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E hoje, no Direto ao Assunto das manhãs 360, junta-se a nós a jornalista da editoria de Política do Observador, a Rita Penela. Olá, Rita, bom dia.
Olá, bom dia.
E hoje a nossa convidada, a ex-deputada do PAN, agora deputada não inscrita, Cristina Rodrigues. Bom dia, muito obrigada por ter aceitado o nosso convite para estar conosco na Rádio Observador.
Muito obrigada, eu é que agradeço o convite para estar aqui convosco hoje.
É a primeira entrevista que dá depois de se desvincular do PAN. Por que decidiu manter o cargo de deputada?
É, de facto, a primeira entrevista. Eu pensei muito sobre esse assunto. De facto, como eu disse no meu comunicado, foi uma decisão muito difícil e tive que ponderar as várias possibilidades. Acabei por decidir manter o meu mandato, porque acredito que me sinto capaz de chegar até o fim e de honrar a confiança que foi depositada em mim pelos eleitores.
Mas os eleitores depositaram confiança em si em concreto ou no projeto do PAN?
Eu julgo que eles depositaram confiança em ambos. Os mandatos são pessoais, como sabemos. E realmente as listas são públicas, são anunciadas as listas, há alguém que dá a cara por elas. E de facto, eu fui a cabeça de lista por Setúbal. Já tinha sido há quatro anos, voltei a sê-lo e vai se estabelecendo efetivamente uma relação também com o eleitorado.
Portanto, acha que vale mais a questão de ser cabeça de lista por Setúbal do que o facto de pertencer às listas do PAN?
Eu acho que ambas são relevantes. Depois tem mesmo a ver com aquilo que eu sinto pessoalmente, ou pelo menos foi assim que eu vi esta tomada de decisão. Ou seja, eu sinto-me capaz de trabalhar e ir ao encontro daquelas que eram as preocupações das pessoas que votaram em mim e que votaram no PAN. E por essa razão mantenho o mandato. Se eu sentisse que não tinha essa possibilidade, então nesse caso eu seria a primeira a dizer que devia renunciar.
Vamos então perceber por que decide sair da PAN. O que é que a incompatibilizou concretamente com a direção do partido?
Houve aqui várias situações. Eu diria que, e acho que é uma questão que qualquer pessoa pode facilmente aferir, é realmente a questão de haver um afastamento daquilo que era a gênese do partido, seja do ponto de vista das prioridades. É que, a meu ver, a causa animal, que foi aquilo que deu origem precisamente ao partido, acaba por estar mais esquecida, ou não ser prioritária. Eu compreendo que se continua a falar, mas de facto muito menos. Eu tive a oportunidade de verificar e o PAN, nesta sessão legislativa, apresentou cerca de 170 iniciativas legislativas, das quais, segundo aquilo que o próprio PAN anunciou, apenas 18 tinham a ver com animais. Na legislatura passada era uma realidade muito diferente. Por outro lado, há também uma diferença, quanto a mim muito importante, em que o PAN se afasta de um discurso muito positivo, em que pretende encontrar, fazer diálogo, construir pontes, e passamos para uma atitude bastante diferente, mais agressiva, menos construtiva, digamos assim. E é de facto uma posição, um posicionamento com o qual eu não me identifico.
Mas acha que o PAN devia manter-se, sobretudo no tema animal e nas causas animais e à medida que vai crescendo, não é normal que o partido seja também questionado sobre temas de saúde, educação, de economia e por aí fora?
Eu acho que isso é inevitável, mas uma coisa é conseguir chegar mais assuntos e outra é tornar aquilo que é sua gênese, deixar de ser prioritário, porque mal ou bem, e posso estar aqui a ter uma análise que não é correta e admito isso. Mas as pessoas conhecem essencialmente o PAN por ser um partido animalista e ambientalista. E eu acho que os eleitores confiaram em nós, especialmente por essas duas características.
Esse desvio então, segundo a Cristina Rodrigues, dessa linha mais em defesa dos direitos dos animais, é de agora dos últimos meses ou já vem de antes da campanha? E aqui é inevitável recordar aquela entrevista que deu durante a campanha em que demonstrou que não conhecia propostas do PAN que estavam no programa e que eram fora dessa área. Será que não houve aí um equívoco logo à partida?
Eu julgo que o momento da campanha, ou aliás, o programa eleitoral, que tinha cerca de 1200 medidas, demonstrou que houve aqui uma vontade muito grande de realmente mostrar que o PAN era capaz de dar cartas em outras áreas.
E terá sido importante para o crescimento do partido.
Foi, naturalmente. E eu acho que termos mais deputados também foi muito importante para se conseguir começar a trabalhar em outras áreas. Agora nesta fase já era possível estarmos em todas as comissões, por exemplo, o que possibilitava trabalhar realmente em mais assuntos. No que diz respeito a essa entrevista em particular, foi uma situação, uma medida. Eu acho que qualquer pessoa que dê entrevistas, como se costuma dizer, "quem anda à chuva molha-se." E pode acontecer e errar é humano. E aliás, até recentemente, o próprio António Costa teve aqui também uma situação com os antibióticos e os vírus e as bactérias. E são coisas que acontecem. Acho que na campanha foi quando se verificou essa vontade de ir muito mais além do que os animais e o ambiente.
Depois do seu comunicado e do anúncio da sua desvinculação ao partido, o porta-voz do PAN foi muito crítico em relação à sua conduta nos últimos meses na Assembleia da República, dizendo inclusivamente que isto seria só o antecipar de um processo de retirada de confiança. Acusou-a mesmo de ter agido em nome de interesses pessoais. De que o André Silva falava?
O comunicado do André Silva é de uma desonestidade brutal. Com muita pena minha, porque fui uma pessoa que trabalhou com ele nos últimos quatro anos e acho que importa evidenciar que não há uma única pessoa que tenha permanecido a trabalhar com André Silva, das que o acompanharam na anterior legislatura e que contribuíram em muito para aquilo que o PAN é hoje em dia.
Mas isso é sinal de quê? Aquele centralismo que se aponta à direção é um centralismo para André Silva? É isso que está a dizer?
Naturalmente, ele é o porta-voz do partido e obviamente é o responsável pela grande parte das decisões que são tomadas.
E mobilizou ou, por assim dizer, criou à volta dele um novo núcleo com a passagem a grupo parlamentar que não existia na anterior legislatura. Isto porque, além da Cristina Rodrigues, saíram várias pessoas, a chefe de gabinete, vários assessores que estavam a trabalhar no partido e com André Silva, já trabalhavam no gabinete desde 2015 e são vários aqueles que apontam que realmente se notou aqui uma grande diferença naquilo que era o partido depois de ter passado a grupo parlamentar. E depois temos André Silva, acompanhado pelas restantes deputadas e outra pessoa da Comissão Política Permanente, a dizer que estas saídas são uma estratégia concertada. Em que é que ficamos? Há uma alteração dentro do PAN e isso leva às saídas ou as saídas resultam de uma estratégia que foi acordada entre quem decidiu sair nas últimas semanas?
Não, de facto, não houve qualquer estratégia concertada. Aquilo que houve foi pessoas a ficarem insatisfeitas com o rumo que o partido leva. E depois isso leva a que tomem as suas próprias decisões e a minha decisão não tem nada a ver com as decisões tomadas por outros. Gostava de referir ainda a questão do que "iriam me retirar brevemente a confiança". Quer dizer, se houvesse fundamento para tirar a confiança, tinha sido feito um processo para esse efeito, que nunca aconteceu. E portanto, daí também a questão que eu referi há pouco da desonestidade do comunicado que foi emitido e publicado.
Cristina Rodrigues, mas saíram todos ao mesmo tempo, sentiram todos essa necessidade de abandonar o partido de forma simultânea? Não houve mesmo uma decisão concertada neste caso?
Não houve mesmo uma decisão concertada. Eu não posso falar pelas razões que levaram as outras pessoas a sair. Posso falar realmente das questões que me levaram a mim a sair. E uma das questões, por exemplo, a forma como o PAN, ou melhor, como a CPP tem reagido às saídas, vem só comprovar realmente aquele afastamento que eu referi no meu próprio comunicado e que já disse há pouco. Portanto, uma atitude agressiva, eu diria até de alguma-
O que é que pode dar exemplos disso? O que é uma atitude agressiva e como é que se possui então essa concentração de poder de decisão, como diz, na direção?
É que pena, isto ia demorar muito tempo.
Bastam só dois exemplos.
Vou tentar sintetizar. Dois princípios fundamentais do PAN: um é o princípio da não violência, julgo que seja logo o artigo segundo dos estatutos, e o outro é de que nunca se atacam pessoas, apenas se atacam ideias. E de facto, estes comunicados, falando no meu em particular, houve um ataque pessoal a mim, não houve ataque a nenhuma das ideias que eu referi.
Agora na saída, já.
Agora já na saída.
Mas antes disso, até aí é sua. Certo.
Estou só a dizer o que isso vinha comprovar. Depois, obviamente, aqui no PAN, no último congresso, houve uma alteração profunda dos estatutos. E portanto, antes as candidaturas eram uninominais, cada um candidatava-se por si, como se houvesse um programa pessoal, e há uma alteração para listas. E a partir do momento em que há eleições para a direção por listas, acabou por ficar tudo controlado por quem faz as listas e que neste caso é o porta-voz.
Então quer dizer que a principal divergência tem a ver com a organização e a estruturação do partido e não com questões mais conceituais e mais programáticas?
Depende das circunstâncias. Eu julgo que há um-
Pode dar exemplo de alguma questão de programa e de atitude pública e de ideias que quebrem esse fundamento, essa origem do PAN?
Eu posso lhe dar um exemplo muito concreto ou dois. Por exemplo, aquele princípio que eu referi há pouco, que o PAN tem este princípio, que não se atacam nunca as pessoas, atacam-se ideias. E relativamente há pouco tempo, houve a situação da deputada do PS, Cláudia Santos, que foi nomeada para um cargo na Federação Portuguesa de Futebol. E houve um ataque muito grande, pessoal, a esta pessoa por parte do PAN, inclusivamente nas suas redes sociais foi utilizada uma fotografia sua para referir que, eu agora não lembro exatamente as palavras, mas associar o futebol à promiscuidade, etc. Isto aqui é um ataque muito concreto a uma pessoa e que no meu ponto de vista, viola precisamente o princípio que eu referi de não se atacarem pessoas.
E isso não é apenas uma questão de estilo.
Não é apenas uma questão de estilo. No meu ponto de vista, não é.
E isso motiva, de facto, uma decisão radical como esta, que é abandonar um partido quando se foi eleito deputado por esse partido, no início do mandato. Temos meio ano de mandato, as eleições foram em outubro. Não é demasiado radical uma decisão dessas perante esses detalhes, talvez?
Poderiam ser detalhes, se calhar se fosse, digamos assim, eu acho que há aquela ideia tradicional dos partidos e há a ideia do que o PAN era, ou pelo menos que eu tinha do PAN. Portanto, um partido inovador, com um posicionamento diferente face à política e aliás, eu que nunca liguei à política até de facto entrar para o PAN, porque era um partido de causas, e aquilo que noto é que há um afastamento desse princípio geral do PAN. E que no meu caso, considero que era de facto um fator determinante para estar associada ao partido. E portanto, isto culminou agora, mas obviamente que isto é um processo que tem levado meses, não é uma situação de um dia para o outro.
Cristina Rodrigues, anunciou esta saída na semana passada, nesta fase inicial da legislatura. Vai cumprir o mandato até o fim?
Vou cumprir o mandato até o fim.
Enquanto deputada não inscrita, vai manter essa posição até o final da legislatura?
É essa a minha pretensão, sim. Tenho muita vontade de trabalhar, tenho muita vontade de cumprir os compromissos que assumi. Neste momento estou a instalar-me, ainda tenho que perceber exatamente a subvenção, as pessoas com quem estarei a trabalhar, tenho que formar uma equipa, mas assim que conseguir fazer isso, começaremos a trabalhar a todo o gás.
E quais são as linhas que a vão guiar a partir de agora? Já percebemos que não vai fazer ataques pessoais.
Não.
O que a vai distinguir mais do PAN?
Será certamente manter aquela linha que o PAN tinha, e que se afastou. O meu objetivo é sempre o de dialogar, criar pontes. Julgo que a melhor forma de realmente se conseguir os objetivos é através da cooperação e não daquela competitividade que leva a outras coisas.
Quando fala de cooperação, o PAN sempre se definiu como equidistante da esquerda e da direita, nunca quis ser rotulado como partido de esquerda ou de direita. Concorda com essa neutralidade, se quiser, ideológica?
Concordo.
Nunca viu ali traços de esquerda? Porque se alguma coisa se pode dizer do PAN, desta dúvida da centralidade, é de facto se está um partido mais à esquerda, até pelo alinhamento que teve na última legislatura.
Eu acho que, de facto, o PAN há situações em que vota ou tem posições mais à esquerda e há outras ocasiões em que tem posições mais à direita. O meu objetivo é manter essa neutralidade, e até foi uma das razões pela qual eu pedi para ficar agora no meu novo lugar no plenário, novamente entre o PS e o PSD, tal como fazíamos antes.
Como é que vai votar na sexta-feira o orçamento suplementar?
Ainda está a ser estudado.
O que é que vai pesar? Como é que isso vai ser avaliado?
Para já, tenho que iniciar hoje todo o processo na especialidade e acho que ele é fundamental para perceber que propostas são votadas e, obviamente, a forma como elas são votadas, portanto, aquilo que resultará no final e aí então será tomada uma decisão.
Se ainda não tomou, o que é que falta a este documento para ter a sua aprovação?
Eu não queria mesmo adiantar nada em relação a isso, para já.
A Cristina Rodrigues disse há pouco que vai, obviamente, a partir de agora exercer seu mandato com cooperações. O que eu lhe pergunto é: que equipa pode ter para isso? Visto que o trabalho de um deputado é muito mais do que aquela presença nos plenários que aparece na televisão. Há pouco falou da equipa também, que equipa é que conta ter para isso? E também houve da parte do partido a dispensa de alguns assessores parlamentares que foram relacionados consigo, se vai trabalhar com essas pessoas.
É como eu referi há pouco, eu ainda não tenho a informação concreta dos valores que terei disponíveis para fazer essas contratações e obviamente que isso é fundamental para saber que equipa posso formar.
Mas entre as pessoas que saíram do partido, está interessada em manter alguém agora na sua equipa?
Era precisamente isso que eu ia referir. Para já, posso adiantar que a chefe de gabinete irá manter-se comigo, portanto, julgo que não haverá problema em termos orçamentais quanto a isso. E gostaria, uma vez que as pessoas foram dispensadas, de pelo menos conseguir trabalhar com mais alguma das pessoas. Acho mesmo que não vou conseguir ter todas a trabalhar comigo, lamentavelmente. Essa ajuda delas seria muito útil, até porque são pessoas com uma grande competência. Mas para já, só realmente em relação à chefe de gabinete é que eu posso adiantar e confirmar que sim, trabalhará comigo.
Houve também uma polêmica recente que tem a ver com a prática de recibos verdes, falsos recibos verdes por parte do PAN na última legislatura. Conhecia esta prática? Olhando para ela, como é que a vê? Até porque as posições públicas do partido muitas vezes foram muito fortes contra esse tipo de práticas.
Sim, as posições do partido publicamente foram fortes quanto a estas práticas. Eu pessoalmente sou absolutamente contra elas, acho que realmente é um problema na nossa sociedade e que temos que fazer de tudo para as combater. Efetivamente, aquilo que eu posso dizer quanto a isto é que havia pessoas que estavam a trabalhar a recibos verdes, que efetivamente cumpriam horário de trabalho, que recebiam ordens e, portanto, se encontravam na Assembleia da República a trabalhar diariamente. Posso dizer também que foi o deputado André Silva, o porta-voz do partido, que procedeu a todas as contratações. Era ele que contratava as pessoas, era ele que definia os vencimentos, era ele que definia qual era que era o vínculo ao partido. Ele é e sempre foi o coordenador da secretaria financeira, enquanto deputado único, era ele também a única pessoa que podia dar indicações aos serviços de quem é que era ou não nomeado.
Isso não é um ataque a André Silva?
Isto é factual.
Centralizar tudo nele?
Isto é factual. É só isto mesmo. É factual e é legal e regimental. Mais ninguém poderia fazer isso por ele.
Acha que ele acumula demasiado poder no partido?
Acho.
E as outras deputadas, no caso, não partilham esse poder de alguma maneira? Não são decisões mais colegiais, mais partilhadas?
É assim, há alguma discussão, no entanto, o facto de ele ser porta-voz dá-lhe uma posição de relevo. Relevo não é a palavra que eu queria utilizar, mas não me estou a lembrar de qual é que é.
Presidência, talvez?
Sim, exato. Portanto, com um poder de influência muito superior a qualquer outra pessoa.
Mas esse protagonismo reflete-se depois nas decisões, no funcionamento interno do partido. Isto é, há demasiadas decisões que passam por André Silva, é isso?
Sim. No caso é o porta-voz e líder parlamentar. Ambos estão numa série de secretarias, órgãos. Acho que o objetivo é conseguir estar em todo lado.
Acha que estas saídas, que já são algumas e relevantes, o seu caso, o caso do eurodeputado também, podem de alguma forma abalar o PAN ou levar até à criação de um outro partido, por exemplo?
Eu não sei se de facto vai abalar. Eu espero, sinceramente, que o PAN continue a ter um lugar no panorama político, porque eu acho que de facto é um partido que é importante e que traz assuntos que se calhar outros partidos não trazem ou não trazem tanto. Não sei dizer mesmo se poderá provocar ou não alterações ou oscilações no eleitorado. Acho que agora com as autárquicas será um primeiro teste para se ver se realmente houve esse abalo ou não.
Falava há pouco que o PAN se tinha afastado da causa animal que estaria na sua génese. O Grupo de Intervenção e Resgate Animal, o GIRA, ao qual foi associada e aliás, chegou a questionar o PAN na altura, em 2018, inclusivamente a PGR para perceber se estaria a ser investigado ou não. Mas a sua saída acontece uns dias depois do GIRA ter publicado uma sondagem ou ter feito uma sondagem nas redes sociais para perceber se haveria espaço para um novo partido e se haveria interesse da parte dos seguidores ou de quem acompanha o grupo através das redes sociais nesta fundação. Isto é uma coincidência ou estamos a falar de algo mais?
Eu não sei se é coincidência. O que eu sei é que só tomei conhecimento dessa sondagem quando ela já estava a decorrer. Portanto, não houve aqui qualquer concertação com qualquer associação. Não tenho qualquer ligação, não tenciono formar qualquer partido e portanto diria que sim, que é uma mera coincidência.
Mas há ou não espaço para um partido com essa causa animal mais reforçada?
Se de facto se continuar a demonstrar que o PAN vai deixando para trás cada vez mais a causa animal, poderá haver esse espaço, na medida em que eu acho que cada vez as pessoas estão mais sensíveis às questões dos animais e cada vez mais exigem mais proteção, mais direitos e portanto pode haver esse espaço. Acho que agora vai depender muito de como se desenrolarem os próximos meses, os próximos anos.
A ex-deputada do PAN, agora deputada não inscrita, Cristina Rodrigues, no direto ao assunto das manhãs 360. Muito obrigada por ter estado conosco em direto na Rádio Observador.
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