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Este é o som do You Vencerê das manhãs 360, que também pode acompanhar com imagem através das nossas redes sociais ou pelo site do Observador. Carlos, esta quarta-feira estão conosco o José Manuel Fernandes e o Luís Rosa. E vamos ao debate presidencial, o último desta campanha e o primeiro com todos os candidatos. Está fresquinho porque acabou já depois da meia-noite. Paulo, fizeste quase aqui uma direta. Houve vencedores?
Eu diria que sim, e que os vencedores, ou o principal vencedor, se quisermos, terá sido António José Seguro. E explico por quê. A picardia que houve entre Gouveia e Melo e Marques Mendes provavelmente não vai aproveitar a nenhum. Nada foi conclusivo, ficou-se ali pela espuma. Aliás, debates a 11 não são seguramente o melhor espaço para o tipo de acusações e de defesas, se quisermos, que ali se ensaiou. Estamos a falar, no fundo, do regresso do tema dos alegados conflitos de interesses e das acusações que Gouveia e Melo repetiu de Marques Mendes ser um facilitador de negócios. Portanto, é esse o contexto. Eles já tinham divergido sobre isto quando estiveram frente a frente no debate a dois. Marques Mendes, na altura, pediu casos concretos. Gouveia e Melo, visivelmente, nessa altura, não tinha nada para lhe dizer de concreto, mas ontem já vinha preparado pra essa resposta de Marques Mendes e avançou com o nome de duas ou três empresas e de um parque de painéis solares na Madeira. Ficou por ali a conversa, portanto, nada de conclusivo de parte a parte. E a questão é que como este foi o último debate, como vamos entrar agora ou entramos já na campanha no terreno e os candidatos não se vão cruzar. E como estas fases da campanha já nada têm de mensagens estruturadas da parte dos candidatos, ainda por cima no espaço mediático claramente dominado com assuntos internacionais deste momento, nomeadamente a Venezuela, é pouco provável que, por mais que Gouveia e Melo queira manter o assunto na agenda, estes ataques a Marques Mendes, que o consiga de forma estruturada. Quanto muito, consegue lançar a dúvida ou alimentar a dúvida, o que também pode ter algum efeito. Mas a questão ficou por ali. Eu diria que nenhum dos dois ganha com isto, ou terá ganho com isto. E António José Seguro, que se manteve à margem de polêmicas, mesmo aquelas em que ele poderia entrar porque o visavam diretamente no debate. Ontem preferiu não entrar neste tipo de argumentações, de temas que são absolutamente laterais, e eu acho que ele, entre os da linha da frente, se quisermos, terá ganho com isso. Cotrim Figueiredo também, André Ventura igual a ele próprio, portanto, nada de novo. Eu acho que André Ventura já terá chegado ali ao seu limite. Consegue, de facto, no fundo, fixar ali aquilo que é o eleitorado Chega e o seu próprio eleitorado, mas também não terá muito mais espaço para crescer. Está ali já, nada de novo vem de Ventura. E depois, se há um perdedor ali, eu acho que esse perdedor é Jorge Pinto. Até que ponto é que lhe escapou ou não, ou o que foi premeditado.
Aquela frase.
Aquela frase, a dizer: "Não será por mim que António José Seguro não passa à segunda volta." Sabendo nós, até porque o Observador tinha noticiado pouco tempo antes que há tentativas da parte da candidatura de Jorge Pinto de conseguir uma convergência dos candidatos menos bem colocados à esquerda, uma desistência a favor de António José Seguro. Vamos ver agora o que é que se passa nos próximos dias, mas eu acho que independentemente da desistência ou não, isso enfraquece qualquer candidatura. A noção de que pode não chegar sequer ao dia das eleições.
Quem pretende votar nele.
Desmobiliza, claramente. Para quê? E até nas ações de rua, digo eu.
José Manuel, parece que essa declaração de Jorge Pinto acaba por marcar muito do debate?
Talvez seja um dos poucos momentos do debate que fica para a memória futura, como se costuma dizer. Agora, eu creio que o grande vencedor de ontem foi o debate das rádios. Para ser franco, acho que quem ouviu os dois, e eu ouvi os dois, este até foi um pouco mais longo, duas horas e meia. Houve menos temas a serem abordados, houve menos ritmo, houve muitos momentos em que quem estaria no sofá com uma manta nos joelhos por causa do frio, é capaz de ter adormecido no sofá.
Mas também havia mais candidatos, é mais difícil.
Sim, eu sei que havia mais candidatos, mas não foi por causa dos mais candidatos. Houve vários momentos que eu achei assim um bocadinho até o tempo que se dava a cada resposta dos candidatos. Eles estavam muito tempo a falar, tinham possibilidade de esclarecer melhor, porque depois havia mais perguntas do moderador. Houve uma altura em que se disse: "Olha, falem lá um bocadinho daquilo que acham que está ausente na campanha." Não é ainda o apelo ao voto, o apelo ao voto é pro fim. Achei que foi assim um bocadinho muito desconchavado. Evidente que os três candidatos que conhecemos ontem, quem não andou mais metido em algumas picuinhas, os três candidatos que conhecemos ontem não brilharam na sua presença. Devem fazer-nos pensar sobre o modelo das eleições presidenciais daqui pra frente, porque por este caminho, se calhar daqui a uns tempos vamos ter 40 candidatos no boletim de voto, vamos ter que andar com uma lupa a olhar pras carinhas e ver se os encontramos no momento em que formos depositar o voto na urna Desse ponto de vista, acho que o debate de ontem foi muito menos rico que o debate da rádio e não foi só por causa dos três que lá estavam, até porque não tenho os números exatos, mas creio que todos eles intervieram menos tempo do que os candidatos que têm estado mais sob o foco midiático. Dito isto, é indiscutível que o momento mais favorável a António José Seguro foi aquele em que ele disse: "Eu não vim aqui pra me misturar neste combate de galos que está havendo aqui ao meu lado." Marques Mendes não conseguiu sacudir a sombra que paira sobre a sua candidatura. Não creio que o Almirante tenha conseguido muito com aquilo que fez ontem, quando muito, ajudou António José Seguro, porventura, não por lhe ter dado a deixa, mas porque pode haver aqui vasos comunicantes, Marques Mendes vai descendo, António José Seguro vai subindo, pelo menos nos estudos de opinião. E creio que uma coisa não é separada da outra e daquilo que está a acontecer ao Almirante, que porventura também está a ver muitos dos seus votos fugirem, regressarem à casa mãe, que é porventura a casa mãe dos socialistas e, portanto, António José Seguro. Os outros candidatos foram muito mais espectadores do que protagonistas, como é o caso de Ventura e Cotrim Figueiredo, e por isso não saíram muito mais fortes, também não saíram mais fracos, não tiveram gafes nem particularmente momentos de brilho. Eu gostava depois de conhecer as audiências mais detalhadas, para quem aguentou até o fim, não creio que tenha sido muito esclarecedor, mas mostrou que este formato e o designamento deste futuro das eleições presidenciais nesta forma, com tanto candidato, deve levar-nos a repensar aquilo que tratamos. Não são formatos muito entusiasmantes para o que vem daqui pra frente.
E o horário provavelmente também não ajudou nada.
Não é por ter começado às 22h. Podia ter começado mais cedo, é evidente.
Havia futebol, aparentemente.
Também havia futebol, muitas coisas sobrepunham-se. E depois estamos a poucos dias das eleições, arranjar outra data era capaz de ser difícil. Não estou a culpar o horário, até porque em Portugal somos um povo que dorme pouco e se deita tarde contra aquilo que são as recomendações dos médicos.
Pois é.
Estamos todos um pouquinho nessa situação hoje. Tu não deves estar, não sei se até aguentaste ou não.
Não, não aguentei.
Mas tu tens outras obrigações madrugadoras.
Li o liveblog d'O Observador quando acordei de madrugada. Bruno, já contaste que não aguentaste também até ao fim?
Não, vi a primeira série de intervenções sobre a questão da Venezuela. Devo dizer que a presença de Manuel João Vieira naquele debate tornou as coisas um pouco estranhas. E depois também li no liveblog d'O Observador, creio que as outras intervenções desse candidato não diferiram muito as seguintes, e parece que nem sequer teve graça, o que para Manuel João Vieira é um pecado mortal.
Faz parte do seu programa não é ter graça.
Acho que se não tiver, falha tudo, mas criou ali um ruído adicional que terá perturbado até a qualidade do debate, além de já serem muitos.
Não se percebe como é com especialistas em stand-up comedy. Tem que levar um caderno de notas.
Sim, eu estava constantemente a olhar, pelo menos naquela primeira intervenção.
Não, teve assim até ao fim.
Sim, foi uma constante.
O que eu queria destacar não é tanto do debate, apesar de esse ser também um dos factos do debate, é a possível desistência de Jorge Pinto. Isto no atletismo, nas provas de atletismo, normalmente, não nas grandes competições, mas do circuito atlético há as chamadas lebres, que são aqueles atletas que são lançados para marcar o ritmo, para se alcançar um bom tempo, às vezes até para tentar atingir, alcançar um recorde mundial. Eles lançam as bases da corrida, normalmente rápidas, e depois saem para que os grandes atletas vão até o fim e consigam um bom resultado. Aqui temos uma curiosa lebre, que é uma lebre que está lá para trás. Aliás, dos oito candidatos, dos principais candidatos, é o que as sondagens indicam estar em último. Depois ainda há os outros três candidatos, mas que não incluo nestas contas, apesar de Manuel João Vieira estar, pelo menos na Tracking Poll.
Estar a rivalizar com Jorge Pinto.
Estar no mesmo resultado de Jorge Pinto. A primeira coisa é que não se percebe muito bem, de facto, e não é só por estes resultados, e não é porque o desempenho tenha sido péssimo nos debates, mas não se percebe muito bem a razão desta candidatura. António Filipe e Catarina Martins têm um trajeto político Mais longo. Catarina Martins foi líder do Bloco de Esquerda, atualmente é eurodeputada, mas Jorge Pinto não tem estas credenciais para apresentar. Pode ser uma pessoa muito inteligente, é um bom comunicador, mas não se percebe muito bem o porquê desta candidatura. E isto não tem nada a ver com desistir em favor de António José Seguro, porque essa é outra questão.
Basicamente para tentar segurar o eleitorado do LIVRE e fazer aquilo que o PCP fez noutras eleições. Depois transferir o voto para outro lado sem deixar de estar presente neste momento em visibilidade mediática. Não faz outra explicação.
Sim, eu nem estou a dizer de uma candidatura do LIVRE. Talvez uma candidatura ou o apoio do LIVRE a um outro candidato talvez fizesse sentido, mas é mesmo da figura do Jorge Pinto. Qual é a mais-valia do Jorge Pinto para o LIVRE neste momento? Pelos vistos, olhando para as sondagens, percebe-se que não é nenhuma, não traz nenhuma vantagem para o LIVRE. Eu sei que Rui Tavares provavelmente não se quis candidatar para não ouvir aquela história de ser um partido de um homem só.
Essa será uma utilidade de mostrar que o partido é mais do que Rui Tavares, agora se é eficaz ou não.
Está a provar o contrário. Está a provar que os votos que o LIVRE tem tido, a força eleitoral em comparação com os outros partidos à esquerda, que o LIVRE tem tido nas últimas eleições, depende, sim, de Rui Tavares. Portanto, se a ideia era mostrar que há vida para além de Rui Tavares dentro do LIVRE, eu acho que não está a correr muito bem. E há essa questão. Tem-se falado muito da desistência de Jorge Pinto e dos outros candidatos da esquerda, mas aqui falando de Jorge Pinto, a desistência de Jorge Pinto daria esses supostos votos a António José Seguro. Eu não estou certo de que isso aconteça, porque quem garante que quem quer neste momento votar, e admitindo que há pessoas que querem votar em Jorge Pinto, quem garante que esses poucos votos seriam automaticamente transferidos para António José Seguro? Temos falado muito da proximidade do eleitorado da Iniciativa Liberal e do LIVRE.
Há também muita proximidade entre o eleitorado do PS e o LIVRE, ou uma parte do eleitorado do PS e o LIVRE.
Claro, mas não é garantido.
Às vezes quase estamos a falar de uma fusão anunciada dos dois partidos, ou pelo menos a fusão de uma parte do LIVRE com um setor do Partido Socialista.
Mas o que nós já percebemos é que há uma parte dos eleitores do LIVRE que já decidiram votar noutros candidatos, senão o Jorge Pinto estaria.
Claro.
Isso já está resolvido. Agora, daqueles poucos que restam, um e tal por cento, quem é que garante que de facto seriam todos transferidos para António José Seguro? Eu tenho muitas dúvidas que isso acontecesse. Portanto, eu acho que esta candidatura não faz grande sentido antes, não é pela questão do voto útil, não faz grande sentido até da perspetiva do ponto de vista do LIVRE e neste momento eu creio que Jorge Pinto a única coisa que teria a fazer, mas duvido que vá fazer, era desistir. Não em favor de António José Seguro, porque são tão poucos os votos. É verdade que tudo se vai decidir se calhar por décimas, mas eu não acredito que fizesse grande diferença. Mas acho que deveria desistir, porque de facto não faz muito sentido esta candidatura.
Luís Rasa, como é que viste este debate?
Em primeiro lugar, eu duvido muito que este debate tenha servido para que os candidatos conquistem ou conquistassem novos eleitores. Quanto muito, terá permitido consolidar os votos já garantidos ou manter a indecisão de quem ainda não sabe em quem vai votar. São duas horas e meia, poucos chegaram sequer à metade do debate. Já tivemos aqui vários exemplos no nosso painel. O próprio tema não chegou ao final. O formato é muito sonolento. Mas seja como for, eu acho que o vencedor claro do debate, e acho que há unanimidade, é António José Seguro, porque teve a garantia, praticamente teve garantido que o Jorge Pinto vai desistir a seu favor. Eu acho que isso aqui discorda do Bruno. Acho que de facto, nem que seja por uma questão de narrativa, António José Seguro, seja no espaço público, seja até nas próprias declarações dos dirigentes, seja do PS, do LIVRE, do Bloco de Esquerda, chamada esquerda caviar, essa ala esquerda do PS, que é uma esquerda caviar também. António José Seguro é odiado por essas pessoas. E portanto, ter um candidato de um partido como o LIVRE que desiste a seu favor é muito bom pra ele do ponto de vista da proteção. Não necessariamente de conquistar centenas de milhares de votos, mas no sentido da proteção de uma narrativa política, acho que isso vai ser importante.
Mas eu acho que essa acrimônia é muito mais visível no Bloco de Esquerda do que no LIVRE. Em relação a António José Seguro, acho que o Bloco de Esquerda...
Nós não nos podemos esquecer que o Jorge Pinto, no debate com António José Seguro, fez questão de dizer que se desfiliou do Partido Socialista por causa do Seguro. E a forma como se desfiliou está escrita numa carta que ele fez questão de ler naquele momento, fez questão de recordar. Essa acrimônia existe até do próprio Jorge Pinto, que saiu do PS por causa do Seguro. Eu acho que tem muito valor político para Seguro a desistência do Jorge Pinto, eu não concordo contigo. Agora, concordo contigo que, de facto, acho que isso também é unânime, Jorge Pinto é uma candidatura falhada. O LIVRE queria ficar à frente dos candidatos do PCP e do Bloco de Esquerda, para mostrar que é o maior partido à esquerda do PS. Era esse o objetivo do Rui Tavares. E também para mostrar, também é evidente, que o LIVRE não é um partido unipessoal. Falhou completamente. E aqui não é o Jorge Pinto que falha, é a Rui Tavares que falha. É o líder do LIVRE que falhou claramente. Aliás, ontem até estava como comentador na SIC, pouco antes do debate, a falar sobre a questão da Gronelândia. O próprio Rui Tavares tem necessidade de aparecer no espaço público por outra razão.
Eu não sei se o Rui Tavares não apreciará este resultado, porque prova que o partido é ele e não nos podemos esquecer como é que começou este processo.
Na perspectiva do Rui Tavares, sim. Na perspectiva do LIVRE, isso não é bom. Em segundo lugar, de facto, acho que o Seguro também foi o vencedor, porque foi o que ganhou mais com a lama que o Govemo Insiste em meter na ventoinha. Insiste em acusar Marcos Mendes sem mostrar qualquer espécie de prova. Eu sou jornalista, gosto de ver factos e não vejo nenhuma prova no enumerar ou descrição do nome das empresas. São ataques à la André Ventura. Insiste também em ataques de caráter a António José Seguro. Govemo está convencido que esta é a minha estratégia para chegar à segunda volta. Parece que a queda sustentada nas sondagens, e naturalmente no pólo CNN, ele está também com tendência de descida, parece que levou o Govemo ao desespero. Eu duvido muito que esta estratégia surta efeito para o próprio Govemo. Seguro esteve muito mais confiante neste debate do que nos restantes e realmente foi inteligente quando o Govemo o atacou, ele ia responder, mas depois ficou em silêncio depois da peixeirada do Govemo e da indignação de Marcos Mendes. Eu acho que André Ventura e Cotrim de Figueiredo também estiveram bem, foram eficazes a passar a sua mensagem. E em relação a Luís Marques Mendes, gostava só de dizer o seguinte: eu acho que a indignação que mostrou, na minha opinião, rende votos. A vitimização rende votos. Já houve outras pessoas muito variadas que foram alvo de ataques de caráter em campanhas eleitorais e que com a estratégia de vitimização, acho que ganharam votos ou consolidaram eleitorados. Por exemplo, o eleitorado centro-direita, que até podia simpatizar com Govemo, e Govemo é um candidato que vai buscar eleitores a diferentes grupos de eleitorais, não gosta deste tipo de ataques de caráter e pode optar precisamente por Marcos Mendes. Nessa perspectiva, eu acho que o Marcos Mendes, com a estratégia de vitimização, pode ganhar votos. Agora, eu acho também importante, já que Marcos Mendes não quer contra-atacar com casos que estão a queimar Govemo, indiscutivelmente, o Marcos Mendes não quer ir por aí. Tivemos notícias sobre investigação criminal aos contratos públicos da Armada e que se visa também Govemo e a suspeita de tropação das regras de contratação pública, ou até mesmo o que o João Cotrim de Figueiredo fez ou não fez quando se ia o de privados financeiros, que é a empresa que mandava no banco privado português. Isto numa altura em que João Rendeiro ainda não se conhecia muitas das informações, mas já se sabia alguma coisa sobre a sua gestão. Mas se o Marcos Mendes não quer ir por aí, tem de marcar a agenda da campanha com outros temas. Isso é fundamental para ganhar um novo elã. Agora, e para terminar, quanto a Catarina Martins e António Filipe, eu acho que irão sozinhos orgulhosos até o final. E poderão ter números finais, vamos ver o resultado, que demonstrarão a decadência do PCP e do Bloco de Esquerda. Ontem voltaram a não mostrar nada de novo.
Sim. Então vamos às notas. Luís, queres começar?
Dar notas a todos eles, demoraria aqui muito tempo. Vou dar uma nota de debate em geral. Eu acho que o debate não serviu para grande coisa, portanto vou dar um nove. Acho que não serviu para mudar grande coisa nesta campanha eleitoral e não é um formato eficiente, na minha opinião.
José Manuel, e depois o Paulo Couto.
Eu vou também pelo debate e dou um oito. Desce a nota do Luís.
Desce, porque gostaste ainda menos. E tu, Bruno?
Eu vou dar um e meio a Jorge Pinto.
E tu, Paulo?
Olha, eu dou 12, não ao debate em si, mas ao facto de ter acabado já esta fase da campanha. Entramos agora na reta final.
É um 12 de suspiro, de alívio.
Até certo ponto, sim, porque foi cansativo. Isto foram 28 mais dois debates.
Mas os debates a dois estão mais eficazes do que isto.
Claro, é evidente que são mais eficazes.
Acho que esclarece mais as pessoas.
Muito mais.
E agora é a rua e os tempos de antena.
E agora é a rua, os tempos de antena, que nós bem precisamos aqui para os momentos de glória.
E o "Vencedor" regressa mais logo na tarde política. Às 18h10, numa versão alargada, moderada pelo Ricardo Conceição. Esta quarta-feira as notas vão ser dadas pelo Judite França, a Helena Garrido e pelo Alexandre Borges.