O acesso à praça de táxis do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, passa a ser controlado por cancela, a partir de 03 de novembro, só permitindo a entrada de veículos credenciados, foi esta terça-feira anunciado.

Segundo informação da Federação Portuguesa do Táxi (FPT) e da Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), nas suas páginas na Internet, “a cancela de acesso à praça de táxis do Aeroporto Humberto Delgado entra em funcionamento na terça-feira (3 de novembro), às 10h00”.

“A partir desse momento, o acesso à praça passa a ser controlado através da base de dados de credenciação e só os táxis credenciados poderão entrar”, lê-se na nota da FPT, acrescentando que “ficam incluídas na base de dados todas as credenciações concluídas até sexta-feira”.

Após 30 de outubro, “as credenciações continuam a ser feitas nas associações”, a FPT e a ANTRAL, e “as credenciações efetuadas em cada semana entram em vigor na terça-feira da semana seguinte”.

“Os profissionais que concluam o processo após o prazo inicial deverão, por isso, ter em conta este intervalo entre a credenciação e a ativação do acesso à praça”, frisou a direção da ANTRAL.

“Apelamos a todos os profissionais que ainda não estão credenciados para que o façam até 30 de outubro, de forma a garantirem o acesso à praça desde o primeiro dia de funcionamento da cancela”, reiterou a FPT.

O tarifário fixo dos táxis para os percursos com origem na praça do aeroporto de Lisboa entrou em vigor em 15 de outubro, passando a ser de 16 ou 19 euros consoante a coroa, embora sem controlo de acessos aos taxistas credenciados.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da FPT, Carlos Silva, explicou anteriormente que o novo sistema para os táxis que operam no Aeroporto Humberto Delgado abrange na primeira fase todos os taxistas, mesmo os que ainda não estejam credenciados para o efeito.

O protocolo de Cooperação e Autorregulação para o Serviço de Táxi no Aeroporto Humberto Delgado foi assinado em setembro pela Câmara de Lisboa, pela ANA – Aeroportos de Portugal e pela Associação do Turismo de Lisboa (ATL), sendo resultado do acordo com as entidades representativas do setor do táxi.

Carlos Silva reconheceu, no dia 14, que deveria estar tudo preparado para ter início na data prevista desde a assinatura do protocolo entre todas as entidades, admitindo que o sistema só deveria estar a funcionar em pleno “no início de novembro”.

De acordo com o responsável, o universo de táxis a operar em Lisboa é de 3.500, “podendo haver 500 a querer fazer a praça do aeroporto” — e “qualquer carro licenciado em Lisboa pode fazer serviço no aeroporto desde que faça a credenciação”.

Carlos Silva lembrou ainda a necessidade de ser alargado o preço fixo a zonas fora da capital, como Moscavide, Sacavém e Prior Velho (concelho de Loures), por exemplo. Considerou “não ser justo que uma pessoa pague 16 euros até ao Parque das Nações e se o destino for um pouco mais à frente, mas já noutro concelho, Loures, e tão perto do aeroporto, o serviço já seja pago através do taxímetro”.

O protocolo estabelece preços de 16 euros para a zona 1 e de 19 euros para a zona 2 durante o período diurno dos dias úteis. Entre as 22:00 e as 07:00, aos fins de semana e feriados, os valores sobem para 20 e 23 euros, respetivamente.

A zona 1 abrange Alvalade, Areeiro, Avenidas Novas, Beato, Lumiar, Marvila, Olivais, Parque das Nações, Penha de França e Santa Clara, enquanto a zona 2 inclui Ajuda, Alcântara, Arroios, Belém, Benfica, Campolide, Campo de Ourique, Carnide, Estrela, Misericórdia, Santa Maria Maior, Santo António, São Domingos de Benfica e São Vicente.

A medida surge depois de sucessivas queixas de passageiros, sobretudo turistas, relacionadas com cobranças excessivas e recusas de destino.

Numa fiscalização da PSP realizada em agosto, foram detetadas 67 infrações em cerca de 100 táxis inspecionados.