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Primeiro dia da quinta jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, dia em que o Benfica chegou em Camp Nou e empatou 0 a 0 frente ao Barcelona e manteve vivo esse sonho de passar à próxima fase da Liga dos Campeões, esses oitavos de final. Para analisar aquilo que foi esta tarde, noite europeia, temos conosco Bruno Roseiro, editor de desporto da Rádio Observador, também João Pinto, adepto encarnado, o Gabriel Alves está também conosco em estúdio, comentador da Rádio Observador, e está também à distância João Castro, é adepto do Sporting e também membro residente deste "E o Campeão É". Vamos começar por analisar aquilo que foi o encontro do Benfica. Bruno Roseiro, queria perceber o que achaste deste encontro em que tivemos duas equipas com ocasiões para conquistar os três pontos. O jogo terminou sem gols, foi o único jogo sem gols desta noite, mas foi um jogo muito aberto e um ótimo jogo de futebol.
Sim, o fato de não ter tido gols não invalida isso ter sido um dos melhores jogos, até porque eu fui vendo outros do United, o Chelsea. O Chelsea, depois, é melhor guardarmos. Esse foi bom. Esse foi um atropelo e fuga interessante. Diria que este era um dos jogos marcantes da carreira de Jorge Jesus. Ninguém tenha dúvidas disso. E é importante também recuarmos aqui até ao tempo de Jorge Jesus no Flamengo. O Jorge Jesus no Flamengo só aceitava sair de lá, se as pessoas se lembrarem, se fosse para o Barcelona. Na cabeça dele, ele só saía se fosse para o Barcelona, para o Real Madrid, mas era um Barcelona que ele tinha na cabeça. Portanto, para ele, este era um jogo importante, até por aquilo que aconteceu há 30 anos, pela influência que o Cruyff também teve nas equipas dele, por aquilo que ainda hoje ele continua a dizer que foi ele que introduziu em Portugal da questão de jogar com os três centrais quando estava no Felgueiras.
E é verdade. E só tocar também nesse aspecto do Jorge Jesus e o Barcelona, pelo Benfica, Jorge Jesus nunca perdeu em Camp Nou. Em 2012 empatou a zero.
Empatou. Se bem que não contava muito. Diria que este empate acho que poderá contar mais do que isso.
Sim, verdade.
Diria que o Benfica entra com uma estratégia certa. Diria que o Benfica é surpreendido pela dinâmica ofensiva que o Barcelona começa a ter e que não teve, por exemplo, no dérbi com o Espanyol. Acho que o Xavi conseguiu fazer um primeiro milagre no Barcelona, que é os jogadores do Barcelona perceberam: a bola é um tesouro e não é uma bomba. E a partir daí, em termos ofensivos, há uma expressão de Barcelona muito mais parecida com aquilo que nós estávamos habituados do que com aquela caricatura que foi montada pelo Ronald Koeman. Apesar disso e apesar das oportunidades.
Caricatura é uma boa palavra.
Sim, é uma caricatura. O Xavi tem que pôr 10 regras, que é uma coisa mínima, que se calhar as equipas da segunda liga todas têm. Portanto, por aí estamos conversados. Ainda assim, o Benfica tem oportunidades na primeira parte para marcar. Marca aquele gol onde a bola terá saído num canto. Tem uma bola do Yaremchuk, uma grande defesa do Ter Stegen. Yaremchuk aparece mais uma vez com condições para fazer gols e é o nono jogo consecutivo em que não consegue marcar. Na segunda parte, um Barcelona com muito mais posse, muito mais pressionante, a fazer a diferença com o Dembélé. O Jorge Jesus a perceber que o Dembélé podia fazer a diferença e a colocar o Lázaro na esquerda, mas é um pouquinho o mesmo princípio que ele utilizava para o Sané e para o Coman contra o Bayern, que é: eu posso perceber muito bem o que eles vão fazer, mas isso não quer dizer que eu consiga contrariar aquilo que eles conseguem fazer. E foi isso que acabou por acontecer com o Dembélé. E depois aquele falhanço, no final, do Seferovic, que vai ficar como a grande marca deste jogo. Aliás, o árbitro tem uma expressão interessante que é: em mil oportunidades, 999 destas entram. É uma expressão que define bem isso. O que eu tenho dúvidas é, percebendo que é um bom resultado para o Benfica, e acho que é uma injeção de confiança para o Benfica, até em pequeninos pormenores, como por exemplo, a questão do Otamendi ter sido o melhor em campo. O Otamendi, que há duas semanas queria correr com Jesus e queria se ir embora em janeiro, etc, é o melhor em campo no verdadeiro teste de fogo que o Benfica tem em termos de Liga dos Campeões nesta altura, porque agora é para definir. À parte disso tudo, percebe-se nos jornais espanhóis que se está a ir muito pelo diapasão do milagre. Ou seja, o Barcelona só pode passar se houver o milagre, e por quê? Porque o Benfica garantidamente vai ganhar o Dinamo Kiev e o Barcelona garantidamente vai perder em Munique. Eu tenho poucas dúvidas que o Benfica vai ganhar o Dinamo Kiev.
A verdade é que o empate pode servir também para o Benfica.
Ou empatar. A minha questão é: aquilo que me parece é que o Barcelona de Xavi, daqui a duas semanas, vai estar melhor. Não sei se vai chegar para o Bayern, mas é bom termos noção disso. O Bayern ganha em Kiev hoje, foi um dos jogos que eu estive a ver. É um Bayern que vai com seis suplentes só para o banco, dois deles são guarda-redes, que não conta com cinco vacinados, que é um problema gravíssimo que está ali criado, porque eles não vão voltar tão depressa à equipa. Os próprios jogadores vacinados já não estão a achar muita piada a essa história e já começam a colocar de parte os seus companheiros, alguns deles até companheiros de seleção. E é uma questão difícil de gerir, porque estamos a falar num jogo no início de dezembro, com o Bayern com o calendário mais apertado, que agora voltou a ter uma interrupção desnecessária e evitável com o Augsburgo. Não é propriamente que o Dortmund seja a equipa mais regular de todas, mas em termos de campeonato, não existe aquela vantagem tão grande do Bayern. E acho que há uma conjugação de fatores para a célebre frase do Mark Twain voltar a ser falada. Ou seja, se calhar as notícias de um Barcelona morto na Liga dos Campeões podem ser, nesta altura, ainda exageradas.
Sim.
Ainda assim, parece-me que o Benfica parte claramente como favorito na última jornada, deixando esta ressalva: o Barcelona de Xavi daqui a duas semanas vai estar melhor. O Barcelona de Xavi acho que ainda vai ter uma palavra para dizer esta época, vamos ver é até que ponto é que é suficiente para chegar a uma vitória em Munique.
E vamos perceber o que é que acontece. Mas João Pinto, olhando para esse cenário, acredito que estás um pouco mais otimista para essa derradeira jornada.
Eu acho mais provável o Benfica contra o Dynamo Kiev ter um jogo mau do que o Bayern de Munique contra o Barcelona ter um jogo mau. Agora, isto que acabou de se dizer são evidências, não há duas leituras. Realmente há ali um problema dentro da equipa e do plantel do Bayern de Munique. Há realmente um crescimento que se espera dentro da equipa do Barcelona, até pela recuperação de alguns lesionados. O Benfica, até esse jogo com o Dynamo Kiev, vai jogar com o Sporting ainda, vamos jogar primeiro com a Benfica e depois vamos jogar com o Sporting. E portanto, temos que perceber como é que cada equipa chega a esse momento decisivo da Liga dos Campeões. Agora, o que é que também sabemos? Que o Benfica contra o Barcelona em dois jogos, um ganhou por 3-0, o outro empatou 0-0 aí no campo, que empatou em Kiev e pode ganhar em casa, ou seja, o Benfica no seu grupo pode só ficar realmente atrás do Bayern de Munique em termos de resultados diretos. Ou seja, ganhando ao Dynamo Kiev, dificilmente se poderá dizer que o Benfica fez uma má primeira fase da Liga dos Campeões. O Benfica realmente faz uma boa primeira fase. Esse jogo é o make or break, portanto, é realmente aquilo que vai definir se o Benfica faz uma primeira fase da Liga dos Campeões ganhando, mesmo que o Barcelona ganhe em Munique e faz oito pontos e uma primeira fase bastante aceitável, ou se alguma desgraça acontece e o Benfica não luce, o Benfica empata ou perde com o Dynamo Kiev, aquilo que até podia ser um ano a considerar positivo, passa realmente a estar outra vez debaixo de uma linha vermelha, que é não ganhar os jogos em casa com adversários do nível do Dynamo Kiev.
Sim. Estamos a analisar já essa jornada seguinte da Liga dos Campeões, mas deste jogo, e queria perceber também a tua análise sobre isso, fica muito na imagem esse lance capital de Seferović.
É porque é o último, foi o último lance do jogo. É realmente um lance em que ele tem tudo para marcar e não marca. Agora, quem vê futebol já viu muitos lances daqueles. Hoje estamos todos aqui muito chocados com o Seferović.
Os dois não, os dois foi a primeira vez em 30 anos.
Sim, a primeira vez em 30 anos, tirando que os 30 anos começaram no lance do Verena Ruiz.
Do João Castro dava aqui a premissa.
O que eu diria é que o Benfica, na segunda parte, jogou para empatar e o lance do Seferović acabou por certificar que o Benfica realmente empatava. Na primeira parte, o Benfica até jogou mais de peito feito e tentado dividir o jogo e a chegar à área do Barcelona tantas vezes quanto o Barcelona, e não conseguiu marcar. Portanto, acho que 0-0 é o resultado justo para o jogo, e acho que o Benfica também não fez o suficiente na segunda parte para merecer ganhar. Agora, realmente, se o Seferović tivesse marcado, eu não ficava triste.
Sim. Gabriel Alves, achas também que o Benfica, de facto, tinha condições para sair deste encontro com uma vitória e partir em muito melhores condições para essa última jornada?
Se o Seferović tivesse marcado o tal golo aos 90 e tal minutos. Não, o empate, naquilo que estamos a observar, acabou por se ajustar àquilo que aconteceu durante o encontro. O Barcelona realmente teve mais bola, teve mais envolvência ofensiva, foi lá mais vezes à baliza do Vlachodimos. O Vlachodimos respondeu com eficácia. O Benfica, nas vezes que foi lá, o Ter Stegen tem defesas muito boas, atenção. Atenção ao Ter Stegen. Portanto, eu penso que este resultado, num grande jogo de futebol, eu já o frisei há pouco, é um empate com futebol muito bom, um desafio muito entretenido, muito divertido, em que teve situações muito interessantes de observar, de seguir e momentos, quer do Benfica a defender, que defendeu muito bem com o patrão Otamendi, quer o Barcelona, principalmente, com a entrada daquele rapazinho, Dembélé, que é um jogador que eu acho que ele nem sempre é muito apreciado. Fala-se mais das questões, das lesões, da questão dos fones, da questão de ele ficar em casa a ver.
Das lesões ele também faz por isso.
Sim, com a questão do nutricionista também. Nós temos que perceber algumas coisas às vezes. Mas ele melhorou quando colocaram a mãe ao pé dele. Pelo menos foi o que eu li na imprensa, que lhe trouxe outro tipo de alimentação e obrigou a ter outro, obviamente, devidamente condicionado e orientado pela equipa às médicas de nutricionismo, acabou por melhorar esse aspeto. Agora, enquanto jogador no campo, joga à esquerda, joga à direita, é ambidestro, tem velocidade no um para um, marca livres loucos, marca pontapé de canto de forma exímia, quer da esquerda, quer da direita. É um grande jogador e ele deu hoje nota disso. Entrou e o Barcelona foi outro. É um stick, é um parecido que tinha tido ali uma corrente elétrica. E bem, o Bruno já referiu, o Jesus leu imediatamente a situação, ainda por cima tinha o Grimaldo com cartão amarelo condicionado, portanto o primeiro toque era o segundo e a equipa então ficava numa situação de inferioridade. Portanto, eu acho que o 0-0 Xavi achou que devia de ganhar. Está bem, está no papel dele, é o recado para dentro e é o recado para fora. Agora, o Benfica fez bem pelo 0x0, eu já disse isso há bocado e vou dizer. Não é porque tu tens muitas ocasiões de gol ou crias muitos remates à baliza, que tu podes só ter uma ocasião de gol e ganhares o desafio.
Claro. E há aí um pormenor importante, que é um sinal importante que o Jesus dá, que é aos 80 minutos trocar o Grimaldo pelo Seferović. É o grande sinal que o Jesus dá à equipa. Ou seja, é um sinal de que muito bem, nós podemos estar aqui na expectativa e o 0x0 pode não ser mau.
Mas queremos ganhar ainda.
Mas mais do querer, nós podemos ganhar, porque além da oportunidade do Seferović, o Benfica nos últimos 10 minutos tem saídas de bola pelo meio-campo. Tem situações dois para um, tem situações dois para dois. Falhava o último passe, é certo, mas de fato, o espaço estava lá todo.
O Barcelona também tinha que ganhar, também tinha que ir atrás.
A entrada do Seferović, exatamente com esse tipo de futebol, o que fez? Fez recuar o Barcelona, porque o Barcelona estava todo para a frente. O Seferović travou, porque muitas vezes a entrada de um avançado trava atrás. Porque desde que seja um jogador que saiba movimentar na largura, e o Seferović sabe fazer isso.
E o Darwin.
Exatamente. Mas ele devia jogar ao lado do Darwin. Porque o Seferović joga muito bem sem bola, sabe muito bem entrar nos espaços e os jogadores que estão atrás já não sobem tanto. Pelo menos já não sobem todos, tem que deixar dois ou três.
Estavam frescos. Queria ouvir o João Castro, tenho uma pergunta muito específica para o João Castro, adepto do Sporting, mas que está aqui também a ajudar-nos nesta análise ao jogo do Benfica com o Barcelona. João, boa noite mais uma vez, mas qual é que é o lance pior a nível de falhanço, do Seferović ou do Bryan Ruiz?
É o Bryan Ruiz, claramente. Está completamente sozinho e, portanto, tinha tempo para parar a bola, ler o jornal, ouvir a Rádio Observador e marcar gol. Em relação ao jogo, a grande verdade disto tudo é que o Benfica podia ter vencido os dois jogos dentro do Barcelona. Esta é que é realmente a grande realidade. E o Benfica está a fazer uma boa Champions. O Benfica não tem culpa da fase menos boa do Barcelona e, portanto, está a aproveitar bem. Acho que foi uma equipa muito competente hoje, muito confortável sem bola também. Apesar do Xavi ter alterado e todos reparamos que alterou para jogar por três centrais, ele vinha de um 4-3-3 e optou por jogar três centrais hoje, mas acho que o Benfica adaptou-se muito bem, fez a pressão devida e sentiu-se muito confortável. Realmente, depois o Jorge Jesus tem aqui, eu acho que na segunda parte, coitado do Dembélé, que realmente o Gabriel Alves já explicou tudo sobre o Dembélé, é realmente um grande jogador. O Jorge Jesus tem aqui duas substituições que eu acho muito curiosas. Essa de meter o Darwin na esquerda, obviamente, para depois tentar ainda ganhar o jogo e o Seferović no meio e resultante, não resultou porque o Seferović acaba por falhar. Mas depois esta questão do Lázaro, e o Lázaro não só pela questão do amarelo Grimaldo, para ajudar ali a defender e estava fresco, a verdade é que o Jorge Jesus de certeza que vai chamá-la à atenção, porque os apoios estavam muito mal colocados. Quando o jogador puxava pra linha, realmente o Lázaro tinha os apoios mal colocados e por isso perdia logo ali algum tempo, apesar de também ser um jogador rápido. Mas o Benfica esteve bem, foi competente e teve um grande Otamendi. Temos que referenciar o Otamendi. Para mim foi um comandante incrível, tem lá lances extraordinários e depois marca o melhor gol da noite.
Que não foi validado.
Que não foi validado, naquele lance que o fiscal marca a bola saiu fora, pontapé de canto, mas é um gol tremendo do Otamendi.
Que o João e que o Jesus também se devem lembrar de um caso semelhante.
Do Sporting-Schalke, não é? Acho que é Sporting contra Schalke.
Não, CSKA. O Jesus chegou aos quartos de final da Liga dos Campeões com um gol assim.
Exatamente.
Cruzamento de Carrilho e gol do Slimani.
É verdade. Uma boa dupla na altura. Mas realmente o Benfica está muito próximo de passar, porque eu acho que mesmo o pior Bayern de Munique tem capacidade pra ganhar este Barcelona, mas o Bruno referiu muito bem, aqui o Xavi tem um bom futebol, mas isto é um futebol que precisa de tempo e, portanto, o tempo que distancia o jogo de hoje pro jogo de Munique pode ser muito importante pra recuperação do Barcelona. E não sei se concordam comigo, com o Bruno e o Gabriel Alves, o que eu gostei mais do Barcelona, além da confiança de ter a bola, porque eles já estão a voltar a ter aquela confiança, é verdade é que eu acho que defensivamente eles recuperam muito melhor do que o que faziam com o Koeman, que era uma autêntica autoestrada. E portanto, isto tudo em conjunto vai fazer com que o Barcelona esteja muito mais preparado para Munique e o Benfica tem que fazer o seu trabalho, que é ganhar em Lisboa o Dinamo Kiev.
Mas o Barcelona tem mesmo que ganhar ao Bayern.
Pois tem.
Eu hoje, sobretudo durante o jogo, mais do que me lembrar do Messi, ou seja, acho que há uma parte boa do jogo do Barcelona que é, continuando esta evolução, há miúdos como o Nico González e como o Gavi que vão ter o contexto certo para poderem crescer como não estavam a crescer com o Koeman.
E o Demir.
E o Demir, e o Pedri. Nós estamos a esquecer do Pedri que ainda está lesionado.
Esse é o cego.
Mas em contrapartida, a certa altura, olhei pra forma como o Barcelona jogava, para a forma como o Benfica defendia bem e pensava: "O que passou na cabeça daquelas pessoas para dizer ao Luís Suárez: 'Tu tens mais um ano de contrato, mas olha, nós damos-te a carta e podes ir até pro Atlético Madrid.'" E por acaso deu-lhes um título e ainda hoje o Barcelona está refém de que ele consiga marcar gols.
O Depay. O próprio Depay, repare-se, que tem 12 gols na Holanda, na fase de qualificação, tem sete na própria Liga Espanhola, não consegue. Porque ele só consegue desde que a bola lhe seja passada em profundidade e ele aparecer em tipo de carreira de tiro. Aí ele é letal. O Benfica aí viu bem, o Jesus estudou. Repare-se que a bola nunca lhe chegou assim.
Não, até porque contraria a maneira de jogar que o Xavi está a tentar impor.
Exatamente.
Mas aí Depay vai ter que ter um ponta de lança para combinar com ele, ou ele criar outro tipo de situações ou o ponta de lança ser mais do que o mordedor, portanto, criar todo um outro tipo de trabalho que o ponta de lança deve fazer dentro da zona de área, ou na proximidade da área, e deixar para o Depay poder aparecer livre. Ou então o próprio Depay fazer outro tipo de trabalho para que esse ponta de lança possa ser o chamado mordedor. Agora, o Depay assim está completamente atolado. Não faz assistências, não marca.
Não brilha.
É um belo apontamento do Bruno e tendo em conta que, por exemplo, o Agüero teve aquela lesão grave, nem com ele contam para a posição. Portanto, está muito complicado.
Mas o Luís Suárez sai por motivos financeiros. O Luís Suárez sai para poder continuar o Messi.
Não, porque houve ali uma birra qualquer.
Não foi só isso. Ou seja, aquilo que o Barcelona entende é: "Nós temos que começar aqui a cortar ordenados. Vamos dispensar a ti que só te falta um ano de contrato." A questão é: ficaram com os certos? Não teria sido melhor dispensar os errados?
Definitivamente, não foi uma boa opção.
E depois vão buscar o Luke De Jong ao Sevilla?
Não, mas o ano passado, quando há essa transação do Luís Suárez, a justificação percebe-se um ano depois, quando o Messi sai, quando não há dinheiro para renovar com ele. Eles estão a ir aos trocos todos para poder tentar manter o Messi a todo o custo. E o custo foi sair o Messi um ano depois, a equipa ficar estangalhada.
E um título para o Atleti.
E até mais. E o facto do Suárez ter saído contribuiu, e muito, para as birrinhas do Messi no início da época.
Claro. Pois claro, porque o Messi e ele eram união. Há aqui um outro fator, nota-se no Jordi Alba, isto agora falando do Messi, já que estamos a falar do Barcelona, que lhe falta um sócio, porque o Jordi Alba continua a dar a profundidade à linha sobre o seu flanco e agora passa para quem? Mete para quem? Ele lá não está.
Mas eu acho que o Messi faz falta a qualquer um.
Sim.
Eu sou sincero, eu acho que neste Barcelona ainda fazia mais falta um Suárez do que um Messi.
Nesta altura, sim.
Uma referência.
Não colocando de parte que o Messi como é óbvio é o melhor do mundo, mas a questão não é essa. A questão é, neste Barcelona, a utilidade que o Suárez ou um ponta de lança, alguém. Agora ia dizer Ansu Fati, mas se calhar tendo Ansu Fati ou um Darwin podiam ajudar a uma coisa que o Barcelona não tem.
O Baltazar foi o melhor marcador de Espanha com o Fute, depois veio para o Porto e não fez nada.
Eles têm outro Luís Suárez no Granada, se quiserem um outro avançado com o mesmo nome, mas com qualidade.
É bom jogador. Mas eu diria, eles têm inclusivamente um jogador que também está lesionado, estamos a esquecer, que é o próprio Braithwaite, que poderia fazer algum sentido.
Mas acho que quem vai ao EP Summit arrastar a perna, acho que é coisa para demorar ainda.
Sim, é normal.
Mas simpatiquíssimo, atenção.
Muita análise a esta equipa do Barcelona, mas temos que eleger campeões deste encontro entre Barcelona e Benfica, terminou zero a zero.
Para mim é Otamendi, está dito.
Otamendi, o campeão? Nota para ele.
Dou-lhe 18, à vontade.
João Pinto.
Otamendi, 18.
Bruno?
Eu vou só falar do Vlachodimos, com nota 17, como é óbvio é o Otamendi, mas é o Vlachodimos, porque a verdade é que quatro meses depois ele continua a justificar a aposta de Jorge Jesus e cada vez mais merece os elogios que Jorge Jesus não lhe quis dar no início da época.
E continua a não dar.
Sim, continua também essa ausência de elogio. Fica aqui o elogio do Bruno Roseira. João Castro, quem é o teu campeão deste encontro?
Otamendi, também nota 18 e só uma referência, na televisão estavam a dizer que podia ter sido a primeira vitória portuguesa em Camp Nou, mas é mentira, porque o Futebol Clube do Porto em 1972/73 venceu 1 a 0 nesse estádio.
Verdade. O Benfica nunca conseguiu vencer neste estádio, o Futebol Clube do Porto já o tinha feito. Vamos olhar para outros jogos e vou passar em revista os resultados. Durante a tarde, Dynamo Kiev um, Bayern Munique dois. A equipa alemã continua a vencer nesta fase de grupos. Villarreal zero, Manchester United dois. O Manchester United conseguiu carimbar a passagem à próxima fase. Barcelona e Benfica, zero a zero. Já falámos desse encontro. Chelsea e Juventus, grande jogo. O Chelsea venceu por 4 a 0 a jogar em casa. Lille, Salzburgo, vitória dos franceses por 1 a 0. O Lille está em primeiro lugar no grupo, mas é um grupo em que todos podem passar. Está também Sevilla e Wolfsburgo. O Sevilla venceu hoje por 2 a 0. Noutros encontros, Malmo, Zenit empatam um golo. O Malmo esteve na frente durante quase todo o encontro. E ainda outro grande jogo, Young Boys, Atalanta. Terminou com um empate a 3 igual. Houve várias mudanças de marcador neste encontro. Queria começar novamente por ti, Bruno, que sei que já fizeste também aqui, estiveste um pouco atento a todos estes jogos. Quem é que é o teu campeão referente a estes encontros e que jogo é que destacas?
Campeão, o Chelsea. Não é o treinador, não são os jogadores do Chelsea. E explico por quê. Porque hoje aquilo que se viu entre os dois grandes jogos, ou seja, o jogo do United e o jogo do Chelsea, é a diferença que faz ter um treinador. E por quê? Hoje o Michael Carrick apanha a equipa do United de uma forma intrínseca, também não é propriamente o culpado de tudo isto, mas decide dar o seu cunho pessoal, que é tirar o Bruno Fernandes e o Rashford da equipa. Durante 65 minutos, o Villarreal achou imensa piada a essa opção. Teve inúmeras oportunidades, o De Gea faz duas defesas fabulosas, portanto, mais uma vez foi ele que conseguiu segurar o United. A partir do momento em que entrou o Bruno Fernandes e o Rashford, o United conseguiu ter bola no campo do Villarreal, criou a primeira oportunidade flagrante, o Ronaldo aproveita uma boa zona de pressão alta do United para marcar aquele gol de chapéu e o Bruno Fernandes assiste para o Sancho no final para a vitória. Portanto, em 25 minutos, com as peças certas, nos lugares certos, a jogarem aquilo que sabem, resolveram. Em contrapartida, o Chelsea. O que aconteceu no Chelsea? Primeiro foi um atropelo, ou seja, mostrou aquilo que é hoje a Juventus, para quem achasse que a Juventus estava a recuperar e que podia discutir o título com o Inter, com o Milan ou com o Nápoles.
E que só tinha vencido nesta fase de grupos, só tinha vitórias.
Ganharam ao Chelsea em casa, com mérito. A primeira vez que apanharam um jogo um pouco mais a sério foi um atropelamento e fuga, com uma particularidade, que é o Chelsea esteve, na altura ainda do Lampard, um ano sem poder fazer contratações, a jogar muito com os miúdos da formação. Foi aí que aparece, por exemplo, o Mason Mount, o Tammy Abraham, é nessa altura que aparecem. Quando já pode fazer contratações, é um investimento, um balúrdio de dinheiro, mais de 250 milhões de euros, é campeão europeu e a curiosidade de hoje é os três primeiros gols da equipa, Chalobah, Reece James, Hudson-Odoi, ou seja, só jogadores formados na academia do Chelsea, que misturam com outros jogadores mais experientes e, por exemplo, hoje o banco tinha Lukaku, que voltou de lesão, Mason Mount, Azpilicueta, ou seja, uma série de jogadores com potencial para ser titulares, que ficaram hoje no banco e que os miúdos conseguiram bem jogar. É a diferença de ter uma ideia de jogo, ter um treinador, gerir bem a questão e nesta altura, em termos europeus, não vejo nenhuma equipa coletivamente mais forte do que o Chelsea.
E a tua nota para o Chelsea?
É uma nota 18.
Nota 18. Gabriel Alves, dentre estes resultados, campeão e destaque também para esta noite.
Olhando para o panorama dos jogos, há que reportar esta questão do Manchester United poder, obviamente, vencendo. E fico bastante admirado como é que o Villarreal, do Unai Emery, não foi capaz. Já falou o Bruno, que o De Gea esteve também na base. Os guarda-redes fazem parte das equipas. Muitas vezes as pessoas esquecem essa situação. Eu já o referi num campeonato em que uma equipa vence o campeonato, oito a 12 pontos são do guarda-redes. À partida, até podem ser mais, mas oito a 12 são do guarda-redes. Acho que o Manchester United pode, neste momento, ganhar novo fôlego. Espera-se que haja novo treinador, e eu penso que não vai levar muito tempo. A notícia que está hoje na Marca e está também no Mundo Desportivo que o Ernesto Valverde foi contactado. Deixou-se de ter aquela noção dos grandes senhores, dos grandes nomes, das grandes luzes, e alguém contactou o Ernesto Valverde. Eu não sei se o Ernesto Valverde vai aceitar o lugar.
Eu não acho que não.
Não sei.
Em relação ao United, para mim é jogo de dominó. É o Paris Saint-Germain ter a coragem para fazer aquilo que há muito tempo quer.
Mas o Zidane não vai para lá, eu não acredito.
E eventualmente o Pochettino poder ir.
Mas são 12 milhões.
Eu continuo a dizer, acho que neste United, com este perfil, acho que o Zidane era claramente o treinador com o perfil ideal.
Eu estou completamente de acordo. Embora o Zidane metesse na ordem os egos todos do PSG, os solistas todos, porque chega ao pé de cada um deles e diz: "Tu foste mais o quê? Eu fui campeão do mundo, campeão europeu, campeão europeu pela Juventus, pelo Real, bolador. Mas o que tu foste mais que eu?" Vira-se para ele e diz logo assim.
E de mãos nos bolsos, sem gritar.
Nada, é sorrir.
Que é a pior coisa que um jogador pode fazer.
É sorrir. Dentro desta perspectiva, eu penso que o Zidane meteria na ordem todo aquele balneário. E quem não quisesse, ele também sabe ser mão dura. Atenção. Recordemos que é o Zidane que faz a primeira substituição ao Cristiano Ronaldo, quando o Cristiano Ronaldo imperava no Real Madrid. Lembram-se daquela cena dele sair?
Sim.
No jogo seguinte, foi substituído outra vez, dessa vez pelo Karembeu.
Sim, pediam por esse respeito. Mas Gabriel, nota para esses jogos hoje. Quem é que escolhe?
Eu estou de acordo para o Chelsea. Eu só não podia deixar de falar aqui no Manchester United, porque pode vir até a ser primeiro do grupo dele.
Em princípio, tem todas as condições.
E vai ser giro, porque pode cruzar com a Juventus.
Sim. Essa hipótese é boa.
Tem essa coisinha. Essa pode ser a pouco giro.
Sobretudo giro, pode até ser o United.
E é giro para o negócio futebol também.
Sim. E João Castro, quem é que queres eleger destes encontros como destaque e também como campeão da noite?
Só uma nota muito rápida. Um grande destaque para mim é o Leonardo Jardim, que venceu os campeões da Ásia. Parabéns. E destaque para os treinadores portugueses, porque vamos recordar Na Europa, treinadores portugueses Artur Jorge e José Mourinho venceram a Liga dos Campeões. E na América do Sul, o Jorge Jesus e obviamente o Abel Ferreira. E em África, o Manuel José.
E vamos ter mais um este fim de semana com essa hipótese.
Exatamente. E portanto, os treinadores portugueses, uma nota muito positiva, porque já vencemos as Champions todas, só nos falta aqui na América do Norte. Dos jogos de hoje, eu vou eleger um grupo, vou ser diferente, vou eleger o grupo G, porque para a última jornada todos podem passar. As quatro equipes e com os resultados de hoje, que foi a vitória do Sevilha sobre o Wolfsburgo e a vitória do Lille sobre o Salzburgo, entramos para a última jornada com o Lille com oito pontos, o Salzburgo com sete, o Sevilha com seis. É uma surpresa para mim, pensava que eles iriam passar facilmente, e o Wolfsburgo com cinco. Portanto, última jornada, qualquer um pode passar.
É doideira.
É verdade. Vai ser tudo renhido.
E ao início desta segunda volta, só para dar mais destaque, ao início desta segunda volta, o Lille tinha apenas dois pontos, vence agora dois encontros e passa para primeiro do grupo. De fato, está muito renhido este grupo.
É mesmo isso. A nota de destaque para este grupo, porque ter quatro equipes a lutar pela classificação, acho que se não é inédita, deve ser das poucas vezes que acontece.
Sim. E para fechar ainda, João Pinto, olhando para tudo que aconteceu esta noite para estes jogos, quinta jornada, primeiro dia. Eu vou para um clássico, Lewandowski, que voltou a marcar aquele golito e agora ainda por cima marca de bicicleta. E pronto, o Bayern de Munique passeia com cinco vitórias em cinco jogos. E não haja neve ou calor, frio ou chuva.
A única diferença é que hoje estava a nevar.
Sim, seja o que for, ele está lá e marca e vai aquele 18 para o Lewandowski.
E aquele problema que eu já havia levantado de manhã e que o Bruno trouxe outra vez aqui, que é o problema das vacinas.
Isso é muito complicado. Nesta altura, eu já estou a sonhar com o problema bolador que é se o Lewandowski não ganhar e for para o Messi. Isso é um problema que eu já ando aqui um bocado angustiado com isso.
Eu não admirava. Embora eu ache que entre o Lewandowski e o Benzema, seja para um deles. Se for ao Benzema, eu também não fico nada aborrecido. Está a fazer, de facto.
Não sei se vamos falar de jogos de amanhã, mas queria dar aquele apoio às equipes portuguesas antes do apito inicial. E claro, na pessoa do João, desejar-te a melhor das sortes. Sim, queria ouvir o João sobre isso. João, estamos aqui a analisar o Benfica, que mantém vivo o sonho. E agora que já elegemos os campeões da noite e também o campeão desse encontro do Barcelona e Benfica, queria perceber como é que vai essa antevisão para o jogo de amanhã. Sei que vai estar também no estádio para esse encontro entre Sporting e Borussia Dortmund. Está tudo apostos para esse jogo decisivo para o Leão?
Está tudo apostos. Fiquei ainda mais confiante depois de ouvir o nosso minister, o Rúben Amorim, que esteu muito bem outra vez na conferência de imprensa, sobretudo na questão do Manchester United. Acho que respondeu com algum humor e esteve muito bem. E acho que o Sporting tem que estar preparado, cada vez está mais preparado. Eu acho que até foi o Gabriel que falou num dos programas da manhã, o Sporting também está em crescendo, a sua maturidade nestes jogos decisivos. E portanto, amanhã, sabendo que vai ser um jogo muito difícil, porque o Dortmund realmente tem mais experiência, não só na Liga dos Campeões, mas em jogos decisivos, tem isso tudo que nós já sabemos, mas acho que vai ser difícil para o Sporting, mas também vai ser difícil para o Dortmund. E é isso que eu conto, é que o Sporting dê tudo e obviamente com uma grande atmosfera no estádio, seja possível levar de vencida o Dortmund, que tem as suas fraquezas, mas também tem muitas valias. Portanto, anular as fraquezas, estar num jogo que possa ser quase perfeito por parte do Sporting, a nível ofensivo, manter a coesão defensiva que o Sporting tem demonstrado, e a nível ofensivo, ter um pouquinho mais de eficácia ou eficiência na finalização, e para isso contamos com o Pedro Gonçalves e com o Paulinho, que na Champions transforma-se.
E relembrar que o Dortmund tem menos gols marcados e mais gols sofridos que o Sporting.
Sim, é de fato uma verdadeira final que vamos ter amanhã, 20h00. Jogo também para acompanhar aqui na Rádio Observador, esse grupo C, Sporting x Borussia Dortmund. As duas equipes têm seis pontos. Quem vencer, passa para a próxima fase da Liga dos Campeões. Bruno Roseiro, para além do Sporting, temos também o Futebol Clube do Porto, que joga frente ao Liverpool nesse grupo B, joga em Anfield. O Futebol Clube do Porto também tem essa possibilidade de passar, mas este não é tanto um jogo decisivo, a próxima jornada pode ser mais decisiva. Sim, tinha de haver aqui uma conjugação cósmica quase para o Futebol Clube do Porto conseguir já qualificar-se. Acho claramente que o Futebol Clube do Porto vai decidir a qualificação com o Atlético de Madrid, tenho poucas dúvidas sobre isso. O jogo de amanhã, na minha ótica, é muito importante no sentido de dar uma resposta ao que foi o Futebol Clube do Porto em casa com o Liverpool. É importante para Sérgio Conceição, é importante para a equipe dar uma resposta e mostrar que aquele 5 x 0 que aconteceu no Dragão não reflete propriamente aquilo que é a valia, neste caso, do Futebol Clube do Porto. E diria que mesmo que o Futebol Clube do Porto perdesse o jogo, como é óbvio, o Liverpool é amplamente favorito, mais uma vez, tal como era no Dragão, aquilo que se passar no jogo e a maneira como chegarmos ao resultado é mais importante, se calhar, do que o resultado, porque depois, verdade seja dita, o Futebol Clube do Porto joga em casa com o Atlético de Madrid e pode decidir a qualificação. Mas é mais importante como é que se chega ao resultado
Do que propriamente o resultado em si, contudo, aquilo que importa sempre é a Liga dos Campeões, tem dinheiro envolvido, mas é um jogo muito importante, sobretudo pela resposta que o Futebol Clube do Porto conseguirá ou não dar.
Mais um jogo em perspectiva para amanhã, também às 20h, Liverpool, Futebol Clube do Porto, também para acompanhar aqui na Rádio Observador. E agora sim, antes de fechar, Gabriel Alves, tenho aqui um jogo que gostava de ver analisado ou perspetivado. Amanhã, 20h, Manchester City, Paris Saint-Germain, um dos grandes jogos desta fase de grupos. Eu sei que o Gabriel não gosta muito desta superequipa do Paris Saint-Germain, não tem a maior paixão e que vai encontrar aqui um finalista da Liga dos Campeões do ano passado, Manchester City, uma equipa muito organizada e que está a fazer uma bela temporada este ano.
A diferença que há é que é um bando de estrelas. Quer dizer, que pode se tornar num cemitério de elefantes. Eu já o disse. Também percebe-se com esta história de Pochettino poder vir a sair para o Manchester United e ter se criado toda esta bruma e o PSG estar guloso do Zidane, parece que o PSG também quer que o Pochettino saia. Eu penso que até o mesmo acontece com o Pochettino: "Tirem-me disto". Portanto, depende daquilo que Messi também possa fazer, porque Messi é Messi, mesmo podendo não estar. Messi é Messi. De resto, há lá toda uma gama de jogadores que per si podem fazer a diferença, mas o futebol hoje é feito por coletivo, é feito por equipas, é feito por treinadores que têm os seus jogadores. E tem tudo e tem um treinador que já perdeu e que sabe perder, que ele sabe e assume que também perde, não pode ganhar tudo. E tem uma grande formação. Portanto, eu não sei o que é que vai dar. Eu não faço prognósticos, como vocês sabem. Eu só espero é que seja um bom jogo de futebol e que seja uma boa propaganda para a modalidade em termos europeus e que seja verdade. E tudo isto que se passa, que haja espetáculos para que as pessoas se possam divertir, entreter e gostar de uma modalidade que eu gosto muito e todos nós que aqui estamos, cada um à sua maneira, mas gostam daquilo que eu chamo muito a utopia do futebol.
E é por isso mesmo que aqui estamos, por essa paixão ao desporto e ao futebol, neste caso, que foi o que estivemos a analisar nesta edição.
Só queria dizer mais uma coisa. Amanhã, entre Pochettino e Guardiola, Pochettino pode querer fazer tudo. Eu não sei se os jogadores vão fazer tudo o que o Pochettino quer. Agora, aquilo que o Guardiola quiser que os jogadores façam, os jogadores vão fazer.
Grande jogo em perspetiva nesta quinta jornada da fase grupos da Liga dos Campeões. Estivemos a analisar aquilo que é o primeiro dia, perspetivar o dia de amanhã, juntamente com o Bruno Roseiro, o João Pinto, Gabriel Alves e também o João Castro. Amanhã de manhã, logo depois das 9h30, há mais uma edição de "E o Campeão É..." para ouvir aqui na Rádio Observador.