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As notícias com Teresa Freire.
Boa noite. O aumento do desconto no ISP vai aumentar na próxima semana. O anúncio foi feito pelo Primeiro-Ministro esta noite. Luís Montenegro defende a política seguida pelo governo e recusa trocá-la por um leilão de medidas avulsas e descoordenadas, que diz que poderiam reeditar tragédias. O Primeiro-Ministro falou ao país depois da reunião do Conselho de Ministros, detalhou ainda a descida do IRS e o bônus para os pensionistas e recordou os tempos de José Sócrates para dizer que não quer reeditar o passado. João Lourenço.
Depois de lembrar o suplemento extraordinário para idosos e nova descida do IRS, Luís Montenegro atacou a subida do preço do combustível.
Os descontos totais que estão hoje em vigor representam cerca de €0,23 por cada litro de combustível que é abastecido nos respectivos postos. Isso acontece nesta semana e provavelmente subirá para €0,25 já na próxima semana.
De €0,23 passa para €0,25, com o Primeiro-Ministro a realçar que está a dar a cara perante as dificuldades dos portugueses. Apesar do prolongamento da redução do ISP até ao final do ano, o chefe de governo sabe que as contas públicas devem manter-se equilibradas perante medidas avulsas.
Não contem comigo, nem com o governo, para ilusões hoje que sejam pesados preços a pagar amanhã. Neste momento difícil, aqui estou a dar a cara.
Das respostas à oposição e até a governos espalhados pela Europa, o Primeiro-Ministro explicou ainda o porquê de não ir mais além nestes apoios. Montenegro lembra Sócrates e diz que não quer colocar o país numa nova tragédia.
Não contam comigo, nem com este governo, para uma reedição dessa tragédia. Não troco mais cêntimos de desconto do ISP por mais impostos, por mais défice, por mais dívida que teríamos de pagar no futuro. Mas não trocamos este caminho pelo dos governos que no passado obrigaram os portugueses a subidas de impostos ou a cativações de investimentos.
Montenegro lembra o alargamento do passe ferroviário verde até aos serviços urbanos de Lisboa e Porto. Já quanto aos apoios destinados aos setores mais expostos, aos aumentos dos combustíveis, o Primeiro-Ministro alocou o valor até €0,10 por litro para os transportes, táxis, bombeiros e IPSS.
João Lourenço, a acompanhar os destaques da declaração de Luís Montenegro depois do Conselho de Ministros. A acompanhar o aumento do desconto no ISP, o governo apresentou ainda uma série de simulações das novas taxas de IRS. O primeiro escalão desce 0,3 pontos percentuais, enquanto do segundo ao quinto escalão, a descida da taxa é de 0,5 pontos. No sexto escalão, a redução é de 0,3. O executivo de Luís Montenegro fez as contas ao alívio no IRS. Hugo Fortunato de Oliveira.
Mil euros de salário bruto por mês significam, no final do ano, mais €12,10 na carteira, o que mostram as simulações do governo para um trabalhador solteiro, sem dependentes. Com salário de €1500, a poupança anual sobe para €65,32. Já no caso de um solteiro, sem dependentes, que ganhe até €3500 brutos por mês, o valor poupado por ano chega aos €171,50. Nas famílias, a diferença é maior. Um casal com dois filhos com salários brutos de €2500 e €1500 terá uma poupança anual de €200,88 e se os rendimentos forem de €3700 e €2000, a poupança chega aos €292,62. Também os pensionistas entram nestas contas do governo. Para uma pensão bruta de €1000 por mês, a poupança anual é de €12,10 e para uma pensão de €3500, são mais €171,50 no final do ano.
O jornalista Hugo Fortunato de Oliveira, com as simulações do governo do alívio no IRS, anunciado esta noite pelo Primeiro-Ministro. Já depois das declarações de Luís Montenegro, o ministro da Economia veio admitir que as medidas apresentadas não vão resolver os problemas, mas garante que vão ajudar a atenuá-los. Em entrevista à CNN, Manuel Castro Almeida antecipou preços nunca antes vistos nos combustíveis para a próxima semana, mas ainda assim insiste nas contas certas.
As medidas que o governo anunciou hoje não vão resolver o problema, vão atenuar o problema. Vão diminuir o problema, que tem uma dimensão enorme. De facto, o gasóleo e a gasolina vão atingir na próxima semana preços que nunca houve em Portugal. E é muito importante ter as contas equilibradas. Quem é o português que quer voltar ao passado, ao tempo dos défices orçamentais? Nós precisámos absolutamente de apagar esse tempo. Nós temos que equilibrar as nossas contas, continuar a baixar a dívida pública, porque quanto mais dívida houver, mais depois se paga em juros. E isso é dinheiro público que está a pagar esses juros. É preciso baixar a dívida pública e para isso é preciso ter as contas controladas.
O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, em entrevista à CNN Portugal. O PS acusa Luís Montenegro de falhar mais uma vez a dois milhões de trabalhadores. Em entrevista ao "Não", José Luís Carneiro critica as declarações do Primeiro-Ministro ao país. O secretário-geral do PS acusa as medidas de serem insuficientes.
Dr. Luís Montenegro falhou mais uma vez a dois milhões de trabalhadores Há dois milhões de trabalhadores que têm filhos, crianças, adolescentes, jovens e que estão fora destas medidas do IRS. Por quê? Porque já não têm rendimentos sequer para pagar IRS. O que significa que as medidas que hoje anunciou, devo dizer que tive a expectativa, não apenas porque hoje de manhã também sugeri, propus, recomendei ao governo, que estava reunido em Conselho de Ministros, que pudesse adotar medidas dessa natureza. E pensei que ao querer comunicar às 20h ao país, que pudesse trazer, de fato, medidas novas, mas fundamentalmente falou para nada dizer.
José Luís Carneiro, esta noite em entrevista ao "Now", o secretário-geral do PS diz que o Estado vai acumular até o final do ano 600 milhões de euros com o aumento da carga fiscal. Já o Bloco de Esquerda acusa o primeiro-ministro de apresentar um discurso vazio de novidades. O coordenador do partido, José Manuel Pureza, reagiu à intervenção de Luís Montenegro na Moita, acrescenta que os apoios anunciados representam migalhas face à dimensão da crise econômica. O Presidente da República inaugurou esta quinta-feira a Feira do Livro no Palácio de Belém e fez-se acompanhar por Marcelo Rebelo de Sousa. António José Seguro aproveitou a ideia lançada pelo antecessor, e Vasco Maldonado Correia, entre sugestões literárias, o chefe de Estado deixou rasgados elogios a Marcelo Rebelo de Sousa.
Tenho uma coisa pra si. Falando nisso, pegue lá, é um antistress, leva na hora que precisar.
Não, estou de férias.
Vá guardando, quando precisar.
O presente pode dar jeito para os tempos que se avizinham, mas para já impera a paz no Palácio de Belém. Enquanto o Primeiro-Ministro falava ao país, o Presidente da República abria a Festa do Livro, uma iniciativa que começou com o antecessor, fato enaltecido por António José Seguro.
Que a ideia é dele. E é justo que se reconheça esta ideia, que é uma bela ideia.
E o presidente quer que o gesto faça escola.
Houve uma pessoa próxima que disse: "Mas como é que é possível? Mas isso era do presidente Marcelo, não é teu, por que vais continuar a fazer uma coisa que é de outro presidente?" Eu sei que há muito essa cultura, a de quem vem de novo, começa de novo. E tudo o que está feito para trás não presta. Eu não tenho essa ideia.
Seguro percorreu as bancas, que estão agora afixadas nos jardins do palácio, acompanhado pela Ministra da Cultura, pelo consultor de cultura Francisco José Viegas e por Marcelo Rebelo de Sousa. O antigo presidente tentou fugir às selfies e dar o palco ao sucessor. A bem ou a mal, Seguro vai aceitando que ser presidente também implica tirar fotografias.
Posso tirar uma foto, por favor?
Eu tenho estado-- mas quem é que tem a fotografia?
Este senhor.
Muito bem, então já está tudo preparado.
Preocupado com os hábitos de leitura da população, Seguro deixa uma sugestão.
É um livro muito simples, "A Arte de Não Ter Sempre Razão". É da Editora Reide, é deste ano, de Martin de Rozière.
E esta tem destinatários pensados.
E é um livro que todos os opinadores deviam ler e assimilar antes de abrir a boca. É aquilo que está aqui escrito.
O recado do Presidente da República, que levou para casa dois livros, "Poesia", de Eugénio de Andrade, e "O Século dos Imbecis", de Valter Hugo Mãe.
Vasco Maldonado Correia, que esteve a acompanhar a Festa do Livro no Palácio de Belém. Na justiça, a mulher do coordenador da Polícia Judiciária, que denunciou o diretor nacional Carlos Cabreiro, conseguiu o adiamento da leitura da sentença. Leitura que estava agendada para amanhã, sexta-feira. Aida Freitas está a ser julgada pelo alegado crime de falsas declarações. O redator principal do Observador, Luís Rosa, explica que a descoberta de novos documentos levou o tribunal a reabrir a audiência numa decisão que pode ser decisiva para o desfecho do processo.
A defesa de Aida Freitas, perante a documentação que o seu marido, David Freitas, descobriu nos arquivos da Polícia Judiciária, que tinha sido revelado pelo Expresso, o juiz titular do caso Aida Freitas resolveu reabrir a audiência. Ou seja, adiou a leitura da sentença, notificou a Polícia Judiciária a juntar os originais dos documentos que o seu marido tinha descoberto e que poderão provar a inocência de Aida Freitas e chamou seis membros da Polícia Judiciária a depor em tribunal para poder avaliar a prova. E, portanto, é uma vitória muito significativa da defesa de Aida Freitas e pode levar, eventualmente, à sua absolvição.
O redator principal do Observador, Luís Rosa, em causa estão documentos com mais de 10 anos descobertos nos arquivos da PJ, entre os quais está uma ordem de missão que sugere que uma conversa entre o advogado Rui Pinto e representantes da Doyle, em 2015, poderá ter sido alvo de escutas ambientais sem autorização do Ministério Público. O redator principal do Observador, Luís Rosa, em conjunto com o jornalista João Paulo Budinho, assina um artigo sobre esta decisão, que pode ler na íntegra em observador.pt. É o ponto final neste jornal da uma da manhã. A informação está de regresso à 13h30.