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A minha visão do futuro da indústria em Portugal é que uma indústria forte precisa de serviços fortes, equipas preparadas, profissionais qualificadas, mas acima de tudo, pessoas que se sentem ou que sejam completamente valorizadas. Quando falamos de pessoas, não podemos negar, nas gerações de hoje, o bem-estar e o equilíbrio que essa nova geração procura, que é o equilíbrio entre saúde mental, trabalho e visão futura. Hoje sabemos que as empresas fortes não se constroem apenas com resultados financeiros ou com tecnologia, mas também só se podem construir com equipas preparadas, motivadas e felizes. Nós aqui em Portugal, a Elior e a Derichebourg, na nossa área, acho que somos os primeiros ou os únicos a ter criado também um gabinete psicológico disponível para acompanhar a totalidade dos nossos trabalhadores que precisem ou que desejem esse apoio, porque acreditamos que, fora tudo, cuidar das pessoas é também investir no futuro da empresa e no futuro deles. Estávamos a falar do mundo em constante mudança, também estamos a viver em mundos de constantes exigências diferentes, um tempo cada vez mais exigente e com um ritmo que está sempre muito intenso em qualquer área que seja, se a gente for ver. E cada dia com novos desafios, que sejam pessoais ou que sejam profissionais. Achamos que é por isso essencial criar esses ambientes de trabalho mais humanos. Quando a gente diz mais humanos, porque estamos nessa área hoje da digitalização, do teletrabalho, com formas de trabalho completamente diferentes e não podemos esquecer que por trás disso tudo há sempre, e tem que haver sempre, humanos. Humanos que sejam cada vez mais próximos, o que não é fácil com a digitalização, e também mais saudáveis. Sabemos que pessoas felizes criam ambientes felizes e as empresas mais fortes, amanhã, naturalmente, têm que criar um futuro melhor para todos. Vamos sempre tentar procurar crescer com muita responsabilidade. Proximidade parece-me muito importante quando se está a falar de serviços e os compromissos é sempre continuar a investir nas pessoas, na qualidade dos nossos serviços e na capacidade de adaptação de cada um nessas novas exigências do mercado. Vou chamar isso do mercado, porque é indústria. O futuro da nossa indústria em Portugal só se pode construir apenas com grandes investimentos. Também não se pode construir só com grandes discursos. Constrói-se no dia a dia, através do trabalho de milhares de pessoas que aqui estão e que vão garantir no futuro que tudo funciona. Estamos sempre a falar de pessoas, certo? Então desde a produção até a manutenção, desde a tecnologia até a limpeza ou desde a energia até a alimentação, mas por trás dessa tecnologia, por trás dessa digitalização, acabamos sempre por encontrar o mesmo, que são pessoas. Então é por isso que não nos podemos esquecer e focar o nosso olhar e a nossa visão de futuro para esses setores todos e sobretudo para cuidar das pessoas, para poder lhes dar visão e lhes dar vida com pilares que a gente acha fundamentais para o desenvolvimento do nosso país.
O Conselho Industrial dá voz a protagonistas importantes da economia portuguesa, que o Observador reuniu em torno da Cimeira da Indústria. É uma parceria com a AEMinho, com o apoio do Município de Braga, PwC, Tabaqueira, Siemens, Elior e Derichebourg Facility Services, Universidade Católica Portuguesa e BPI.