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6:12, é a hora da conferência de imprensa da Rádio Observador. Vamos fazer uma ronda pela imprensa nacional e internacional. A conferência de imprensa é com o Miguel Gato. Miguel, bom dia.
Bom dia, João.
Vamos começar com a manchete do Diário de Notícias: o governo vai alterar a lei e permitir acelerar despejos.
E esse diploma, João, deve ser hoje aprovado em Conselho de Ministros, visa aumentar o número de casas no mercado de arrendamento. Entre as medidas previstas, está a aceleração dos processos judiciais relativos a despejos, isto para devolver a confiança aos proprietários. É, pelo menos, a intenção do governo aqui citada pelo DN. Há cerca de 250 mil imóveis não utilizados em Portugal, apesar de terem condições de habitabilidade.
O Correio da Manhã, Miguel, dá conta dos efeitos da guerra no Irão, precisamente na prestação da casa.
Sim, escreve que a taxa Euribor vai disparar por causa do conflito e que, por isso, os encargos das famílias portuguesas com o crédito à habitação vão subir já no próximo mês, em abril, quando se esperava uma estabilização dos juros nos 2%. Os mercados antecipam agora duas subidas de 25 pontos base, isto devido à espiral inflacionista desencadeada pelo aumento dos preços dos combustíveis, por causa, precisamente, da guerra no Irão.
E no Jornal Público, o tema é outro, a saúde. Quase 122 mil utentes estão sem contacto com o SNS há cinco anos e estão em risco, por isso, Miguel, de perder o médico de família.
A regra já estava em vigor para imigrantes e estrangeiros sem registo de consulta médica nos centros de saúde nesse período de tempo, cinco anos, vai ser agora alargada aos restantes utentes. O despacho foi publicado ontem em Diário da República e entra em vigor a partir do mês de junho. Considera, para o efeito, o contacto com todo o Serviço Nacional de Saúde e não apenas com os cuidados primários. A Associação de Medicina Geral e Familiar contesta esta medida.
Vamos ainda ver o Jornal de Notícias, Miguel. Os condutores apanhados ao volante sem seguro aumentaram e estão a provocar cada vez mais acidentes.
Dados relativos a 2025. A PSP e a GNR identificaram quase 50 mil pessoas no ano passado, condutores apanhados ao volante sem seguro, uma subida de 23% face ao ano anterior, 2024. Segundo o JN, o Fundo de Garantia Automóvel pagou 34 milhões de euros em cinco anos para compensar as vítimas destes acidentes.
Vamos ainda à imprensa internacional, Miguel. O New York Times relata a traição que os apoiantes de Donald Trump estão a sentir, precisamente por causa da guerra no Irão.
E dá o exemplo de Joe Rogan, um dos mais influentes podcasters do mundo, apoiou Donald Trump nas eleições de 2024 contra Kamala Harris. Vem agora dizer que os apoiantes que votaram no atual presidente dos Estados Unidos começam a sentir traídos e revoltados com esta loucura, e estou a citar, que é o conflito no Médio Oriente. Mas o New York Times diz que não é caso único. Diversos podcasters populares de direita norte-americana, como Tucker Carlson, também Candace Owens ou Megyn Kelly, lançaram esta semana um episódio intitulado "Donald Trump Traiu a América", que registou mais de dois milhões de visualizações no YouTube. Os estudos de opinião feitos nos Estados Unidos, e aqui relatados também pelo New York Times, mostram que o conflito no Irão é impopular entre a maioria dos cidadãos norte-americanos, muito por causa dos preços do petróleo que estão a subir.
Vamos ainda à imprensa britânica, ao jornal The Guardian, que escreve sobre uma estátua polêmica que foi construída em Washington DC.
Sim, falamos de uma estátua que figura Donald Trump e Jeffrey Epstein e recria a famosa cena do filme Titanic entre os dois. Trump está atrás de Epstein com os braços estendidos, enquanto ambos encaram a torre do monumento a Washington, montada sobre uma réplica da proa do navio do filme. Junto às esculturas estão escritas frases como "Eu sou o rei do mundo", "I'm the king of the world", a famosa citação do Titanic. Esta obra é a terceira colocada no National Mall, com representações de Donald Trump e Jeffrey Epstein. O grupo de artistas é anônimo.
É assim que fechamos a conferência de imprensa de hoje. A edição é do jornalista Miguel Gato.