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A veste da taça está em destaque nesta edição de "O Campeão É". O Benfica passou no teste em Chaves, num jogo que ainda assim valeu críticas de José Mourinho e hoje é a vez do Futebol Clube do Porto, que joga com o Salourense e ainda o Sporting, que tem pela frente o Paços de Ferreira. Vamos à análise hoje com o João Pinto, o Luís Pinto Coelho e também o Pedro Henriques. Sejam todos muito bem-vindos. Vamos começar pela vitória do Benfica, ontem em Chaves, 2 x 0, com bis de Pavlidis. Vitória justa e tranquila, mas Mourinho disse que esperava mais, João Pinto. Disse que a equipa começou a repousar até cedo demais. Também partilhas desta visão? Bom dia.

Olá, bom dia. Partilho. Acho que os benfiquistas continuam sem acreditar em magia. Houve esta pausa da seleção, o Benfica voltou muito no mesmo registo com que foi e, portanto, em relação a isso, aquele ritmo baixo, aquela falta de ideias, a incapacidade do Benfica de furar blocos baixos continua. E o Benfica continua também a trocar a bola devagar. Tudo aquilo que o Mourinho apontou à equipa, concordo. Depois, falta a outra parte, quer dizer, que o Benfica está coletivamente forte a defender, está bem posicionado, é uma versão quase luso-italiana de uma equipa de futebol muito mais preocupada em não sofrer do que em marcar, mas ofensivamente continua com os mesmos problemas, com as mesmas dinâmicas, ou falta delas, e com as individualidades a resolverem. Ontem foi o Pavlidis, como tu disseste, dois belíssimos gols, mas o Benfica continua falho de ideias e sempre coxo ali do lado esquerdo, à procura de uma opção, que vão sendo diversas, mas ainda nenhuma convenceu.

E neste jogo tivemos a oportunidade de ver com mais detalhe, se calhar, e com outros olhos, o João Rego, um jovem do Benfica. Também João Veloso e Ivan Lima entraram, mas Ivan Lima nos minutos finais, apenas aos 89 minutos. Jogadores que, na tua opinião, João Pinto, também já mereciam um maior destaque neste plantel do Benfica, tendo em conta isto que estás a falar, da falta de magia, da falta de rigor, às vezes, do jogo do Benfica?

Sim, em relação ao João Rego. O João Rego é um jogador que quem acompanha o Benfica, quem acompanha os escalões jovens do Benfica, era apontado como o próximo grande talento do Benfica. A verdade é que é um avançado que cai bem nas faixas sem ser um extremo, é mais um segundo avançado. Uma posição que o Mourinho não tem, com que o Mourinho não joga. E, portanto, adaptá-lo à faixa continua a ser uma adaptação em um jogador que não parece bem ali. Ele entra com muito nodo, com muita vontade, se calhar, às vezes, com um bocado de força a mais, mas definitivamente parece um peixe fora d'água, parece um jogador que, além de todos os problemas que ele tem em relação às renovações, ainda não convenceu o treinador, não convenceu este, não convenceu o anterior. E depois, há as outras alternativas. O Ivan Lima entrou, o João Veloso podia ter entrado mais cedo, quando entrou o Barreiro podia ter entrado ele, e continua a fazer dois, três minutos, que também não é suficiente para ver.

Luís Pinto Coelho, Mourinho chegou a dizer que, e passo a citar: "Estamos a brincar com o fogo e as seleções não são desculpa". Esperava-se um Benfica diferente ontem, tendo em conta que se fala muito que o Benfica tem tido pouco tempo para descansar. Esperavas uma equipa com outra rodagem, tendo em conta também as diferenças que separam este Benfica e o Chaves, que atua na Segunda Liga?

Eu esperava um bocadinho neste registo, até porque também o Chaves é uma equipa de Segunda Liga, mas podia estar na Primeira Liga perfeitamente.

É uma das melhores da Segunda Liga, digamos.

Sim, é o nível de várias equipas da parte de baixo da Primeira Liga. Tem um bom treinador, defende bem, é muito organizada, ainda não tinha perdido a esta época, é uma boa equipa. Concordo com o João Pinto, acho que o Benfica tem alguns problemas em termos ofensivos de criatividade. Eu acho que vai ser sempre uma equipa organizada defensivamente, bem montada, bem trabalhada nesse aspecto, mas depois falta algum talento. Ontem o talento Pavlidis resolveu, mas eu acho que em muitos jogos vai ter dificuldades de resolver, porque se tiver uma ou outra ausência, imaginemos neste momento, se não tem Lukebakio, por exemplo, fica muito limitado em termos criativos do um pra um no último terço e não tem muitas soluções. Em janeiro pode remediar algumas dessas coisas, mas o problema é que até janeiro ainda há muitos jogos. E eu acho que, por exemplo, na terça-feira, se calhar, o Benfica vai dar uma resposta diferente, porque sente-se muito mais confortável nesse estilo de jogos, porque o adversário vai ter bola, vai atacar, e o Benfica aí sente-se bem. Depois tem algum espaço para as transições. Agora, nestes jogos contra blocos muito baixos na Taça Portugal, no Campeonato Português, vai ter sempre bastantes dificuldades e acho que vai penar um bocadinho, pelo menos até janeiro, até fazer aqui alguns acertos no plantel.

Pedro Henriques, a ausência de um criativo, se calhar, um jogador que possa mais desconstruir o jogo do Benfica, nota-se mais nestes jogos com equipes pequenas, porque como dizia muito bem o Luís Pinto Coelho, o Benfica, nos jogos com equipes, tivemos o exemplo com o Futebol Clube do Porto, em que conseguiu um empate, também com o Chelsea, deu boa réplica, tem sempre mais dificuldades com equipes que estacionam mais o autocarro e mais preocupações defensivas, digamos.

Olha, eu tive 15 minutos pra preparar a minha entrada pra dizer o seguinte.

Diz lá.

Os flavienses viram-se gregos para este Benfica e o Pavlidis era quem tinha as chaves deste jogo. Já viste este trocadilho? Pavlidis, chaves e gregos. Está bonita esta entrada. Olha, deixa eu te dizer uma coisa Poesia pura. Para começar, esta questão das cargas e das seleções, etc. Digam-me um jogador do Benfica que jogou ontem, que vinha com carga de quê? Nada, 0,0. Até o Pavlídis, no segundo jogo, foi suplente do Dionísio, portanto ninguém vem com cargas. Esta questão dos calendários, claro, que há as viagens pelo meio, ir às seleções, etc. Mas o António Silva faz parte do grupo do pote, que é aquele grupo dos renegados da seleção, portanto ninguém vinha com cargas, estava tudo tranquilo e tudo descansado. E depois eu queria relembrar uma coisa que as pessoas às vezes esquecem. Claro, que é uma equipa da primeira liga contra uma equipa da segunda. Há responsabilidades do Benfica, Porto e Sporting, normalmente serem melhores que os outros. Eu só queria relembrar que o jogo tem duas equipas e que muitas vezes aquilo que são as insuficiências de uma equipa, é por causa da outra equipa, que faz coisas que não permite que esta primeira resolva. É aquela ideia prediga: o Sporting, Benfica e Porto tem que dominar 90 minutos, tem que jogar, tem que inventar. Não, e os outros? Eles são profissionais, trabalham exatamente o mesmo número de horas que os outros. Esqueçam isso. Todos os departamentos, tudo. Claro, depois há as diferenças, tem a ver com os orçamentos e com os jogadores com mais qualidades, mas o Chaves tem muito mérito na forma como não permitiu que este Benfica fizesse mais coisas e portanto não é aquela a ideia. Depois, quando retiras dois, três ou quatro jogadores, e obviamente, o Rios pode não estar em grande forma. O Rios é um jogador fundamental, o Átamen dá outras consistências, embora o Benfica sensivelmente esteja muito bem. Por muito que os guarda-redes não sejam relevantes ou importantes, a confiança que dá é totalmente diferente. Quando olhas para trás e tens o Trubin, não tens o Samuel Soares. É um bom guarda-redes, tem qualidades? Tem, mas ontem, uma vez mais, tremeu em várias vermelhas, neste caso não se pode dizer verdes, e portanto isto tira a confiança também à equipa que está à frente. E por isso é um facto que o Benfica, na construção do plantel, tem os jogadores, estão lesionados. Portanto, tem soluções, embora aqui não sejam criticamente o Manu, ou tem soluções como o, estava a esquecer o nome, que está lesionado, que veio do Braga para o Benfica, ajudem-me.

Bruma.

Bruma. Até a mim me deu uma branca também.

Pronto, esqueci. O Bruma, jogadores como o Bruma, etc, que são jogadores que se estivessem disponíveis, essa questão da dependência do Luka Jovic, por exemplo, no um para um, já se podia incluir, porque há outros jogadores que o Benfica tem no plantel. Claro que veio janeiro, se calhar vão acertar mercado. Percebe-se claramente que depois de sair o Di María, por muito que a gente não queira, Di María é o Di María e realmente fica ali uma lacuna de alguém que podia só fazer três ou quatro vezes, mas fazia coisas diferentes de todos os outros. Agora foi um Benfica que eu vi e termino com isto. Por que muitas vezes dizem: "Mas o Benfica depois sente-se confortável quando vai jogar contra equipas como o Chelsea". Por uma razão muito simples, quando subes o patamar e o nível, não é só uma questão de te sentires mais confortável porque estás a defender e estás em contra-golpe. Quando tens equipas que puxam mais por ti, a tua prestação é exatamente outra. Meus amigos, quem treina percebe isto. Eu quando ando a correr nas minhas corridas aqui, ando a correr a cinco km/h. Quando vou à corrida do Teja, baixo os 4 km/h e nos treinos nunca consigo fazer isso. Por quê? É o desafio, é a adrenalina, é o jogo em si ou a competição em si. Aqui é exatamente a mesma coisa. Por isso é que o Benfica quando sobe o patamar e apanha equipas como aquelas que apanha na Liga dos Campeões, também sobe o patamar e a resposta é totalmente diferente. O Benfica jogou o suficiente para ganhar e teve sempre o jogo controlado, na minha perspectiva, e foi um justo vencedor.

Vitória por 2 x 0.

O Dedidi fez 90 minutos. Pronto, foi o único, mas não jogou os dois jogos.

O João Pinto foi buscar a folha de jogo.

Só houve um jogo.

Fez 100%.

Está bem, mas foi o único. O resto da rapaziada vem toda descansadinha. O Pavlídis, que é o titular da Grécia. Pronto, exatamente, mas fez só um jogo.

Só houve um.

Exatamente, não fizeram dois jogos, porque nesse caso não houve dois jogos. Não fizeram dois jogos, como muitos jogadores que às vezes vão à seleção e que fazem dois jogos, sei lá, tipo Cristiano Ronaldo e companhia limitada.

Meus caros, vamos avançar. Temos mais festa da taça hoje, a terceira eliminatória segue com mais jogos durante esta tarde. Vamos começar aqui pelo Celoricense Futebol Clube do Porto, a verdadeira festa da taça, no seu estado mais puro, vai acontecer esta tarde. O Celoricense que está no Campeonato de Portugal, Série A, uma oportunidade única para estes jogadores de Celorico de Basto se mostrarem aqui diante de um dos três grandes, neste caso, o Futebol Clube do Porto. Luís Pinto Coelho, Farioli já prometeu mudanças para mais logo, no 11. Quem é que gostavas de ver com mais minutos e como antecipas esta festa da taça de mais logo?

Antecipo uma festa bonita.

Já tens a bifana pronta?

Tenho. Eu estou de dieta agora, não posso.

Muito bem.

Espero uma festa bonita, vai estar muita gente. O Porto praticamente esgotou os bilhetes que tinha disponíveis, por isso vai estar estádio cheio. E depois há aqui esta gestão, que é sempre difícil da gente perceber, porque há jogadores que estiveram fora, outros vieram, outros que tiveram aqui, cargas diferentes de alguns, viagens mais longas também de outros e viagens que não foram significativas. Sempre aqui depende muito dos testes que os jogadores fazem em termos físicos para perceber como é que estão os níveis de fadiga, para depois dar aqui alguns minutos a outros jogadores. O Mora, por exemplo, vem dois jogos no sub-21, vamos ver se ele hoje o lança a titular ou não. Mas acho que o Porto, mesmo que coloque a segunda equipa praticamente toda, tem a obrigação de ganhar e aí vai ganhar, não tenho muitas dúvidas disso. Estamos a falar aqui de uma diferença muito maior, não é o Chaves, nem é o Paços Ferreira. Estamos a falar de uma equipa de uma quarta divisão e aí já se nota bastante a diferença. Por isso acho que vai haver gestão, obviamente, começa logo na baliza. Estou curioso para ver a questão dos dois centrais, como é que ele vai fazer também.

Temos aqui um especialista que se calhar daqui a poucos anos dá aqui mais detalhes sobre isso, vai-nos ajudar.

Sim, mas é giro esta festa destes clubes mais pequenos terem esta oportunidade. Obviamente que seria sempre mais bonito nos seus estádios.

Sim.

Mas também o Porto cedeu a receita, porque se calhar uma receita de um jogo destes, na totalidade, para um clube, se calhar paga-lhe três ou quatro meses de salários. Tem que se olhar a isso.

Estava aqui a ver há pouco, o Estádio Municipal de Celorico de Basto tem capacidade para 400 lugares, o Estádio de Barcelos 12 mil e portanto é isso que falas. Esta atitude do Futebol Clube do Porto em ceder a receita vai com certeza ajudar o clube.

Sim, obviamente, é extremamente importante para eles, porque estamos a falar de uma receita, eu penso que estavam a 20 € os bilhetes. Eu sei que pelo menos 5 mil bilhetes o Porto comprou, por isso estamos a falar de muito dinheiro para uma equipa do Campeonato de Portugal.

É Natal, como diz o João Pinto, para o Celoricense. O Futebol Clube do Porto vai ter aqui algumas mudanças, como já disse e antecipou Farioli, ainda assim garante que vai ter o pé no acelerador, mas vamos ter aqui um Celoricense com uma palavra a dizer João Pinto.

Ok, é para mim. Não vai dizer nada. A única palavra que o Celoricense vai dizer é obrigada.

Estás muito pessimista.

Não é uma questão de pessimismo, é realismo. Qual é a probabilidade? Vamos lá ver. Acho que vai ser um jogo bonito, é como o Luís diz, é sublinhar as coisas bonitas da taça, mas pouco mais que isso. Realmente é uma diferença de qualidade gigantesca. Lembro-me do Benfica no ano passado jogar contra o Tirsense, na meia-final, e sabermos perfeitamente como é que aquilo ia acabar. Vai ser isso. Outra coisa é dizer que o jogo vai ser um jogo sem emoção. De certeza absoluta que vai ser um jogo engraçado, com aquela malta toda a ver, com muita festa, muita bifana, muita cerveja. E isso é que faz da taça uma das competições mais bonitas que há. É esse dia do abraço, esse dia simpático. A única palavra que o Celoricense vai dizer é obrigado.

Eu digo-vos já que sou um grande otimista quando é Taça de Portugal e sou sempre muito otimista quando temos estes encontros. Pedro Henriques, dias de taça é sempre mais difícil escolher o 11, ou nem por isso?

Sim. Para já, há aqui coisas que são reais e factuais. Zaidu está lesionado,Ọrúnsọlá lesionado, Neón Pérez e o Liu Pandion continuam também lesionados. O Tomás Pérez, por exemplo, está ao serviço no Campeonato Mundo do sub-20 e, portanto, estes são os jogadores com os quais não se contam. Depois relembrar que sim, isto realmente é o verdadeiro espírito da taça. Reparem só, estamos perante um clube que tem um orçamento de €250 mil e paga 500 a €600 a cada jogador, em termos de prémios mensais. Portanto, a importância, como disse aqui tanto o João como o Luís, destas receitas que vão ser extraordinárias e que garantem o resto da época para este clube. E este clube está a viver um momento especial. Reparem que ontem tiveram direito a um jantar em Amarante, pernoitaram em Valongo, graças à ajuda de alguns amigos e patrocinadores do clube, e hoje o almoço antes do encontro é em Matosinhos, no restaurante de um amigo de um clube. No fundo, é toda a massa humana, que são os amigos, têm um restaurante, têm um hotel, etc, a ajudar o clube para que eles não tenham essas despesas e poderem proporcionar um momento diferente a perfeitos amadores. Isto é o verdadeiro espírito da taça. Segundo consta, vão oito autocarros e muitos carros pessoais que vão para lá. Uma enchente de graças também ao povo do Porto ter ficado com os 5 mil bilhetes e obviamente, mais de metade do estádio será do povo do Porto, mas é uma enchente, é bonito e vai ser uma grande festa da taça. Não é fácil, como diz o Luís Pinto Coelho, nestes jogos, por todos os motivos que o Luís Pinto Coelho aqui disse e muito bem, mas de qualquer maneira apostaria em Cláudio Ramos, Martim Fernandes, Bednarek, Piripic, Francisco Moura, Varela, Gabri Veiga, Rodrigo Mora, William, Dennis Gün e Borja Sáenz. O Porto não vai rodar a equipa e vai meter o pé no acelerador um bocadinho muito, porque há condições europeias e quanto mais cedo resolver o jogo, melhor. É normal que depois nas substituições é que possa desacelerar-se o jogo, se der para isso.

Temos este Celoricense-FC do Porto às 18h, logo depois o Paços Ferreira-Sporting. Pedro Henriques, vou já a ti também, já que estávamos aqui a falar de 11, até porque o Record noticia na primeira página que João Virgínia, Quaresma, João Simões e Allison vão ser titulares. Há também o regresso de Diomande, após dois meses de lesão.

Certo.

Torna as coisas mais fáceis para ti?

Pronto. É sim, só falta dizer os outros. Acho que o Sporting vai jogar no 4231 com Virgínia, Fresneda, Quaresma, Diomande, Maxi Araújo, Mourita, João Simões, Geny, Pedro Gonçalves, Allison e Yoan Hiddink.

E mais logo testamos aqui a tua assertividade.

Ontem no Benfica falhei um, foi o Shell Drubz que jogou o menino, o Rego. E dos outros 11, acertei em 10.

É uma rasteira para manter a hashtag humildade.

Exatamente.

João Pinto, este jogo do Sporting é ideal para fazer também experiências e testar aqui outros ativos. Yoan Hiddink, inclusive, pode ter aqui mais tempo de jogo, uma vez que Luís Soares tem sido a escolha preferencial no ataque do Sporting.

Dá para isso, mas não dá muito. É como temos vindo a dizer, uma coisa é o Celoricense, outra coisa é uma equipa da Segunda Liga, com outras armas, com outra capacidade, embora o Paços Ferreira não esteja a fazer um campeonato fabuloso, já é uma equipa diferente, já tem outra qualidade. O Sporting pode mexer sem mexer muito, porque se mexer muito faltam as rotinas, depois falta a intensidade, falta a velocidade e quando isso começa a faltar, o jogo fica equilibrado, porque a equipa pequena está no jogo do ano e vai dar tudo o que tem e mais qualquer coisa e o Sporting está num jogo de transição entre os jogos importantes e se rodar muito, depois começa a faltar a base. Nestas coisas é um bocado como o Benfica ontem, é entrar com os melhores e tentar resolver cedo e depois de resolver cedo, depois da coisa estar equilibrada e já estar dois ou três a zero, aí sim, ir ao banco, olhar para o banco e começar a fazer mudanças mais estruturais. De resto, se eu fosse sportinguista, não ficava nada tranquilo se visse entrar 11 jogadores novos.

Luís Pinto Coelho, como dizia aqui muito bem o João Pinto, o Paços Ferreira não está a ter uma época fácil. Tem cinco empates e duas derrotas nesta edição da Segunda Liga, mas estes jogos são sempre especiais, não é? Temos estado a falar aqui sobre isso. Vai ser um passeio, o Paços Ferreira é capaz de criar dificuldades a este Sporting? Aqui falamos de uma qualidade diferente, tendo em conta com o Celoricense, o que antecipas para mais logo?

Sim, é um jogo mais difícil, obviamente. O Paços Ferreira não está num grande momento desportivamente e financeiramente, está com alguns problemas financeiros também, mas tem qualidade individual em alguns jogadores que se o Sporting abrandar um bocadinho e se não meter o pé como deve ser, pode ter aqui alguns problemas, porque o Paços tem qualidade. Equipas da Segunda Liga normalmente são equipas sempre competitivas, porque a Segunda Liga é muito competitiva. E o Paços tem vários jogadores que já estiveram na Primeira Liga e têm experiência. Por isso, é sempre um jogo bastante mais complicado e o Paços a jogar em casa é sempre uma equipa perigosa. Agora, se o Sporting mantiver a intensidade, meter a carne toda no assador, mais cedo ou mais tarde vai resolver a partida, porque tem qualidade para isso, mas não pode facilitar minimamente.

Preparem as bifanas para esta tarde, porque há muitos jogos a acontecer. São 14 no total, no que diz respeito à Taça de Portugal. Temos, por exemplo, Rebordelo Nacional da Madeira, São João de Ver, Famalicão, Sporting Clube Covilhã, União Nugairense. Muitos jogos para acompanhar, se quiserem, como é óbvio, mas destaque para o Celoricense Futebol Clube do Porto, com relato em direto aqui na Rádio Observador a partir das 18h e depois o Paços de Ferreira Sporting a partir das 20h15. Meus caros, avançamos para notas. Começamos pelo João Pinto.

Pavlidis. Hoje tem que ser um 17 para Pavlidis. O grego leva um bom início de temporada, para já. Em 16 jogos pelo Benfica, nove gols, uma assistência e, portanto, é o ponta de lança que o Benfica precisa e continua, desta vez, a dar apuramentos.

Qual é a nota, recorda-me, desculpa?

17 para Pavlidis.

Pedro Henriques.

Vou dar 15, realmente, a Pavlidis, porque foi ele que desbloqueou claramente o jogo com dois gols. Os dois, mas o primeiro realmente é um gol fabuloso. Depois para a seleção feminina de ténis de mesa, porque ao estar nas meias-finais com a Alemanha, porque ali a questão não é só o terceiro, estando nas meias-finais já garantiu neste Europeu uma medalha de bronze, o que é bastante importante e uma nota, que não é nota, é uma nota de pesar para a morte do piloto Jorge Brandão, que aos 46 anos, como sabemos, morreu ontem numa etapa do Rally de Marrocos e fica sempre esta nota de pesar de alguém que defendia as cores lusas e que perdeu a vida a fazer aquilo que mais gostava, com certeza.

Luís Pinto Coelho.

Vou dar à festa da Taça, principalmente ao Celoricense, que é um dia especial para eles. Soube agora que vêm almoçar a Matosinhos, se calhar ainda vou a esse almoço com eles.

Não te esqueças que estás de dieta. Foste tu que disseste.

Sim, como um filetezinho de pescada.

Pronto, muito bem.

E depois também, por exemplo, ao Chaves e ao Paços de Ferreira, porque eram duas equipas que eu acho que fazem muita falta na Primeira Liga, o Chaves, porque representa uma região, e o Paços, que foi um clube sempre muito cumpridor para todos os profissionais que teve, sempre um clube muito honesto em tudo o que fez. Tem boas condições de trabalho, que eu conheço bem, e é um clube que faz falta também à Primeira Liga, por isso são dois clubes que eu até gosto bastante, por isso também um 18 para eles também em forma de incentivo para o resto da época.

Adeptos do Celoricense, estava aqui a ver a distância de Celorico a Barcelos, vão ter ainda a fazer uns 85 quilómetros. Portanto, é também de louvar isso mesmo e que seja uma bela festa da Taça. Amanhã estaremos cá para falar sobre tudo isto. Um grande abraço a todos. Até amanhã.