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Bem-vindos a mais um episódio de "Claro como Água", o podcast da iniciativa Vimero Explica, em parceria com a Rádio Observador, que nos ajuda a desconstruir algumas crenças que temos sobre a água que bebemos. Hoje falamos da importância da água na saúde e ao longo de todo o ciclo da vida. E para esta conversa recebemos na Rádio Observador a dra. Mariana Kadosh, médica interna de medicina geral e familiar. Termina a especialidade em outubro, não é assim?
Exatamente.
Portanto, está quase.
Está quase mesmo.
E é também especialista na área da nutrição. Muito bem-vinda, Mariana.
Muito obrigada, Rita. Obrigada pelo convite, para estar aqui hoje para falar sobre este tema tão importante.
Verdade. Sabe-se que o consumo de água é essencial à vida e à saúde, devendo também fazer parte da nossa dieta alimentar. E é como um casamento, não é? Porque a água deve estar presente na saúde, na alegria, mas também na doença.
Exatamente. Eu diria que a água é um elemento essencial à nossa vida, até porque nunca nos podemos esquecer que mais de 60% do nosso corpo é água e, por isso, manter uma hidratação adequada é fundamental. Na parte da saúde, eu acho que é importante que as pessoas que nos estão a ouvir percebam que a água interfere em inúmeros processos do nosso organismo, seja na regulação da temperatura corporal, seja na própria composição das enzimas que nos ajudam a digerir todos os alimentos, seja na própria formação do muco que reveste a parede do nosso intestino e que serve, por um lado, como substrato para os micro-organismos que estão no nosso intestino e que precisamos de ter uma microbiota saudável, mas também para outras funções importantes, como a manutenção de uma pressão arterial adequada e de muitas outras funções no nosso organismo. Acho que aquela que suscita mais interesse por parte das pessoas é sempre a gestão do peso corporal. Pelo menos quem nos procura em consulta, quer sempre saber que estratégias é que podem ter, principalmente nesta altura do ano, para terem um peso corporal mais saudável. E na verdade, a evidência o que nos mostra é que a hidratação e beber água em algumas partes do nosso dia, principalmente antes das refeições, tem aqui um papel muito importante no controle da nossa ingestão alimentar. E, portanto, a água acaba por ter inúmeros benefícios para a nossa saúde, que, como a Rita disse e muito bem, tem aqui um papel na saúde e na doença, na prevenção da doença, que nós devemos estar alerta. E deve-nos acompanhar ao longo de todo o ciclo de vida. Portanto, eu diria que termos um aporte adequado de água desde a pré-concepção até o envelhecimento é fundamental para garantirmos a saúde e para prevenirmos a doença.
E sendo a água a bebida preferencial que nos deve acompanhar então ao longo de toda a vida, o que mais devemos então valorizar na escolha da água que bebemos? Se é que isso também importa.
Eu acho que importa. Acho que, em primeiro lugar, o mais importante é nós garantirmos a hidratação das pessoas. E esta hidratação, obviamente, em primeiro lugar, deve ser garantida por uma água que seja potável.
Sim.
E, portanto, isso é o primeiro ponto. Mas se me perguntar se houver possibilidade por parte dos nossos doentes, eu falo doentes porque sou médica e vejo muitos doentes em consulta todos os dias. Se me perguntar face a uma água da torneira ou uma água mineralizada, se há alguns benefícios relativamente à água mineralizada, existem, porque a água mineralizada tem minerais, como o nome indica, e oligoelementos que são fundamentais ao funcionamento de várias etapas ou processos do nosso metabolismo e, portanto, é importante garantir alguns minerais através dos alimentos, incluindo a água. E há alguns minerais que em diferentes fases do ciclo de vida, faz sentido nós conseguirmos garantir o seu aporte. Por exemplo, eu falo muito das grávidas, porque é uma fase do ciclo de vida que eu acompanho muito. Mas na gravidez, na verdade, as recomendações que existem para suplementar a mulher grávida, quer da parte da OMS, quer da parte da Direção-Geral da Saúde, de uma forma universal, são apenas de ácido fólico, ferro e iodo. Mas depois há uma série de nutrientes que as necessidades não estão propriamente aumentadas durante a gravidez, mas que é importante garantir o seu aporte, para que nós consigamos otimizar não só a saúde da mulher, mas também do feto e da criança que vai nascer.
Por exemplo, o cálcio, se calhar?
Falo particularmente o cálcio, porque existem muitos estudos que demonstram que um aporte adequado de cálcio durante a gravidez pode ser importante na prevenção da pré-eclâmpsia, que é uma complicação que acontece na gravidez e que pode ter algumas complicações muito importantes, quer para o feto, quer para a mãe. E na verdade, um aporte de cálcio é fundamental. E às vezes, se nós tentarmos procurar garantir essa ingestão através dos alimentos, em que as fontes mais ricas são, obviamente, os laticínios, portanto, leite, iogurte, queijo, nem sempre nós conseguimos garantir esse aporte. E se nós, imagina, estamos perante uma doente que é vegetariana ou é mesmo vegana, em que procura fontes alimentares de cálcio mais na ordem de alimentos vegetais, a biodisponibilidade desse cálcio é muito baixa, porque é inibida por outros compostos que estão lá nos alimentos. E por isso A água mineralizada rica em cálcio pode ser uma excelente estratégia nas grávidas. Ou, por exemplo, falando do cálcio, no extremo oposto à mulher grávida, nas mulheres na pós-menopausa, em que um dos principais riscos que existe é o risco de osteoporose, porque há uma queda grande de estrogênios, que são muito protetores da mineralização óssea. Portanto, nesta fase do ciclo de vida da mulher, é importante nós também garantirmos um adequado aporte de cálcio para conseguirmos garantir uma melhor mineralização óssea. Eu diria que de acordo com a fase do ciclo de vida em que nós nos encontramos, temos que garantir alguns minerais muito importantes, que por vezes podem ser dados através da água mineralizada, por conseguirmos obter estes minerais.
E é sempre melhor obter esses minerais através da alimentação e, neste caso, da água, do que por suplementos, não é?
Sim, sem dúvida. Eu acho que isso é uma pergunta chave. Nós no nosso laboratório vamos publicar agora um artigo relativamente à utilização de suplementos multivitamínicos, particularmente na gravidez. Porque, na verdade, não existe evidência nenhuma para os usar de forma universal. E muitas vezes nós vemos, falo mais uma vez das grávidas, porque é a fase do ciclo de vida que eu sigo mais. Mas muitas vezes vemos grávidas a usar de forma indiscriminada suplementos multivitamínicos, que têm várias vitaminas e minerais. E às vezes a grávida sente uma segurança de que: "Ok, naquele comprimido eu tenho todos os minerais e todas as vitaminas que preciso". Mas esquecem-se que eles também competem pela absorção entre eles e, portanto, às vezes, inibem a absorção daqueles que são fundamentais, nomeadamente o ferro, que é muito importante para prevenir a anemia materna. Portanto, não, a utilização de multivitamínicos não deve ser usada de forma indiscriminada. E devemos recorrer à suplementação dos minerais e das vitaminas essenciais em primeira mão, através de alimentos.
Ou seja, a alimentação acima de tudo. Não dá para tomar só suplementos e descurar a alimentação.
Não, de todo. Há algumas fases do ciclo de vida que é muito importante tomar suplementos e em algumas doenças temos que os fazer. Temos que fazer a suplementação, mas nunca sem ser com supervisão médica. Ou seja, fazer de uma forma indiscriminada, chegar a uma parafarmácia ou a uma farmácia e escolher um suplemento alimentar só porque sim, não faz sentido nenhum e não tem evidência nenhuma. Mais porque estes suplementos não têm estudos de eficácia e de segurança e, portanto, nós não conseguimos garantir efetivamente a segurança e qual é a eficácia que eles têm para a vida das pessoas.
E muitas vezes as pessoas tomam esses suplementos sem consultar os médicos. Isso ainda é pior.
Muitas vezes. Nós, em consulta, é uma pergunta chave, temos que sempre perguntar quais é que são os medicamentos que toma e depois dizemos sempre: "Então e suplementos naturais, aqueles que vai à farmácia?" "Sim, doutora, afinal eu tomo este que me faz muito bem à memória, este que me faz muito bem ao intestino". E quando nós vamos a ver, faz uma panóplia de suplementos que não são necessários.
Quando é que sai esse artigo? Está agora?
Ainda não sei ao certo o mês, mas quando sair é depois.
Como é que se chama?
Vai ser utilização de multivitamínicos na gravidez, qual é que é a evidência que existe.
Mariana Kadosh, vamos ficar atentos. E como é que se pode fomentar este hábito de beber água desde tenra idade? Porque às vezes os miúdos pode não lhes apetecer ou até os mais velhos também, os mais idosos. Mas existem algumas estratégias que recomende ou que costuma utilizar?
Existem muitas estratégias. A primeira coisa que eu quero só deixar muito claro é que as crianças têm hábitos e adotam hábitos muito por exemplo que há. Não só na escola, e às vezes os pais desresponsabilizam um bocadinho o papel que têm em casa. Muitas vezes eu na consulta pergunto: "Então e consome fruta, legume, sopa?" "Sim, na escola." "Então e em casa?" "Em casa, não, já consome na escola, portanto, eu não preciso de fazer sopa, eu não preciso de ter fruta, eu não preciso de dar água." "Então, mas o que é que bebe às refeições?" "Nós não bebemos refrigerantes, bebemos só ice tea." Como se ice tea não fosse. Exatamente. E, portanto, a primeira coisa que eu queria dizer é que a melhor forma de nós fomentarmos hábitos alimentares saudáveis nas nossas crianças, que são sustentáveis ao longo de toda a vida, é por exemplo. E portanto, uma criança, se vir o pai ou a mãe a beberem água, vai beber água, obviamente. E depois há outra questão muito importante: há estudos que demonstram que é necessário uma criança experimentar oito a 10 vezes um sabor diferente para o aceitar. E quando eu falo de um sabor diferente, falo da água, porque nós temos águas com diferentes sabores. E, portanto, as águas não sabem todas ao mesmo. E é fundamental que nós vamos oferecendo diferentes águas em diferentes momentos às crianças para que elas a possam aceitar. E não insistir, ou seja, não dizer: "Não vais sair daqui enquanto não beberes a água toda." Não.
Isso parece um castigo.
Exatamente. É ir oferecendo e vai haver um dia, eu explico muito isto aos pais: "Olhe, vai haver um dia que ele diz ok, e vai pedir água." A estratégia é, numa fase mais precoce, em que a criança não nos pede, é nós irmos oferecendo. Oferecendo às refeições, porque a água às refeições não faz mal e não engorda, a água tem zero calorias.
E não enche.
E não enche. E é fundamental que as pessoas percebam que as enzimas que são necessárias para a digestão dos alimentos precisam de água. E, portanto, aquela ideia de que beber água às refeições faz mal, não tem sentido nenhum, é um mito. E, portanto, é ir oferecendo. Oferecendo nas refeições principais. Depois, fora das refeições. Depois, escolher uma garrafa que a criança goste e que, tal como escolhe a caixa onde leva o almoço ou o lanche da tarde ou da manhã, uma garrafa que seja apelativa para a criança. E depois nós conseguirmos criar aqui, depois de termos estas estratégias E treinarmos o sabor da criança para a água. Se virmos que mesmo assim é muito difícil, podemos acrescentar ervas aromáticas, como por exemplo, hortelã ou umas rodelas de limão, ou umas rodelas de laranja, e portanto, aromatizar as águas. Mas eu diria que numa primeira fase, é muito importante que nós treinemos o paladar para o sabor da água e não introduzir estes aromatizantes. Uma coisa muito importante é evitar ao máximo dar outras bebidas além da água, para hidratar a criança, como refrigerantes, como chás, como tisanas.
Chás também não?
Não devemos numa primeira fase, porque devemos mesmo garantir exatamente a hidratação com água. Numa fase mais avançada, obviamente, eu recomendo muito quando os doentes, já estamos a falar de adultos, idosos, que não conseguem beber água, porque acaba por haver uma adaptação fisiológica com a idade e, portanto, os mecanismos da sede perdem-se. Há uma perda de água corporal, há uma perda de conseguirmos ter uma urina muito concentrada e, portanto, perdemos mais água na urina, que faz com que haja também mais perda de água. No extremo oposto, nos idosos, nós temos uma série de alterações fisiológicas que acontecem e que fazem com que haja uma diminuição da vontade de beber água.
Exatamente. Também porque sentem-se menos ativos.
Muito.
E menos necessidade de beber água, mas isso é mesmo também uma falsa crença.
Uma falsa crença. Sim, eu acho que é tão importante nós falarmos sobre isso, porque depois também existem algumas situações clínicas que fazem com que os idosos tenham medo de beber água. Por exemplo, incontinência urinária, e como têm incontinência, não querem beber tanta água para que não haja esta perda. Ou, por exemplo, idosos que têm muitos desequilíbrios e que acabam por ter muitas quedas, já não querem beber água para evitar o levantarem-se, terem que ir à cozinha.
Ir à casa de banho também.
Exatamente.
Mesmo infeção urinária, que ao causar dor, o ato de urinar, também podem evitar beber.
E é precisamente o contrário. Portanto, nas infeções urinárias, uma das estratégias mais importantes, quer profilática, ou seja, de prevenção, quer de tratamento, é a ingestão de água. A ingestão de água é muitíssimo importante. E para outras situações, nomeadamente a litíase, que são as chamadas pedras nos rins. Uma das estratégias mais importantes para nós evitarmos que haja precisamente esta formação de cálculos ou de pedras, é a hidratação. Portanto, quanto mais água beber, menor o risco de litíase. Depois temos também outras situações clínicas que podem fazer com que nós tenhamos mesmo que restringir a água, nomeadamente a doença renal crônica, que é uma doença dos rins, em que os rins têm uma alteração da sua estrutura e da sua função. E, por exemplo, doentes que fazem hemodiálise, têm que restringir mesmo o aporte de água ou doentes com insuficiência cardíaca. Portanto, dizer universalmente: "Olha, tens que beber um litro e meio de água", não é bem assim. Um litro e meio de água não serve para todas as pessoas, não serve para todas as fases do ciclo de vida e não serve para todos os doentes, porque dependendo da doença que nós estamos a tratar, o aporte vai ser diferente.
Já aqui falou, doutora, de alguns problemas associados à desidratação, mas as pedras nos rins é um deles. Está associado à falta de ingestão?
Pode estar associado. O principal problema da desidratação, nós temos vários graus de desidratação. Podemos ter uma desidratação ligeira, a moderada, a grave. E nos casos de desidratação ligeira, aquilo que nós começamos a ver mais é as mucosas muito secas, portanto, olhamos para os olhos, para a boca, para a língua.
Às vezes pode ser também pela medicação que a pessoa toma.
Pela medicação, laxantes, diuréticos. Por exemplo, os idosos fazem muitos diuréticos, que são utilizados para o tratamento da hipertensão arterial, e os próprios diuréticos levam à perda de água e, portanto, podem levar também a alguma desidratação. Os laxantes, que muitas mulheres usam nesta fase do verão para perder peso.
Aí é mais desta forma.
E que nós vemos muito em consulta também. Mas depois algumas situações clínicas, imagine, principalmente nas crianças, vemos muitas situações de gastroenterites com vômitos, com diarreia, que têm perda de água e de minerais, e que nós temos que repor. E aí a reposição não pode ser só com água, porque quando nós perdemos, através do vômito ou das fezes, nós perdemos também muitos minerais que precisam de ser repostos através, muitas vezes, de soluções de reidratação oral. Portanto, podemos ter dor de cabeça, tonturas. No caso das crianças, as fraldas mais secas ou totalmente secas. E depois em situações mais graves, de desidratações mais graves, temos mesmo uma alteração do estado de consciência, em que precisamos de enviar estes doentes para um serviço de urgência para fazerem uma reidratação endovenosa, porque não conseguimos tratar só com soluções de reidratação oral ou com água. Por mais mineralizada que seja, não vai ser suficiente.
Portanto, tem que ser diretamente no corpo. É evitar.
É evitar. E às vezes as pessoas esperam muito pela sede. A sede é um péssimo indicador.
Curioso.
Quando nós temos sede, já temos algum grau de desidratação. Portanto, a estratégia é mesmo termos sempre a nossa garrafa
à frente e irmos bebendo garrafa. Quem diz garrafa, diz copo.
Porque os olhos também bebem, não é?
Exatamente. E um dado muito curioso, que eu acho que as pessoas não têm muito essa noção. Quando nós falamos de ingestão de água, num adulto, nós falamos à volta de 1,5 L, que são cerca de oito copos de 200 ml. Portanto, ir garantindo este aporte. Mas os últimos dados do Inquérito Alimentar Nacional, que foi realizado em 2016, mostram-nos que este aporte de água vai muito aquém das recomendações. O aporte médio é à volta de 700 a 800 ml por dia, portanto, muito abaixo. E a faixa etária que tem o aporte menor, na ordem dos 400 ml por dia, é a faixa etária das crianças. Quando deveriam beber 1 L por dia, estão a beber menos da metade.
Isso é muito pouco.
Porque muitas vezes substituem este aporte por refrigerantes. Como estávamos a falar. Que são um risco não só para a obesidade, mas também para cáries dentárias e, portanto, não deve ser de todo substituído e devemos garantir o aporte de água.
E como a Mariana também já se debruçou muito sobre isso, os primeiros 1000 dias de vida, na vida de uma criança, são muito importantes e também sugerimos aqui um livro da sua autoria, "Alimentação e Nutrição nos Primeiros 1000 Dias de Vida".
Está muito disponível e é super barato.
É verdade, é super barato, está muito disponível e eu acho que as pessoas muitas vezes esquecem-se que a fase da pré-concepção da gravidez e dos primeiros dois anos de vida da criança são as mais importantes na prevenção das doenças crônicas, que nós sabemos que são as mais prevalentes no mundo e que são responsáveis por cerca de 74% das mortes a nível mundial. Nós nunca nos podemos esquecer disto. Obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes, são, de facto, as doenças que mais matam no mundo desenvolvido. E aquilo que previne mais o aparecimento destas doenças é nós garantirmos a saúde no início da vida. Às vezes nós estamos muito preocupados em ir para as escolas falar sobre alimentação saudável ou irmos ter com os adolescentes ou mesmo numa idade adulta, mas se nós investíssemos mais precocemente, teríamos muito mais ganhos em saúde. E daí que os primeiros 1000 dias ou também os primeiros 1100, que incluem o período da pré-concepção, sejam tão importantes na promoção da saúde.
Doutora Mariana Cardoche, muito obrigada. Poderíamos estar aqui a falar imenso tempo, dá mesmo vontade. Esperemos um dia voltar a encontrar-nos para outro episódio. Foi um gosto tê-la aqui.
Um gosto também. Obrigada, Rita.
Obrigada. Este foi mais um episódio do podcast "Claro como Água", da iniciativa Vimeiro Explica, em parceria com o Observador. Se quiser saber mais, consulte o site do observador.pt, onde encontrará todos os episódios deste podcast e um artigo explicador sobre a água que bebemos. Termino agora com a nossa habitual curiosidade. A água não pode ser destruída, mas é finita. Por isso, é de extrema importância promovermos também desde novos o consumo racional e a utilização de estratégias que combatam o desperdício deste bem essencial à vida, a água. Não poupar ao beber, poupar no consumo externo, digamos assim. Até ao próximo episódio e muito obrigada, Mariana. Gostei muito.
Obrigada.