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É o início do E o Campeão É. Hoje a análise é feita pela diretora adjunta do Observador, a Filomena Martins, e pelos comentadores Gabriel Alves e Luís Vilar, que se juntam a mim e ao Júlio Magalhães. Bom dia.

Bom dia.

Bom dia.

E é inevitável, temos de começar pelo caso do presidente do Benfica, que deve ser hoje ouvido pelo juiz Carlos Alexandre. Luís Filipe Vieira é suspeito de vários crimes de abuso de confiança, burla e fraude fiscal. Luís Vilar, começo por ti. Hoje a música é outra. Surpreendido com esta detenção?

Olha, hoje a música não é boa, de facto. Muito bom dia a todos. Surpreendido, eu diria que não. Surpreendido, não estou, nada surpreendido. Acho que ninguém verdadeiramente que vá buscar a definição do adjetivo surpreendido irá perceber que não está surpreendido. Se calhar está chocado, porque o que nós vamos vendo é que o mundo do futebol é altamente propício a casos de corrupção. Temos visto isto há muito tempo, a questão de estarmos a falar de uma associação com uma faturação de 300 milhões de euros, que elege o seu presidente por eleição, no fundo, dá muito espaço à demagogia, ao populismo. Depois, o mundo das transferências é um mundo que traz muito dinheiro e é fácil tirar dinheiro e rapidamente também Luís Filipe Vieira e o próprio Benfica têm estado associados a muitos casos. Estamos a falar da Saca Azul, Operação Lex, Mala Tchao, Novo Banco, vouchers emails, E-toupeira. Portanto, isto não é de agora e tanto isto vai batendo que de vez em quando as coisas acontecem mesmo e de facto Luís Filipe Vieira foi detido. Por isso é para dizer que não fui surpreendido, mas estou chocado. Estou chocado porque não deixa de ser o presidente de um dos maiores clubes desportivos portugueses e isto é muito grave, é muito mau para todos, em especial para a indústria do futebol.

Filomena, há muitos adeptos e notáveis a pedir a demissão do Luís Filipe Vieira. Este é um desfecho inevitável ou achas que ainda tem condições para continuar no cargo?

Parece-me que neste caso vai ser inevitável que Luís Filipe Vieira fique sem condições para continuar a ser presidente do Benfica, independentemente daquilo que vierem a ser as medidas de coação que Carlos Alexandre decretar esta tarde quando Luís Filipe Vieira for ouvido. Pode ser hoje a primeira vez e continuar a ser amanhã, e isso não conta agora. Mas aqui o caso, como o Luís Vilar estava a dizer, depois de todos os casos em que Vieira já estava enredado, alguns deles envolvendo o Benfica, alguns deles de âmbito pessoal e profissional do seu lado empresarial, aquilo que está em causa neste caso concreto é um pouquinho mais grave pelo lado do Benfica. Por quê? Porque até agora havia sempre uns processos de âmbito clubístico, mas que envolviam quase sempre uma rivalidade. Todos os outros casos que estavam aqui, havia quase sempre quer os mails, quer o E-toupeira, quer o Mala Tchao, havia sempre uma rivalidade, havia os emails do Rui Pinto, tudo isto metia o Futebol Clube do Porto, alguns metiam o Sporting. Só aqui no caso que metia o juiz Rui Rangel é que havia uma suspeita, há uma suspeita, porque o processo está em investigação, de haver, de alguma forma, de dentro da Justiça, alguma espionagem da Justiça a favor do Benfica, mas também para espiar rivais. E portanto, isto ainda estava tudo num imbróglio entre a espionagem de rivais para o Benfica, mas agora não. Agora há um problema, e este é um problema grave para os adeptos, para os sócios, que é Luís Filipe Vieira ter desviado, em proveito próprio, dinheiro do clube. E eu acho que os adeptos e os sócios jamais perdoarão que um presidente desvie um cêntimo que seja em proveito próprio do próprio clube e aqui estamos a falar de milhões. E isso é imperdoável, até porque os sócios do Benfica têm na memória e estarão sempre na memória, ainda que os casos sejam muito diferentes, o caso de Vale e Azevedo. E por muito que Vieira tenha feito muito nestes 16 anos pelo Benfica, e fez, em termos desportivos, não tenha nada a ver com Vale e Azevedo, um cêntimo desviado em proveito próprio, um cêntimo que seja, vai contar. E no momento em que isso acontecer, e aqui as suspeitas são muito graves nesse sentido, e as suspeitas neste caso são todas que Vieira desviou dinheiro em proveito próprio de transferências de jogadores para as suas empresas, para as dívidas que tinha das suas empresas, vai fazer com que ele fique sem condições para continuar no Benfica. Ainda para mais se, obviamente, o juiz lhe decretar, ele possa decretar prisão preventiva.

Gabriel, caso Luís Filipe Vieira deixe então a presidência, há quatro nomes possíveis na sucessão. Falamos de Rui Costa, Domingos Almeida Lima, José Eduardo Nunes e Domingos Soares de Oliveira Vés. Vês alguém na linha da frente?

Bom dia. Em relação a este caso do Benfica, nesta altura, naturalmente, há ter a nota de que o Benfica, o nome, a marca Benfica, acima de tudo, é uma marca que ficou danificada. E obviamente que há estilhaços, porque dada a marca nacional e internacional, há estilhaços que tocam no futebol português. Essa é que é a grande verdade. Está tudo expectante do que é que vai acontecer, o que é que vai suceder, porque o Benfica, eu continuo, e vou reforçar e vou sublinhar a marca. Quanto à sucessão, neste momento eu penso que no Benfica tem que haver sangue frio, tem que haver esclarecimento Isto é uma ocasião muito especial e tem que haver um fator de liderança. Alguém tem que emergir com essa capacidade para segurar os danos, porque os danos estão a acontecer e se calhar, com o desenvolvimento do processo, ainda vão ser maiores. Portanto, há que haver muito gelo. Quem é a pessoa? Acho que é dentro da direção do Benfica, dentro daquilo que são os estatutos do Benfica, porque a verdade é que o Benfica toca também na sociedade. Vai ser tudo muito escrutinado pela sociedade, não é só pelos benfiquistas, é pela sociedade e nacional e internacional. Não é por acaso que este caso já tem eco na comunicação ao nível global. Portanto, alguém que surja dentro daquilo que são os parâmetros. Atenção, não há só o Benfica, há um Benfica Clube, há um Benfica SAD, há uma empresa, há negócios, há toda uma dimensão, naturalmente, ligada ao mundo empresarial e financeiro.

Luís, e por que continuamos a ver casos destes no futebol?

Essa é a questão mais interessante de todas. O Benfica ou a Benfica SAD é uma empresa que fatura, grosso modo, 300 milhões de euros ao ano. E nenhuma empresa que facture 300 milhões de euros ao ano pode eleger o seu presidente do conselho de administração por sufrágio entre os adeptos de futebol. Quer dizer, nós estamos a misturar o lado emocional com o lado racional. E este é o modelo de governance associativo do futebol português. Nós lá fora já percebemos há muito tempo que a privatização do futebol fez com que eliminasse esta politiquice toda dentro do futebol e que passasse a haver uma gestão mais profissional, com todos os problemas que daí podem adver. Ora, concretamente, onde é que está o negócio, sobretudo na periferia da Europa? O negócio está nas transferências de jogadores. É tão simples quanto isto. Luís Filipe Vieira está neste barulho, peço desculpa pelo inglês, mas é longe de ser o único e eu acho que isto, se andar pra frente, vai ser muito pior. Nós temos um presidente de um qualquer clube que passa um mandato a um qualquer empresário para ir buscar um jogador. Esse empresário vai ficar com 10% do total da transferência. E depois, o poder é enorme no poder de passar os mandatos, que é eu sou o presidente, eu passo os mandatos, e é o poder de ter os mandatos, que a influência e confiança junto do presidente é enorme. Então o que acontece? As transferências são muito acima do valor real, isto é, um jogador que custa seis milhões, rapidamente o clube dá 10 milhões, a percentagem, os 10%, em vez de ser 600 mil pro empresário, passa a ser um milhão para o empresário. Esse empresário cobra através de uma offshore no estrangeiro e depois esses 600 ou um milhão de euros, perde-se o rasto e não se sabe pra quem é que vai esse um milhão de euros. Qual é a suspeição aqui? É que esse um milhão de euros é dividido entre o empresário que faz a transferência e que gera a operação financeira e o presidente que dá o mandato. Mas isto é a suspeição com o Luís Filipe Vieira, mas é a suspeição que eu diria com quase todo o negócio do futebol. Daí que este mundo da transferência tenha que ser muito mais bem regulado do que está a ser.

A nível global, eu não esqueço, vou trazer outra vez, já falei nisso aqui nas manhãs, vou trazer porque acho que é fator que deve ser trazido. Rummenigge, que até há bem pouco tempo esteve à frente do Bayern de Munique, dizia há uns três meses atrás, numa entrevista que foi mundial, a propósito deste mundo das transferências, os chamados mercados: "Andámos a engordar o monstro." Citei.

Gabriel, e esta tensão pode ter impacto no desempenho desportivo da equipa, não é? E pôr também em causa eventuais contratações ou aquelas que estão a ocorrer, não é?

Naturalmente, tudo isto mexe, por isso eu dizia há pouco, independentemente dos fatores, marca, sociedade, mundo empresarial, financeiro, há a questão desportiva, porque a empresa vive do fator desportivo, o seu rendimento é o desporto. E naturalmente, tudo isto mexe com as pessoas que fazem parte do desporto. Mexe, são pessoas, naturalmente, e mexe com negócios que estão entre mãos, porque estas empresas estão, obviamente, todos os dias a trabalhar e todos os dias estão a acontecer situações. E naturalmente, o Benfica pode vir a ressentir-se disso, e bastante. Daí também o facto de que quem liderar e quem sair pra liderança tenha que ser uma pessoa firme, líder, acima de tudo, um líder, que é nos grandes momentos que se veem os grandes líderes.

Filomena, caso se confirmem as suspeitas de Vieira ter prejudicado o Benfica, como falaste há pouco, isto pode pôr em causa e em risco também a continuidade do resto da direção em futuras eleições, não é?

Sim, mas eu neste momento diria que a primeira possibilidade é manter-se uma parte desta direção. Eu diria que, neste momento, Rui Costa está a ser empurrado, e muito empurrado, eu até diria que contra a sua vontade. A vontade do Rui Costa foi sempre mandar apenas e só, até pela sua própria personalidade, no futebol. Ele ficaria com o futebol, mandaria no futebol e não o chateassem com o resto. Agora ele está a ser empurrado para suceder ou para ficar à frente do resto enquanto Luís Filipe Vieira ficar suspenso, se assim acontecer. E se assim acontecer, eu diria que o Brás ficaria como vice, na prática, com o resto, e Soares Oliveira com a parte do dinheiro. Não é o cenário que Rui Costa mais gostará. Será, certamente, contra a sua vontade e contra a sua própria personalidade. Em futuras eleições, é preciso ver como é que se reúne este grupo, que agora está nesta direção, numa futura lista que viesse a concorrer a umas eleições antecipadas. Agora, claramente que a oposição será muito forte. A lista de Noronha Lopes, nas últimas eleições, já esteve numa posição que muito poucos esperavam que conseguisse alcançar. E eu acho que, nessa altura, Luís Filipe Vieira, já muito acossado por vários processos, pôs toda, como toda a gente costuma dizer, a carne no assador, ou seja, gastou milhões e milhões, quer na vinda de Jesus, quer no dinheiro para Jesus contratar os jogadores que quisesse. Por isso, Noronha Lopes, se calhar, não foi mais longe. Aliás, até os políticos, com o seu poder, de alguma forma, e a sua presença, na altura, não tiveram discernimento para se afastar. Eu lembro que foi preciso muita crítica mediática para António Costa e Fernando Medina não estarem na comissão de honra de Luís Filipe Vieira, já com tantos processos que havia à volta de Luís Filipe Vieira. E agora eu acho que um Noronha Lopes, numa altura destas, provavelmente, ainda com uma ou outra figura desta direção, poderá ter um outro resultado muito diferente. Desta direção, qualquer pessoa pode ser tóxica, ainda que alguns deles sejam um bocadinho mais distantes do que outros de Luís Filipe Vieira. Rui Costa tem esse problema, que é estar muito colado, quer como Soares Oliveira, quer como algumas destas figuras, estarão todos muito colados, quer queiram ou não, com todas as coisas ao atual presidente.

E consegues encontrar um campeão em todo este processo?

Consigo, mas já o disse há bocado, o vencedor é na manhã, portanto, não o repito. É muito difícil, e a mim já me disseram vários procuradores do Ministério Público, é mais difícil investigar o futebol em Portugal e sobretudo o Benfica, do que investigar um primeiro-ministro. Porque corrupção, as pessoas tendem a olhar sempre de lado e tendem a olhar sempre com aquela crítica feroz de que um primeiro-ministro corrupto ou um ex-primeiro-ministro corrupto é sempre uma coisa muito forte. Quando mete Benfica e quando mete o clube, há sempre uma certa ligação, uma certa proteção. E quando olho para uma investigação que envolve o presidente de um grande clube, do maior clube português, em termos de funcionamento, como é o Benfica, e um presidente desse clube em funções, como é o Luís Filipe Vieira, ser investigado e acabar detido nesta altura, parece-me que o Ministério Público, neste momento, merece para mim ser campeão.

Gabriel, no teu caso?

Eu acho que sim, estou de acordo com a Filomena. E já agora, aqui uma adenda, nesta altura, o Benfica precisa mais de razoabilidade do que emotividade. Portanto, não é dizer o nome por emoção, mas o nome por esclarecimento, pela racionalidade e pela capacidade, não pela emoção.

Luís, no teu caso, o campeão seria também o Ministério Público?

Olha, para já o campeão é o Ministério Público, mas apenas com 12 valores. Não dou ainda a nota máxima, porque ainda faltam as cenas dos próximos capítulos. Eu acho que a Filomena explicou bem. Olha, e então dos 12 valores. Diz, Filomena.

Ainda há pouco acabaram de acusar o Azeredo Lopes e agora de pedir a absolvição, para não ir a julgamento.

Sim, mas de qualquer forma, irão concordar que já está dado aqui um primeiro passo e já abriram a janela para que a luz venha a entrar pela casa adentro, mas neste momento ainda só abriram janela, por isso 12 valores.

Quem ontem também deu um primeiro passo rumo à final foi a Inglaterra, que marca pela primeira vez presença.

Pronto, agora é gosto de pôr o Luís a cantar.

Eu vou já entrar.

Vais entrar de pé juntos, Gabriel.

Vou já pé juntos que é um penalti infame. Um penalti infame com a aquiescência da passividade do VAR e da UEFA.

Estou com o Gabriel.

E a UEFA, naturalmente, eu ontem pensei quando fui para comentar, dizer: "Este resultado não é verdadeiro, não tem comentário". Mas há que haver respeito, porque houve 120 minutos de jogo, houve futebol, houve muita situação interessante, houve detalhes de qualidade, houve bons artistas, houve talentos, houve bons treinadores. Agora, isto é infame.

Mas tu achas que não houve toque na perna do Sterling?

Não, desculpa. As piscinas em Wembley, onde é que são? Eu não sei, eu conheço Wembley, não conheço lá nenhuma, mas fiquei a saber que há alguma naquela zona. O Sterling, bom jamaicano, boa origem jamaicana, que é um grande jogador, não lhe retiro nada. Esse homem tem uma piscina que está reconhecida a nível mundial. E mais, isto é estilo do futebol e da UEFA. Vamos lá ver, nada tenho contra a Inglaterra. Sou um fã de Londres. Mas eu quero aqui dizer que esta história da Inglaterra, reparem bem, jogou praticamente todos os seus jogos em casa. Por quê? Aquela meia-final ontem, assim como a Itália e a Espanha jogaram em Wembley, provavelmente aquela meia-final ontem entre a Inglaterra e a Dinamarca poderia ter sido em Espanha no La Cartuja. Por que não? É que isto traz alienação e falta de esclarecimento. E mais grave: ontem estavam lá 60 mil espectadores. De um momento para o outro, o estádio abriu-se, o governo inglês abriu. De um momento para o outro, abre-te Sésamo. E já está a notícia esta manhã que para a final o estádio cheio, completo. Italianos e dinamarqueses não puderam vir. E os italianos, já podem vir mil. O que se passa aqui?

Tenho uma má notícia para o Luís.

Pode ser outra. Bate onde quiser, tranquilo.

Com outra. Inglaterra para a final.

Eu tenho as costas largas.

Maria João, há um mito a correr no Twitter e nas redes sociais, que liga os vencedores dos Europeus aos vencedores do Festival da Canção.

Só me faltava esta agora. Mas eu vou ganhar ou não ganho?

Pára. E há aqui Festival da Canção. Mete música. Portanto, leva-te contigo, Luís.

Espera. Quando a Grécia bateu Portugal em 2004, adivinha quem ganhou o Festival da Canção?

Yiannis Oufakis.

Não, a Grécia. Em 2016, quando Portugal ganhou o Euro 2016, adivinha quem ganhou o Festival da Canção? Ora nem mais, o nosso Salvador Sobral. Portanto, adivinha quem ganha este ano o Festival da Canção?

Não pode ser.

Portanto, adivinha o que vais ter de aprender até segunda-feira?

Exatamente.

Não, Maria João, dá-me só 10 segundos.

Com guitarra. Faz-se ouvir. Com guitarra ao vivo.

Com guitarra ao vivo, vais cantar "Bella Ciao" na segunda-feira.

É que isto, só para os ouvintes mais distraídos, temos a promessa do Luís Vilar de vir tocar e cantar ao vivo no estúdio na segunda-feira, caso a Inglaterra vença este Europeu. Mas se for Itália, como é que é?

É o "Bella Ciao", já disse, ele vai decorar o "Bella Ciao" até segunda-feira. É uma canção histórica, magnífica.

Se for a Itália, não posso cantar por defeitos de sotaque e de idioma.

Nós ajudamos.

Maria João, mas isto tem que parar de uma vez por todas. Eu quero manifestar que vou apresentar uma providência cautelar, não só contra o Gabriel Alves e contra a Filomena, mas também contra o próprio Ministério Público, porque estão a fazer de propósito. Escolheram o dia de propósito para deter o Luís Chip Vieira, especialmente o dia em que a Inglaterra fechou. É incrível. Isto começa a ser demais, está a passar todos os limites. A Rádio Observador eu acho que também tem que apoiar o Luís Vilar nesta providência e de qualquer forma parar com o ultraje que está a ser feito.

Vamos só ouvir a opinião do Júlio Magalhães. Júlio, foi um resultado ingrato para Schmeichel.

O coitado do Júlio sentado aqui calado.

Fez um grande jogo, Schmeichel, e depois não conseguiu segurar a recarga de Kane.

É verdade, foi um grande jogo. A Inglaterra ganhou bem, a Dinamarca só jogou. A Dinamarca aguentou 70 minutos e depois não teve capacidade nem força física, porque teve um campeonato muito mais exigente que a Inglaterra, não teve capacidade física para aguentar. Olhando para aquele prolongamento, a Dinamarca não conseguiu sair mais para o ataque. Agora, a Inglaterra não é aquela Inglaterra que o Luís fala do futebol regresso à casa.

Obrigada, Júlio.

Também vais para a providência, também vou pôr o teu nome na providência cautelar.

Não, Luís, a Inglaterra está a fazer aquilo que a França faz, Portugal faz para ganhar campeonatos. É não arriscar, a partir do momento em que está a ganhar, deixa-se estar.

É aquilo que a Itália também faz, Júlio. Falta aí uma seleção.

A Itália foi o mestre destas coisas. E o que eu estou agora a notar, ontem, apesar de todo aquele futebol inglês, a verdade é que a Inglaterra ganha com um autogolo e um penalti que não existe. O que manifesta muito pouco para uma equipa daquela.

E o Luís ainda nem falou do penalti.

Já não vamos ter tempo para falar do penalti.

Deixa-me só dizer que na final de domingo vamos ter duas seleções, que a Inglaterra devia jogar de azul e a Itália devia jogar de branco, porque trocavam os perfis daquilo que era o ADN de ambas as seleções.

Vamos lá então ao vosso campeão e nota do jogo de ontem. Luís, começo por ti.

Gareth Southgate, nota 18, porque apurou pela primeira vez na história a Inglaterra para uma final do Euro e guardei os meus dois valores para segunda-feira, mas já vai ser o Júlio a dar esses últimos dois valores.

Gabriel, no teu caso?

No meu caso, eu dava zero à UEFA. Mas passemos adiante. Vou dar nota muito boa ao Damozinho, ao Damsgaard, com aquela execução daquele livre que inaugurou o marcador ontem no Wembley. Foi um momento sublime de futebol, fantástico. Uns 15, 20 segundos antes de bater a bola, a câmera foi lhe buscar o olhar, a face, e a face dele era de convicção. Ele a olhar a barreira, a medir a distância à barreira e da barreira à baliza. Com 21 anos este menino, e depois tem aquele remate que é fabuloso. É de facto uma obra de arte, portanto para ele 17 e espero que ele cresça muito e que seja um grande jogador de futebol. O Damozinho, porque dá gosto ver um dinamarquês com tanta habilidade, tanto talento, tanta qualidade.

Filomena Martins, poucos segundos. Campeão e nota.

Sou mesmo pela UEFA e a nota é negativa pela UEFA, porque este Europeu podia ser todo ele organizado na Inglaterra e o Wembley pronto, já estava feito e assim o Luís estava contente.

Júlio.

Eu vou valorizar aqui o futebol. Eu vou dar 16 ao Sterling, que para mim tem sido o melhor jogador deste campeonato.

Hoje é dia de kickoff na Alfândega do Porto, com o sorteio das competições profissionais da próxima época e também a entrega dos prémios oficiais da temporada passada. Falamos sobre os resultados amanhã e também novidades, se houver, no mercado de transferência. E claro, os prognósticos para a final do Euro 2020. Combinado?

Combinado.

Foi mais um "Campeão". Acontece sempre depois das 21h30. Beijinhos, abraços. Até amanhã.

Beijinhos, abraços.

Bom dia.