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E o apito está dado. Começa agora o "E o Campeão É". Eu sou a Maria João Simões. Esta sexta-feira juntam-se a mim e ao Júlio Magalhães, os comentadores Gabriel Alves, Luís Vilar e Carlos Alberto Inês. Bom dia a todos.

Bom dia, boa tarde. Bom dia.

E começamos pelo Benfica. Luís Filipe Vieira passou mais uma noite detido, à espera de ser ouvido pelo juiz Carlos Alexandre, enquanto foram conhecidos mais detalhes sobre a forma como terá alegadamente prejudicado o Clube da Luz. Carlos, com os factos que lhe são imputados, e sempre salvaguardando a presunção de inocência, Luís Filipe Vieira ainda tem condições para continuar na presidência ou já deveria ter dado um sinal encarnado de sinal de demissão?

Parece-me que, apesar de, obviamente, todo o processo estar numa fase inicial, e claro que não podemos tirar conclusões precipitadas, mas julgo que não só por isto, porque isto é uma consequência mais grave, mas o que é facto é que apesar de se dizer que o Benfica não está diretamente envolvido, ou Luís Filipe Vieira, mas já houve, de facto, muita coisa que se passou nestes últimos tempos, relativamente a outros casos, a Operação Lex, o Anton Pereira, a questão da OPA falhada. Agora o fundo de resolução que está em causa e questões do Novo Banco, por isso, penso que o sinal deveria ser o mesmo, a princípio, que Luís Filipe Vieira pudesse se abdicar relativamente à presidência do Benfica, pelo menos. É esta a minha opinião.

Luís Vilar, o senhor que segue, aparentemente, é o vice-presidente Rui Costa. Achas que tem condições para aguentar a liderança do clube até o fim do mandato?

Olha, muito bom dia a todos. Eu acho que não tem, nem deve querer. Eu acho que o Rui Costa não quer. E passo a explicar, vai. Primeiro, também pegando um bocadinho aqui na pergunta ao Carlos, eu também acho que o Luís Filipe Vieira não tem condições nenhumas para ser presidente do Benfica, neste momento. Acho que ele não vai voltar a ser presidente do Benfica e isso vai ficar muito claro assim que as medidas de coação forem comunicadas, forem informadas, forem conhecidas. Nestas coisas, eu percebo a presunção de inocência, acho que no Estado de Direito é extremamente importante, mas há determinadas coisas que não podem acontecer. Não chega ser, interessa também parecer. E eu acho que no caso do Benfica já são demasiados os casos, passe a redundância, para se ignorar aquilo que está a acontecer. Concretamente, sobre o caso da OPA falhada, eu acho inacreditável. Logo na altura, tive a oportunidade de manifestar publicamente. Acho inacreditável como é que alguém em 2017 compra 3 milhões em ações da Benfica SAD e depois o clube vai buscar dinheiro à SAD para recomprar essas ações por quase 17 milhões. Quem conhece o relatório de contas das sociedades, sabe que as sociedades não estão a valorizar, muito pelo contrário, os resultados, a distribuição de resultados no final do ano, dividendos aos acionistas, é residual, não é por aí. Portanto, este era um dos casos, o caso da Imosteps, o haircut de 90% eu até compreendo, que muitas vezes isso é chocante, mas isso acontece, mas eu acho que não é pelo haircut que este caso se vai montar e eu acho que nós vamos perceber que tem a ver com falsificação de documentos. Vamos aguardar também para tirar ilações. A questão das transferências, para mim, é a mais preocupante, porque é uma jogada que nós vamos ouvindo falar muito, vamos ouvindo este mundo do futebol olhar para as transferências e é muito simples. Quer dizer, o presidente de um clube passa um mandato a um intermediário que inflaciona muito a transferência para tirar mais dinheiro do clube, faz a faturação numa offshore e depois faz voltar o dinheiro de volta para quem lhe passou o mandato, havendo aqui também algum dividendo pela operação financeira e pelo risco também inerente à mesma.

Mas Luís, voltando à minha pergunta, Rui Costa pensas que não deve sequer colocar-se nesta posição de liderança?

Concretamente, eu acho que o Rui Costa deve assumir, como os estatutos mandam, o ponto 3 do artigo 61º determina que o vice-presidente deve substituir o presidente quando este não pode estar em funções, e de imediato deve convocar eleições, porque também pode se dar o caso do Rui Costa vir a ser presidente. Eu acho que tem condições para isso. Eu acho é que ele tem que ser legitimado antes pelos sócios, porque os sócios não votaram no Rui Costa. E se ele ficar sem a tal legitimação, sem o tal sufrágio, o que me quer parecer é que vai ser sempre um mandato muito penoso, vai estar sempre assombrado de segundas e terceiras ideias e nunca vai ter paz o Benfica e Rui Costa também tranquilidade para exercer o cargo. Por isso, eu acho que ele deve assumir, convocar eleições e candidatar-se, se for o seu desejo.

Continuamos na segunda circular, mas agora coisas mais positivas, aspetos mais positivos. Ontem foram eleitos os melhores da época passada. Na segunda-feira, vocês fizeram as vossas apostas. Só o Luís Vilar e o Gabriel Alves é que acertaram. O Sporting esteve em destaque.

Finalmente, já era sem tempo para acertar alguma.

O Júlio não foi desta, nem Dir Marca no final do Euro, nem Sérgio Oliveira nos melhores.

Eu só não percebo como é que Sérgio Oliveira não ganhou o melhor jogador.

Mas vamos lá, o Sporting esteve então em destaque. O melhor dos melhores da liga é Sebastian Coates, o melhor jogador jovem foi o Pedro Gonçalves, Pote, como é conhecido, e o treinador do ano foi Rúben Amorim. Gabriel Alves, prêmios todos justos para o campeão?

Claro, para mim, acho que sim. Normalmente, o campeão tem

O conjunto dos prémios. Naturalmente, estes prémios são sempre importantes porque são desafios, são o galardoar daquilo que se fez de bem durante a temporada e normalmente quem recebe estes prémios sente-se motivado. Eu acho que sim, o melhor jovem Pedro Gonçalves, porque tendo vindo de um clube mais pequeno para o Sporting, tendo se tornado campeão, melhor marcador, foi um futebolista que encarou muito bem, com muita personalidade e muito caráter, toda esta transformação e acima de tudo compreendeu aquilo que era o projeto do seu treinador, obedeceu e integrou-se, enquadrou-se e obviamente que foi uma figura em destaque durante toda a temporada. Quanto ao melhor guarda-redes, António Adán, que era um guarda-redes de segundo plano em Espanha, já vinha sendo, era um suplente, veio reencontrar a titularidade no Sporting e os grandes guarda-redes, e ele mostrou que é isso, num clube e inclusive num clube campeão, é pretença de sempre meia dúzia de pontos, sete, oito, nove pontos. E Adán deu essa segurança à equipa e obviamente que foi um guarda-redes positivo e mostrou toda a sua qualidade, já sendo um veterano, mas os guarda-redes a veterania também é uma mais-valia a ter em conta pela segurança e também por aquilo que orienta em termos de cá de trás para diante. De resto, Sebastian Coates, o melhor jogador, foi tão criticado no Sporting em tempo, não esquecer isso. A memória às vezes é curta, visto que o futebol é curtíssimo.

Três penáltis sobre o Taremi, estás a falar dessa mesma?

Exatamente. Foi quase crucificado na barra de uma das balizas de Alvalade e tornou-se o jogador melhor. Coates, para além da qualidade futebolística que mostrou, tal como Pedro Gonçalves, como Pote, percebeu o que é que Rúben Amorim tinha enquanto projeto, integrou-se perfeitamente, mas teve outra coisa que me parece que é fundamental numa equipa, num clube: sentiu a camisola do Sporting. Não era só aquele profissional que está ali, não era só o jogador bom, o ativo. Não, ele foi mais do que isso. Foi um jogador que sentiu o símbolo, o emblema leão que tem ao peito. E isso é muito importante para transportar para toda a juventude que a equipa do Sporting tem no seu coletivo. Ele foi um bom exemplo e naturalmente que foi um jogador de destaque, saindo das cinzas para o céu. Quanto a Rúben Amorim.

Rúben Amorim.

É o treinador, é o campeão, natural. É um jovem, trouxe um projeto. Eu acho que Rúben Amorim, acima de tudo, para além do projeto positivo e que tem a consequência de ser campeão e concretizou-se, é um treinador que, e eu gosto das pessoas que sabem dizer não, porque sim é fácil, dizer não é difícil. Eu acho que Rúben Amorim terá dito não muitas vezes durante a temporada a determinado tipo de situações e de coisas que possam ter sucedido dentro da sua estrutura, do seu modelo, do seu trabalho e ele foi perentório naquilo que traçou e não saiu do caminho. Eu acho que Rúben Amorim é um treinador excelente, acho que vai ter uma bela carreira, acho que isto é um prémio desafiante ao futuro, mas Rúben Amorim também sabe, porque é inteligente enquanto pessoa, que vai ser depois nas derrotas que ele se vai tornar o grande treinador, como outros, Guardiola, Mourinho, Carlo Ancelotti e por aí fora.

Julião, dizias há pouco, mas não te consegui ouvir. Eu dizia que não foi desta, nem Dinamarca, nem Sérgio Oliveira, não vais ganhar a Euro Milhões este fim de semana.

Mas pronto. Não, mas agora falando a sério, claro que os que estavam ali a eleger eram os melhores jogadores do campeonato e, portanto, o Sporting foi campeão e faz sentido que todos os jogadores que ganharam tiveram muito mérito. O Adán é um grande guarda-redes, o Coates é um grande defesa, o Pote esteve em grande destaque e o Rúben Amorim, de facto, trouxe uma nova dinâmica para o Sporting e até para o campeonato e até para o futebol português. Até no discurso Rúben Amorim se destacou e foi justo. Eu quando falava era da época, mas isto é do campeonato, pronto, fica o campeonato, mas numa perspetiva da época continuo a achar que o Sérgio Oliveira fez mais jogos, foi o motor do futebol do Porto, fez gols, marcou muitos gols, fez uma Liga dos Campeões extraordinária contra grandes equipas europeias. Isso foi um teste que os jogadores do Sporting não tiveram.

Sempre a puxar a brasa.

Foi justo e parabéns aos jogadores que ganharam este prémio, porque são grandes jogadores e mereceram.

E vamos lá agora.

Só uma notazinha em relação à Liga. Estes foram os prémios da Liga. Eu espero que a Liga possa vir a ter um prémio, mais dia, menos dia, e espero que seja mais breve do que nunca, como uma liga a crescer. Eu espero que isso possa acontecer.

Desejas. Vamos então ao Euro. Domingo joga-se a final com a Itália e a Inglaterra. Júlio, vamos ter um duelo entre Southgate e Mancini. O que é que cada um tem de mais forte para esta final?

É para mim, Maria João?

Era sim. Ou estás fora, uma vez que não está lá a Dinamarca.

Já se recusa. A Ásia é tão grande que já se recusa a falar sobre o tema. Como é que é possível? Estava a pensar naquele penalty contra a Dinamarca. Estava a pensar nisso e disse: "Ok, a final é para mim".

Penalty caseiro.

Absolutamente bem marcado, é só o que eu vos tenho a dizer. Justíssimo.

Penalty caseiro.

Eu já aqui disse, Maria João, é assim, desde o início que a Itália é a minha favorita, já vocês ouviram. Estão na final as duas melhores equipes, Itália e Inglaterra. A Inglaterra é a equipa que tem o melhor plantel deste campeonato europeu, com jogadores dentro e fora, e bom treinador também. Acontece que os ingleses mudaram o perfil. Aquilo que a Inglaterra fez foi tão criticado por ser feito pela França e por Portugal, mas eu recordo que quando a Inglaterra marcou 2 a 1, vieram todos cá para trás segurar o resultado. É assim que todos fazem, mas depois critica-se muito. A Itália fazia isto dantes, agora não faz, mas estou convencido que o jogo da final vai ser um bocado disso, de um lado e do outro, porque os italianos perceberam que os ingleses mudaram o perfil. Os ingleses também percebem que a Itália mudou, de alguma maneira, o perfil. Mas agora, como há uma frase que se costuma dizer nestas alturas, que é: "Uma final não se joga, ganha-se". E eu acho que o objetivo da Itália e da Inglaterra vai ser ganhar a final, não vai ser jogá-la. E portanto, não estou à espera de um grande espetáculo de futebol, mas estou à espera do mesmo filme que dei para Inglaterra e Dinamarca. A Itália marca 1 a 0, nisso não me enganei. A Dinamarca marcou dois gols. Depois o segundo foi o empate da Inglaterra. Vocês querem sempre que o Rony jogue a Dinamarca. Eu não sei se li bem. Se calhar domingo joga a Dinamarca, eu se calhar estou no canal errado.

Vai haver um gol de Itália na primeira parte e depois a parte final. A Itália não é a Dinamarca, na parte final, quando os ingleses quiserem empatar, os italianos arrumam. Está. Estão as duas melhores equipes deste Europeu na final.

Carlos, quem é que podem ser os protagonistas deste jogo, na tua opinião?

Em princípio, os homens que possam causar desequilíbrios. E isso vai ser determinante, porque como o João estava a dizer, também me parece que o jogo pode ser muito tático. Apesar de considerar que a Itália talvez tenha mais disponibilidade para ser uma equipa um pouco, não digo aberta, mas pelo menos que tente o gol de outra maneira. Mas parece-me que aqui podem funcionar claramente os jogadores que têm alguma disponibilidade para os desequilíbrios, para o talento e para a qualidade. Na Inglaterra, o Harry Kane, naturalmente, mas não só. E o Sterling, apesar do desgaste ser muito, e isso é uma tónica desta competição. Poderíamos falar muita coisa sobre isso, mas o desgaste na segunda parte nota-se claramente em muitos jogadores, e isso também pode ser importante nas alterações que possam fazer, apesar de Southgate não ser muito apologista de grandes alterações mesmo durante o jogo.

Do lado de Itália.

E do lado de Itália, todos aqueles grandes jogadores, mas fundamentalmente a segurança do corredor central, que tem muita experiência, liderada pelo Jorginho. E depois na frente, Immobile, Insigne, Barella, são jogadores que podem a qualquer momento desequilibrar, naturalmente.

Gabriel, achas que o Luís Vilar vai cantar em italiano na segunda-feira?

Eu acho que sim. Uma guitarra italiana.

Já cá faltava.

Uma guitarra italiana. Na minha perspectiva vai ser um jogo também de treinadores. Os treinadores vão ter muita ação na preparação do jogo, óbvio, que é normal e natural, mas também durante o jogo. Vai ser um jogo de treinadores. Eu aposto mais em Mancini do que em Southgate. Dizia há pouco o Carlos que ele altera pouco. Eu acho que o Southgate é mais estrutural. Eu penso que o Mancini é mais criativo e naturalmente eu quero ver qual é a surpresa que um e o outro treinador possam trazer ao jogo logo na constituição e na formação das equipes. Penso que Mancini é capaz de trazer alguma, não sei se Southgate traz alguma coisa. Penso que a Inglaterra jogará com uma linha de cinco, porque vai ter medo daquela mobilidade, portanto uma linha de três defesas, que tem a equipa da Itália. Aquele ponta de lança fixo, aqueles três jogadores à frente funcionam de uma forma extremamente rápida, circulação fantástica e com Jorginho na batuta, que é um jogador fabuloso, que pouco se vê, pouco se dá por ele, não tem estrela, mas é ele que mexe naquilo tudo. Na minha opinião também, há um fator que, embora vão lá estar 90 mil, de um momento para o outro, passou de 60 para 90 mil. Isto há que falar depois.

Já íamos lá. Sim.

Também me parece que é uma conversa para ter. A Inglaterra, politicamente, joga muito, e é preciso dizê-lo nesta final, o senhor Boris Johnson joga muito. Precisa-se do futebol, mas a verdade é que há muita ansiedade, precisamente por isso. Muito mais ansiedade na equipe inglesa do que na equipe italiana. Eu diria: a bola está do lado da Inglaterra. A Itália vai ali como um outsider

Eu penso que a Itália, só por aí e pela alegria do seu jogo, porque a tensão existe, obviamente, é uma final, há a pressão, a questão tática que já aqui foi observada. Mas acho que a Itália vai estar interiormente bem mais solta do que a Inglaterra. Quanto a jogadores, eu chamei já a atenção para Jorginho, acho que é um jogador fantástico. Se Simen estiver naquele dias bem, ele já fez coisas tão bonitas neste campeonato. Quanto à Inglaterra, Sterling pode ser o jogador-chave, mais que não seja, encontra nova piscina em Wembley.

Luís, queres invocar a quinta emenda?

Não, isto é impossível. Isto é uma perseguição.

Não, mas para 90 mil em casa, isto, de facto, faz diferença.

Se a Inglaterra acaba por ganhar.

Acaba por ganhar.

Vocês escondam-se que eu vou para cima e vou com tudo. Sobre os 90 mil, sim, de facto, lá está, aquelas coisas que vão acontecendo no futebol que nós não gostamos, mas que ao mesmo tempo também vamos percebendo que este é um ano especial, é um ano diferente. Foi assim com tudo. Basta olhar para todas as ligas e perceber que os campeões de todas as ligas foram os eternos terceiros. O Atlético, em Espanha, em França também foi o Lille, em Portugal foi o Sporting. Este ano foi um ano atípico e um ano diferente e por isso é preciso que haja alguma margem de manobra.

Luís, os anos das equipas, onde houve mais equipas do que estrelas.

De verdade, absolutamente verdade, porque as estrelas sentiram muito esta crise financeira que assolou os clubes. A começar pela positiva e pegar naquilo que o Júlio disse. Eu acho que são verdadeiramente as duas melhores equipas. Eu faço aqui uma retrospectiva toda para aquelas que eu achava que iam ser as equipas. A França desiludiu porque não tem um grupo, a Alemanha desiludiu porque estava em crise com o seu treinador. Portugal eu acho que não chegou a ser o que poderia ser. Acho que a Bélgica era aquela que se aproximou mais, mas perdeu bem com a Itália, portanto a Itália foi melhor. E a Espanha muito bem, muito bonito, mas a Espanha ganha um jogo em 90 minutos e isso também tem o seu peso. Acho que a Inglaterra e Itália vão estar as duas ansiosas, porque a Inglaterra nunca ganhou, mas a Itália não ganha há 53 anos, só ganhou em 1968, portanto também é aqui um peso grande. O que eu acho? Eu acho é que a Itália tem um ADN para matar este tipo de jogos. E os ingleses passam uns porreiros, mas que na hora do milho falta ali alguma coisa e continua a faltar.

Já tem uma guitarra italiana lá na sala. É o que há de se fazer.

Eu só queria ir rapidamente.

Vou estar a torcer por Inglaterra.

Por Inglaterra. Carlos Alberto, tu estás a torcer por quem ou quem é que achas que vai ganhar? Já conhecemos as outras opiniões.

Eu acredito que a Itália, para mim, é favorita, apesar de toda a conjuntura.

Estás mesmo sozinho nisto, Luís. Temos um minuto para rapidamente falarmos só da Copa América. A final também é este fim de semana. Vamos ter um enorme Brasil-Argentina, Messi e Neymar frente a frente, dois amigos, antigos colegas do Barcelona, procuram o mesmo, o primeiro grande troféu pelas respetivas seleções. Em qual das vossas seleções apostam as vossas fichas, Júlio?

Eu tenho visto alguns jogos da Copa América. Eu gosto de ver a Copa América, por acaso. E hoje vou apostar na Argentina. Não aposto porque gosto mais da Argentina do Brasil, é-me indiferente. Eu gosto das duas seleções e os jogadores que estão nas duas seleções. O que eu acho é que o Messi está em grande forma. E acho que é a primeira vez, não é a primeira vez, mas é raro o Messi na seleção da Argentina estar em grande forma e transportar a seleção da Argentina para grandes troféus. Aliás, quando a Argentina não tem ganho, é sempre o Messi o responsável. E ele tem sido o grande responsável por levar esta Argentina até à final. O meu palpite é a Argentina, embora deva te dizer que se ganhar o Brasil, também fico contente.

Gabriel, no teu caso, rapidamente.

Eu acho que é um duelo Messi e Neymar acima de tudo. Penso que o Brasil tem uma melhor equipa, a equipa brasileira é melhor, mas penso também que Messi é Messi, está em grande forma e Messi quer fazer aquilo que se chama xeque-mate. Eu vou por Messi e Argentina.

Carlos.

Eu não tenho acompanhado muito a Copa América, sou mais da UEFA.

Mas por aquilo que conheces das duas seleções.

Daquilo que conheço das duas seleções, é sempre difícil uma final destas, mas está me parecendo que o Messi está em melhor forma e pode catapultar desta vez e finalmente a Argentina com sucesso.

Portanto, as apostas são mais em Messi do que propriamente na Argentina.

E o duelo mundial é Messi e Neymar.

Sem dúvida. É por isso que referi.

Lá vai o Luís Vilar apostar no Brasil.

Exato. Luís, rapidamente. Ficámos sem Luís Vilar? Não posso crer.

Foi buscar a guitarra italiana. Na final não estava boa.

Eu falo com o Oreiro, ele aposta no Brasil, nós apostamos na Argentina, não vai apostar no Brasil.

Cá estaremos na segunda-feira, é o fim de mais um "Campeões". Segunda-feira então nova análise, o balanço da final do Euro e desta Copa América e o Luís Vilar ao vivo a cantar e a tocar. Tem tudo para ser um grande programa. Ou então não. Vamos ver. Bom fim de semana, até segunda.

Bom fim de semana para todos. Bom dia.