Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
10 anos depois da conquista do Euro, Portugal vai ter um novo selecionador. Jorge Jesus vai ser apresentado amanhã e vai liderar a equipa das Quinas até 2030. É o que estão a confirmar os jornais desportivos. Uma apresentação que deverá acontecer nesta sexta-feira, precisamente o dia em que passam 10 anos dessa conquista do Euro. Hoje temos França e Marrocos às 21h, quartos de final do Mundial 2026, e também já temos Yıldım de malas feitas para o Atlético de Madrid. Está confirmado o negócio com o Sporting, que recebe € 40 milhões, mais cinco por objetivos. A atualidade desportiva em análise hoje com Augusto Inácio, Gabriel Alves, João Pinto e Pedro Henriques. Muito bem-vindos. Gabriel Alves, o que dizer deste Jorge Jesus, apresentado 10 anos depois do Euro? Vai mesmo ser o próximo selecionador português.
E é de aplaudir e botar. Jorge Jesus é um treinador competente. Não é a questão do currículo, pois o currículo conta a história. É um treinador que abraça agora uma nova função, que é uma função bem diversa daquela que treina clubes. Aliás, tenho tido a oportunidade de escutar alguns ex-jogadores que trabalharam com ele e que, obviamente, o respeitam e o prezam, e bem. Ficar só neste hiato, como é que é Jesus não treinar todos os dias? Não chegar lá todos os dias às 08h. Mas Jorge Jesus é uma pessoa inteligente e obviamente que se vai adaptar a todo esse tipo de circunstâncias. Ele tem muito trabalho para fazer e tal qual como havíamos previsto aqui há uns dias atrás para a sua assinatura de contrato, não só a questão do dinheiro, do que vai ganhar, tudo certo, isso faz parte, é um contrato, mas as exigências que ele fez. Ele fez exigências de alto calibre exatamente para ter mão naquilo que é o processo de seleção. E é assim: se é para o bem, altamente valorizado. Se é para o mal, assume a responsabilidade total. Portanto, Jorge Jesus, na minha opinião, é uma boa escolha. Os jogadores respeitam-no, os jogadores têm nele respeito de seguir aquilo que ele quer sobre futebol, porque Jorge Jesus, pode-se dizer tudo dele, mas de futebol, sabe e temos visto ao longo dos anos por onde tem estado em Portugal e fora do país.
Pedro Henriques, já te ouvi também aqui aludir ao que pode ter corrido menos bem neste mundial para a seleção portuguesa. Jorge Jesus traz uma história também de ser alguém que é disciplinador, é uma pessoa que tem o grupo consigo e consegue facilmente também unir um grupo e não que ele se divida em pequenos grupos. A seleção pode beneficiar desta personalidade mais autoritária que reconhecemos a Jorge Jesus?
Muito bom dia. Sim, há várias formas de olhar para esta alteração de paradigma que vai ser, porque quando mudas um treinador, neste caso o selecionador, obviamente que mudas a pessoa, mudas a personalidade e mudarás tudo o resto. Não quer dizer que depois as mudanças sejam melhores ou piores, mas tudo o resto. Eu acho que vai haver mais realismo em tudo aquilo que vai acontecer. Desde logo, não pode acontecer que a seleção jogando bem e tivemos bons jogos, ou jogando mal, esteja sempre tudo bem e que o discurso no pós-jogo seja como nós vimos sistematicamente, neste mundial ainda foi pior, do senhor Roberto Martínez, sempre haver coisas boas e positivas. Não é que isso não seja bom como filosofia de vida, que é olhar para as coisas que correm menos bem e tirarmos partido delas no sentido de melhorarmos. Agora, sistematicamente a dizer, mesmo com os jogos que fizemos, que foram muito à tangente, nas vitórias que tivemos de preparação, com os empates, dizer que passar em primeiro ou segundo era a mesma coisa. Eu acho que aí foi o paradigma, vou tentar ser simpático, da idiotice, porque percebemos claramente que passar onde passou a Colômbia significava que tínhamos disputado, por exemplo, com a Suíça, um lugar nos quartos-de-final e não com a Espanha, portanto, estava na cara. E é esse tipo de coisas que o selecionador antigo sistematicamente transmitia para fora e deduzo que tinha a ver com o seu comportamento e filosofia também para dentro. E daí alguns jogadores, sem se esticarem muito na conversação, disseram isto: nós não tínhamos identidade, olhamos para outras seleções e percebemos que tinham identidade, nós não tínhamos. Nós vimos a Argentina acabar o jogo com jogadores também super milionários e com tudo que têm na vida, a chorar pelo símbolo, por aquilo que tinha acabado de acontecer, da maneira como aconteceu. Nós não vimos em nenhum dos jogos de Portugal essa garra. Nós vimos aqui seleções, Cabo Verde foi um bom exemplo, entre outras, que deram o litro, que deram tudo até o fim, o próprio Egito. E nós, Portugal, parece que da maneira como saímos, foi da maneira que entrámos. Está tudo ok, está tudo tranquilo, estamos todos satisfeitos. E é este tipo de comportamento e de atitude que tem que mudar. E nem vou aqui pôr a questão Cristiano Ronaldo, Gonçalo Ramos, etc. Não, não vou dizer por aí. Nós sabemos que o Jorge Jesus, se ele tiver que dizer que levaste com pau, ele diz na sua maneira de ser, na sua maneira de estar. Vamos ver como ele também se vai adaptar a uma realidade diferente, que é ele estar habituado a ser treinador de todos os dias e agora isso vai mudar. O selecionador tem características diferentes, mas estou convicto que a ideia de jogo, a filosofia, o mexer no jogo quando é preciso, que é outra coisa que eu sempre critiquei em relação ao senhor Roberto Martínez, eu acho que isso, pelo menos, vai mudar. E isso alimenta-nos a esperança de tentar ainda aproveitar. Nós temos muito talento. Agora são estes, mas já vem aí mais uma fornada de jogadores com muito talento. Mas sejam estes que lá estão, sejam aqueles que estão para chegar, eu acho que nós temos demasiado talento. Não é porque temos que ser campeões do mundo ou da Europa sempre, não, mas pelo menos sairmos quando saímos de maneiras diferentes. E nós saímos com Marrocos de uma maneira estranha, saímos com França há quatro anos com Marrocos, há dois anos com França, e não pode ser só aquela razão: "Ganhamos uma taça da Liga das Nações". É pouco, é insuficiente. E sobretudo, ganhamos, mesmo com recortes que batemos, foi tudo muito insuficiente, muito poucochinho e sobretudo com pouca qualidade. E eu espero que nesse aspeto, tenha certeza que vai mudar, mesmo que depois a gente não obtenha títulos.
João Pinto, a Liga das Nações começa a jogar-se já em setembro. Jorge Jesus poderá ter aí o seu primeiro compromisso como novo treinador de Portugal. Portugal começa a defender o título, creio que a 24 de setembro em Alvalade, num jogo frente a País de Gales, creio, mas já vou confirmar essa informação.
Contra Gales.
Contra Gales.
Não sei a data, mas é contra Gales.
João, Jorge Jesus vai convocar Ronaldo para o próximo jogo ou Ronaldo é que vai decidir se Jesus o pode convocar?
Essa é que é a grande questão. É perceber se nós continuamos no roadmap do Ronaldo para fazer os 1000 gols ou se esse planeamento só passa pela Liga Saudita. Jorge Jesus foi contratado por Ronaldo para ir fazer do Ronaldo campeão na Arábia Saudita. Foi feliz, conseguiu fazê-lo, mas já se percebeu que aquilo que nós temos como o Jorge Jesus, um homem muitas vezes intransigente, teimoso, que também é um homem que perante este convite também não vacilou e foi. Portanto, é difícil perceber até sair a primeira convocatória ou ver a primeira conferência de imprensa, porque essa vai ser a primeira pergunta que lhe vão fazer. Com ou sem Ronaldo, como é que prefere a sua seleção? E Jorge Jesus vai ter que optar: ou vai voltar a chamar Ronaldo e continuar a protelar os mesmos problemas que há e que me parece que continuam a desmotivar o resto da malta, ou vai mesmo virar a página, vai ser ele a tomar a decisão, o Ronaldo fica fora da seleção e acho bem que se faça um jogo de despedida com F16 e sei lá, a fazer sacrifícios de cabras ou uma coisa assim qualquer, mas uma coisa é depois a competição contar ou não contar com Cristiano Ronaldo.
Augusto Inácio, deixo também espaço para um pequeno comentário a esta questão de Jorge Jesus. Parece já certo que vai ser apresentado amanhã, mas queria também a tua opinião sobre Hjulmand definitivamente no Atlético, o valor deste negócio e que meio-campo terá o Sporting agora de construir, saindo esta que era a figura maior da equipa já há algum tempo.
Olá, boa tarde a todos. Deixa-me dizer em primeiro lugar que eu estou de acordo que os presidentes da federação, neste caso Fernando Gomes, antes Pedro Proença, que façam contratos com os treinadores até ao fim do seu mandato e não para além do seu mandato, o que coloca sempre a possibilidade de Pedro Proença, neste caso, ter recebido já uma herança do passado, porque ele não pode escolher o seu treinador. E agora tem essa possibilidade de uma maneira que eu acho que foi através do mundial mal conseguido, mas que se notava que não era o homem da confiança do Pedro Proença enquanto nomeado presidente. Em relação ao Jorge Jesus, eu acho que sim, acho que é um treinador muito competente. Tem aqui um desafio importantíssimo, que é olhar para o presente e olhar para o futuro. Há muitos jogadores nessa seleção que em 2030 não vão estar presentes, por isso ele tem que olhar para esses momentos e depois dizer que o Jorge Jesus não vai ter o seu dia a dia preenchido da maneira como gosta e como quer, que é treinar todos os dias. Ele é um apaixonado do treino, ele gosta do treino, ele gosta de falar com os jogadores e agora não vai ter isso, porque vai ter só três ou quatro dias para treinar os jogadores da seleção e depois tem jogo. Não vai ser como ele quer, mas por outro lado, é um desafio importante para ele, até porque ele de certeza absoluta que vai falar com os jogadores, não diretamente, mas por telefone, e vai de certeza absoluta tentar perceber como é que eles estão, como é que eles não estão, vai estar integrado nesse dia a dia, que é completamente diferente daquilo que ele está habituado, mas com a experiência que ele tem, de certeza absoluta que se vai adaptar e eu acho que Portugal vai melhorar muito com ele. Em relação ao Hjulmand, a minha nota de campeão é essa. Era aquilo que se esperava. Não saiu o ano passado porque saiu o Rio Queres com a promessa que sairia este ano. Em janeiro, o Atlético de Madrid já tinha colocado a hipótese de o ir contratar ao Sporting, o Sporting não deixou em janeiro e agora confirma-se que realmente a saída é mesmo para o Atlético de Madrid e o Sporting perde um grande capitão, perde um grande jogador. O Sporting já sabia, já antevia, por isso contratou muitos jogadores para o meio-campo. Perdeu o Hjulmand, perdeu o Morita. Vamos ver se o Daniel Bragança também sai, se Trincão também sai, se Pote também sai.
Trincão poderá ser o próximo. Segundo o artigo do Bruno Roseiro aqui no Observador.
É um Sporting que está a ser renovado. Vamos ver até que ponto as aquisições que o Sporting fez batem certo ou não, porque uma coisa é a expectativa, outra coisa depois é provar dentro do campo que é assim mesmo. Enfim, não sei que dinâmicas é que o Sporting vai ter agora, mas concretizou-se aquilo que se esperava. O Hjulmand vai realmente para onde queria ir e o Sporting faz um encaixe de 40 milhões mais cinco por objetivos, dentro daquilo que era a cláusula de rescisão de 80 milhões, mas com aquilo apalavrado desde o ano passado, que poderia sair por uns 40 milhões, 45, 50, dentro desses valores, e vai sair mesmo e o Sporting perde realmente um grande capitão acima de tudo e alguém que dentro do balneário era bastante importante.
É a tua nota de campeão hoje, Augusto?
É, nota 20 para o Hjulmand pelo que fez pelo Sporting.
Só tens essa?
Não, tenho também para o jogo de mais logo. França-Marrocos, grande expectativa para tentar perceber até que ponto é que a França consegue dobrar este Marrocos, que tem uma alma e um coração gigante. Mas também queria dar a nota 20 para o João Matos, do futsal. Acabou a carreira com a camisola do Sporting, foi alguém muito importante no futsal do Sporting e do futsal português. Merece este destaque, nota 20 para o João Matos.
Gabriel Alves, as tuas expectativas para esse França-Marrocos e também a tua nota de campeão desta quinta-feira.
A minha expectativa é para um excelente jogo de futebol. Assim eu espero, vou vê-lo com muita atenção e espero divertir-me, entreter-me, sentir-me bem com um futebol de alta qualidade. E depois aquela questão de observar grandes jogadores que se conhecem muito bem, até dos clubes e até alguns já jogaram juntos. Olha, por exemplo, o Mbappé.
Falam todos bem francês também.
Exatamente. Vai ser um jogo interessante, acho que sim. É a minha convicção e espero amanhã poder dizer e sentir o prazer de o dizer. A minha nota, para já, vai para Jorge Jesus Eu vou dar-lhe 16 e vou dar com um detalhe: é que Jorge Jesus vai ligar a Luís Freire, que é muito importante o homem do sub-21, porque o Jorge Jesus vai ter uma missão para além daquilo que é o futebol, as competições, é renovar a seleção, fazer a inserção de uma nova geração, mantendo a antiga geração naquilo que é a medida das situações em termos de alta competição. Eu acho que esta ligação Jorge Jesus-Luís Freire é extremamente importante. O resto da minha nota final é rápida, é uma nota que não tem nada a ver com futebol, é uma nota de pêsames para o falecimento dessa grande senhora do musical, Bonnie Tyler, que desapareceu hoje. É a minha tristeza, a minha nota de pêsames.
E é alguém com uma ligação muito forte também ao nosso país. Pedro Henriques, vamos à tua nota de campeão.
Sim, também muito parecido com o que já foi aqui dito, porque por um lado, este jogo de hoje marca também o reinício destes quartos-final, com quatro jogos, todos eles muito interessantes. Vamos tentar perceber por que a Suíça aparece aqui, e o porquê entre aspas. Esta Noruega que parece estar toda debilitada com uma virose, vamos ver se conseguem manter o nível e, sobretudo, um bom teste ou um grande teste à França, porque eu acho que esta seleção de Marrocos, hoje, é melhor do que a seleção de Marrocos de há quatro anos, que ficou em quarto lugar. Foi às meias-finais e depois perdeu com a Croácia no terceiro e quarto lugar e por isso vai ser um grande teste. E, por outro lado, para este momento também da seleção nacional, o que está para trás, está para trás. Obviamente, tem que se agradecer. Eu acho que o grande mérito do senhor Roberto Martínez tem muito a ver com a postura, o respeito, a educação. Nesse aspecto, foi sempre uma pessoa muito polida e muito educada em relação a tudo e a todos, inclusivamente portugueses, mas poucochinho em relação àquilo que se espera que é selecionador/treinador. E por isso, a mudança de paradigma. Partimos do princípio que as notícias já são muito reais, que é o Jorge Jesus. Começa um novo dia e começa uma nova preparação. Claro que a Liga das Nações é importante, mas aquilo que nós temos sempre como foco são estas duas grandes competições, que é o Campeonato Europeu e depois o Campeonato do Mundo. E eu dou ao jogo e ao recomeço dos quartos-final nota 15 e dou um 17, para já, a esta mudança de paradigma. Acho que vamos para melhor no que diz respeito àquilo que nos interessa, que é ter um selecionador diferente, que eu acho que vai ser melhor.
E agora vamos para melhor, porque vamos para a nota do João Pinto. João, a tua nota de campeão de hoje.
Obrigado. Eu também acho que a minha nota é sempre melhor que a do Pedro Henriques.
Rapidamente, João, por favor.
A minha nota é um oito para Pedro Proença. Acho que este tipo de coisas pode-se pensar, mas não se dizem. Isto se vir dizer depois do homem perder o Mundial, que ele não era a minha escolha, fica mal, especialmente depois de ter tido a oportunidade de o mandar embora depois de ganhar uma Liga das Nações. Quando se opta por não o fazer porque o homem ganhou e depois quando ele perde, manda-se abaixo, acho que não fica bem e é a continuação de uma má governação de Pedro Proença.
João Pinto, Pedro Henriques, Gabriel Alves e Augusto Inácio. Esta foi a edição de quinta-feira de "E o Campeão é Amanhã". Nova edição depois do "Jornal da Uma".