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Habitualmente temos Comissão de Inquérito nas manhãs 360 ao longo da semana. Hoje uma especial, também ao fim de semana. Eu sou o João Costa e Silva, comigo está o José Rafael Lopes e nesta edição especial, em dia de jogo de Supertaça entre Futebol Clube do Porto e Torriense, recebemos adversários políticos que hoje se vão ter de entender nas respostas aqui na Comissão de Inquérito. São nossos convidados Marco Claudino, é deputado do PSD e adepto do Torriense, Sofia Pereira, deputada do Partido Socialista e adepta do Futebol Clube do Porto. Vão se entender.
Sejam muito bem-vindos.
Sejam bem-vindos, antes de mais.
Cumprimentámo-nos. Eu acho que sim, que nos vamos entender.
Acho que sim.
Já trabalharam juntos em alguma comissão no Parlamento, algo deste gênero?
O nosso ponto comum é o grupo de amizade Portugal-Grécia.
Exato. Ainda não tivemos esse prazer.
Não estivemos juntos em comissões.
Isto é um teste, no fundo.
É a primeira comissão que estamos juntos.
A primeira comissão que estamos juntos.
Nós gostamos de unir pessoas. Só para explicar como é que tudo funciona, cada resposta vale cinco pontos. Se tiverem a nossa ajuda e acertarem, vale dois pontos e se errarem, não há qualquer ponto.
Ok.
O objetivo é chegar aos 25. Vamos a isso?
Vamos a isso.
Vamos começar então com a primeira pergunta. O Futebol Clube do Porto é recordista absoluto de conquistas da Supertaça Cândido Oliveira. Quantos troféus tem o Futebol Clube do Porto nesta competição?
Eu sei. 24.
Certeza? Está certo. A Sofia Pereira ficou logo ali.
Esta conferência foi extremamente rápida.
A Sofia é adepta do Futebol Clube do Porto, portanto, tinha aqui a obrigação de saber.
Estou a jogar para a equipa.
É verdade.
Para termos os dois mais pontos.
Isto foi trabalho de casa ou já estava na memória?
Não, de todo. Já estava na memória. Uma grande adepta com conhecimentos de todos os feitos do meu clube.
Sabemos que este Torriense tombou o gigante, o Sporting, ainda agora em maio. Não foi há muito tempo. Há um nervosismo adicional para este jogo de hoje frente ao Torriense?
Sim, porque muito respeito pelo nosso adversário, tem muito mérito o Torriense, mas para mim, pessoalmente, o Porto vencendo hoje vai ser também um gostinho especial. Lá em casa alguém é do Sporting e, portanto, a disputa do ano passado, qual era a melhor equipa, fica já desmistificada: Futebol Clube do Porto e por isso venceu o campeonato.
Para não se chatearem, nem Sporting nem Porto ganham.
Não. Muito mérito ao Torriense, mas acho que o Futebol Clube do Porto hoje sairá vencedor. Espero eu.
Marco Claudino, a fórmula para vencer o Sporting aplica-se também hoje em Coimbra?
Cada jogo tem a sua história. Nós jogámos esse jogo em condições até particularmente exigentes e difíceis, porque em seis dias fizemos dois jogos contra o Casa Pia para o apuramento para a Primeira Liga, que infelizmente não conseguimos, também com o jogo na quinta-feira contra o Casa Pia, depois o domingo com o prolongamento contra o Sporting, depois voltámos quarta-feira em Rio Maior e de facto foi particularmente difícil, não conseguimos o apuramento que tanto desejávamos. Portanto, cada jogo tem a sua história. Fomos uns justíssimos vencedores na final da Taça, acho que isto é consensual, e hoje espero que com maior ou menor justiça, no final também possamos erguer a Supertaça.
Nisso já não estão de acordo.
Não, aí já não.
Menor justiça. É o termo que eu-
Que reteve.
Para já cinco pontos, Zé.
Vamos avançar. Cinco pontos já amealhados e acredito que nesta segunda pergunta seja também uma resposta até relativamente rápida aqui por parte do nosso adepto do Torriense. Na época 2025/2026, o Torriense estava na Segunda Liga. Foi uma das melhores campanhas do Torriense na história recente. Em que posição estava a equipa de Torres Vedras no final do campeonato? Infelizmente, não conseguimos ter os dois primeiros lugares, ficámos em terceiro lugar.
A Sofia agora não gostou.
Com os mesmos pontos do Académico de Viseu, aqui do distrito da Sofia.
É verdade. A Sofia, que foi eleita por esse círculo eleitoral.
Fui eleita pelo Porto.
Pelo Porto, muito bem. Mas é natural de-
Sou de Lamego
Lamego. Viseu.
De Viseu.
Além deste excelente terceiro lugar, Marco Claudino, o Torriense foi destacado na época 25/26 por um prémio da liga referente ao maior tempo útil de jogo. No futebol português tantas vezes criticado pelas paragens constantes que existem muitas vezes em jogos da Primeira Liga, a Segunda Liga dá aqui uma lição de futebol à Primeira, nesse sentido, e neste caso, o Torriense?
A Segunda Liga sempre foi muito conhecida por ser uma liga até mais competitiva do que a Primeira, o que não significa com maior qualidade de jogo, mas sempre foi mais competitiva. Ter esse prémio é também sinal de que as equipas mais pequenas ou ditas mais pequenas têm qualidade na sua formação, têm qualidade na sua prospeção também de outros jogadores e no seu trabalho do dia a dia e de campo, e também no respeito para os adeptos, porque é para os adeptos que eu creio que os clubes trabalham e as equipas desenvolvem o seu jogo.
Muito bem. Sofia Pereira, tempo útil é sempre muito positivo no futebol. Fala-se muito nisso, não só no futebol, mas no desporto em geral. Eu queria fazer aqui um ligeiro paralelismo: e na Assembleia da República, quem é que acaba por perder mais tempo útil?
Essa resposta devia ser mais difícil de responder do que realmente é, mas há um partido à direita do partido do meu colega aqui de jogo que perde muito tempo útil.
Parece que é de esquerda esse partido.
Não, de todo, senão não fazia tantos disparates. Que perde muito tempo útil, não só da Assembleia da República, mas sobretudo de todos os portugueses que os elegeram e se calhar o respeito por todos aqueles que lhes confiaram essa missão, que é uma missão pública de poder contribuir para o desenvolvimento do nosso país, é um tempo que é desperdiçado e, portanto, é provavelmente o partido que mais desperdiça tempo útil.
E seguimos. Estamos com 10 pontos, para já estão a comportar-se muito bem. Eu acho que a próxima também é relativamente fácil, se forem pessoas atentas ao mundo do futebol. Tem a ver com o Futebol Clube do Porto, que trouxe um técnico italiano para Portugal, conhecemos muito bem, Francesco Farioli, que logo na primeira época sagrou campeão nacional. Mas qual era o clube anterior de Francesco Farioli?
O Ajax.
Eles nem fazem conferência. Já viste?
Os implementados. Ou o Ajax.
Eu seria assim.
Ele sabe perfeitamente e eu confio muito no meu clérigo aqui. Vou confiar.
Eu estava com esperança, porque além do Torriense, mas isso não é para aqui chamado, mas estava com esperança que acontecesse ao Porto o que aconteceu ao Ajax, que depois deu uma enorme vantagem.
Vantagem que acabaram por perder o campeonato.
E havia muito esse fantasma por Francesco Farioli. Vamos só ouvir o som, porque está certo. E aproveitar esta ponta, até porque Francesco Farioli passou na prova de fogo nesse teste neste Campeonato Português, entregou logo resultados sem atraso. Já na educação, tivemos aqui alguns atrasos evidentes na divulgação das notas dos exames nacionais. Para o PS, Sofia Pereira, isto é entrada para cartão amarelo ou Fernando Alexandre escapa para já só com um aviso?
Eu diria que é entrada para cartão vermelho, porque os atrasos na correção dos exames, os erros de alunos sem notas, a desresponsabilização constante e o passa-culpas, pelo menos no meu entendimento, não são merecedores de cartão amarelo. Há faltas que são graves ao ponto de ser expulsão direta e, portanto, não consigo compreender.
Mas essa é a posição global do partido ou os deputados dividem-se?
É a minha posição pessoal. O Partido Socialista, o que espera é que Fernando Alexandre, neste período em que ainda tem que dar provas de conseguir resolver, não resolverá, mas mitigar as consequências da trapalhada em que se meteu, que o consiga fazer de forma minimamente digna para que os estudantes, as famílias, os professores e todos os envolvidos nesta situação possam ter um desfecho, já não positivo, mas melhor. A minha pessoal é que seria cartão vermelho.
Marco Claudino, esta segunda fase, ao que tu indicas, já está a correr com menos problemas. Isto é, como se diz no futebol, a resposta que se pede por parte do Ministério da Educação depois de um jogo mais complicado?
Eu acho que é o jogo de quem quer fazer coisas, quer reformar, quer fazer aquilo que outros durante muitos anos só ficaram no papel. Naturalmente, houve percalço, isso é absolutamente evidente, mas resolveu-se e eu acho que o PS está bastante alheado da realidade dos pais e das famílias que naturalmente percebem bem o esforço que foi feito pelos professores, pelas comunidades educativas e pelo ministro, que é um ministro extraordinário. Eu acho que até o PS tem essa dificuldade, é que quer mandar embora aqueles que são mesmo muito bons e por isso é que querem mandar embora o ministro da Educação e não o fará, seguramente.
Sofia Pereira, o facto desta segunda fase estar a decorrer com menos problemas ameniza a imagem do ministro?
Não, de todo. Aliás, eu nem sequer consigo compreender muito bem este argumento. Há menos de 10 anos eu estava a fazer os exames nacionais e nem sequer consigo imaginar o que deva ser para um aluno que está a decidir a sua vida naquele momento, a situação em que o colocaram, estudaram, estão há muito tempo à espera daquele momento. Porque este ímpeto reformista pelo qual se desculpam, não é uma desculpa válida. Quer dizer, a partir do momento que alguém toma decisões de política pública, que tem um impacto estrutural na vida, não só dos jovens que estão a fazer aqueles exames, mas de todo o ecossistema à volta da escola, dos exames nacionais, dos professores e de todos os envolvidos, não é sequer respeitar, primeiro, o trabalho daquelas pessoas e, em segundo lugar, não é minimamente responsável. O ímpeto reformista não tem que ser irresponsável e, portanto, é uma reforma que queriam ter feito, fizeram mal, de forma irresponsável, incompetente e, portanto, enfim, não consigo mesmo compreender sequer o argumento reformista. É uma cortina de fumo para a incompetência.
Marco Claudino, mais do que razão.
O PS não compreende o que é reformas e se eu compreendo perfeitamente.
Os pais não percebem, os alunos não percebem.
O ex-primeiro-ministro. Eu creio que falar pelos pais e pelos alunos, se calhar, é um bocadinho exagerado.
Não, de todo. Eles falaram por si. Infelizmente para o PS e para o Governo, se calhar, falaram por si.
Vamos amenizar um pouco as cisões.
Eles conseguem com 15 pontos. Nós temos que ganhar o jogo.
E este foi o primeiro ponto de discórdia. Vamos continuar a olhar para a temporada do Torriense na época passada. Foi decisivo o registo vitorioso da equipa de Torres Vedras na Segunda Liga. Quantas vitórias conseguiu o Torriense em 34 jornadas da Segunda Liga?
Tu sabes.
Não.
Sabes.
Dizer que o Torriense terminou em terceiro lugar, portanto, mais do que uma foi certamente.
Com ajuda.
E com os mesmos pontos do segundo, eu diria...
Espera, queres perguntar se tens a ajuda?
Pode pedir ajuda.
É melhor. Eu não consigo dizer com certeza.
Então temos 14 vitórias, 18 vitórias ou 20 vitórias.
Temos que fazer contas agora.
Eu acho que nós aqui estamos a governar ao centro e com essa capacidade de diálogo à direita e à esquerda, eu diria que aqui íamos apostar nos 18, que é do centro.
Está certo. Foram 18. Foram mesmo 18.
Estão a ver, se fosses mais para a direita, erravas.
Para a esquerda também.
Dezoito vitórias que refletem aqui uma estrutura defensiva e ofensiva muito bem montada por parte do Torriense nessa época passada. Já na área da segurança interna, a polémica recente com o ministro da Administração Interna também tem levado aqui a acertos debates, nomeadamente com Luís Neves no centro dessa polémica, que levanta algumas dúvidas na coordenação dessa pasta. Tem condições para continuar no cargo, o ministro da Administração Interna, neste momento, sem sobressaltos, tendo em conta tudo aquilo que fomos ouvindo ao longo destas semanas?
Bem, não há dúvidas que há algo que é evidente, que a coordenação da Administração Interna está boa e recomenda-se, quer pelo ministro, quer pela equipa de secretário de Estado, que é uma equipa bastante de qualidade. E isso é o que eu creio que importa particularmente aos portugueses. Na segurança interna, relativamente até à segurança das nossas fronteiras, depois de um legado não muito auspicioso do secretário-geral do Partido Socialista, que extinguiu de certa maneira, que nós sabemos, e também da proteção civil, numa época particularmente importante agora dos incêndios, eu creio que os portugueses percebem a competência e não se deixam confundir com o ruído e aquilo que é essencial é aquilo que naturalmente querem que continue. Portanto, o senhor ministro Luís Neves e a sua equipa mantêm a confiança do primeiro-ministro e mantêm, creio eu, a confiança dos portugueses.
Sofia Pereira, o Torriense, como vimos agora aqui com uma ajuda, importa recordar.
Uma fase.
Ou seja, foi preciso retirar aqui alguma pontuação a esta dupla. O Torriense teve 18 vitórias na Segunda Liga. Quantas admite que Luís Neves teve enquanto ministro da Administração Interna?
Luís Neves, e só para fazer aqui um ponto a propósito dessa matéria. Eu acho que nesta situação de Luís Neves e a propósito dos cartões vermelhos e amarelos há pouco, isto seria um cartão amarelo. Não por ser especificamente este caso em concreto, mas porque no passado recente da política portuguesa, faz-me alguma confusão que a velha máxima do à política o que é da política, à justiça o que é da justiça, tenha deixado de funcionar. Portanto, seria um cartão amarelo. Neste momento, o seu trabalho no MAI, tem pouco tempo na pasta, está a poder implementar a sua visão para a tutela que lhe foi confiada. Ainda não conseguiu consubstanciar o entendimento que tem para a tutela neste momento. Esperamos com expectativa o que virá a fazer, portanto ainda não lhe declaro nenhuma vitória, mas ainda assim, e aqui recordando a pergunta de há pouco, acho que é mesmo importante que saibamos distinguir os cartões amarelos e os vermelhos, porque isso confunde a política.
O que é que distingue a questão de Fernando Alexandre para o caso de Luís Neves? Por que é que num caso leva cartão vermelho e no outro leva cartão amarelo?
E quando é que se vai ao VAR?
Quando é que se vai ao VAR. O VAR é muito importante nestas situações, aliás, é o que vai conferir e o que vai garantir a veracidade dos factos e, por outro lado, o entendimento da perspectiva pública que se criou em relação às coisas. Em primeira instância, Fernando Alexandre pôs em causa um sistema que funcionava durante 30 anos, que é o acesso ao ensino superior, os exames nacionais, onde as pessoas confiavam. A educação é um setor em Portugal, não há assim tantos, que compete diretamente com os melhores da Europa e vir estragar o que estava bem feito, sem ter a capacidade, primeiro, de ser responsável na tomada de decisão. Em segundo lugar, quando toma uma decisão errada, de não assumir para si, passar as culpas a todos aqueles que trabalham na área, não arranjar uma solução eficiente, eficaz, rápida para dar resposta. Nem os 25 € isentou os jovens e as famílias da reapreciação. Estruturalmente, pôr em causa um serviço tão importante para Portugal e para os portugueses, para mim é um cartão vermelho. A educação é mesmo muito importante para Portugal e para o nosso desenvolvimento enquanto país. O caso Luís Neves, não é o caso Luís Neves isoladamente. São vários casos ao longo do tempo em que se confunde a justiça com a política, onde os assassinatos de caráter são feitos muito rapidamente. E mais uma vez, não é especificamente sobre Luís Neves, são todos os casos, seja PS, PSD, qualquer partido que esteja envolvido nessa matéria. E acho que o filme de terror que se vai vendo em relação a todos estes casos, sobretudo na comunicação social e a partidos políticos que se gostam de encavalitar nestas polémicas, não só é prejudicial para a política portuguesa, mas para a democracia e para as instituições democráticas. O que para mim distingue o cartão vermelho do cartão amarelo é permitir que os órgãos competentes tratem de decidir se aquele cartão amarelo continua amarelo ou se passa a vermelho. E no caso que é de construção de política pública, más escolhas e má governação, então os portugueses e também os decisores políticos têm a obrigação de até a si próprio darem cartões vermelhos às vezes, mas distinguir as competências que cada um tem, porque se assim não for e tudo se confundir, a certa altura, a própria democracia se coloca em causa.
Marco, estamos aqui perante uma juíza demasiado exigente?
Eu acho que é uma juíza que não ajuizou mal no caso Luís Neves e que leva um cartão vermelho como é inimputável, o juízo é inimputável.
Hoje estamos a dar tudo nas analogias desportivas.
Há uma irresponsabilidade no sentido de não ter responsabilidade, portanto, aqui os juízes fez um juízo médio sobre Luís Neves.
A Sofia também falou em filme de terror. Partilha dessa opinião?
Está a falar da vida interna do PS? Não percebi.
Não, isso seria os inícios da governação da AD. Aliás, e todo este ano. Eu relembro que o senhor primeiro-ministro ainda não deu uma única entrevista para fazer o estado da nação, o estado do país há um ano e portanto alguma coisa entre intempéries, caos na geopolítica, a posição de Portugal no país e no mundo, os exames, a habitação. Não vemos o primeiro-ministro a dar uma única entrevista durante um ano, mais não seja naquelas rodinhas onde faz as perguntas e controla o ambiente. Se calhar isso é que é um filme de terror para o país e para as pessoas. Diria eu.
Eu diria que 15 de cada mês o primeiro-ministro vai dar aulas à oposição, porque podem ser confrontados. Das palavras do primeiro-ministro, em 15 dias está no Parlamento. Os ministros estão há centenas de vezes já. Eu acho que não há memória de tantos ministros de governo.
Isto é para os jornalistas preparados com um estúdio.
Portanto, os deputados do PS não estão preparados, é isso que está a dizer nos debates quinzenais.
Os deputados têm uma função diferente dos jornalistas, é bom não confundir também.
Mas não falta, creio eu, ao país as respostas do primeiro-ministro em variadíssimas ocasiões.
Tem medo do escrutínio.
Tem medo do escrutínio. Vai ao Parlamento duas em duas semanas. Já foi a eleições duas vezes, que é o escrutínio maior da democracia.
Eu recordo que no último estado da nação, o primeiro-ministro ficou com 40 perguntas por responder. PSD não lhe dá tempo porque não querem responder às perguntas dos deputados. Se isso não é medo de escrutínio, não sei o que é que é.
Zero medo. Aliás, se algum primeiro-ministro na vida portuguesa foi escrutinado, até com muito exagero, até naquilo que indo ao encontro do que a Sofia há pouco disse, ataques de caráter, que é uma história que o PSD tem dos seus primeiros-ministros desde Sá Carneiro, eu acho que foi o primeiro-ministro Luís Montenegro, que há primeiro-ministro escrutinado, primeiro-ministro que está À mercê das questões dos jornalistas e dos debates é o Primeiro-Ministro Luís Montenegro e acho que os portugueses conhecem.
Não, é verdade.
Aliás, já confiaram duas vezes, reforçadamente.
Está terminada a quezia entre vocês.
Acho que sim, mas nós continuamos a querer ganhar o jogo.
Os 25 já não conseguem.
Exatamente.
Pois é.
Mas levam, neste momento, 17.
Estamos no bom caminho.
Vamos tentar os 22.
Vamos à última pergunta: qual é a lotação? Há um estádio que vai acolher esta Supertaça, que é o Estádio Municipal de Coimbra. Qual é a lotação deste estádio?
Eu acho que é 29 mil, mas não tenho a certeza.
Eu não faço ideia. Queres arriscar?
Qual é a corrente de pensamento para esse 29 mil disparado logo à cabeça?
Memória fotográfica de ter visto.
É assim, podemos ser muito precisos ou podemos arredondar.
Vou ser simpática e arredondar.
Para perceber se existe aqui também uma sorte à mistura apenas ou se existe aqui também conhecimento. O Estádio do Dragão, quantas pessoas leva, Sofia Pereira?
Essa não está contada, não?
Não, não está. Acho que é 52, 53.
O do Futebol Clube do Porto há de ser entre 40 e 50. O Estádio de Alvalade é mais ou menos o mesmo.
Agora aumentou um bocadinho porque tiraram o fosso.
Pois é. A Luz é que tem 60, não é?
Mais.
Mais um bocadinho.
Arredondei.
Agora aumentou, tinha 65, agora passou para 68.
E o do Torriense?
O do Torriense depende. Ou seja, já teve o seu máximo espetador.
Essa resposta é ótima. Depende de quê?
De quem for ao jogo?
Pronto, exato. As cadeiras têm de ter as pernas.
Depende mesmo. Eu vou explicar, porque este ano verificou-se. Aliás, o nosso máximo creio que foi contra o Setúbal também num quarto final de uma Taça de Portugal há uns anos. Mas este ano, o que acontece é que jogos da liga profissional têm de ser obrigatoriamente com cadeiras. Portanto, nós jogámos com uma lotação limitada.
Cadeiras na bancada, atenção.
Nas bancadas. Mas, por exemplo, nas meias-finais contra o Fafe, que é uma equipa que os jogos para a Taça de Portugal, já podíamos ocupar toda a lotação e, portanto, de todo o estádio, mesmo na bancada que não tem cadeiras. Portanto, depende mesmo. Mas diria que oficialmente são cerca de 5 mil o Torriense.
Virando então atenções para o Estádio Municipal de Coimbra, a aposta era 29 mil.
Mas espera, nós agora fizemos o exercício dos três maiores clubes. Temos que fazer aqui equivalência.
Há aqui um indício que pode também ser para nos levar ao erro, por isso vamos ver se é só uma questão de sorte. E pareceu-me que estava a indiciar que os 29 mil podiam ser corretos.
Queres fazer análise? Ok.
Mas não sei.
Quem nos entrevista, certo?
É assim, qual é a resposta final?
Queres arriscar ou queres tentar?
Não, força. Eu não sei confiante.
Arredonda.
Eu vou dizer assim: a lotação oficial do estádio, segundo o site da Câmara Municipal de Coimbra, é 29.622 lugares. Agora a questão é: arredondamos para cima ou arredondamos para baixo?
Mas com questões de segurança dá 29 mil.
Eu acho que está superavalo a resposta dele.
Eu acho que é justa admitir, Sofia Vitória, uma resposta correta.
Boa.
Muito bem. Vamos às perspetivas para esta final. Sofia, o Futebol Clube do Porto claramente é favorito, mas o que acha que vai acontecer mais logo? Está com medo do Torriense?
Eu acho que o jogo vai ser interessante, o Torriense vai dar luta, uma equipa que tem vontade de vencer, já o mostrou, aliás, contra o Sporting, mas tenho a profunda convicção de que o Futebol Clube do Porto manterá o ciclo das vitórias e sairá a vencer.
Confiante na renovação do título nacional?
Sim.
Marco Claudino.
Em equipa que ganha não mexe.
Em equipa que ganha não mexe, efetivamente.
Saíram poucos.
Marco Claudino, Torriense chega a esta final como o underdog, como se costuma dizer, à procura de fazer algo que também nunca conseguiu fazer. Há história em jogo, portanto, motivação não faltará. A minha pergunta é expectativas para o jogo de mais logo e também para esta nova temporada que vai arrancar para o Torriense. Será para a equipa de Torres Vedras o ano do bilhete para o convívio da Primeira Liga.
É isso mesmo, já no ano passado podia ter sido, eu creio que pelas razões também que já aqui vos referi, tornou-se mais difícil pela exigência da última semana. Mas quero também dizer-vos duas, três coisas relativamente ao Torriense. O Torriense é um clube que está na primeira liga de futsal feminino e masculino, nos seniores femininos. Aliás, ganhámos três taças de seguida feminino, eu quero só dizer à Sofia, eu posso servir um pouquinho como amuleto, porque eu estive na Taça de Portugal há um ano em feminino e o Torriense venceu contra o Benfica, depois na Supertaça contra o Benfica no Estoril também venceu, depois em Viseu, até na mesma semana do Congresso do PS, em que ganhámos ao Avóladas a Taça da Liga e agora a Taça de Portugal no Jamor contra o Sporting. Portanto, eu acho que não há quatro sem cinco.
És o amuleto melhor que o primeiro-ministro.
Não, o primeiro-ministro deu grandes vitórias não só à seleção, também nos Jogos Olímpicos, eu acho que ele também, não só vitórias como medalhas. E portanto, o Torriense tem sido um projeto muito interessante no feminino, masculino, no futsal, no futebol de 11 e eu creio que aquilo que desejo é que o resultado seja exatamente igual àquele que foi o último Torriense-Porto em 99.
Foi o ano que eu nasci.
Na terça-feira de Carnaval, no dia 15 de fevereiro, onde o Torriense venceu o Porto por 1 x 0 no antigo Estádio das Antas, era o treinador o engenheiro Fernando Santos. Aliás, até lhe recordei agora numa iniciativa precisamente do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Grécia, recordei-lhe esse jogo e outro jogo de pior memória para ele. É um extraordinário treinador, é quem nos deu a grande vitória do Euro 2004, mas também o Torriense ganhou ao Estoril.
2016.
Desculpem, 2016.
Esse também podia ter sido.
Aí não foi tanta amizade.
Temos mesmo de terminar.
Ganhámos contra o Estoril 8 x 1, também o Torriense. Portanto, temos uma história boa e eu acho que hoje podemos ganhar. Naturalmente, o favorito é o Futebol Clube do Porto, mas temos condições para sair vitoriosos com mais uma Supertaça.
Sofia Pereira, Marco Claudino, muito obrigado por terem vindo aqui à Comissão de Inquérito.
Obrigada.
Sais daqui com 22 pontos.
E uma bandeira do Torriense que eu vou deixar aqui para o observador. Não sei se podem ou não exibi-la, mas deixo aqui. É a bandeira da Taça de Portugal no dia 24 de maio.
Muito obrigado pela oferta. Muito obrigado aos dois e até uma próxima. Obrigado.
Obrigada.
Obrigado.