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Abrimos agora a conferência de imprensa da Rádio Observador. Vamos saber o que contam os jornais de Portugal e do mundo, hoje com a edição do jornalista Miguel Gato. Bom dia.
Olá, bom dia.
Começamos com a capa do Correio da Manhã. O jornal escreve que um dos cabeçilhas do grupo neonazi 1143 é fiel a André Ventura.
E inclusivamente já fez parte do Chega. É o ex-militante do partido que propôs, num congresso, a retirada de ovários às mulheres que escolhessem abortar. Acabou por ser expulso do Chega em 2023. Falamos de Rui Roque, que agora é indiciado por crimes de discriminação, incitamento ao ódio e à violência em episódios contra cidadãos estrangeiros em Portugal. Também detidos nesta operação da Polícia Judiciária foram os militantes do Chega, João Peixoto e Rita Castro, ligados ao 1143, que chegaram a ser candidatos autárquicos pelo partido de André Ventura. O grupo de extrema-direita 1143 foi alvo de várias detenções por parte da PJ, 37 no total, à boleia da denominada Operação Irmandade.
E o Jornal de Notícias escreve que as forças de segurança vão ser equipadas com bodycams.
8 mil câmaras corporais é um investimento do governo na PSP e também na GNR, que vai custar cerca de € 6 milhões aos cofres do Estado. Os dispositivos vão ser entregues às forças de segurança já este ano, 2026, e podem ser decisivos como meio de prova para eventuais atos de violência policial e também para provar atentados contra os agentes da autoridade.
O Público dá destaque à saúde, escreve que as autodeclarações de doença já retiraram dos centros de saúde 1,3 milhões de baixas.
As denominadas autobaxas têm vindo a crescer nos últimos anos. No ano passado subiram 16,7%. Em média, são cerca de 1500 baixas por dia. Os médicos ouvidos pelo Público elogiam esta medida. Por exemplo, o presidente da Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar, André Biscaia, diz que a medida tem contribuído para o combate às falsas urgências. Inclusivamente, retirou também dos centros de saúde casos menos graves, ou seja, ajuda a desentupir o SNS.
E no Diário de Notícias, educação, um em cada três alunos estrangeiros diz-se discriminado pelos professores.
Em causa um estudo da Universidade Nova de Lisboa, com uma amostra de 1400 alunos. Cerca de 55% destes estudantes estrangeiros dizem ter sido alvo de discriminação em contexto escolar, 35% relatam que os incidentes envolveram professores. Entre os motivos mais indicados pelos inquiridos estão a cor da pele, a aparência física e também o país de origem.
E Miguel, vamos à imprensa internacional. O The Guardian escreve que a declaração de ontem de Donald Trump sobre a Gronelândia está a ser vista com ceticismo e dúvida.
O presidente dos Estados Unidos anunciou que chegou a acordo com a NATO sobre um futuro acordo relacionado com o território autónomo da Dinamarca. Fê-lo à margem do Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, isto depois das repetidas ameaças feitas pela Casa Branca relativamente à anexação da Gronelândia por via diplomática ou militar. Ora ontem Trump diz que teve uma conversa com Mark Rutte, secretário-geral da NATO, e que chegou a um conceito de acordo, estou a citar, mas esta declaração está a ser vista com cautela por parte de vários líderes europeus. Por exemplo, o governo da Dinamarca diz que o dia acabou melhor do que começou, mas realça agora que é tempo de sentar-se à mesa com os Estados Unidos, de forma a perceber que garantias de segurança quer a Casa Branca para a Gronelândia. A Dinamarca avisa que este assunto não pode ser decidido apenas a dois, ou seja, entre Trump e Rutte.
E sobre o mesmo tema, o Wall Street Journal dá conta da subida da bolsa norte-americana após Donald Trump ter ontem suspendido as tarifas para os aliados europeus.
E por ter também recuado, pelo menos para já, no uso da força na Gronelândia. Os mercados financeiros globais registaram ontem uma recuperação vigorosa. O fecho do mercado em Nova Iorque confirmou o regresso do otimismo, com os principais índices a recuperarem grande parte das perdas de terça-feira, subidas na ordem dos 1,5%. No mercado de obrigações, os rendimentos das Treasuries a 10 anos recuaram para 4,27%, o que reflete uma maior estabilidade no mercado de dívida soberana.
A conferência de imprensa está de regresso amanhã, à mesma hora. A edição de hoje foi com o jornalista Miguel Gato. Miguel, até amanhã.
Até amanhã.