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Começa agora mais uma comissão de inquérito das manhãs 360. Hoje recebemos a recém-eleita presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira. Bom dia, bem-vinda.

Bom dia, muito obrigada.

Muito obrigada por ter aceitado o nosso convite.

Muito obrigada.

Obrigada nós. De Setúbal apanhou muito trânsito? É a pergunta que fazemos sempre quando vem de mais longe.

Aquela ponte. A ponte em Setúbal. É para a outra banda, para o outro lado. Mas precisamos da terceira.

Da terceira.

A Vasco da Gama a certas horas também já não está muito melhor.

Pois não.

E a terceira seria onde, na sua opinião?

Barreiro. Barreiro-Telheiras.

Algestra-Faria, não?

Algestra-Faria também não era mau. Mas havia um projeto entre o presidente Isaltino e eu, a outra banda, neste caso, imaginei.

Vamos esperar. Pode ser.

Relativamente a um túnel. Não era má ideia. Até porque a distância é mais curta do que Barreiro-Telheiras.

Maria das Dores Meira, sabe como funciona a comissão de inquérito? São cinco perguntas que lhe vamos fazer.

Até tremo.

Não há razão para isso. Se acertar, recebe cinco pontos por cada resposta certa. Se tiver ajuda e acertar, recebe dois pontos. Vamos a isto?

Vamos a isto.

Vamos lá. Começamos pelo cinema. Na Guerra das Estrelas, como se chama o vilão que começou por ser um cavaleiro Jedi?

E agora? Não sei o nome.

Não sabe, certeza.

Jedi é assim o nome?

Não. Ele começou por ser um cavaleiro Jedi. Sim. E agora é o mauzão.

Não sei.

Quase hipoteses.

Quase hipoteses. Vai lá. Darth Vader, Yoda ou Obi-Wan Kenobi? Darth Vader.

Exatamente.

A Maria das Dores Meira também mudou de lado depois de décadas ligada à CDU, concorreu e venceu estas eleições como independente, teve o apoio do PSD e do CDS. O que a levou a mudar? Estava cansada da narrativa comunista?

Muito cansada. E sempre com a oportunidade de ir dizendo lá dentro, porque eu acho que é dentro das instituições, partidos, o que quer que seja, que se devem colocar as questões e não se devem vir colocar pra rua. E portanto, eu coloquei muitas vezes as questões com as quais eu não estava de acordo e não surti efeito.

E não viu alterações.

Não vi alterações. E portanto, a coisa foi andando e depois, quando se passa a ser individualmente maltratada, nós dizemos que temos que pôr um ponto final nisto.

Mas politicamente, o que é que a desiludiu mais no partido? O que a fez afastar-se mais do partido?

A estagnação, a paragem, a forma de verem o mundo, a forma como as questões internacionais são tratadas e a estagnação em relação à política nacional. E portanto, deixar que assim está bem. E quanto pior, melhor. Não.

Venceu agora como independente, mas com o apoio de PSD e CDS, novamente a Câmara de Setúbal. Isso significa que a figura do autarca é mais importante do que o partido que tem por trás, eventualmente.

Eventualmente, sim. Acho que foi um pouco isso que aconteceu.

Em Almada já não levou a sua polaridade consigo. E não ganhou.

Almada é um outro mundo. É muito mais população e as pessoas não me conheciam. Pese embora o fato de eu lá viver, saio muito cedo e entrava muito tarde. E portanto, não havia aquela relação de proximidade que eu tenho com Setúbal. Setúbal, eu estou na rua e as pessoas sabem quem é que eu sou, conhecem o meu trabalho e portanto conhecem também a proximidade. Para o bem e para o mal. Para o mal não é assim muito mal, mas para a feliz dizer: "Isto está mal, não pode fazer isto." E portanto, quando eu tinha que dizer alguma coisa, as pessoas sabem que eu sou frontal. E daí a uns minutos posso dar um abraço, fazer uma festa, e eles sabem que é assim. Agora, quando está mal, eu não deixo de dizer a troco de um voto ou a troco do parecer bem. Eu acho que tem que se retificar o que está mal e tem que se dizer o que está mal, senão há hipocrisia e há cinismo, e comigo isso não funciona.

Deixe-me voltar só à questão da militância partidária. Deixou de ser do PCP. Admite filiar-se noutro partido?

Não.

Vai ficar agora...

Nunca mais. Eu tinha 16 anos quando aderi ao MDP/CDE, quando se fez o 25 de Abril e portanto fui militante do MDP/CDE e em 1 de janeiro de 1976 aderi ao PCP.

Foi decisão de Ano Novo.

Exatamente. E portanto, basta.

Basta, agora vai ficar independente. Muito bem. Falamos de cinema, vamos agora falar de séries de televisão de grande sucesso. Se calhar não tem muito tempo para séries. Mas esta teve tantas temporadas que deve ser muito falada.

E antes das plataformas.

E antes das plataformas. Como se chama a série sobre um médico de muito mau feitio que consegue diagnosticar casos clínicos raros através de métodos pouco convencionais? É uma série muito premiada, norte-americana.

Era aquele que andava de bengala.

Era. Exatamente. Como é que se chama?

Não me lembro, mas eu lembro-me muito bem é da Casa na Pradaria.

Só tem mais antigo.

Agora o outro.

O outro, não.

Era assim muito charmoso.

Era.

Mesmo com a bengala o homem era charmoso.

Aquela barba por fazer. Eu vou lhe dar três ajudas, vai chegar lá num instante. Anatomia de Grey, The Good Doctor, Doctor House.

Doctor House.

Esse mesmo. E isto para falar de saúde e tem muito na autarquia que lidera e na região, tem muito com o que se preocupar. Concorda com a solução que o governo encontrou para resolver o problema nas urgências da Península de Setúbal, que implica a deslocação, que pode ser forçada, dos profissionais de saúde para um único hospital?

Não estou muito de acordo. Acho que não vai resultar. Precisa de uma grande revisão relativamente ao funcionamento das urgências. Não podemos continuar com esta situação. É que ano após ano se diz: "Agora é que temos aqui a solução".

Mas esta é diferente das outras. Não é? A concentração das urgências.

Eu ainda não a estudei muito bem, mas vamos ver se resulta. Tenho algum receio.

A dúvida está em quê? Em haver só um local com urgências abertas 24 sobre sete ou na forma como os profissionais estão a ser convocados para trabalhar nessa única urgência?

A dúvida está na forma como as pessoas podem ser convocadas para trabalhar nas urgências. Acho que depois não resulta, porque depois são baixas, porque depois são fugas para os privados, etc. E não funciona. Qual é a situação quase que milagrosa para isto começar a funcionar como deve ser? Tem que se fazer um grande diálogo com os médicos. Como é que se vai resolver? Pode ser que eles tenham, com certeza, ideias para se resolver. É preciso ouvi-los mais, é preciso dialogar mais, até à exaustão. Uma coisa é certa: as pessoas não podem continuar nesta situação. Nós não podemos olhar para a televisão ou ir às urgências e dizer: "Hoje está fechado as urgências de São Bernardo, amanhã está fechado as urgências não sei o quê, hoje coencide estas com aquelas." Não podemos, isto tem que ter uma paragem.

Mas a Ministra da Saúde não tem sabido dialogar com os médicos?

Não quero ir por aí, mas não tem sido suficiente, não. Porque a coisa ainda não aconteceu. Ainda não se deu o clique para que as coisas estejam resolvidas. Portanto, não me parece que tenha ido pela melhor forma. Não sei se há ali qualquer coisa que ainda não resultou e, portanto, é urgente que resulte.

E a nível do poder local, das câmaras desta região, o que é que pode ser feito para tentar ajudar, pelo menos, a resolver esta situação?

Nós temos já pedido reuniões com vários ministérios, o Ministério da Saúde é um deles, relativamente ao funcionamento de São Bernardo, relativamente ao atraso da construção da segunda fase do São Bernardo, está atrasado um ano e tal, portanto, já devia estar a funcionar há muito tempo, que ia ajudar também a desbloquear a questão das urgências. E, portanto, vamos rapidamente, estamos à espera de respostas para isto. Mas estamos disponíveis para falar com a senhora ministra ou quem ela entender, para ver como é que podemos ajudar. Não podemos continuar neste registo.

A saúde é uma das principais preocupações, embora com uma atuação reduzida por parte do município, ou tem outros temas que são muito importantes para Setúbal?

A habitação.

Que é transversal ao país quase todo.

É aflitivo. Agora, é transversal ao país todo, mas está a ver o que é as áreas metropolitanas, é muito mau, é quase que caótico. O valor a que as rendas chegaram, quer a renda para a habitação, quer a compra. E, portanto, é aflitivo.

Qual é a percentagem da habitação municipal em Setúbal, tem ideia?

Tenho cerca de 7 mil. 7 mil casas é muita habitação.

Tem ideia da percentagem? Porque em termos nacionais, a habitação pública anda à volta dos 2% e a ideia seria aumentar bastante. Tem projetos para aumentar o parque habitacional público?

Temos, para já, na requalificação, tem que ver com o investimento PRR, está muito atrasado a reabilitação dos bairros. Há bairros que não se conseguem reabilitar sequer, tal é o atraso. Muitos problemas com aquilo que se chama-

Licenciamento?

Não.

Isso tem a ver com a câmara.

Com o ajuntamento dos empreiteiros.

Sim.

Que as obras fossem mais caras.

Uma espécie de cartelização.

Sim, uma espécie de cartelização.

Concessão de preços, basicamente.

Exatamente. E, portanto, isso atrasou os concursos. Depois de terem ganho os concursos, dizem: "Não, não é bem este valor, é outro". O que significa que temos que reformular concurso, etc. Estamos a um ano de acabar o PRR e ainda faltam seis ou sete bairros. Nós temos para aí 5% em Setúbal. São 5%, é muito. Mas precisamos de resolver os bairros, quatro ou cinco bairros que não foram contemplados e não estamos em altura de os contemplar, porque falta exatamente um ano pra acabar.

Já não vão a tempo de PRR.

Já não vamos a tempo. Nem temos os milhões necessários para nos substituirmos ao PRR. Agora, é preciso construir cerca de mil novas casas. E as casas não foram aprovadas, esses projetos, essas candidaturas pra nova construção, não foram aprovadas pelo PRR.

Antes de avançarmos para a próxima pergunta, deixe-me só perguntar se em Setúbal, nas habitações municipais, existem problemas idênticos aos que havia em Loures, por exemplo, com falta de pagamentos e que o autarca de Loures depois teve que tomar medidas mais musculadas para tentar resolver essa situação.

É um problema.

É um problema, claro, mas já não temos uma grande porcentagem em incumprimento. Houve sempre uma grande proximidade com as pessoas no sentido de as motivar para irem pagando, mesmo que a prestações. Depois as pessoas começam a se desleixar e há uma certa altura que não conseguem, de repente, pagar tudo. E nós fomos sempre permitindo que as pessoas fossem pagando faseadamente. E foi se conseguindo. São poucos os que devem.

Vamos avançar então para a próxima questão.

Eu estou em quatro pontos neste momento.

Sim, já não é mau.

Esta pergunta tem a ver com a atualidade política e judicial. Como é que se chama o advogado oficioso nomeado para a defesa do antigo primeiro-ministro José Sócrates? Tem estado muito nas notícias nos últimos dias.

O Delille foi-se embora. Fugiu. Chegou atrasado, zangou-se com a gendarmeria e portanto foi-se embora. Sei que o senhor é invisual. Foi o que eu vi no telejornal. Mas não fixei o nome dele. Peço desculpa.

Então vamos à ajuda.

Vamos à ajuda. 50/50, não é?

É quase. Pedro Delille, Garcia Pereira ou José Manuel Ramos.

José Manuel Ramos. O Garcia Pereira não é. O Delille foi quem fugiu. Só podia ser o terceiro.

Acha que a justiça e as questões judiciais são muitas vezes usadas como arma de arremesso político?

Muitas vezes.

Sentiu isso na pré-campanha?

Senti isso na pele. Quero dizer que diretamente da Justiça em relação a mim, não, ainda hoje não fui notificada. Até hoje.

Portanto, é esse o ponto em que se encontra a investigação. Sobre o uso de despesas da Câmara.

Dos meios da Câmara.

As ajudas de custo.

Exatamente. Não fui notificada. No entanto, isso serviu sempre como pendor de: "Cuidado, não votem na senhora, porque a senhora está assim. Cuidado, não votem porque ela vai ser arguida." Já agora dizer, mais uma vez, que ser arguida não significa ser acusada. As pessoas podem ser testemunhas, ir a um processo, ser testemunhas e saem de lá arguidas. Não é que tenham feito alguma coisa de mal, mas o processo exige, às vezes, depende das situações, que as pessoas sejam arguidas. Quer dizer, que podem ir ao processo as vezes que quiserem. Se eu quisesse ver hoje o processo, eu tinha que me constituir arguida. Só para ver o processo.

E ainda não foi.

E ainda não fui.

Há quanto tempo é que soube da investigação?

Desde a altura em que disse que era candidata.

Um ano, ano e meio.

Um ano.

Está a fazer uma relação entre causa e efeito?

Exatamente. A partir da altura em que fui candidata, a prescrição aí estava.

Mas tentou, através do advogado, certamente, saber o que se passava ou ser ouvida de alguma maneira?

Os advogados não podem ver o processo se não estiverem constituídos como tal. Se eu não me conhecia ao processo, se eu não fui chamada para o processo, e eu pedi várias vezes, então chamem-me, que é para eu ir lá ver.

De onde é que partiu esse ataque?

Partiu de vários sítios, mas foi público. O próprio PS disse em sessão de Câmara que tem que se fazer isso, tem que se fazer aquilo. O próprio PC, a CDU, disse em sessão de Câmara: "E agora vamos fazer isso, vamos fazer aquilo." O que eu sei é que o PC pedia ao PS para levantar as questões. E o PS fazia, em conluio com o PC, exatamente o mesmo jogo. Andaram os dois de mão dada.

Vamos seguir em frente.

Dois a dois e está lá.

Maria das Dores Moreira, esta acho que é fácil. Qual foi a primeira mulher a candidatar-se à Presidência da República em Portugal?

Maria de Lourdes Pintasilgo. Era muito jovenzinha eu.

Ainda não podia votar.

Apoiou-a? Não. Otávio Pato.

Otávio Pato, sim. Eu ainda há pouco estava a dizer que estava grávida quando o Otávio Pato se candidatou. Eu era do PCP e com todo orgulho andava grávida com um grande autocolante na minha barriga de grávida e não me esqueço isso.

Do Otávio Pato. Então e agora, quem é que vai apoiar? Já sabe?

Agora, já sei, mas não vou dizer.

Não vai revelar.

Não vou revelar.

Não pode dar nenhuma pista, inclinação. Como é que vê a forma como os candidatos se estão a posicionar?

Há um que eu acho que tem todas as condições para ser o futuro presidente da República, mas não posso dizer.

É o Govemo? Não vai dizer. Mas vai revelar alguma coisa ou não?

Também não é esse. Está perto.

Faltam dois meses.

Desculpe, deixe-me fazer-lhe uma pergunta que fizeram a um dos candidatos. Define-se como uma pessoa de esquerda?

Eu sou uma democrata.

Mas é da esquerda moderna?

Da esquerda moderna. Sou de esquerda, mas sou essencialmente uma mulher democrata.

E é por aí que vai escolher. Vai escolher um candidato democrata com experiência política.

Com experiência política. Está quase dito.

Não, ainda há muitos. Quase, talvez. Mas faltam dois meses.

Daqueles com condições para ganhar.

Vai revelar um apoio pessoal daqui até às eleições ou não?

Vamos ver. Em princípio, não.

Vai se manter em silêncio a cabine de voto.

Sim. O lugar que eu ocupo não recomenda que eu faça.

Provavelmente vai ter que receber alguns candidatos durante a campanha ou não?

Receberei todos. Se quiserem ir a Setúbal, isso é que é democracia. Receberei todos. Se pedirem instalações da Câmara, se quiserem apresentar cumprimentos, receberei todos.

Muito bem. Acho que daqui não vamos tirar nada.

Para já. Podemos sempre convidar.

Ficou claro. Eu diria que ficou claro.

Exatamente.

E se lhe dissermos que se prepara para votar em Marques Mendes, negaria?

Não.

Pronto.

Vamos lá. Bruno.

Sim, vamos para a quinta pergunta e esta tem que ver com desporto e com o grande símbolo da cidade de Setúbal, que é o Vitória. Quantas Taças de Portugal conquistou o Vitória de Setúbal ao longo da sua história?

Acho que foram três.

Certíssimo. Muito bem.

É direta.

Lembra-se da última?

Estava eu no Jamor.

Estava no Jamor. Foi em 2004, 2005. Eu também me lembro que o benfica-

Era vereadora do desporto na altura e estava lá no Jamor a gritar pelo Vitória, claro.

O que explica que uma região, que no seu todo já foi tão pujante, neste momento não tenha um clube representativo nos principais escalões do futebol e em que medida é que isso também tem um impacto negativo na própria promoção da região de Setúbal e da cidade?

Felizmente que Setúbal ama muito o seu clube, que dá projeção e que é um clube que já deu tanta glória a Setúbal e a Portugal, porque ele esteve na primeira divisão durante muitos anos e foi um clube que teve disputas internacionais e grandes jogadores. A população é muito agarrada ao seu Vitória. Eu sou sócia do Vitória. É uma questão que nos preocupa e que nos entristece, é ver a situação em que está o Vitória.

Mas por quê? Falta o apoio os empresários, as empresas da região?

Falta muita coisa e há muita coisa para trás por explicar.

Mais gestão?

Muita coisa, muita mais gestão. Chegamos ao ponto a que chegamos. E agora? É o que dizemos. São milhões. Não é fácil, mas iremos lutar. Setúbal continua unido à volta do seu clube, que está quase a fazer anos, dia 22 de novembro.

115.

115.

115. Acho que sim.

115, 116.

1910, não é?

Então, 1910. 115.

115.

Estamos à volta do clube. Do que depende da Câmara, tudo faremos. Foi na minha presidência que adquirimos o direito de superfície do estádio, porque senão hoje já nem estádio tínhamos.

Podemos ver neste declínio do Vitória também um declínio mais vasto em termos económicos. A região da Península de Setúbal e de Setúbal em particular, ainda está muito aquém do seu verdadeiro potencial.

Sim. Houve um grande desinvestimento do Governo, dos sucessivos governos, de todos, relativamente à Península de Setúbal. O distrito tem um potencial do outro mundo.

Até em termos turísticos, que se fala como é que uma região como a de Setúbal continua tão aquém. Vai apostar nisso no seu mandato?

Vou apostar em tudo e mais alguma coisa. Desde a habitação, conforme começámos a nossa conversa, até à exploração, no bom sentido, daquilo que são as potencialidades ambientais e turísticas da nossa terra. Uma cidade que tem uma baía que faz parte do clube das mais belas baías do mundo, que tem uma serra que entrou agora para a UNESCO, com a classificação da reserva da biosfera, e tem tudo para ser uma cidade diferente, para ser uma cidade com muito potencial.

E em termos económicos, quase a fechar. Não vos preocupa uma excessiva dependência, talvez da Autoeuropa, que é no concelho vizinho, nós sabemos, Palmela, mas que tem uma zona de influência económica e de emprego que é mais vasta.

Sim, uma influência essencialmente de emprego.

E o movimento do Porto de Setúbal também.

Sim, preocupa-nos muito. Mas temos ali a Península de Mitrena, que tem 2% do PIB nacional, que a maior parte das pessoas não sabe disso. Temos a Península de Mitrena já esgotada relativamente ao potencial de emprego ali naquela península e também estamos a apostar aí para colmatar um pouco se alguma coisa menos boa possa acontecer ali. Mas vamos torcer para que nada aconteça.

Maria das Dores Meira sai daqui com 16 pontos. É a média.

Muito bom.

O máximo são 25, mas é muito bom. Dezassseis. É uma nota muito positiva. Obrigada por ter aceitado o nosso convite.

Muito obrigada. Obrigada ao programa também.