mais do que suficiente para suprir as necessidades de um bebê.
Portanto, tem água suficiente, minerais suficientes.
O leite materno é superequilibrado se a mãe for uma pessoa saudável e tiver também uma alimentação adequada. E de facto, o leite materno é o "equilibris" da alimentação dos bebês e preenche totalmente as necessidades dos bebês nos primeiros seis meses de vida. Portanto, não existe necessidade de oferecer nada mais do que o leite materno. E isso é algo que é fabuloso.
Durante os primeiros seis meses.
Seis meses. Pelo menos nos primeiros quatro meses seria fantástico. O ideal é prolongar até aos seis meses, depois mantendo a amamentação, mas a partir dos seis meses é necessário introduzir outros alimentos, até porque existe depois uma janela sensorial e, portanto, o leite materno só por si já não supre as necessidades das crianças maiorzinhas. Mas nos primeiros seis meses é de facto suficiente. E depois há um aspecto muito importante, é que cerca de 90%, 88% do leite é água. E, portanto, um bebê que só está a ser amamentado tem a água necessária pro seu normal desenvolvimento e crescimento nos primeiros meses.
Por acaso é muito curioso, porque existem muitas perguntas na internet sobre se devemos dar água a bebês. Ou seja, antes dos seis meses, se estiver a beber leite materno, não é preciso.
É assim, não há necessidade. Em circunstâncias normais, não há necessidade. Agora, imaginemos que a criança está doente, tem um estado febril ou estamos numa situação de um calor imenso, em que há mais perdas pela respiração e pela transpiração. Enfim, há situações em que poderá fazer sentido oferecer água para além do leite materno. Mas são situações muito pontuais, porque, regra geral, não há necessidade de complementar a amamentação.
Isto até aos seis meses.
Até aos seis meses. Aos seis meses começamos a diversificar a alimentação.
E aí já podemos dar água mineral?
Aí já podemos e devemos dar água mineral, porque aí vamos começar a substituir mamadas por alimentos sólidos e, portanto, obviamente que ao substituirmos o leite, estamos a retirar a quantidade de água que estamos a oferecer nas 24 horas. E, portanto, devemos começar logo com a diversificação alimentar a oferecer água durante as refeições.
Ah, durante as refeições. Porque eu estava a pensar: qual será a quantidade que devemos dar?
Pronto, a quantidade vai variar muito de criança pra criança, desde a atividade que tem, o tipo de alimentação, diversificação que está a haver. Completamente dependente de vários fatores, mas obviamente Nós vamos ter uma alimentação que apesar de tudo ainda tem leite e tem alimentos que também fornecem muita água, nomeadamente a sopa, as frutas. E portanto, no total, as necessidades deverão ser de cerca de 150 ml por quilo por dia, mas como elas comem-
É bom saber essa fórmula, por acaso.
Sim, às vezes tem necessidade de fazer 60 ml até 200 ml por dia de água, porque tudo o resto também já vem englobado na restante alimentação.
Eu, por acaso, li recentemente um estudo de que o leite, por exemplo, uma mãe que teve dois filhos em épocas diferentes, e o leite materno de um filho era diferente, ou seja, da mesma mulher, era diferente de outro filho. Isso tem a ver com o fato de automaticamente o leite materno suprir determinadas necessidades do bebê?
O leite materno é um alimento vivo. É um alimento que é adaptável ao bebê que temos à frente.
Isso é extraordinário.
E portanto, é óbvio que ele nunca é igual, nem é igual de uma mamada pra outra. Portanto, vai se adaptando às necessidades do bebê. Isto, estamos a falar da amamentação, mas há pessoas que infelizmente, por muita boa vontade, não conseguem amamentar os bebês e, portanto, existem no mercado as fórmulas infantis, que são leites artificiais, mas que são de uma qualidade de minerais e qualidade proteica, de hidratos de carbono. Portanto, os macronutrientes e micronutrientes já muito bem conseguida e que servem totalmente as necessidades dos bebês também nos primeiros meses. Portanto, as mamães que não conseguem amamentar não estão-
Que não desesperem, porque hoje ainda por cima houve muita evolução, não é?
Saudáveis. Mas é aqui que, por exemplo, entra a água mineral natural ainda antes dos seis meses. É porque não existe uma necessidade exata pra usar aquela água mineral natural, mas preparar os biberões com água mineral natural fornece aqui um aporte de minerais que podem, de facto, vir a trazer vantagem numa fase em que o crescimento é aceleradíssimo. Só pra dar uma ideia, um bebê pequenino nasce com uma média de 50 cm. Ao final do primeiro ano, ele cresceu 25 cm, ou seja, cresceu metade do comprimento à nascença. Duplicou o peso por volta dos quatro meses, cinco meses, e triplicou aos 12 meses. Portanto, é uma fase de crescimento celular enorme, desenvolvimento motor, cognitivo, tudo isso. E portanto, nós queremos o melhor aporte possível entre macro e micronutrientes, onde se incluem os minerais. E portanto, o uso de uma água mineral poderá ter vantagens, de facto, nesta fase inicial em que-
Muito melhor do que a filtrada, obviamente.
Melhor do que a filtrada, se bem que a água-
Tem de ser própria pra beber, como é óbvio. Sim.
Também adequada e não tem problema poder usar uma e outra alternadamente, não tem problema nenhum.
Mas assim, o ideal seria a água mineral.
Sim, quanto mais minerais, mais oferta vamos dar em termos nutricionais àquele bebê.
Que importância tem o consumo de água mineralizada nos primeiros dois anos de vida de um bebê? Já explicou um bocadinho, tem a ver também com este crescimento gigante que se dá nestes dois anos, mas qual a importância?
É assim, sabendo nós que o nosso organismo precisa da água pro seu bem-estar, e havendo introdução de alimentos gradualmente, às vezes com menor aceitação, maior aceitação, mas às vezes com alguma dificuldade em que a alimentação seja bastante diversificada, existe sempre esta segurança de que se oferecermos uma água mineralizada, estamos a contribuir com alguns minerais que são fundamentais para o desenvolvimento, pro crescimento, e portanto acaba por nos trazer alguma tranquilidade de que não haverá carências de minerais essenciais.
E é assim algum mineral que gostaria de destacar. Existem sim os minerais essenciais, portanto, eu acredito, o cálcio, claro.
Claro. Não, os minerais presentes na água são todos importantes.
Magnésio.
O cálcio, o magnésio.
Sódio.
Sódio, potássio, o cloro, o bicarbonato, o zinco, algumas águas têm a sílica. Nas suas devidas quantidades, são todos importantes. O cálcio, obviamente, toda a gente percebe, porque tem a ver com a função muscular, o crescimento ósseo, dos dentes também. Enfim, participa em diversas funções do organismo, nomeadamente até na coagulação. O magnésio, que eu tenho um carinho especial por magnésio, porque o magnésio também participa nesta parte da função muscular, mas tem uma propriedade osmótica de chamar água ao intestino e aumentar o volume ali das fezes. Isto nas crianças pequeninas às vezes é um bocadinho difícil de controlar. Pra além disso, ele também tem um poder de relaxamento muscular da fibra do músculo liso, que é o músculo da parede intestinal, e, portanto, diminui a contratilidade, permite a evolução das fezes ao longo do intestino grosso e facilita um bocadinho esta parte da dinâmica gastrointestinal.
Pois, porque as crianças sofrem muito de cólicas, não é?
Pois, quer dizer, é uma fase de adaptação. O intestino é um intestino muito impreparado. É um intestino que se vai povoando ao longo dos primeiros dias de vida e, portanto, existe, de facto, a cólica, que nós atribuímos a um choro muito exuberante, mais ao fim do dia, dias seguidos, e de facto é difícil, os bebês aparentam-
Que não alivia com a alimentação.
Não alivia com a alimentação, os bebês aparentam sofrimento, de facto, os pais estão cansados, tudo isso, mas Não se sabendo exatamente a causa da cólica, porque cólica em si é uma contração dolorosa de um músculo liso, de um órgão oco, atribui-se muito à parte intestinal, ao funcionamento intestinal do bebê, com muito ar, que acaba por estimular as contrações que depois são dolorosas e, portanto, o magnésio ajuda a equilibrar um pouco. Então, de que forma é que uma água rica em minerais como bicarbonato, magnésio e cálcio, que são minerais que ajudam efetivamente no alívio da cólica do bebê? Eles ajudam na parte intestinal, sim. O magnésio, principalmente. O magnésio, sim. O bicarbonato também, porque o bicarbonato é uma base. No fundo, vai ajudar a neutralizar a acidez, melhora um pouco a azia. Portanto, as crianças também têm azia? As crianças têm, às vezes, regurgitações intensas. Claro. E muitas vezes com um mal-estar por dor. Nós não conseguimos, obviamente, às vezes perceber bem, mas pode ser só uma dor, porque têm, de fato, ardor ao longo do esôfago. Mas pronto, o bicarbonato tem esse papel de equilibrar o pH, é uma base, portanto, neutraliza um pouco a acidez e também participa na digestão das proteínas. E portanto, ajuda também na digestão. E o cálcio, a mesma coisa. O cálcio, tendo este papel também na fibra muscular, além do osso, interfere também nesta dinâmica da parte intestinal. Existe o perigo de minerais a mais no bebê? Existe sempre um perigo de minerais a mais, mas sobretudo quando existem suplementos. Em suplemento, ou seja, alimentação normal. Por exemplo? Por exemplo, sim. Porque a alimentação normal, a quantidade de minerais que fornece é pequena, e muitas vezes fica aquém das necessidades diárias dos bebês, nomeadamente, por exemplo, o ferro. A alimentação do bebê muitas vezes não fornece a quantidade de ferro necessária para a formação de hemoglobina. Se calhar ainda não comem nem muita carne, nem espinafre. Tudo isso. Mas isto significa que o risco de haver sobrecarga é reduzido. Para haver sobrecarga, mesmo com águas mineralizadas, é necessário fazer suplementos. É muito mais comum em crianças que suplementam a alimentação. E é muito comum casos desses? Não é. Em crianças, não. Dietas normalmente não dão... Sim. Digamos que há crianças que têm problemas da parte renal, de filtração, e que eventualmente podem, por exemplo, em relação ao cálcio, podem ter dificuldade em metabolizar. Podem ser alérgicas. Neste caso, não seria a formação de depósitos de cálcio no rim, que se chama nefrocalcinose. É uma situação que é preciso ou ingerir muito cálcio e ter algum problema a nível renal. Mas, por exemplo, o flúor. O excesso de flúor na água, que às vezes acontecia em algumas regiões do país, devido à quantidade de flúor na água canalizada. O flúor pode provocar uma fluorose. O flúor, obviamente, ajuda o esmalte, na prevenção das cáries, à remineralização do esmalte, mas em excesso pode provocar uma fluorose que faz exatamente o contrário, que não só desmineraliza, como mancha os dentes e pode, de fato, deixar- Em que zonas? Ainda existe ou já não? Não sei responder corretamente, mas até há uns largos anos atrás, quase todas as áreas da costa tinham flúor. Não era em excesso, mas era uma quantidade que supria as necessidades, só que era uma altura em que havia ainda por hábito suplementar com flúor. Os bebês. Fazia-se isso, agora já não se faz. Mas pronto, havia esse risco da fluorose. Mas regra geral, é difícil que haja um excesso de minerais na alimentação. E as crianças podem beber água gaseificada? Uma boa pergunta. Uma água com gás, ou gasocarbônica. Essa água com dióxido de carbono. Sim. Nos adultos tem um efeito às vezes digestivo, ajuda um pouco a digestão, mas eu, honestamente, não vejo vantagem, porque eu acho que as crianças têm que habituar a beber água normal, portanto, água sem, natural. Porque, no fundo, a água gaseificada, eu acho que para algumas pessoas pode ter importância, sobretudo se tiverem um grande vício de beber bebidas com gás e, portanto, a água gaseificada não tendo açúcar, poderá ser uma boa estratégia. Pode ser um bom desmame para a criança deixar a gasosa. O ideal é mesmo não começar. Sim. Mas devem achar graça à água com bolinhas. Sim, pica na boca. Talvez sim, mas penso que não será- Deve ser uma experiência curiosa. Não é proibido. Não está contraindicado, mas não vejo vantagem. Os adultos sentem mais necessidade d'água gaseificada do que obviamente gasocarbônica. E alguns bebês e crianças fazem birras por não quererem beber água. Isto acontece? Pronto, as birras também é outro assunto. Podem ser várias. Dava para um podcast. Exato. De fato, podem não gostar do sabor. Da água? Podem não gostar do sabor. Ou da forma como lhes é oferecida. E portanto, a forma de nós evitarmos ao máximo é começarmos cedo a mostrar como se deve fazer. Os hábitos criam-se em casa e portanto, por observação, por imitação, as crianças acabam a fazer um pouco aquilo que veem. Se nós tivermos por hábito beber muita água ao longo do dia, para eles isso não é uma novidade. E portanto, quando chegar a hora de lhes oferecermos, é algo que é natural. E à partida vão copiar o modelo. Vão copiar o modelo, tal e qual. E portanto não é um assunto, é um não assunto. Os pais bebem água, é normal beber-se água em casa, é a bebida mais saudável que se deve ter à mesa e portanto, entra naturalmente na dinâmica familiar. E depois podemos, de fato, ter estratégias para tentar
Que a criança beba mais.
Beba mais, desde oferecer com uma colher, uma coisa diferente do que faz, ou um copinho colorido.
Pois, exato. Estava a pensar naqueles bebedouros muito coloridos.
Atrair, tem que atrair. Ou até uma palhinha. Há sempre várias estratégias que se podem ter para que a criança adira à água. E outra questão importante é que pode não gostar da água devido à temperatura que ela está e termos que fazer algum ajuste e perceber.
Será que as crianças gostam dela muito mais fresquinha?
Provavelmente, e outras gostam dela um bocadinho mais à temperatura ambiente. Acho que temos que nos adaptar à criança que temos à frente, mas o exemplo fala por si.
Natália Pona, estou a adorar. Estou a aprender muito consigo. Infelizmente, estamos mesmo no fim. Eu vou só partilhar uma curiosidade que, por acaso, Natália Pona já falou: um bebê recém-nascido contém 75% do peso corporal de água. Esta porcentagem vai diminuindo ao longo da vida e, num adulto saudável, os níveis de água representam cerca de 60% do seu peso.
Exato.
Já na terceira idade, esta porcentagem cai, ou seja, desce para valores ainda mais baixos, que rondam os 48 e os 44%.
Exatamente.
Estou a dizer tudo bem?
Tudo bem.
Por esta razão, estando a água envolvida em quase todas as funções vitais do nosso corpo, é essencial garantir as necessidades hídricas ao longo da vida. Sempre.
Sempre.
Portanto, não há aqui dúvidas.
Muito bem dito.
Muito obrigada. Este foi mais um episódio de "Claro Como Água" da iniciativa "Vimen Explica" hoje com a pediatra Natália Pona para nos falar da importância da água para os bebês e crianças. Natália, muito obrigada. Foi um gosto tê-la aqui na Rádio Observador.
Eu é que agradeço, Rita.
Gostei muito e aprendi muito.
Eu também.
Dava para montes de episódios sobre a pediatria, a água e por aí fora. Quanto a si, ouvinte, já sabe que pode ouvir este e outros episódios em todas as plataformas digitais, em observador.pt. Nós voltamos daqui a duas semanas para mais um episódio de "Claro Como Água". Até lá, já sabe, beba água ao longo de todo o dia, todos os dias. Não é assim, Natália?
Perfeito, não diria melhor.
Desde os seis meses até o resto da vida.
O resto da vida.