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Altura de conhecermos qual vai ser o tema do Contracorrente desta sexta-feira. Para participar e nos dar a sua opinião em direto, só tem de ligar 910 002 41 85 ou então enviar-nos a sua mensagem de voz pelo WhatsApp. O número é sempre o mesmo, já sabe, 910 002 41 85. Carla. A completar a segunda semana como Presidente da República, António José Seguro tem ouvido mais do que falado. Recebeu um, e apenas um representante de cada partido e continua sem Casa Civil. O presidente assumiu-se como o anti Marcelo, que é o mesmo que dizer que se quer empenhar que não existam fugas de informação. Por aí ficou claro. Helena Matos bom dia. Então e nos atos, como é que vai Seguro?

Bem, em primeiro lugar, e desculpa que não responda já, temos de registar um acontecimento extraordinário no sistema de rios em Portugal e fontes. É que as fontes de Belém secaram. Ou seja, nós temos tido vários problemas com rios este ano e temos também esta extraordinária novidade. Não sei se é positiva ou se negativa, mas é um facto incontornável. Não há fontes em Belém. Acabaram. Aliás, eu aconselho os portugueses a passarem pelo site da Presidência da República e há uma imagem que é muito impressionante, que é António José Seguro a receber os líderes dos partidos. É verdade que recebeu um de cada partido, mas no caso do Livre recebeu dois, porque o partido tem uma liderança bicéfala e não sei se os outros partidos também não arranjarão aqui um estratagema qualquer para levarem duas pessoas, porque não é correto que sejam recebidos dois representantes, isto na minha opinião, dois representantes do Livre e apenas um de cada outro partido. Mas para lá disso, que é apenas um detalhe, há algo nas fotografias, todas as fotografias das receções de António José Seguro, das audiências a cada um dos líderes dos diferentes partidos, e temos o líder ou a líder do partido sentado naquele cadeirãozinho a olhar para o presidente. O presidente está sentado num cadeirão um pouco mais elevado, individualmente, e ao lado está uma cadeira vazia. Ao lado de António José Seguro está uma cadeira vazia. Ou seja, esta cadeira devia ser ocupada pelo seu chefe de gabinete, por alguém da sua Casa Civil e não está. Está vazia, porque António José Seguro ainda não indicou a sua Casa Civil. Ou seja, António José Seguro está em Belém, muito seguro pelos votos que levou, mas há aqui duas questões que são importantes. Em primeiro lugar, porque é que o presidente ainda não indicou a sua Casa Civil? Por outro lado, em tudo isto, nomeadamente com os encontros com os líderes dos partidos, nota-se uma grande determinação em controlar aquilo que nós chamamos fugas de informação e que nos últimos anos eram as fontes de Belém, depois os comentários, os comentários dos comentários, o que dizia cada uma das pessoas que lá tinha estado. Portanto, temos aqui, por um lado, esta grande preocupação, por outro lado, temos também um presidente que tem questões importantes nas quais quer deixar ficar a sua marca, é o caso da legislação laboral. Vamos ver se o presidente deu ou não algum protagonismo sobredimensionado à UGT e se agora levou a UGT à mesa das negociações. Temos também, hoje mesmo, esta questão, que está até na capa do Expresso, sobre o bloqueio da escolha dos nomes para os órgãos externos, nomeadamente o Tribunal Constitucional. Portanto, temos muito para falar sobre um homem, o nosso novo Presidente da República, que tem mostrado uma grande determinação em que não digam que ele disse, que por sua vez comentou. Portanto, acho que vamos ter que dizer, e já percebi pelo teu "uhum", que está na hora de me ir embora.

Não está, és sempre muito bem-vinda. Mas sim, temos o problema de seca agora. Um problema de seca de fontes.

Temos um problema de seca. As fontes de Belém, aqueles repuxinhos que deitam água para os passarinhos, eu espero que continuem a deitar aqueles lindos repuxos. Quanto ao resto, sequinha.

Os passarinhos não vão contar mais nada. Até já, Helena. 910 002 41 85 para entrar em direto, mas também nos pode enviar a sua mensagem de voz através do WhatsApp ou então deixar os seus comentários nas nossas redes sociais ou no site do Observador.