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Portugal joga hoje novamente, mais um teste nesse caminho até ao mundial, mais um jogo de preparação. Hoje Portugal joga em Atlanta, nos Estados Unidos da América, frente à seleção da casa, frente aos Estados Unidos da América. Um jogo que, na hora portuguesa, será à meia-noite e sete. A emissão especial da Rádio Observador começa mais logo, às 11h30. É também um dia de decisões rumo ao mundial. Joga-se a parte final da qualificação via playoff para o mundial e também hoje Portugal vai ficar a conhecer o último adversário no grupo K, o grupo em que está Portugal nesse mundial 2026. Congo ou Jamaica, uma destas equipas vai marcar presença também no mundial de 2026. Eu sou Miguel Cordeiro, comigo hoje estão o Gabriel Alves, o Luís Pinto Coelho e o Pedro Henriques. Bem-vindos. Vamos começar pelo jogo da nossa seleção frente aos Estados Unidos da América. Gabriel Alves, o que achas deste jogo de preparação? O que achas que Roberto Martínez procura também com este teste, sendo que vai ser um encontro em Atlanta frente à equipa da casa?
Boa tarde. Eu acho que ele procura várias coisas. Muitas seleções também pretendem. Primeiro é aclimatizar-se àquilo que é o futebol nos Estados Unidos, o ambiente, que é importante. Os jogadores, embora sejam futebolistas de alto gabarito por todo o mundo, mas criar este espírito de seleção no habitat, já foi no México e agora nos Estados Unidos, onde vai acontecer o Campeonato do Mundo. Eu acho que isso é muito importante. Depois, desta seleção dos Estados Unidos, que é orientada por um excelente treinador, altamente conhecido na Europa, o Pochettino, procurará também, depois de ter uma seleção com características diversas, que foi a do México, uma seleção de índice físico mais pujante. Com jogadores com uma cultura tática mais evoluída, digo eu, dado que, tal como em Portugal, isto é por acaso aqui semelhanças, a seleção dos Estados Unidos tem 19 legionários, exatamente os mesmos 19 legionários que tem Portugal. São jogadores que jogam fora do país. A média etária é ligeiramente mais jovem na equipe americana, 26,3. Portugal tem uma média etária de 27. Depois, aquilo que é o plafond de mercado não tem nada a ver. Os jogadores portugueses somam um plafond de 864 milhões e 500 mil euros, ao passo que os americanos estão nos 356 milhões e 700 mil. Mas atenção, é uma equipa que tem jogadores que jogam em excelentes campeonatos. Direi aqui o Pulisic, o McKennie, o Reyna, o Tillmann, o Timothy Weah, o Timo Werner. São tudo jogadores que obviamente têm, independentemente de outros, naturalmente, uma cultura tática e capacidade técnica interessante e que depois fará um bom teste à equipa portuguesa. Mas as equipas hoje estão a testar-se com jogos particulares, de vária índole. Mas uma coisa são estes testes, e são chamados jogos importantes, porque são treinos em competição. Rotinas que estão a ser trabalhadas muitas vezes não chegam. Mas o treinador e os jogadores sabem o que estão a fazer. Há trabalho, que é um trabalho silencioso com público, com televisão, com tudo aquilo, mas há um trabalho que está a ser efetuado pela equipa técnica. Mas a verdade é esta, Portugal tem que aparecer, e isto é importante também que se diga, com intensidade, com capacidade, com força, para também dar o ar de que é uma equipa de perfil de candidata. Não pode ser tudo dentro de um determinado tipo de moleza. Não, tem que haver um determinado tipo de estatuto de quem quer ser candidato a. E daí, Portugal terá que ter hoje um jogo, me parece a mim, bastante diverso daquele que fez frente ao México três, quatro dias atrás. Mas é assim, se a França mostra grande qualidade, não sabemos depois. Se o Brasil deixa muitas dúvidas, acredita-se mais em Ancelotti, veremos o quê. Se a Alemanha ainda ontem com o Ghana deixou tantas dúvidas, obviamente que isto, depois quando começar o campeonato, é bem diverso.
Quando é a doer, é diferente.
É diferente, e isso podemos ver hoje já naquilo que é o boss na Itália, na Suécia-Polônia, obviamente que vai ser coisa outra, um jogo completamente diferente.
Luís Pinto Coelho, isto hoje é pegar nos 11 que jogaram contra o México e trocar todos? O que achas que vai fazer Martínez? É continuar a testar no sistema ou a testar mais naquilo que é a exibição dos jogadores?
Olá, boa tarde. Eu acho que vai continuar a fazer alguns testes, principalmente para perceber algumas sensações de alguns jogadores que estão naquela fase de avaliação para ir ou não à Mundial. Acho que o Matheus Fernandes vai ter minutos, Ricardo Horta vai ter minutos, Paulinho acredito que vai ter mais alguns e vai continuar um pouco estas avaliações para o selecionador sentir também como é que os jogadores entram, como é que se adaptam. Por exemplo, no outro jogo eu penso que o Samu, naqueles 45 minutos, deu indicações positivas, parecia um jogador que já estava com rotinas de seleção. E eu acho que é isto que ele está a procurar nestes dois jogos. Não me parece que sejam grandes dinâmicas coletivas, porque há muitas mudanças, há muitas substituições. E depois também dar um cheirinho do mundial em termos de clima, em termos dos estados que podem encontrar, de tudo isso, dar um pouco este cheirinho aos jogadores do que poderá ser aquele tempo que vão estar nos Estados Unidos e depois podem jogar ou não noutros sítios, mas também agregar um pouco o grupo nesse sentido de estágio e dos locais onde podem vir a jogar. Mas acho que hoje vai ser mais do mesmo, minutos repartidos e experiências para alguns jogadores que estão em avaliação.
Depois, portanto, é perguntar.
Uma notazinha, muito rápido. Samu está a fazer uma grande época em Espanha. Atenção, Samu é um jogador em crescente. Aliás, eu já falei disso e ele deu nota disso no jogo do México e de que maneira muito bem referido aqui pelo Luís.
Sim, continua a ter, provavelmente, uma luta por um lugar dos mais difíceis nesta seleção, que é a luta pelo lugar do meio-campo, onde há muitos astros à procura de jogar na seleção nacional.
Olha, ele não é um astro, é um carregador de piano com qualidade.
Pedro Henriques, a pergunta não é quem vai jogar. A pergunta é se Roberto Martinez já te ligou para confirmar isso.
Não ligou, ainda por cima ele estragou-me o 11, porque eu tinha o João Neves e Vitinha. Foi o Vitinha que não foi ao último treino?
João Neves.
Foi João Neves. Ainda por cima, era a minha dupla que eu tinha ali de João Neves e Vitinha para hoje. Portanto, já me estragaram aqui os planos, porque é difícil, porque é assim, praticamente, como nós sabemos, com esta alteração das substituições, o leque tornou-se maior da possibilidade de substituições. Passou-se das seis tradicionais, que era de lei, aliás, para as seleções em jogos particulares, para as 10, sendo que chegando a acordo, pode-se ir para além disso. E Portugal chegou a acordo para hoje poder-se fazer 11, se bem que também tinha 10 para fazer e só fez nove. E por isso é muito complicado acertar no 11. Eu tenho a ideia que, por exemplo, há dois jogadores, na minha perspetiva, que não tendo jogado, vão a jogo hoje. Estou a falar do guarda-redes Jessé e do Gonçalo Inácio. Mas depois a partir daí é uma grande incógnita, porque eu acho que não me parece que seja troca agora 11 e meta os outros 11. Eu acho que continua a ser vamos dar oportunidade na mesma a todos aqueles jogadores, se calhar o Paulinho, toda a rapaziada, mas se calhar o 11 base outra vez apostar no 11 relativamente parecido com uma estrutura. Eu tinha o José Sá, só para ter uma ideia, tinha o Gonçalo Inácio a fazer centrais com o Tomás Araújo, tinha o Cancelo lá direito e o Nunes à esquerda, depois tinha uma dupla que se calhar não vai acontecer, porque o João Neves, não sei qual é o ponto de situação em que está, que era o João Neves que o Vitinha, e portanto aqui se o João Neves sair, o outro vai entrar, e depois o Neto, o Félix, o Bruno Fernandes e tinha o Gonçalo Ramos. Ou seja, tinha mais aquilo que seria uma circulação depois com as tais 11 substituições do que propriamente no 11 base, mas é muito difícil adivinhar. Só relembrar que isto é um estádio onde também Portugal vai treinar outras características, que é o estádio tem o teto retrátil, o estádio vai estar fechado, a temperatura de 20 graus. Portanto, eu acho que Portugal, embora depois daqui a três ou quatro meses, enfim, mais coisas vão acontecer, mas já está a tentar fazer aqui também algumas questões que têm a ver com treinar daquilo que possa depois vir a acontecer neste jogo entre os Estados Unidos, jogo no sentido de rodar, obviamente, entre os Estados Unidos e o México. Portanto, estar aqui também a preparar-se para perceber quais são as sensações que se vai ter quando, de repente, estás a 2.400 metros de altitude, como estiveste, e agora de repente regressas a um estádio que é fechado e tem 20° de temperatura. Eu acho que isso também, em termos mentais, pelo menos, é bom para a preparação. Agora, enfim, também não espero grandes intensidades. Os jogadores estão numa fase muito importante e decisiva em termos pessoais das suas provas internas onde eles estão. Têm muito a desenvolver e, portanto, por exemplo, a questão do Pote, que não se tem sentido confortável no sentido da lesão, se calhar nem sequer vai se arriscar jogar sob o risco depois para dar 10 ou 15 minutos, perder-se em termos de recuperação e a implicação que isso tem depois no seu clube. Enfim, vamos ver quais são as características deste jogo. Recordar que o último jogo, se não estou em erro, foi a 28 de março, ali neste estádio, e os Estados Unidos perderam um jogo, vamos chamar amigável, com a Bélgica, 5x2. Vamos ver o que vai acontecer hoje.
Sendo que o Gabriel Alves há pouco já tocava nisto, nos jogos a doer. Portanto, temos o playoff europeu, por exemplo, aqui são quatro jogos, são quatro finais, passam quatro equipas. Temos a Bósnia e Itália, um Kosovo-Turquia, um Suécia e Polónia e também um República Checa-Dinamarca. Gabriel Alves, alguma aposta sobre os quatro que podem seguir em frente?
Não, eu acho que vai vir aqui. Olha, a Itália, naturalmente, leva 2x0 e obviamente que de vantagem, isso é na realidade. Quer dizer, não leva 2x0, ganhou por 2x0 o jogo anterior e sentiu muita alegria pela Bósnia ter sido e não o País de Gales a apurada. E os bósnios não gostaram, porque isso foi filmado, foi divulgado, enfim. Portanto, podemos ter aqui uma cena Porque esta Itália tem excelentes jogadores, mas não convence muito. Eu acho muito interessante o jogo entre a Suécia e a Polónia. Acho que vai ser um jogo muito interessante, de senhores pontas de lança. O senhor Gyökeres e o senhor Lewandowski vão estar ali em frente e a Polónia tem outros jogadores que são jogadores do futebol com porte e que obviamente vão trazer interesse em relação a Portugal. Quanto ao Kosovo e Turquia. A Turquia tem uns jogadores muito bons, mas olhem que o Kosovo, com aquele pirata lá na frente, a Turquia tem que ser cautelada. Eu estou a dizer pirata, que é o Moriki, que joga no Maiorca. Companheiro de equipa do Samu, que joga em Portugal. Quanto ao Chequia e Dinamarca, é um jogo também interessante de observar. Eu penso que temos bons jogos esta noite para estar a ver. Eu vou estar sentado a ver. E eu penso que o Pedro Henriques também e o Luís também, vamos estar os três. Cada um no seu poiso.
Há televisões para isto tudo. Pedro Henriques, tens alguma aposta sobre quem é que segue em frente neste caminho europeu?
Hoje tenho três televisões. As minhas apostas são aquelas que se calhar toda a gente faz, sem correr riscos, mas depois até posso perder, que é a Itália, a Turquia, a Suécia, a Dinamarca e também o Congo, porque é um jogo que também-
Era onde eu ia assim também.
Pronto, jogo a Jamaica. Eu aposto nessas cinco seleções para passarem, mas podemos ter aqui surpresa, há aqui jogos interessantes.
Luís Pinto Coelho, e tu, qual é a tua aposta, juntando também esse Congo-Jamaica?
Apostas, não sei, mas vou torcer por algumas seleções. Vou torcer pela Polónia, obviamente. Vou torcer pela Dinamarca, pela Turquia e pela Itália, até porque eu acho que um campeonato do mundo sem um tetracampeão do mundo fica sempre um bocadinho incompleto. Essas são as minhas opções, o que eu gostaria que acontecesse, mas acho que vão ser jogos, todos eles, bastante equilibrados, vão ser definidos no detalhe. E depois acho que o Congo é mais forte que a Jamaica, tem mais coletivo. Acredito que o Congo vai estar no nosso grupo do mundial.
Só para traduzir, o Luís Pinto Coelho apoia o Bednarek, o Kiwior e o Piotrowski, apoia o Frąt, apoia o Denisz Gul e apoia o Farioli. É isso, não é, Luís?
É isso.
Exatamente.
Há que valorizar os ativos, valorizar o mundial.
Exatamente. Ele está hoje de olhos muito aceses. Só para te dizer, esta questão da Itália também é tudo. Já não é a primeira vez que a Itália chega coxa, vem coxinha, coxinha, e depois é campeã. Cuidado.
Sim, já aconteceu.
Cuidado com o futebol, porque aquilo que às vezes parece, depois é capaz de não ser nas 90 minutos.
Todos sabemos como é que foi no Euro 2020, jogado em 2021.
Exatamente. E mais, já te esqueceste. Tu ainda eras muito jovem. Espanha 82 e até na Alemanha 2006.
Vamos lá às notas de campeão com a same moria. Gabriel Alves, começamos desse lado.
A minha nota de campeão hoje vai para este conjunto de jogos que se estão a disputar. Espero que atraia público e que esteja à altura daquilo que é esta última fase, digamos, antes do mundial a sério. Eu vou dar 15 para poder, talvez amanhã, sentir e poder dar nota mais alta.
Luís Pinto Coelho?
Em dia de jogo de Portugal, obviamente que a nota vai para Portugal. Espero que agora com uma vitória hoje e com uma exibição um bocadinho mais empolgante, porque a estas horas é sempre complicado seguir o jogo se for muito aborrecido. Por isso, que seja um jogo um bocadinho mais empolgante e obviamente com uma vitória de Portugal.
Pedro Henriques.
Já que o Gabriel e o Luís deram notas ao jogo e ao que vai acontecer hoje. Deram 14, acho que foi 15. Eu vou dar mais, eu vou dar 20. Mas não é para as seleções, é para nós que vamos estar aqui no 13 a partir da meia-noite. No 13 foi um pouquinho mais tarde, eram 2 h da manhã. Sobretudo para a Rádio Observador, que está a acompanhar este momento que é relevante e importante, independentemente da hora. Já estamos como a outra, a qualquer hora, a qualquer momento, em qualquer lugar. Estamos presentes e também para os jogos, obviamente, porque são jogos interessantes e importantes e nós todos gostamos de ver as seleções porque têm grandes jogadores e acho que vai ser uma noite fantástica de futebol, sendo que o nosso jogo é um bocadinho tarde, mas uma nota 20 para este momento e para este dia de seleções que vai ser de certeza empolgante, até sobretudo que há jogos também a decorrer além dos de preparação.
Notas atribuídas para essa prestação da seleção logo à noite. Essa edição de Campeão regressa amanhã e não esquecer que de madrugada, à bola.
Estados Unidos da América, Portugal. A seleção portuguesa joga em Atlanta frente à equipe norte-americana. Dentro! Gol! Esta terça-feira, a partir das 11h30 da noite, emissão especial com relato em direto do Estados Unidos da América, Portugal. A seleção portuguesa joga na Rádio Observador.