Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Vitória da armada lusa na final da Champions. O Paris Saint-Germain é bicampeão europeu, mas hoje falamos também de mais um possível regresso ao futebol português. João Palhinha pode voltar a Alvalade já na próxima época. Já para os lados da Luz, há incertezas. Agora, no que toca a Marco Silva, ainda que haja Mourinho, para já. Mas já lá vamos analisar tudo isto nesta edição de "E o Campeão É". Hoje, com a ajuda do Luís Pinto Coelho, do Pedro Henriques e também do João Pinto. Sejam todos muito bem-vindos. Eu sou o João Costa e Silva. Começamos por esta final de Champions League, que sorriu ao PSG. Empate a um gol nos 90 minutos. Nos pênaltis, a sorte esteve do lado dos franceses, que com quatro portugueses em ação, quatro internacionais, aliás, sagram assim bicampeões europeus. Luís Pinto Coelho, Vitinha a provar mais uma vez por que pode ser considerado um dos melhores do mundo. É um jogador bastante influente neste jogo do Paris Saint-Germain. Não foi uma das melhores finais, ainda assim, é uma vitória justa para este PSG?
Olá, bom dia. Sim, penso que é uma vitória justa. O jogo foi um pouco aborrecido e o Arsenal marcando primeiro, percebe-se logo que o jogo ia ser neste tom, porque o Arsenal é uma equipa que defende bem, baixa linhas, é difícil de sofrer gols. Mas parece-me que o Paris Saint-Germain tentou sempre assumir mais o jogo, mas depois foi nos pênaltis, no detalhe. Ainda bem que caiu para o Paris Saint-Germain. Os portugueses vão chegar mais motivados à seleção, embora fisicamente se perceba que estão de rastos. Mas é bom ver portugueses a festejar, o Luís Campos também, por isso fico feliz por eles.
E essa era também a tua aposta ontem. João Pinto, pergunto também para quem é que vão os teus destaques nesta vitória do PSG. Falamos aqui e é um caso de estudo, não sei se lhe podemos chamar, porque é uma equipa muito bem orientada e que ao fim de vários anos, depois de uma mudança de abordagem, até mesmo ao mercado e à política de transferências, parece estar a colher os frutos disso mesmo. O PSG não é o mesmo de há oito anos atrás, por exemplo.
Não. Bom dia. E beneficiou muito com isso. A entrada do Luís Henrique, esta coisa de trocar as vedetas por jogadores que têm uma qualidade técnica muito grande, são novos e têm muita ambição e, portanto, o que o clube faz é viajar nessa ambição. Parece-me que foi a atitude certa, e foi a abordagem certa e está realmente a ter muitos frutos. Claro que tanto o Paris Saint-Germain como o Bayern de Munique têm sempre esta vantagem de serem os maiores em campeonatos que ganham facilmente e depois conseguem ir trocando a equipa e ficar mais frescos, justamente nestes fins de temporada. Mas o Arsenal é realmente uma equipa, e este Arteta, é uma equipa grande com mentalidade de equipa pequena. É uma equipa que eu não queria ver a ter sucesso, com medo das repercussões no resto das equipa grandes. Portanto, se esta fórmula for sucedida, vai ser replicada e implementada em mais clubes e vamos passar aqui cinco ou seis anos a ver este tipo de futebol. E eu não quero, prefiro ver o futebol do Paris Saint-Germain, o futebol do Barcelona, um futebol com a baliza nos olhos e em que temos que ter defesas, porque tem que ser.
Jogar sempre pra frente.
Exatamente, é mais bonito.
Pedro Henriques, vamos também à tua visão para este jogo. O Luís Pinto Coelho há pouco tocava nesta questão, que é: temos aqui quatro portugueses, quatro internacionais que vão estar neste mundial 2026. Isto claro que traz também um impacto positivo para aquilo que é a seleção, pode contagiar o grupo. Ao mesmo tempo, são jogadores que estão estoirados nesta fase final já da temporada.
Muito bom dia. Em primeiro lugar, explicar aqui aos nossos observadores o que significa PSG, que é Portugal Saint-Germain. Não é Paris, é Portugal. Portanto, parabéns à nossa armada lusa, e depois fazem aquela fotografia de conjunto entre eles, que muito nos orgulha, porque somos todos portugueses e sentimos também o sucesso, pelo menos eu sinto, o sucesso dos outros portugueses como um sucesso nosso. Depois, explicar um aspecto, até porque quando temos aqui o nosso amigo João Castro, que é treinador de futebol, ele se quiser explicar aos seus jovens na formação o que significa futebol, é dizer como é que um clube, neste caso concreto, que perde, e este perder, ou se calhar despede, ou se calhar rescinde, chamem-lhe o que quiser, jogadores como Messi, Mbappé e Neymar, ganha duas vezes a Champions League. Há quem olhe para isto e dizer assim: "Como é que é possível explicar isto?" Explicas exatamente isso. Se conseguimos explicar às pessoas que sem Messi, Mbappé e Neymar, que são extraordinários jogadores, um clube tornou-se bicampeão da Europa, explicamos uma coisa chamada futebol 11, coletivo, que é importante ter vedetas, mas que, mais do que isso tudo, é importante trabalhar em conjunto, em coletivo, ter malta que suja as mãos, como costumo dizer, ter máquinas de trabalho e ter, sobretudo, esta coisa que nós na TV também falamos, que é camaradagem, espírito de equipa, espírito de grupo, solidariedade e não ser os egos. E o próprio Real Madrid, se calhar, é um bom exemplo do que muitas vezes acontece em termos desportivos quando há esses egos. Depois, claro que quem ganha vai claramente motivado para esta nova fase agora que tem a ver com as seleções, e que é um mindset completamente diferenciador, e mesmo os adversários vão olhar sempre pra seleção portuguesa com os tais jogadores que também foram campeões europeus ou que ganharam os seus campeonatos nacionais. Isso é bom. A parte física, obviamente, que é sempre um problema, mas é um problema pra todos. Portanto, de uma maneira geral, pelo menos para as seleções europeias, será sempre um problema por causa dos calendários e dos muitos jogos que tiveram e sobretudo porque são jogadores que jogam ao mais alto nível. Mas para isso é que existe também esta parte do estágio. Existe toda uma equipa de performance que vai ajudar claramente a fazer com que eles fisicamente, dentro disto que é o contexto, estejam nas melhores condições. Até porque o grande desafio não é só a questão da condição física, é a condição física e é sobretudo o clima, sobretudo naqueles estádios que são abertos. Portanto, vamos ver, mas para isso está lá a seleção nacional com todas as equipas de performance para resolver isso.
Claro, e pra ajudar nesse sentido, o certo é que o PSG volta a conquistar este grande troféu do futebol europeu, o maior, a Liga dos Campeões, e quem manda na Europa são mesmo eles, o PSG e estes quatro portugueses que estão envolvidos, e bem, nesta conquista. Vamos avançar nesta edição de "E o Campeão É". Ontem falávamos de um possível regresso ao futebol do Porto, neste caso de André Silva. Agora é a vez de João Palhinha ser associado ao Sporting. João Pinto, é um jogador muito cobiçado, até pelas suas características. Aliás, foi responsável por esse gol decisivo que salvou o Tottenham de uma eventual descida ao Championship. Com a saída de Uhlmann cada vez mais inevitável e tendo em conta as características, é um alvo que faz sentido neste momento para o Sporting?
É capaz de fazer mais sentido para o Palhinha do que propriamente para o Sporting, principalmente a nível da questão financeira. É um jogador com um ordenado muito grande. É claro que se ele vier emprestado pelo Bayern de Munique, o Bayern de Munique pode suportar uma parte. Mas realmente é um negócio que o Palhinha deve ver com bons olhos, porque continua a jogar na Champions, porque volta a casa, porque vai ser um jogador relevante na equipe onde está. Mas para o Sporting, que acabou de contratar um jogador na Suécia, um jogador em Itália, tem miúdos que têm essa tal ambição, esse tal querer, ordenados mais baixos e, portanto, acredito que seja uma boa opção para o Sporting, seja uma boa opção para o Palhinha, mas que ainda há muita coisa por acertar, há muitas peças de Lego que ainda têm que se encaixar e, portanto, acho que é um negócio com alguma probabilidade de sucesso, mas não assim tanta. Não tem assim tanta.
Luís Pinto Coelho, como dizia há pouco, é um jogador que sabemos muito bem as suas características, é muito cobiçado e sabe-se bem a qualidade do Palhinha, apesar de ter ficado fora das escolhas de Martinez para o Mundial este ano. Como é que estamos ao nível de otimismo? O João Pinto dizia que é um negócio difícil, tendo em conta que estamos a falar também do Bayern. O que achas? O Sporting vai conseguir concretizar este regresso a Alvalade?
Acredito que sim, porque o jogador quer voltar a Portugal. Pelo que se sabe, até por questões familiares, para estar mais próximo dos filhos. E o jogador fazendo muita força, acredito que isso possa acontecer. Lembrar também que foi o Bernardo Palmeiro que fez a transação quando ele saiu do Sporting, por isso também pode ter aqui uma importância grande para o fazer regressar em termos negociais com o Bayern de Munique. O Tottenham estava disposto a acionar a cláusula. Penso que ele também disse ao Tottenham que não queria, porque tinha intenção de voltar a Portugal. Isso são vantagens para o Sporting. Ele está disposto a baixar o salário, também é muito importante, porque o Sporting não iria conseguir pagar o salário que ele tem no Bayern de Munique. Por estes fatores, eu acho que pode ser possível. O jogador querendo muito, forçando um bocadinho o Bayern de Munique também a baixar as exigências em termos de transferência, acho que é uma transferência que acabará por se concretizar.
Pedro Henriques, depois há, claro, e o João Pinto falava disso há bocadinho, a questão do retorno financeiro, porque uma coisa é falarmos de Ullman, que nessa eventual transferência vai trazer um retorno financeiro para o Sporting, no caso de João Palhinha, até pode ir por empréstimo e não sendo uma transferência definitiva, não há essa vertente. É uma abordagem ligeiramente diferente do Sporting, tendo em conta os mercados que tem vindo a fazer.
Nós temos que olhar deste ponto de vista. É óbvio que os clubes podem olhar sempre por essa vertente financeira, que é: eu vou buscar um jogador ou pela sua juventude, pelos anos que ainda pode dar, por aquilo que pode subir e crescer, rentabilizar, transformar-se depois até, às vezes, não é o caso, num jogador de seleção, dar nas vistas numa Liga Europa, numa Champions League e, portanto, ir buscar dinheiro mais à frente, não só daquilo que investi, como duplicar e triplicar. Mas essa não pode ser só a única visão, porque os clubes também têm um processo do mediatismo, isto é, do imediato, não é mediatismo, do imediato. E o imediato é querer ser campeão nacional, por exemplo, que é o caso do Benfica, Porto e Sporting, que é o principal objetivo de todas as épocas. E dentro dessa perspectiva, que o Sporting faça exatamente essa ideia de retorno financeiro e ir buscar jogadores mais jovens, mas mesclar com jogadores que podem dar outras coisas. E o Palhinha aqui pode dar quando acenam com a questão da braçadeira e ser capitão, é exatamente a experiência que já tem de futebol internacional, inclusivamente de futebol da seleção. Eu acho que não é de o Palhinha não ir à seleção, é se calhar o mérito do Samu e daquilo que fez e depois a opção do treinador, que podia ter levado também o Palhinha e poder, por exemplo, ter prescindido de um dos laterais, mas foi o que o selecionador neste caso quis fazer, portanto, há que respeitar isso, é nessa opção. O Palhinha pode, no meu ponto de vista, até porque quer regressar, fica essa ideia também da questão que já foi aqui abordada pelo Luís, da questão familiar. Portanto, terá todas as condições para estar muito motivado, também por essa questão da natureza particular. Vem para um clube, vai jogar a Liga dos Campeões e sabe que a probabilidade e possibilidade que tem de, ninguém é contratado para ser titular, mas de ser titular muitas vezes ou mais vezes, é grande e aquilo que possa ser para o Sporting, tirar partido, não só dessa sua experiência, de ser um dos capitães, com tudo aquilo que aporta para dentro de campo e para o balneário, mas também para a parte desportiva, porque eu acho que o Palhinha é um jogador de grande utilidade e que pode ser muito útil, nomeadamente para a competição, não só internacional, mas sobretudo para a nível nacional.
Veremos o que nos diz este dossiê também nos próximos dias. Há essa questão também do André Silva, que falámos ontem num possível regresso ao Futebol Clube do Porto. É estarmos atentos, porque o mercado vai nos trazer muitas novidades ao longo dos próximos dias e dos próximos meses. Vamos agora falar de um assunto. Eu confesso que é sempre pra mim difícil falar sobre isto, no que toca à novela Mourinho, Marco Silva e Benfica, porque para todos os efeitos, o Benfica continua a ter um treinador e chama-se José Mourinho. O certo é que avança-se hoje na imprensa, João Pinto, que a contratação de Marco Silva pode estar em risco. As negociações estão aqui num impasse, em causa divergências financeiras e a gestão do futebol por ultrapassar, uma vez que o Marco Silva queria ter um controle mais completo nessa parte e nessa matéria. O que tens a dizer sobre isto tudo e sobre aquilo que tem sido alimentado também muito na imprensa desportiva, todos os dias há notícias novas e cabe-nos a nós estar aqui também para tentar falar um bocadinho sobre isto.
É o nosso siso, no fundo, são os nossos dentes do siso.
Olha, não me falte em sisos.
Eu sei, eu estava a ouvir.
Não me falte em sisos.
Exato. Mas sim, é mais uma ida a este dentista, em que realmente as notícias vão se sucedendo.Que há uma necessidade de ir prolongando com capítulos novos. A questão Marco Silva pode ou não ter sido negociada e pode ter caído ou pode nunca ter sido negociada, ou o José Mourinho pode estar para ir ou não ir. Aqui na Sobreda chegam poucas notícias. Aquilo que me parece é que o Benfica tem que resolver rapidamente a questão José Mourinho, que está à espera da tal assinatura, do tal pagamento, da tal indemnização. Eu gostei da possibilidade do Benfica trocar o José Mourinho por géneros e, portanto, vir um guarda-redes ou um médio qualquer. Parece-me bem esse tipo de troca direta, mas aquilo que é importante é resolver o assunto e depois seguir em frente. Agora, mais uma vez, e já o disse aqui, acho que o Rui Costa e a equipa do Benfica estão a ter a atitude certa em esperar, em ter calma, em não vir para a praça pública perder cartadas e fazer jogadas de força. Acho que é assim que as coisas se fazem no bluff, com calma, tranquilamente, e esperar que seja a outra parte a ter de ceder.
Luís Pinto Coelho, o que é que tens a dizer sobre esta novela? É uma novela com muitos capítulos, alguns mais intensos do que outros. Hoje não falamos tanto de Mourinho, mas falamos do outro lado, Marco Silva. E perguntar-te, uma vez que aquilo que se fala na imprensa desportiva é garantias de construção do plantel e de um projeto que ainda não convence, neste caso, o Marco Silva. O facto de o Benfica ter tido um rol de treinadores nestes últimos anos e dos treinadores não terem tido, se calhar, uma mão tão forte na gestão de transferências e até dos jogadores que querem ter no plantel, leva a que quem venha a seguir queira ter essas exigências na construção do plantel, neste caso, da próxima temporada?
Sim, obviamente. Os treinadores falam entre eles e não me admiro que o Marco Silva tenha pegado no telefone, tenha ligado ao Mourinho, tenha ligado a Bruno Lage e tenha tentado perceber algumas coisas. Porque é que, por exemplo, o Mourinho vai sair, porque é que com o Bruno Lage as coisas não correram tão bem. E obviamente, um treinador que tem uma proposta que o tornava um dos cinco treinadores mais bem pagos da Premier League, com autonomia total no futebol, obviamente que quer garantias. E eu acho que o Benfica aqui está a perder tempo, que vai ser crucial, na minha opinião. Acho que isto resume-se a que o Benfica apresenta uma proposta ao Mourinho, mas o Mourinho nem viu a proposta. Negocia com Marco Silva, estando de olho em Filipe Luís, perdeu tempo porque Filipe Luís já assinou pelo Mónaco, Marco Silva pode cair e no fim vai ficar com César Peixoto. Eu acho que vai ser um bocadinho isto o resumo.
É essa a tua hipótese?
Sim, eu acho que quanto mais dias passarem, pior é, porque será difícil convencer um treinador que está em clubes e que está empregado. Terá que ser um treinador de um nível abaixo, de um clube mais pequeno, obviamente, que não recuse o Benfica. E quando se dizia que Marco Silva já estava a trabalhar na época, se calhar, a equipa técnica de Marco Silva analisou os jogos do Benfica. Isso é óbvio, é o que todas as equipas técnicas fazem quando há essa possibilidade. Só que há jogadores, eu soube ainda ontem, que até foram oferecidos ao Benfica, porque os empresários sabem que Marco Silva gosta desses jogadores que estão livres no mercado e tinham trabalhado com Marco Silva, só que não há uma decisão final, porque o Marco Silva ainda não é treinador do Benfica. E isto vai-se arrastar. Por isso é que o Benfica ainda não contratou, ainda não dispensou ninguém.
Claro. Pedro Henriques, a tua opinião sobre tudo isto. No fundo, hoje chegam-nos estas notícias de que o negócio pode cair. O Luís Pinto Coelho já avança aqui outro nome. Como é que isto vai terminar?
Olha, vou parafrasear o grande humorista João Pinto, que está aqui presente conosco, que disse ontem uma coisa que é muito certa, e que vale o que vale, mas é muito certa. Acho que é esta a data. O Anselmi acho que foi despedido ao sair do Futebol Clube do Porto, como queiram, no dia 12 de agosto. Se não é isso, é uma coisa parecida. Por esta altura, ainda era o treinador do Porto no ano passado e não foi por isso que o Farioli, que se calhar já não ia-
Não pode ser 12 de agosto. Dia 12 de agosto já tinha começado o campeonato e o Farioli começou o campeonato.
Então foi dia 12.
Ele está fundamentado em fatos, ele está fundamentado naquilo que eu disse.
Não, mas se calhar não é 12 de agosto. Não, eu não sei qual foi a data.
Eu vou atualizar aqui também, confirmar.
Confirmei a data, mas isto para dizer o seguinte: o Anselmi nesta altura ainda era treinador do Futebol Clube do Porto. O Farioli aparece, se calhar, já o Futebol Clube do Porto estava a trabalhar nos bastidores, no bom sentido da palavra, essa contratação, e já estariam a ver jogadores, etc. Mas não foi por isso que o Futebol Clube do Porto não fez uma primeira volta irrepreensível, portanto, perdeu dois pontos, e não foi por isso que o Futebol Clube do Porto deixou de ser campeão. É lógico, o planeamento, a organização, quanto mais cedo, melhor. Na perspectiva de que as épocas começam-se a planear, ainda não terminou uma, já se está a planear em termos de futuro. O Benfica já sabe que vai iniciar a época mais cedo pelos resultados, aquilo que aconteceu da Taça de Portugal, do Torreense ter ganho e portanto obrigar o Benfica a entrar nos playoffs
Da Liga Europa. E esses impasses não são bons, não são positivos, quer para fechar jogadores que eventualmente possam sair, quer para ir buscar os tais jogadores que muitas vezes vão-se buscar também ao encontro daquilo que os treinadores gostam, e eu percebo isso, embora tenha que haver aqui um perfil comum. Cada dia que o Benfica perde é menos bom, obviamente que sim, mas não é por isso que não se pode ir a tempo ainda de o Benfica resolver o dossiê, porque eu acho que vai ficar resolvido para o bem ou para o mal, com esta questão das eleições do Real Madrid, perceber quem vai liderar o Real Madrid. E há uma certeza que o Benfica, como o Porto e como o Sporting, vão ter um treinador na próxima época, vão ter uns jogadores a jogar. Agora, sim, cada dia que se passa, perde-se tempo, mas não é por isso que um clube pode não vir a concretizar aquilo que é o seu objetivo principal de ser campeão e penso que o Benfica mal será que não tenha pessoas neste momento também a planear, mesmo com essas eventuais dúvidas que nós aparentemente temos, de quem é o treinador, daquilo que seja o planeamento já da próxima época.
E só para esclarecer, o Martin Anselmi deixou o comando técnico do futebol do Porto a 1 de julho de 2025. A rescisão é que foi formalmente concretizada, vamos dizer assim, a 12 de agosto de 2025. Pronto.
É isso.
Estamos conversados.
E, na realidade, ele foi despedido foi a 19 de junho, quando acabou esse jogo contra o Inter Miami.
Exato. Foi isso. Depois do Mundial de Clubes. Bem, tínhamos aqui, ainda no menu, a falar de Afonso Eulálio, que hoje termina aqui a sua etapa final no Giro d'Italia. Falamos de um jovem de 24 anos. Vou deixar para as vossas notas de campeão, se quiserem deixar aqui uma referência a este jovem que pode terminar no top 10. Nos últimos anos tem sido João Almeida, mas tem aqui uma vantagem, e pelo que sei, estava aqui a consultar, de três minutos para o décimo classificado, portanto é bem possível que isso aconteça. Luís Pinto Coelho.
Está em sexto.
Exato. Luís Pinto Coelho, está nas tuas notas?
Sim, obviamente, um 20 para ele. Na sua segunda grande volta, conseguir um sexto lugar e a camisola branca da juventude é excelente. E ele é diferente do João Almeida, tem outras características, não é um contrarrelogista tão forte, mas eu acho que vai ser um ciclista que nos vai dar muitas alegrias, possivelmente vitórias em etapas, luta por camisolas da montanha, por exemplo. E acho que é grande giro dele. Hoje é uma etapa de consagração, não haverá mexida na classificação, por isso é um sexto lugar e a camisola branca, excelente. Outro 20 para os portugueses do Paris Saint-Germain, obviamente também. E depois um zero para aqueles distúrbios em Paris, que é triste a sociedade estar assim. A gente já sabe cada vez que o Paris Saint-Germain ganha qualquer coisa que vai acontecer aquilo, parece que já é rotina, destroem tudo, partem tudo. Eu acho que a falta de educação e de civismo está a este nível e é muito triste. Por isso um zero para essas pessoas que festejam a destruir o patrimônio público e o patrimônio das outras pessoas.
Sim, e a estragar a festa também. Pedro Henriques, as tuas notas.
Sim, para o ciclismo e para o Eulálio, vou deixar para amanhã, mas estou muito confiante que realmente esta camisola branca, que vai ser muito importante, fica mesmo com ele, assim como o top 10. Para o Paris Saint-Germain, por razões óbvias, nota 20, sobretudo temos lá a nossa armada portuguesa. E última nota também de 20, porque uma das academias de arbitragem mais importantes do nosso país, que é a Bilino Guerra, sediada aqui no Norte, embora seja dedicada ao futsal, este fim de semana está no Ref Summit. E este Ref Summit, no fundo, é dois dias a falar de arbitragem, mas não é só com árbitros, é com treinadores das diversas vertentes do futebol, praia, futsal, etc. E o futebol 11, obviamente. E estamos neste momento aqui a falar de arbitragem, sobretudo com pessoas que nós também precisamos perceber. Estamos a falar de treinadores, estamos a falar de jogadores e sobretudo ao mais alto nível, inclusivamente de clubes das principais ligas. E por isso, parabéns a esta iniciativa. Nota 20, porque é importante, sobretudo nestes momentos mais calmos após determinadas épocas, fazer reflexões e fazer essas reflexões com aqueles que são os mais interessados, que a arbitragem também seja melhor. Não são só os árbitros.
E, entretanto, perdemos aqui o Pedro Henriques.
Esta iniciativa.
Boa. Pedro, perdemos-te aqui um bocadinho no final, mas acho que conseguimos perceber, no fundo, a tua nota.
Ok.
Vamos avançar para o João Pinto. Vamos às tuas notas, João.
Nota oito para o Arne Slot, que depois de uma época incrível, acaba por ter uma época muito abaixo daquilo que era esperado e que começou com o mercado de verão muito desequilibrado, tanto tática como financeiramente. E depois nota 20 para os portugueses do Paris Saint-Germain, mas especialmente para o João Neves, que é um exemplo dos jogadores do trabalho, das fraquezas franzinas que depois se fazem forças. E como ele, o Tino, o Gonçalo Guedes, o Bernardo Silva, o Gonçalo Ramos, o Martineto, o António Silva, são exemplos e forças dessas gerações do Seixal e que precisam de fazer o dobro para serem considerados. E, portanto, os melhores são os nossos. Um grande 20 para o João Neves.
Uma nota 20 em comum, esta para os jogadores portugueses que atuam no PSG, depois de conquistar este título europeu, mais um, é bicampeão este Paris Saint-Germain. Nós ficamos por aqui no "E o Campeão É". Amanhã de regresso para uma nova edição depois da 01:10. Hoje com o João Pinto, o Luís Pinto Coelho e também o Pedro Henriques.