O ministro Adjunto e da Reforma do Estado afirma que o modelo de inteligência artificial (IA) português Amália é “um instrumento de soberania digital” e que está a ser usado em várias áreas como educação e defesa.
Gonçalo Matias falava na comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública conjunta com a da Reforma do Estado e Poder Local, no âmbito da apreciação, na especialidade da proposta do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).
“O Amália é um instrumento de soberania digital”, afirmou, salientando que este grande modelo de linguagem (LLM na sigla inglesa) já está a ser usado na cultura, educação, justiça e defesa, entre outros.
“Não quer dizer que seja uma concorrência” para os grandes LLM, mas é um instrumento de soberania digital, reforçou, referindo a importância de o setor da defesa usar uma IA portuguesa.
“Estamos a trazer inteligência artificial para a Administração Pública”, salientou Gonçalo Matias.
Quanto à gigafábrica, recordou que se trata de um concurso europeu e que o Estado se compromete a adquirir 200 milhões de euros de capacidade de computação.
Disse que o plano dos centros de dados (data centers) “está a ser executado” e que além de reduzir a burocracia nos licenciamentos, estes têm de agregar valor e trazer investimento para os locais onde são instalados.
Relativamente aos agentes de inteligência artificial (IA), sublinhou que “é preciso que a lei” tenha isso em conta. Ou seja, haverá um trabalho legislativo sobre o uso destes agentes, prosseguiu, falando ainda da importância da ‘cloud’ soberana.