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A festa da Supertaça invade a cidade de Coimbra, com o Futebol Clube do Porto a tentar começar a época com o pé direito. O Torreense quer tentar repetir a fórmula da final da Taça de Portugal, quando derrotou o Sporting em maio. Pelo meio, falamos também da reunião de Proença com os árbitros e ainda a goleada do Sporting no último jogo amigável frente ao Nottingham Forest. Muitos temas em análise nesta edição de "O Campeão É" e hoje com casa cheia, com o João Pinto, o Pedro Henriques, o João Castro e também o Luís Pinto Coelho. Sejam todos muito bem-vindos, um bom fim de semana. Eu sou o João Costa e Silva e vamos começar por esse dia de Supertaça entre o Futebol Clube do Porto e Torreense. Luís, o Sporting sabe bem aquilo que sentiu em maio, quando foi derrotado na Taça de Portugal. O Porto está alerta também para essa ameaça que é o Torreense, apesar de falarmos aqui de uma equipa que é do segundo escalão, mas esteve bem perto de subir à Primeira Liga ainda no ano passado. Que dificuldades esperas deste Futebol Clube do Porto frente ao Torreense? Bom dia.

Olá, bom dia. Essa final da Taça deixa o Porto em alerta e isso é interessante, porque o Porto sabe que não pode facilitar. É uma equipa bem organizada, o treinador continuou, tem uma boa base dos jogadores, existe ali talento e é uma equipa, eu diria que entre o Torreense e algumas equipas que estão na Primeira Liga, a diferença não é praticamente nenhuma. Por isso é sempre um jogo e por isso, sendo apenas um jogo, tudo pode acontecer. Obviamente que o Porto é favorito. Estou confiante, acho que o Porto vai vencer, porque está avisado dos perigos e começar bem a época é extremamente importante e é mais um troféu que faria do Porto a equipa com mais títulos, troféus em Portugal.

E esperas, por isso, um Torreense a jogar também olhos nos olhos com este Futebol Clube do Porto, sem medo daquilo que possa acontecer. É uma final, não é? Portanto, tudo pode acontecer.

Sim, e o Torreense nunca tem nada a perder. Já não tinha contra o Sporting e conseguiu surpreender e hoje também não tem nada a perder. O favorito é o Porto. Obviamente que vai ter as suas cautelas defensivas, mas é uma equipa que nas transições é bastante perigosa e o Porto tem que estar muito alerta.

João Pinto, que tipo de jogo é que vamos ter? O Torreense habituou-nos a ser essa equipa, eliminou no ano passado grandes formações da Primeira Liga nesse caminho para chegar à final da Taça de Portugal. Aliás, Luís Tralhão fez questão de dizer isto mesmo, ou seja, este percurso do Torreense não se centra apenas nessa final frente ao Sporting. Houve todo um caminho antes, num jogo em que há um vencedor, não é? Mas não falamos aqui de campeonato, falamos de uma competição. O chip muda também.

Olá, bom dia.

Bom dia.

Sim, eu acho que era aquilo que o Luís estava a dizer, o Torreense não tem nada a perder. Vai a jogo. Agora, há outra grande diferença entre este jogo e o jogo com o Sporting, é que o Porto está fresquinho que nem alface, está cheio de vitalidade, quer começar. O Torreense também, enquanto na final da Taça, o Sporting vinha de uma época inteira de muitos jogos e o Torreense preparou-se com tempo e isso também fez a diferença. Portanto, hoje não vão chegar com essa discrepância física ou com esse cansaço acumulado. Portanto, aquilo que espero é que o Futebol Clube do Porto vá entrar muito forte, como entra sempre, vai tentar marcar cedo, como marcou muitas vezes durante o ano passado, e depois o Torreense vai ter que fazer pela vida. Se conseguir impedir que o Futebol Clube do Porto marque nos primeiros 20, 25 minutos e as coisas começarem a equilibrar um bocado e o Porto continuar este ano a ter os problemas de ataque posicional que tinha no ano passado, o Torreense tem a sua hipótese. Se não for assim, acho que vai dar Futebol Clube do Porto.

Vamos ver o que é que vai acontecer nesta que é uma final também da Supertaça entre o Futebol Clube do Porto e Torreense. Pedro Henriques, hoje é contar. Portanto, primeiro perspetivas para este Futebol Clube do Porto vs Torreense e depois, claro, o 11.

Os 11.

Os 11, sim. Tens os dois aqui em cima.

Exatamente. Hoje é uma final e nós aqui temos esta democratização da coisa, que é ter em consideração que sendo uma final, obviamente, todos são importantes. Mas de qualquer maneira, em relação àquilo que pode ser o jogo jogado dentro de campo, obviamente que já foi dito tudo. O Porto tem claro favoritismo, o contexto em que o Torreense apareceu, surgiu, ganhou ao Sporting, que é pelo Torreense, estava num momento muito alto, estava entre duas eliminatórias em que podia ter subido à Primeira Liga, estava habituado a uma época de constantes vitórias, por isso é que acabou em terceiro lugar, estava psicologicamente por cima e sem nada a perder. E este sem nada a perder, passa também para aqui. Mas agora temos um contexto diferente. E tínhamos na altura um Sporting também, e percebe-se por isso esta renovação toda, em que havia uma série de jogadores que finalmente-

Sim, foi muito à conta dessa final que também acontece esta renovação no plantel do Sporting.

Exato. E, portanto, emocionalmente o Sporting, não é que isso tenha justificado nada, mérito do Torreense, mas emocionalmente o Sporting esteve completamente ausente desse jogo. Aqui temos um contexto diferente, início de época, muitas alterações, muitas dúvidas, um Porto que é campeão e que também já estaria, mas com esse jogo do Sporting, que o Torreense também fica ainda mais de sobreaviso. E portanto, sob o ponto de vista do jogo, que o tal Torreense não tem nada a perder. Se o Torreense perder é, entre aspas, normal, o não normal será o Porto não ganhar. E, portanto, como aconteceu com o Sporting. E por isso, há tudo a ganhar e pouco a perder por parte do Torreense. Ao contrário, o Futebol Clube do Porto ganhando, as pessoas dirão que é normal, perdendo, é que pode até mesmo emocionalmente pro resto da época Poder ser um bocadinho mais permissioso. De qualquer maneira, resumindo e concluindo, o Porto é favorito, no meu ponto de vista, em jogo jogado. Pois há aquelas preocupações do costume do futebol português, que nós não conseguimos resolver em termos de organização, tem muito a ver com os nossos dirigentes, que é inconcebível o estado da relva, por exemplo, só para dar aqui um exemplo, aquilo que foram as imagens que passaram ontem, isto não pode acontecer. Alguém foi de férias, alguém não fez o seu trabalho, alguém há uma semana atrás que já devia estar em cima do processo, deixou chegar ao ponto que chegou. E não vale a pena aqui dizer que a culpa, normalmente em Portugal, é do motorista. Agora, se calhar, a culpa é do jardineiro. Não, não adianta. Alguém tem que supervisar e alguém tinha que evitar que esta circunstância pudesse chegar. Já sabemos que agora nas últimas 24 horas, à boa maneira portuguesa, nós quando temos uma festa, as pessoas já estão a entrar dentro de casa da festa e a gente ainda está a pôr os croquetes em cima da mesa, porque fizemos tudo em cima da hora. Vamos ver se pelo menos em cima da hora se consegue minimizar, até porque não é só pelo que está do jogo jogado, que fica prejudicado, as equipas ficam prejudicadas, como também daquilo que depois pode ser aquelas questões que depois estamos sempre a alimentar, que são as lesões, e neste momento, isso é bem provável que possa às vezes acontecer. Onzes. Com o grau de dificuldade elevado, porque estamos mesmo no princípio, eu vou arriscar. Dio Costa, Alberto Costa, Bednarek, Ghior, Zaidu, Fraholf, Páblo Rosário, Gabri Veiga, Pepe, André Silva e Borra Sáenz. Depois o Luís Pinto Coelho pode dar aqui uma ajuda também. Adriel, David Bruno, Stopira, Diadie, Ravi Vasquez. O Jatta, acho que é assim que se diz, Nuha Jatta, aqui há uma dificuldade. O Leo Azevedo, o Al Farou, o Luís Quintero, o Dramé e o Dany Mgeje.

Luís, queres dar aqui uma ajuda?

Eu acho que o Pedro disse o Borra Sáenz, não foi?

Disse.

Eu acho que vai jogar o William Gomes. Acho que joga o William à direita e o Pepe à esquerda, parece-me, que o Borra deve começar-

Mas concordas com o André Silva lá à frente? Achas que é o-

Sim, é o André Silva.

E essa é a dúvida.

Muito bem. Veremos o que é que vai acontecer mais logo. Entretanto, éramos para contar com o João Castro nesta edição. O João, que ainda deve estar a recuperar da Taça de Portugal e, portanto, sendo do Porto Torriense, não estamos a conseguir fazer a ligação com o João, mas fica aqui também um abraço. Era suposto estar conosco nesta edição. Vamos ter emissão especial de desporto às 19h30, Porto-Torriense, com relato em direto do Ricardo Loureiro e Pedro Fernandes, comentários do Gabriel Alves, Pedro Henriques, Luís Pinto Coelho e também do David Rosa. O Vicente Figueira fica por cá a conduzir a emissão em estúdio. Também a marcar este sábado e a par desta Supertaça, melhor dizendo, Pedro Proença já chegou a acordo com os árbitros e com isto aquela ameaça que existia de boicote dos árbitros à Supertaça acabou por ser levantada. Em causa, os polémicos áudios nos quais Proença critica a arbitragem em Portugal, que todos fomos conhecendo também ao longo da semana. Pedro Henriques, vou começar por ti. Tu és ex-árbitro, conheces bem a classe e a forma como também os árbitros lidam com as críticas, nunca estão imunes a tudo aquilo que se diz. Se estivesses no ativo, quais eram as palavras de Pedro Proença que te vinham à cabeça? As do áudio, aquelas que ouvimos ao longo da semana, ou as da reunião desta sexta em Tomar?

Olha, é muito simples. Nós tivemos, e vou-te já responder a isto e vou ser muito rápido a passar para os meus colegas. Nós tivemos a demissão do Duarte Gomes com todo o enquadramento que levou a essa demissão, as tais desconfianças por causa das nomeações. Sabemos que toda essa situação, embora arquivada no CG, no Conselho de Justiça, está no Ministério Público, está na Polícia Judiciária, com fortes indícios que se forem provados, que podem vir a fazer rolar cabeças. E temos ainda esta particularidade que foi no meio deste fogo todo e num momento difícil como estava a arbitragem, o presidente do Conselho de Arbitragem, o Luciano Gonçalves, ter mandado um e-mail para os árbitros a dizer que não podia estar presente logo no início da ação. Ou seja, era a última coisa que ele podia ter feito. Daí que ele tinha que perceber que o momento era quente. Se fosse uma situação normal, estivesse tudo ok, podia até entender-se o não estar presente logo no início por alguma razão pessoal ou particular. Neste caso, não haveria qualquer razão para o fazer. E, portanto, comparando este cenário todo, os árbitros, com o que é que estão preocupados? Estão preocupados com um pedido de desculpa do Pedro Proença, de um áudio que vale o que vale de há dois anos, e estão preocupados em ver se depois no final desse pedido de desculpas conseguem resolver um problema de seguros, que foi isso que aconteceu. Temos aqui um problema com os seguros pessoais. Eu acho que há uma falta de noção, para já há uma falta de liderança da arbitragem, dentro do próprio setor da arbitragem. Já nem estou a falar da APAF, é os próprios árbitros, não têm mesmo a mínima noção. Ontem tudo podia ser discutido, menos estarem a pedir: "Agora vamos aproveitar que ele está fragilizado, agora vamos aqui resolver um problema do centro de treino, dos treinos e do problema de seguros". Estão com uma falta de noção completa do momento que se está a viver, daquilo que está ainda por vir e traduz: "Ainda acaba o pedido de desculpas, que é para a gente agora, tipo, perdoa-me agora". Não, não faz sentido nenhum. Isto é falta de liderança. E, portanto, não se podia resolver outros assuntos marginais para tentar, perante este momento, tipo, agora estás fragilizado, resolve-me aqui o problema dos seguros e do centro de treino. Isso era a última coisa que se podia fazer e não faz sentido nenhum, porque aquilo que deviam ser as perguntas feitas ao Pedro Proença não era sobre o pedido de desculpas da qualidade ou da competência, era sobre toda a situação que é muito grave e de perceber qual é o grau de confiança que existe do Pedro Proença em relação ao Luciano Gonçalves. Isso é que era importante, qual é a relação que tem neste momento com o Conselho de Arbitragem, com o Luciano Gonçalves, e o que é que a própria Federação vai fazer quando daqui, se calhar até hoje, mas daqui a uma semana, quando começar a liga, e houver um penálti, um fora de jogo e todos os clubes não vão discutir o penálti ou fora de jogo. Vão discutir a nomeação, não vão discutir a competência, vão discutir efetivamente a idoneidade e a verdade sob o ponto de vista de se há corrupção, não há corrupção, coisa assim do gênero. E portanto, os árbitros estão com falta de noção. Resumindo e concluindo, ainda bem que vai haver árbitro oficial no jogo. O Pedro Proença está muito otimista a dizer que vai ser uma época que os portugueses vão ter muito orgulho. Eu não tenho esse otimismo, oxalá ele tenha razão e neste caso seja eu que esteja errado, mas estou com muito receio Pelos próprios árbitros, que vão ser as principais vítimas de tudo isto que está montado. E não basta pôr maquiagem para disfarçar o acne que está por baixo. Disfarça, mas depois quando começares a suar, aparece o acne de novo.

João Pinto, concordas com o Pedro Henriques, nomeadamente nesta questão da maquiagem disfarçar alguns danos, mas que depois com uma lavagem vêm logo à superfície, não é?

Até o pedido de desculpas é fraco. Além de tudo aquilo que o Pedro disse, até o pedido de desculpas é fraco. Porque eu uma vez almocei na casa de um tio de um amigo meu. O almoço foi mau. E quando o almoço acabou, o tio perguntou: "O que achaste?" Eu disse: "Bem, a qualidade é inquestionável". Porque realmente não valia a pena falar sobre isso. Era má, toda a gente sabia que era má. Portanto, até o pedido de desculpas público é fraco. Além de tudo isto, realmente a arbitragem não começa com o pé direito, começa de joelhos, começa de rastos e não é nada bom para ninguém.

Luís Pinto de Coelho, falamos aqui de um acordo entre senhores, tendo em conta a polêmica que existiu. Ainda vamos voltar a estas declarações. Ou seja, a meio da época, isto pode ser sempre tema ou assunto, tendo em conta que houve este pedido de desculpas, mas acreditas que as coisas ficam realmente resolvidas nesta reunião que já terminou de madrugada, ontem em Tomar?

Isto é senhores entre aspas, porque o que se tem visto e o que se ouviu de senhores tem muito pouco. Eu acho que isto, sinceramente, só lá vai neste momento com novas eleições na Federação. Não sei como é que seria possível ou não, não tenho essa competência, mas parece-me que Pedro Proença, Fontelas Gomes, Luciano Gonçalves, está toda a gente muito condicionada. Acho que há erros, há questões que são básicas, que não se conseguem resolver. O Pedro referiu ainda agora esta questão do relvado. Há não sei quanto tempo que sabe-se que vai ser aquele estádio e ninguém anda a verificar o relvado. São coisas tão simples e tão básicas que não conseguem resolver. Então imagino quando as coisas pioram e o clima ainda é mais difícil. Acho que é gente que não tem competência para estar onde está.

Vamos com certeza ter desenvolvimentos desta questão, que tem sido também muito alimentada na comunicação social ao longo da semana. O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, que já tinha divulgado numa nota garantir que tem toda a confiança nos árbitros e que a qualidade do setor é inquestionável. Eu não sei se algum de vocês, contávamos ter aqui o João Castro, viu ontem o jogo do Sporting. Podem agora responder-me. Luís Pinto Coelho. O João Pinto.

Quando eles começam a jogar muito bem, eu viro logo de canal.

Tive a mesma coisa, mas eles estavam a perder e eu fui vendo.

Então João Pinto, de forma muito rápida, o Sporting goleia aqui o Nottingham Forest por 4 x 1. Vamos falar aqui de Rafael Nel, um bis. É um jogador que tem vindo a ganhar cada vez mais espaço no ataque do Sporting, tendo em conta que Luís Suárez está ainda a regressar desses compromissos com a seleção, tendo em conta o Mundial 2026. Pode vir a conquistar aqui um papel importante de segundo avançado ou segundo na hierarquia, tendo em conta a boa pré-temporada que está a fazer?

Sim, embora, sou-te sincero, o Rafael Nel é realmente esse jogador que se está a colocar na segunda posição como suplente natural do Luís Suárez, mas a estrela é o Doumbia. O Doumbia, onde é que o Sporting foi desencantar este homem? Realmente. É um machado, é um jogador que vai desequilibrar no campeonato, nas champions, onde jogar. É realmente um jogador que encanta ver. Eu não sei se fisicamente ele já teve algum problema, se não teve. Se não teve, com aquele físico, o rapaz vai ser mesmo uma estrela à séria. E o que ele faz em campo com bola e sem bola é qualquer coisa. Depois o Rafael Nel, é tal coisa quando és ponta de lança e as bolas chegam lá, ele consegue fazer desaguar o jogo e marcar gols, tem-se mostrado. Agora, o que se nota realmente é que os dois gregos estão-se a ver gregos. Quer o Ionidis, quer o Vagenidis. O Ionidis já vai para terceiro. Embora o Rui Borges tente puxar por ele e dá-lhe as titularidades e mete-o a jogar o tempo todo.

Tem dado muitas oportunidades.

O homem não desemperra e o miúdo vai aproveitando e o Vagenidis tem titularidades uma atrás das outras, mas não aparece. Joga, não joga mal, mas não é aquele jogador pelo qual o Sporting pagou tanto. E claro, o Fresneda está aí à virar da esquina, vai chegar, vai ser titular e lá vão os dois gregos para o banco. E portanto, tirando essa questão dos gregos que o Sporting, como os outros clubes todos, há sempre umas pedras no sapato. Tirando isso, o Sporting realmente vai mostrando muita qualidade, dar 4 x 1 a uma equipa da Premier League é qualquer coisa. O Sporting vai mostrando realmente garras à séria e é um competidor, é realmente um candidato muito forte ao campeonato.

E terminar a pré-temporada sem derrotas. Pedro, tendo em vista o jogo, alguma nota especial?

Não, sobretudo eu também ia realçar, claro, com o Nel a fazer dois gols, mesmo que ele seja o segundo ou até o terceiro avançado, eu acho que vai contar mais esta época, digo eu. E a questão do Doumbia, ou seja, o Sporting, naquilo que podia ser o receio da substituição de Morita, Zulmans, Bragança, etc. Aparentemente, fica bem, depois vamos ver é quando isto começar a doer, porque depois vêm ao de cima outros fatores de natureza até emocional, de experiência, etc. De qualquer maneira, o Sporting que termine com isto. Na pré-época, ninguém é campeão da pré-época, mas na pré-época venceu e convenceu. E ontem confirmou isso, agora vamos ver se na competição a doer e depois com o somatório de jogos, etc, o que é que vai acontecer Até porque na nossa liga, e já a começar no próximo fim de semana, com o Crystal Amadora, as equipas ditas mais pequenas são terríveis, têm treinadores muito bons, defendem bem e criam outro grau de dificuldade que muitas vezes nos jogos da pré-época não acontece. Mas, por já o Sporting deu extraordinários indicadores na pré-época.

Luís, tu não falas-

Eu vi o jogo, atenção, eu estava a brincar há bocadinho.

Mas não falas do Sporting Clube de Portugal, falas do Sporting Clube de Braga e do Lukas Hrádecký, que está supostamente, ao que tudo indica, a caminho do Newcastle, negócio em que o Braga vai encaixar 30 milhões de euros. É mais uma supervenda neste mercado de transferências, depois de Zalazar. O Braga perde, porque falamos aqui de um guarda-redes que na época passada fez 55 jogos, titular absoluto, mas ganha aqui mais solidez financeira também para atacar o mercado com outros olhos.

Sim, é impressionante o Braga vender um guarda-redes por 30 milhões de euros. Há que se tirar o chapéu a essa gestão financeira. O Braga em dois jogadores fez 60 milhões de euros, o que é impressionante. Já vi a correr esse rumor, que estão interessados no Andrew, o guarda-redes que estava no Gil Vicente e que foi para o Flamengo. Estão a tentar, pelos vistos, o regresso dele também. Eles já têm lá agora um bom guarda-redes também.

O Bernardo Fontes.

Sim, também é um bom guarda-redes. Mas obviamente que Hrádecký é Hrádecký e é diferente destas opções. Acho que era de um patamar superior, por isso é que vai para a Primeira Liga, pelos valores que vai. É verdade que o Braga faz sempre grandes vendas, mas também muitas vezes era interessante segurar um bocadinho mais os jogadores para depois conseguir realmente lutar efetivamente pelo título. Mas percebe-se, é irrecusável 30 milhões de euros, obviamente, por um guarda-redes e ainda para mais, certeza, pelo salário que ele vai ganhar. Mas é uma grande venda, sem dúvida. E um guarda-redes de um clube como o Braga, 30 milhões de euros é incrível.

Exato, é uma grande venda para o Sporting Clube Braga, mais uma. Não se sabe se Hrádecký vai conseguir assumir essa titularidade, mas é desde já uma grande transferência para a Premier League, para um dos grandes palcos do futebol. Vamos avançar para as notas de campeão. João Pinto, vou começar por ti.

Bom, três notas, uma para o Doumbia. Realmente ontem faz um jogo incrível, tem vindo a fazer ao longo da pré-época e portanto a deixar água na boca, especialmente aos sportinguistas, que realmente merece esse destaque. Uma nota 16 para o jogador do Sporting. Uma nota, eu nem sei muito bem que nota, vou dar 10, porque temos esta coisa do Mudryk que pode regressar aos relvados numa altura em que o clube dele, o Chelsea, não pode inscrever jogadores. E portanto, vamos ter este encontro de meninos que se portaram mal e que se calhar se podem ajudar uns aos outros. E a última nota é para o António, um amigo meu de Torres Vedras, para onde eu vou almoçar não tarda, que fez 50 anos esta semana. Muitos parabéns, rapaz.

E João, antes de irmos às notas do Pedro e do Luís, entretanto esta manhã o Benfica confirmou o jogo com o Académico de Viseu à porta fechada.

Sim, também vi.

Algum comentário sobre isto na primeira jornada?

O Benfica tem-se portado mal uma vez atrás das outras, portanto isto não é só culpa do professor. Agora era bom que isto começasse a ser igual para todos. Portanto, se o Benfica agora vai fazer um jogo à porta fechada, vamos começar a ver os jogos com atenção e agora vai ter que ser verdade para toda a gente, porque senão mais uma vez é o Benfica que paga.

Pedro Henriques.

O João Pinto vai estar lá, por isso não é bem à porta fechada.

É, o João Pinto. Ele de certeza que vai lá estar.

Ele, por acaso, não vai. Este João Pinto, por acaso, não vai. Há de estar outro adepto, mas este não vai.

Não, mas vai lá estar um.

De certeza. Pedro, vamos às tuas notas.

A única nota para hoje, porque estamos naturalmente em dia da Supertaça e é uma das quatro provas importantes em que os clubes normalmente entram, sendo que uma delas é internacional e faz parte daqueles troféus, aliás, uma das quatro provas a nível nacional, porque a quinta que é a prova internacional. A Supertaça é sempre importante, também marca o início de época. É um jogo sui generis, por ser o Torreense, pelas razões óbvias, por isso uma nota 17 de expectativa, que tudo corra bem e aqui o tudo espero que seja também, para além da questão do relvado, já falámos, a parte técnico-tática do jogo, mas também a questão da arbitragem, que hoje, quer queremos, quer não, acaba também por estar ali com um relevo diferente por causa dos últimos acontecimentos. E portanto, espero que o André Narciso consiga fazer uma boa arbitragem. Eu sei que ele vai dar o máximo, vai dar o melhor de toda a equipa, mas tenho algum receio que hoje, ou pelo menos para a semana, como dissemos há pouco, se alguma coisa não correr bem, enfim, vai-se lançar de novo todos estes fantasmas e isto não vai parar enquanto não houver, se calhar, alterações nas pessoas que lá estão. Vamos ver o que vai acontecer.

Luís Pinto Coelho, já com a camisola vestida e cachecol ao pescoço, vamos às tuas notas.

Olha, um 17 para o arranque da época oficialmente em Portugal. Corra tudo bem e que hoje seja um bom espetáculo, que o Porto ganhe, obviamente, é o meu desejo. Mas depois também queria dar aqui um sete ao Nottingham Forest. Gostei bastante de ontem ser atropelado pelo Sporting, porque estou um bocadinho por dentro do que eles fizeram ao Vítor Pereira e estou a torcer, porque eles deixam-me de visão, que era para o senhor Marinakis aprender que tem que se tratar as pessoas com respeito. Pode ser que pague com língua de pau o que fizeram ao Vítor Pereira.

Luís Pinto Coelho, Pedro Henriques e João Pinto nesta edição de sábado do "E o Campeão É...". Mais logo, já sabe, edição especial de desporto a partir das 19:30 para acompanhar a Supertaça entre Futebol Clube do Porto e Torreense, com relato aqui em direto na Rádio Observador.