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A sexta-feira foi mesmo santa para o Sporting e para o Futebol Clube do Porto, que passaram nos respectivos testes e ficam agora sentados no melhor lugar do sofá. Mas para ver o que fazem mais logo o Benfica e também o Sporting Clube de Braga. Jornada 30 do campeonato em andamento e muito para analisar, muito para comentar no "E o Campeão é". Hoje juntam-se a nós o João Pinto, o Luís Pinto Coelho e Pedro Henriques. Muito bom dia a todos, sejam bem-vindos.
Bom dia.
Bom dia.
Bom dia.
Muito bom dia, João Pinto, Luís Pinto Coelho, Pedro Henriques. Sejam bem-vindos. Vamos começar por olhar para os encontros de ontem, depois virar atenções para o que pode fazer o Benfica hoje. Mas começamos pelo Sporting, que neste momento é líder do campeonato. Venceu o Moreirense por 3 x 1, com um homem em destaque. Acabo por ser repetitivo. Luís Pinto Coelho, vou começar por ti. É sempre o mesmo. Disse três vezes, porque foi o número de gols que Viktor Gyökeres marcou ontem. Quando se tem um avançado deste calibre, torna-se mais fácil lutar pelo título, ou não?
Sim, é verdade. Até já enjoa um bocadinho, porque para os adversários é um bocadinho maçador levar com o Gyökeres desta forma. É um jogo sem grande história. O Sporting ganha com facilidade, uma entrada forte. Chega ao gol cedo. Na primeira parte podia ter resolvido logo o jogo, depois a segunda parte não é tão interessante do Sporting. Isso tem acontecido muitas vezes ao Sporting, as segundas partes piores. Mas é uma vitória sem grande dificuldade. Foi um jogo de sentido único e, mais uma vez, o Gyökeres não precisa de muito. Ele praticamente não precisa de coletivo para criar as próprias oportunidades dele. Ele cria-as quase sozinho e é uma época incrível. Acredito que seja a última em Portugal. É mau para o campeonato português, que vai perder certamente um jogador de enorme qualidade, mas acredito que os adversários e os treinadores adversários fiquem felizes por se ver livres do sueco.
Certamente o Futebol Clube do Porto e o Benfica são os mais contentes no meio desta história. Entretanto, João Pinto, vou até ti, vou te fazer uma provocação e perguntar se ontem viste atitude campeã neste Sporting que venceu em Alvalade.
A provocação é fácil de responder. Bom dia, antes de mais. Eu acho que sim. Acho que o Sporting está com tudo para poder ser campeão e vai ao colo do Gyökeres, que realmente é um jogador que é maior do que todos os outros. Portanto, fica fácil para o Sporting jogar, porque realmente tem aquela pequena besta sueca lá na frente que leva tudo à frente. É muito complicado para qualquer equipa do campeonato segurar o Gyökeres. E depois já se começa a pensar no contrário, que é um Sporting que possa perder o campeonato com Gyökeres será realmente uma tragédia. Ter um avançado destes e não ganhar o campeonato, é preciso realmente criar-lhe muito poucas condições para o sucesso, porque ele sozinho. Agora marca livres também. A gente já não chegava, ainda desatou a marcar livres. Acho que é abençoado o chefe que venha a buscar.
Já o fazia. Estou aqui a lembrar-me um gol que ele marca, já não me lembro o adversário, que também é de livre e é um autêntico laço por parte do avançado sueco, que esta temporada, 47 gols em 46 jogos, tem ainda 11 assistências a serviço do Sporting. É a melhor época da carreira de Viktor Gyökeres. Pedro Henriques, quero também ouvir a tua análise a este encontro de ontem, que estiveste a acompanhar aqui na nossa emissão especial, como acompanhas sempre de um ponto de vista de arbitragem. Aqui quero mais olhar para o jogo jogado e para a importância deste monstro sueco.
Bom dia. Pronto, brincando um bocadinho com as letras e com as palavras, como já vem nos jornais, e também vamos falar daqui a um bocadinho do Moura. São sempre os mesmos. A brincar, a gente já diz: "Já enjoa", mas não enjoa nada. Ontem foi, no caso do jogo do Sporting, do Triôkeres, como já aparece no jornal, exatamente por ter feito o chamado hat-trick. E é um jogador completamente diferente. E vou dizer também uma coisa que toda a gente diz, é um lugar comum, mas é aquela realidade. Todas as pessoas, e neste caso quem está no futebol, até os seus adversários, sabem o que ele vai fazer, sabem como é que ele faz, mas a realidade é que entre aquilo que é o saber como é que ele faz e, em teoria, como é que se deve parar, vai uma realidade que é diferente. Ou seja, toda a gente sabe como ele faz, o difícil é saber como é que o travam realmente, porque depois quando a bola é metida no espaço, na profundidade, com aquelas arrancadas em que ele começa a deambular à frente dos adversários, depois vem a potência do remate, provada no livre, provada no segundo gol, em que se pode dizer que o Arrasca etá feito um bocadinho mais, mas a bola vem colocada com muita potência. E é um Sporting que tem, neste momento, outra vez o Gyökeres num grande momento de forma. E nesta ponta final, em que eu acho que, de alguma maneira, em que o Benfica aparece com alguma consistência, não obstante o entrepousado, em que o Sporting está a tentar recuperar também os jogadores lesionados e que podem dar mais soluções. Eu acho que tudo aponta, claro que vamos falar daqui a um bocadinho nisso, o jogo de hoje é muito relevante e importante para as contas do campeonato, aliás, todos os jogos são, mas eu continuo a achar que é na Luz, no Benfica-Sporting, que se vai decidir o título e está em perspectiva um grande jogo. Assim, todos os intervenientes cheguem lá, pelo menos sem lesões, porque eu acho que isso é que é o mais importante. E é desfrutar, como se disse em relação ao Amora, como disse o seu treinador, é desfrutar destes grandes jogadores que passam por cá. Sabemos que o futebol português os vai perder, porque mesmo com rescisões de contrato ou cláusulas, mais concretamente, muito elevadas, há de alguém depois bater ou propriamente a cláusula, mas algum valor próximo, e os clubes poderiam fazer dinheiro Mas há uma coisa, e termino com isso, que os clubes portugueses têm, através dos seus responsáveis, grande capacidade de prospeção, de ir buscar. Portanto, outros jogadores vão aparecer destes valores, desta qualidade, porque o futebol português nesse aspeto ainda continua a ser atrativo e é uma boa montra, e é sobretudo um bom trampolim para estes jogadores para darem saltos maiores.
Boa montra foi também para Vítor Diogo, três gols frente ao Moreirense nessa vitória do Sporting por 3 x 1, coloca a equipa leonina liderada por Rui Borges na frente do campeonato, 72 pontos, mais três do que o Benfica, que joga hoje frente ao Vitória. Vamos já daqui a poucos instantes olhar para esse encontro de mais logo. Para já, vamos, Luís Pinto Coelho, olhar para o Futebol Clube do Porto na luta pelo terceiro lugar, venceu o Famalicão por 2 x 1 e aqui também com um jovem em destaque, Rodrigo Mora, dois gols de belo efeito. Luís Pinto Coelho, antes de partirmos para a tua análise a este encontro, é já incontestável o talento que este jovem grande jogador tem e que o Futebol Clube do Porto tem no plantel?
Sim, sem dúvida. É incrível o que o Mora aos 17 anos já consegue fazer. É, neste momento, o jogador mais preponderante da equipa. E ontem, mais uma vez, brilhou a alto nível, depois não faz gols feios. Com muita qualidade. Vale a pena pagar o bilhete para o ver jogar. Vai ser difícil segurá-lo por muito tempo no Futebol Clube do Porto e no futebol português, mas é desfrutar enquanto cá está, porque é um jogador muito acima da média e com uma qualidade incrível para a idade que tem.
E em relação ao encontro, o que achaste desta partida frente ao Famalicão? Há sinais de crescimento no Futebol Clube do Porto de Anselmi?
Sim, a exibição é interessante. Basta analisar que tirando aquele gol um bocadinho fortuito do Famalicão, não houve mais nenhuma oportunidade de gol para o Famalicão. E estamos a falar de uma equipa que atravessava um bom momento e tem muita qualidade individual. Agora o Porto continua a ser um bocadinho intermitente. Tem bons períodos na partida, mas depois desaparece um pouco, não consegue ser ainda consistente durante os 90 minutos, mas eu diria que é uma exibição, se tivesse que dar aqui uma nota, daria um 12, um 13. Acho que foi uma vitória justa, uma exibição regular, consistente, sem ser brilhante, mas deixou notas positivas.
E um 20, com certeza, para Rodrigo Mora. Será se calhar uma das tuas notas, mas já lá vamos.
Sem dúvida.
Luís Pinto Coelho. João Pinto, queria te perguntar, 17 anos do Rodrigo Mora, ele não te faz lembrar João Félix nos tempos áureos do Benfica? Não sei se te traz aqui algumas memórias.
Até me faz mais lembrar o João Vieira Pinto, pela maneira como ele se movimenta, pela maneira como joga com os dois pés, pela capacidade que tem de ler aquilo que os outros não conseguem ler. É um jogador extraordinário, é um miúdo com 17 anitos. Realmente, eles cada vez aparecem mais cedo.
E depois ficam cá cada vez menos tempo.
Sim, também há isso. Aliás, há essa coisa do Futebol Clube do Porto em relação ao Rodrigo Mora agora, dá a ideia que quanto melhor ele jogar, pior é para o Futebol Clube do Porto, porque ele está numa fase de renovar. O Porto, se calhar, agora beneficiava que ele tivesse dois ou três jogos menos conseguidos, que é para ver se o mantêm cá, porque é muito difícil um talento destes agora ser convencido a renovar o contrato ou aumentar a cláusula, quando deve estar a receber telefonemas a toda hora dos clubes todos que existem na alta roda do futebol mundial. Portanto, é muito difícil perceber e percecionar um talento destes aos 17 anos, metê-lo a jogar e ele corresponder. Eu não sei, Luís, há quantos meses é que é titular no Porto? Ele não começou o ano como titular. São poucos meses, portanto, nesse aspeto é mais parecido com o João Félix, até.
Sim, a história é parecida. Entrou mais ou menos no mesmo registo que João Félix, daqui também a minha comparação. Quanto ao jogo, João Pinto, o Porto passou com distinção neste teste diante do Famalicão, que era uma equipa que vinha aqui numa boa fase e até está próximo dos lugares europeus.
Sim, mas é a tal coisa. Já é um jogo de fim de temporada, de lavada os cestos.
O importante é ganhar.
É, o importante é ganhar, é deixar uma boa imagem. O estádio não estava completo, havia já muitas cadeiras vazias. Agora, o Porto entrou neste phase out do campeonato este ano. Portanto, é normal que haja boas exibições, porque os jogadores também estão descontraídos, já não sentem a pressão e já não há realmente muito pelo qual correr. O Futebol Clube do Porto está fazendo o seu jogo, foi melhor que o Famalicão, claro que foi. Vamos ver como é que o Porto acaba o campeonato, mas tendo em conta o calendário que tem, acho normal ganhar os jogos todos.
Rodrigo Mora, que perguntava João Pinto, eu vou aqui esclarecer-te, começou a aparecer com mais regularidade a partir de setembro. O jogo precisamente com o Famalicão, um empate a um gol, marcou o início desta série a ser mais utilizado por parte do jogador portista, que depois foi ganhando espaço, entrou para o 11, começou a marcar gols e agora tem estado numa reta final do campeonato com o melhor registo da temporada. Pedro Henriques, quero também ouvir-te sobre este encontro do Futebol Clube do Porto. Já falaste há pouco um pouco sobre o Mora, agora gostaria mais que olhasses também para o futebol jogado no relevado por parte da equipa de Martín Anselmi.
Eu aqui tenho uma opinião ligeiramente diferente, e ser ligeiramente diferente não quer dizer que eu tenha razão, obviamente. Eu acho que o Porto joga muito nesta ponta final do campeonato e que não há grande descontração, porque o Porto tem que ir, entre aspas, à Liga Europa. E essa é a pressão que está a ser feita internamente em relação aos jogadores. O Porto se vai a pré-eliminatórias, complica claramente com o Campeonato do Mundo de Clubes e com pré-eliminatórias, compromete aquilo que é a próxima época, claramente, naquilo que é a preparação. Era muito importante o Porto ir diretamente. Sabemos que até o quarto lugar Por via do Betis e do Chelsea, podem dar Liga Europa diretamente, aquelas contas que há por causa do ranking dos clubes, mas ida para eliminatórias é muito complicado para o Porto. O Porto, mesmo nesta ponta final, não está a pensar em férias. Estão a pensar em como preparar a equipe com a tal janela que a FIFA abriu de reforços, que pode ser feito para o Campeonato do Mundo, a preparar um Campeonato do Mundo. Mesmo a questão do Rodrigo Mora, eu acho que ele tem bons apoios, boa cabeça e boas pessoas em torno dele. Portanto, a informação que eu tenho, de uma maneira geral, é que isso existe. E sair neste momento do Futebol Clube do Porto, não sei se ele ia ser tão bom por muitos problemas que batam, porque ele tem aqui uma grande montra, que é inclusivamente o Campeonato do Mundo de Clubes. Estou convicto que por muito teimoso que seja o nosso selecionador, neste momento, este Mora vale muito mais do que o João Félix em termos de estar nos 23, ou nos 25, ou nos 26. E, portanto, eu acho que há aqui muito a jogar ainda pela parte do Futebol Clube do Porto e que não há essa descontração, porque ficar em quarto lugar, dependendo dos terceiros, que ainda por cima são estrangeiros, pode ser muito complicado para aquilo que é a preparação e o compromisso do próximo campeonato.
E há outra questão que é: na era Pinto da Costa, o Porto nunca ficou em quarto lugar e isso daria uma arma para as chamadas viúvas.
Para as oposições.
Para as oposições, para atacar o André Villas-Boas.
Eu também acho que sim. Eu acho que o Porto está a jogar muito nesta parte final e tem muita pressão nesse sentido. E há um Campeonato do Mundo. As pessoas criticaram muito essa questão das FIFAs e das datas, e o próprio Barcelona agora vem falar um pouquinho disso, e há razão nisso, mas este Campeonato do Mundo, até financeiramente, vale mais do dobro do Campeonato do Mundo de seleções. Não sei se as pessoas têm noção do que é que vai acontecer. As pessoas ainda não perceberam bem o que é que vai acontecer em relação a este Campeonato do Mundo, a importância que tem, do dinheiro que os clubes vão ganhar e da projeção dos jogadores em todos os níveis.
É um modelo muito americano do desporto.
Exatamente. Mas, de qualquer maneira, o Porto ganhou. Para concluir, ganhou, jogou bem, foi melhor. Há um grande gol também do Famalicão, muito fortuito, como disse o Luiz, e muito bem. Também acaba por ser um gol classicamente muito bonito, mas um biu. É uma coisa impressionante o que o Peixe brinca ali e este tipo de jogadores são, aproveitando essas formas, muito importantes e eu já estou a pensar na seleção de ligações. Este jovem com esta forma tem que lá estar, porque quando formos jogar contra a Alemanha, as soluções, se as coisas não estiverem a correr bem, não é a sugestão do Manuel Purjaquim que vai dar mais no mesmo. É alguém que a gente tira da cartola, vai falar para dentro, que é a única hipótese que a gente tem que resolver. E, portanto, este miúdo tem muito para crescer, felizmente para o futebol português, mais um grande talento e espero que também seja bem aproveitado para a seleção nacional.
Rodrigo Mora em destaque nesta vitória do Futebol Clube do Porto, que vai ficar à espera para ver o que faz mais logo o Sporting Clube Braga, vai à Amoreira defrontar o Estoril, jogo marcado para às 18h. Mas vamos agora falar do jogo de mais logo e que põe em xeque a luta pelo título, Vitória Sport Clube Benfica, João Pinto. Um Benfica que quer esquecer aquele deslize na Luz, mas que tem aqui um adversário difícil pela frente e que já não perde há 10 jogos. Tem aqui pelo meio uma derrota para a Liga Conferência e com o Betis, mas para o campeonato são 10 jogos sem perder.
E foi uma equipe muito desfalcada em janeiro e mesmo assim continuam muito bem. Sim, os números estão aí para serem lidos. O Benfica vai ter um jogo muito complicado. É a segunda grande contagem da montanha que o Benfica tem. Teve no Dragão e passou com distinção e depois acabou por tropeçar e cair contra o Arouca, numa perda de pontos muito surpreendente, que eu ainda não consegui engolir. E, portanto, hoje contra o Vitória, o Benfica tem que estar no seu melhor, tem que jogar muito bem e vai ser um adversário diferente, porque se o Futebol Clube do Porto jogava para ganhar e dava espaço, o Vitória é exatamente o contrário. O Vitória sabe se esconder e depois contra-atacar com muito veneno, com muita qualidade. E portanto, é um adversário diferente daquele que o Benfica encontrou no Dragão. O Benfica também vai ter que ter a capacidade de escolher a equipe que melhor se molda a isso e depois corrigir aquilo que correu mal contra o Arouca, nomeadamente a questão da entrada no jogo. O Benfica tem que entrar muito melhor, muito mais assertivo, muito mais parecido com aquilo que fez no Dragão do que aquilo que fez no último fim de semana.
Luiz Pinto Coelho, também a tua análise, a tua previsão para este encontro, sabendo que o Vitória tem essa série de 10 jogos sem perder para as competições nacionais e aqui um plantel com muita qualidade e um treinador com ideias positivas para o futebol.
Sim, sem dúvida. E o Luís Ferreira é dos treinadores mais difíceis de bater a jogar em casa. Entre Rio Ave e Vitória, eu penso que são 23 jogos que ele não perde a jogar em casa as suas equipes e o Vitória está bem. E depois há outra questão, que é a Liga Europa, a Liga Conferência. O Vitória quer assegurar novamente a Liga Conferência. O Santa Clara empatou ontem, por isso há ali uma luta a dois para o apuramento e o Vitória ainda vai jogar com o Sporting também, por isso tem aqui um calendário difícil. Também precisa de pontos. Hoje tem uma baixa importante, o Borja Iglesias na defesa, é um jogador importante e não pode jogar hoje. O Tiago Silva, no meio-campo, está em dúvida, possivelmente, se calhar, até pode ir a jogo. Muito mau tempo aqui no Norte, por isso muita chuva, o terreno pode estar também pesado. Vai ser um jogo difícil para o Benfica, sem dúvida alguma, e está mais pressionado depois da vitória do Sporting, mas prevejo um bom jogo, porque as equipes do Luís Ferreira são boas equipes, bem organizadas e o Benfica, obviamente, tem que dar tudo para ganhar, por isso acredito num bom jogo.
Pedro Henriques, vamos ao teu 11 e a uma análise a este jogo de mais logo, um teste difícil para o Benfica.
O Luiz e o João já disseram quase tudo sobre o jogo. Eu acrescentaria aqui uma coisa que é fantástica, e eu vivi isso na primeira pessoa como árbitro, que é O terrível ambiente, no sentido positivo de apoio obviamente, que é dado pelos adeptos. Acho que é uma força viva estes adeptos do Vitória em casa e fora e em casa fazem realmente do Alfonso Henriques um verdadeiro inferno também. E isso é uma força motivadora. É daqueles estádios em que os grandes, quando lá vão, sentem que estão a jogar fora, embora levem sempre o grande apoio, ao contrário da maior parte dos estádios onde Benfica, Porto e Sporting, muitas vezes, tirando a configuração do estádio, sentem pelo apoio que estão a jogar em casa. Isso acho que é uma força motivadora muito grande. O Benfica, por outro lado, no meu ponto de vista, está mentalhado, acho eu, é a minha opinião, para este tipo de jogos. Mais até do que jogar com o Arouca, com todo o respeito, em casa.
Para jogos mais difíceis?
Eu acho que sim. O Benfica tem jogadores de altíssima qualidade. Para mim é um dos planteis mais equilibrados, dito dos três grandes, e praticamente tem as peças quase todas disponíveis. Já não estou aqui a considerar o Manu, nem o Renato Sanches, etc., por razões óbvias. Acho que vai ser realmente um grande jogo, mas é um grande teste. Vamos ver realmente, e neste caso hoje será o Sporting que está de olho neste jogo. Mas eu me lembro que também o Sporting estava de olho no Porto-Benfica e o Porto estava a ganhar ao Braga e inverteu-se tudo. E depois no fim de semana a seguir era o Benfica que estava de olho no Sporting, que talvez nos Açores pudesse tropeçar, e depois é o Benfica que tropeça com o Arouca. Portanto, este campeonato está muito assim. E prognósticos vamos ver ao final do jogo.
Prognósticos é no fim do jogo. Onzes é com o Pedro Henriques aqui na Rádio Observador.
Com algumas dúvidas hoje, honestamente, mas vou apostar naquilo que é a lógica da coisa. Trubin, Tomás Araújo, António Silva, Otamendi e Carreras, Kokçu, Florentín, depois um trio ali atrás do Pavlídis, entre Di María, Hojlund e o Artur Coglu. Sempre pode haver aqui algumas surpresas.
O Bruma gosta muito de marcar ao Guimarães.
Pois, essas surpresas, mas o Bruma eu acho que não está bem, inclusive agora vi uns vídeos da análise do golo do Arouca e de vários lances em que o Bruma defensivamente parece que se fica sem compromisso e se calhar isso também justifica muito aquilo que tem sido a sua ausência e algumas guerras aparentes entre o treinador e o próprio jogador.
Ora, Vitória-Benfica a partir das 20h30. Emissão especial de desporto aqui na Rádio Observador. Relato em direto do Ricardo Loureiro, comentários do Mário Cajica, do João Pinto e também do Pedro Henriques. O Nuno Santos vai coordenar a emissão aqui a partir do nosso estúdio, emissão essa que arranca depois do Jornal das 8. Meus senhores, vamos avançar para notas e campeões do dia. João Pinto, vou começar por ti. Em 45 segundos, que nota e que campeão é que trazes hoje?
Bem, nota 16 para o Bandeyra, a figura maior na vitória do Benfica frente ao Sporting no primeiro jogo da final do Campeonato Nacional de Voleibol, um 18 para Rodrigo Mora, que realmente é um diamante, e um 20 para o Guiocres, um colosso e um histórico do Sporting, quer este ano, quer no campeonato.
Luís Pinto de Coelho, vamos a isso. Nota e campeão do dia.
Obviamente que não podia fugir a Rodrigo Mora, um 20 para ele, porque tem muita arte naqueles pés, mas também queria dar aqui um 17 a Anselmi, que gostei muito da confiança antes e depois do jogo, porque ele não chamou para ele os louros deste crescimento de Rodrigo Mora. Disse que é muito mais mérito do jogador, até porque a equipa não o está a ajudar assim tanto para ele ter este protagonismo. E gostei de verem dar esses louros a Rodrigo Mora e não chamar para ele o crescimento, que é óbvio, de Rodrigo Mora na equipa.
Pedro Henriques, para terminar, de forma telegráfica, nota e campeão.
Sim, a minha nota é 18, com o seguinte título: Outra vez arroz. Bi, Moura e Triocas. Portanto, para o Bi Moura e para o Triocas, outra vez arroz. Nota 20.
Nota 20 também para vocês os três. Amanhã estamos de regresso, depois das 11h30. Um abraço.