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E o "Vencedor" das manhãs 360 também pode acompanhar com imagem através das nossas redes sociais ou pelo site do Observador. E Carla, esta segunda-feira está também conosco o Luís Rosa.
E o fim de semana fica marcado por uma troca de palavras entre o Ministro da Agricultura e o Instituto da Conservação da Natureza, mas também por uma sucessão de apoios a António José Seguro. Eles não param, Bruno. Isso é bom para o candidato?
Eu acho que sim. Eu acho que é bom para António José Seguro, que percebe que tem, e já tinha na primeira volta, consegue esse efeito agregador. Claro que André Ventura tentará aproveitar isso a seu favor, é normal que o faça. Vai dizer que é o sistema que está contra ele, o PSD e o PS juntos. Enfim, isso será a tática natural, a resposta natural de André Ventura, esta manifestação de apoio a António José Seguro. Mas para António José Seguro, eu não acho que é bom, não acho que seja um perigo. Ele tem sabido gerir bem esses apoios, não tem hostilizado a esquerda, e é importante não hostilizar a esquerda do PS, não tanto o resto da esquerda, porque não será decisiva para estas eleições, mas a esquerda do PS. O PS é preciso que esteja mobilizado para que o resultado seja folgado na segunda volta. Ou seja, na primeira volta, António José Seguro ganhou e é preciso que esse eleitorado, dentro do qual se inclui parte do PS, não se desmobilize para uma segunda volta. Mas eu acho que António José Seguro tem feito uma gestão dessas declarações de apoio, uma gestão inteligente. Agora eu queria olhar para este manifesto e para outras declarações de apoio a António José Seguro, da perspectiva do que isso representa para a direita, para uma eventual reconfiguração da direita. Neste manifesto dos não socialistas, há várias personalidades, antigos líderes do CDS, antigos ministros dos governos de direita, figuras da sociedade civil. E quanto a mim, esse manifesto demonstra duas coisas. Por um lado, há uma direita que tem estado ausente, que está ausente da governação, que está ausente da vida ativa dos partidos e é uma direita, é a segunda coisa que demonstra, é uma direita que está a clamar por um líder. Este manifesto o que diz é que esta direita precisa de um líder agregador. E não é assim tão exigente quanto isso, no sentido que, neste caso, por só por André Ventura será mais fácil o apoio a António José Seguro, mas que não precisa de um líder particularmente brilhante. Mas está a clamar por uma liderança, para uma personalidade agregadora, que não é, isso é também muito óbvio, Luís Montenegro. Muitas destas pessoas, muito provavelmente, não tenho a mínima dúvida, votaram em Luís Montenegro nas legislativas. Mas o facto de não terem votado, e claramente não votaram, a maior parte delas, no candidato escolhido pelo PSD e apoiado por Luís Montenegro, Marques Mendes, tem um significado político. Significa que existe aqui uma margem para surgir essa figura que seja agregadora, que vá da direita, desde a iniciativa liberal, que também está a contribuir para esta reconfiguração, até ao PSD. Portanto, eu vejo mais este manifesto, não tanto nos efeitos que poderá ter já na segunda volta, mas mais como um sintoma de um desejo.
De uma orfandade.
É, de uma orfandade. E há um nome que está aqui a pairar sobre este manifesto, é o de Passos Coelho. Não tenho a mínima dúvida em relação a isso, porque existe uma direita dentro do PSD que recusa votar em Seguro, mas que eu acho que neste momento é uma direita, é um espaço muito reduzido dentro do PSD. O restante espaço, algum poderá ter votado até Montenegro sem grande entusiasmo. Aliás, vê-se mais entusiasmo nesta manifestação de apoio a Seguro do que provavelmente se viu em manifestações de apoio a Luís Montenegro. Portanto, foi um voto em Montenegro ainda mais envergonhado e é uma direita que está claramente à espera de um político. Parte desta direita também votou em Cotrim de Figueiredo. Ou seja, Cotrim de Figueiredo conseguiu muito mais votos do que a iniciativa liberal, porque há uma direita que procura uma figura que seja agregadora desse espaço. Essa figura natural é Passos Coelho.
Desculpa lá, porque eu não sei se essa figura agregadora é alguém que já foi agregador, Passos Coelho, mas que não dá sinais de querer voltar à política. Não dá. E, portanto, não sei se essa direita pode ficar à espera.
Não dá sinais ou está a gerir?
Não dá sinais. Pode estar a gerir não dando sinais, mas de facto, alguém sabe se Passos Coelho quer voltar de alguma maneira e em que circunstâncias? Pode cair isso aqui um bocadinho naquela história da esquerda, é sempre António Vitorino que é o nome, ainda por cima.
A Dona Constança.
A Dona Constança. Ainda por cima, Passos Coelho tem um currículo e uma prática política superior à de António Vitorino Obviamente também tem ótimo currículo, mas não chegou a essa função executiva de primeiro-ministro. Eu acho que a direita tem que se entender com quem está e quem manifesta vontade, ou então que apareça alguém novo, eventualmente que agregue, porque os compassos de espera, à espera de quem não está, seja à direita ou à esquerda, e sempre foi acontecendo um pouco isso, é isso que gera vazios também, que ninguém vai avançando porque não sei quantos pode vir entretanto, e é uma coisa que não é segura. Acho difícil isso. Agora, a direita precisa dessa federação? Precisa, claramente. Depois de se ter partido aos bocados agora nesta primeira volta.
Claro, há uma fragmentação que poderá ter resultados-
Que acompanha um pouco aquilo que aconteceu com os partidos. Nós hoje temos propostas partidárias à direita que há seis, sete anos não existiam. A direita era a coisinha mais arrumada da democracia. Era o PSD e o CDS, e sempre foi assim.
E lá se entendiam quando era necessário.
Lá se entendiam, o CDS muitas vezes mais forte, outras vezes mais fraco. Mas era assim, a esquerda passou por alterações.
Teve várias transformações.
Várias transformações. E a direita está agora a passar por isso e precisa de se rearrumar a esse nível.
E esta campanha está a mostrar isso agora.
Não, curiosamente, o maior agregador da direita está a ser António José Seguro, do que algum dos candidatos da primeira volta conseguiu.
É isso que eu estava a dizer.
Mas foi negativo, atenção.
Mas muitas das pessoas que assinam este manifesto, não tenho dúvidas que votaram já em António José Seguro na primeira volta.
Algumas, certamente.
Algumas não tenho dúvidas que o tenham feito.
Para que seja sequer uma maioria, é uma porcentagem relevante, seguramente.
Mas António José Seguro teve votos desse eleitorado da direita logo na primeira volta. Não tenho a mínima dúvida em relação a isso. E isso significa que esse quase mínimo denominador comum, quer dizer que existe espaço para, não o máximo denominador comum, mas uma figura à direita que seja agregadora.
Não, isso sim. Mas eu penso que a esquerda também está com falta de figuras agregadoras. Talvez Seguro agora esteja a ser, mas um bocadinho por falta de comparência de outras figuras, de alguma maneira, e esta agregação da direita a Seguro é claramente... Bom, entre estes dois, não temos dúvidas, como é evidente, qualquer pessoa decente e democrata, de alguma forma, é este o argumentário que vota em Seguro.
Até haverá mais entusiasmo neste setor à direita do que propriamente em alguns setores à esquerda dentro do PS.
Deixa eu trazer então o Luís Rosa aqui também a este assunto. Luís, há quem diga que António José Seguro é o socialista que a direita gosta.
É verdade. Logo no início, antes de ele apresentar a sua candidatura, quando disse que Seguro era o melhor candidato que o PS podia ter, também tinha em conta isto, porque é de facto o único socialista que consegue fazer pontos para o centro-direita, e isso mais uma vez vem a comprovar que é verdade. Agora eu queria voltar um pouquinho atrás àquilo que o Bruno estava a dizer há pouco. Não vou ainda dar pouca história da telenovela de Pedro Passos Coelho, confesso que a ideia de que Pedro Passos Coelho vem montado num cavalo branco e tipo D. Sebastião salvar o país é uma coisa que eu confesso que não acredito muito nisso. Mas enfim, vou deixar isso pra outra altura. Gostava só de voltar à questão do que significa o apoio do centro-direita à ajuda de António José Seguro, porque esse apoio não é um cheque em branco. E é importante dizer isto: uma possível vitória de António José Seguro não significa que a esquerda tenha conseguido inverter o ciclo político da direita. Bem pelo contrário. Além da questão de Seguro ter beneficiado muito da divisão do eleitorado da direita entre três candidatos, que juntos valeram mais do que 50% dos votos. Aliás, se o PSD e a IL tivessem tido a mesma candidatura, muito provavelmente teria sido esse candidato a disputar a segunda volta com Seguro ou até mesmo com a Ventura. Portanto, o que significa é que Seguro vai ser eleito com muitos votos do centro-direita e a sua maioria política, reforçada, que é aquilo que ele está a pedir, incluirá o centro-direita de forma muito significativa. Isso dará uma responsabilidade política a António José Seguro, ele terá de respeitar esses eleitores e o que eles querem. E o que esse eleitorado quer, e que foi o eleitorado que reforçou a maioria da AD nas legislativas de 2025, esse eleitorado quer estabilidade, mas também quer reformas. Portanto, não é suposto António José Seguro ser um obstáculo ao governo. Não é suposto ser um líder da oposição como uma parte do Partido Socialista e da extrema-esquerda desejam. É suposto ser um Mário Soares no seu primeiro mandato, aquele que colaborou com o governo de Cavaco Silva, e não um Mário Soares no segundo mandato, que foi um líder da oposição, um líder de fação e desrespeitou claramente a Constituição. E portanto, é importante dizer que nós estamos num ciclo da direita, o Parlamento é dominado mais de 70% por forças políticas da direita, o PSD governa a maioria ligado com a IL, nalgumas, governa a maioria das autarquias, governa os Açores e a Madeira. Portanto, é este ciclo político em que estamos. Não é um ciclo político da esquerda, que há uma parte do PS que pensa que isso vai acontecer, e parece-me que está a pensar mal. Portanto, António José Seguro tem que encarar este apoio do centro-direita não como um cheque em branco, mas sim com a perspicácia política, que eu lhe reconheço, de perceber que isto não significa uma mudança de ciclo político. Eu acho que essa questão também é muito importante de ser realçada.
Luís, queres dar uma nota a estes apoios ou guardas para o outro tema que escolheste para hoje?
Eu posso já dar uma nota a este apoio, porque eu acho que é um apoio também que é inevitável, tendo em conta as duas candidaturas que estão aqui em causa, mas eu daria um 13 a este apoio de centro-direita a António José Seguro.
E tu, Bruno?
Eu dou um 12 a este pedido de resgate. No fundo, é uma direita que está a pedir para ser resgatada por alguém.
Salvem-me.
Salvem-me, venham cá que nós estamos aqui disponíveis para esse projeto.
Paulo, e a tua nota?
Olha, posso dar também, eu acho, uma nota positiva a António José Seguro. Acho que a campanha lhe vai correndo bem. Essa campanha para ele tem um problema, ainda dura muito Aliás, há pouco comentávamos aqui de microfone fechado que as eleições poderiam ser já amanhã.
Podiam ser já amanhã.
Podiam ser já amanhã.
Se calhar antes do debate.
Antes do debate até. Vamos ver o debate amanhã, pode trazer dados novos, obviamente. Dados novos em termos de posicionamento, de dinâmicas, porque não me parece que vão aparecer argumentos novos de parte a parte. Mas sim, acho que a campanha lhe vai correndo bem, sendo que esse correr bem pode ser o maior risco que ele tem, que é aquele risco de excesso de favoritismo prévio.
Para o qual ele alertou durante a campanha.
Exatamente, ele até passa a vida a alertar e que pode ser desmobilizador. Dou-lhe um 13.
Um 13 para a campanha de António Borges Seguro até agora. José Manuel Fernandes, queres dar nota ao ICNF, ao Instituto da Conservação da Natureza e Florestas?
Quero dar, porque aquilo que se passou não é bom em vários sentidos. Primeiro que tudo, a primeira notícia que saiu sobre aquela matéria não era rigorosa e aparentemente baseava-se em fontes anônimas, como é habitual, e comparando aquilo que é dito na notícia com o vídeo que entretanto o ministro, o meu homónimo, divulgou, não é exatamente igual. É um facto que aquela forma de intervenção por vídeo também não é feliz, de maneira nenhuma, pelo contrário, que é uma intervenção que não é por aquela passagem específica em que diz que às vezes há normas que podem ser leis, podem ser portarias, podem ser decretos de leis, podem ser muitas coisas diferentes que podem ter problemas e que, portanto, o melhor é alertar para isso. Não é aí que está o problema, é em todo aquele método e numa coisa que as pessoas têm esquecido. A administração pública tem-se tornado cada vez mais complicada. Há institutos, como é o caso destes, mas não é o único, que têm várias tutelas e quando têm várias tutelas há sempre problemas, porque uma coisa é ter a tutela de um ministro, outra coisa é andar a despachar com vários ministros. Isso está a se tornar cada vez mais frequente. E depois, a forma como se nomeiam os quadros dirigentes e atuam estes organismos está longe de ser exemplar. Além de que, de facto, há muitos problemas de excesso de normas, de excesso de leis, de portarias, decretos de leis, normas contraditórias, que dão aos funcionários, muitas vezes, um poder discricionário que não faz sentido. Outras vezes complicam a solução dos problemas. A área do ambiente é considerada pelos investidores, a APA e o ICNF em particular, mas neste caso é o ICNF, ainda semana passada no Contracorrente falámos disso, é considerada nos inquéritos dos investidores aquilo que atrasa mais os investimentos, às vezes anos. Há casos de cinco anos em que andam para trás e para a frente por causa de coisas com uma importância relativíssima. E quando se quer tocar nas leis, cai o carmo e a trindade, porque fala-se logo em interesses obscuros, portanto, criou-se um nó cego de que muitas vezes não se sai. E isto não é só em Portugal, porque, por exemplo, ainda hoje veio uma notícia no Público sobre uma povoação perto de Coimbra, que tem crescido muito em número de habitantes e que portanto tem um problema na ETAR, e na terra ninguém deu por isso, mas na Comissão Europeia deram. E a Comissão Europeia está a abrir um processo contra Portugal e entretanto, quando se foi tentar fazer a obra, aconteceu aquilo que acontece sistematicamente em cada vez mais casos, que é o concurso ficou deserto, porque depois há normas para o que se pode propor nos concursos ou não propor nos concursos, para o que se exige e não exige, e o resultado é ninguém se arrisca a fazer uma obra daquelas que depois perde dinheiro. Isto infelizmente é uma situação muito comum, há uma acumulação de problemas, portanto, falta de qualidade da administração pública, muitas vezes os mecanismos em que uma certa discricionariedade atemoriza as hierarquias e portanto ninguém é capaz de contrariar pareceres que às vezes são dogmáticos, excesso de legislação, má qualidade na forma como se escolhem os quadros e os dirigentes, porque a CReSAP é um fiasco. E infelizmente, a maior parte das reações políticas e das associações é dizer que o ICNF está em causa e não se pode pôr em causa a sua independência. Vamos lá ver, o ministro, que eu saiba, não pediu para aprovar nenhuma obra em particular, nem pressionou. Sugeriu é que se houvesse situações em que há problemas com as leis, digam quais são para eventualmente o Governo as resolver.
Pediu bom senso.
Acho que é uma coisa que devia ser de bom senso. Só que há quem ache que as leis só podem ser para complicar e não para simplificar.
José Manuel, mas este caso é simbólico de alguma maneira, e eu acho que os governantes vão tendo noção disso, do nó cego que tu referiste há pouco em que estamos metidos quando é preciso licenciar o que quer que seja. Por isso é que depois há a operação influencer. Tem tudo a ver com isto.
Claro.
As regras são tantas e tão impossíveis de cumprir de alguma maneira, ou contraditórias, ou demoradas, que os próprios governantes têm noção de que neste clima e com esta legislação, é preciso dar um jeitinho aqui ou um jeitinho ali para que alguma coisa se possa fazer, senão não se pode fazer rigorosamente nada.
E agora não temos muito mais tempo, José Manuel, queres dar a tua nota sobre este processo?
Eu acho que o ministro não merece uma nota positiva. Quando há um problema destes, tem que se ir às reuniões e não mandar vídeos. A forma como tudo isto correu é um péssimo sinal. Acho que ninguém se portou bem, no fundo. Portanto, dou a este processo todo um seis.
Um seis para este processo que acabou por marcar muito este fim de semana. Luís Rosa, queres ainda dar uma nota à Ordem dos Advogados, que quer participar também na forma de acelerar a Operação Marquês?
Sim, quero dar uma nota ao Bastonário João Massano. Uma coisa rara, vou elogiar um Bastonário das Ordens dos Advogados, e é caso para dizer: aleluia, porque finalmente temos um Bastonário da Ordem dos Advogados, que se chama João Massano, com bom senso, e que deixa a política de guerrilha e de terra queimada de lado. Ou seja, passa a ser um elemento que tenta contribuir para uma melhoria do sistema, e não um elemento que tenta obstaculizar a melhoria do sistema. Portanto, a Ordem dos Advogados está a trabalhar com o Conselho Superior da Magistratura para ter uma coisa simples, uma espécie de escala de advogados oficiosos permanentes, sempre as mesmas pessoas, para substituírem outros advogados em megaprocessos, quando seja necessário. Isto tem tudo a ver com a Operação Marquês, porque como os dois advogados que já renunciaram à defesa de José Sócrates têm que ser substituídos, tiveram que ser chamados advogados sempre diferentes e de forma aleatória. E a ideia aqui é alterar as regras para que sejam sempre os mesmos advogados oficiosos, ou seja, já especializados em megaprocessos, para serem chamados para substituir o advogado que está a faltar. Portanto, é uma boa ideia, é uma excelente ideia, e também demonstra uma vontade do Bastonário João Massano de contribuir, de facto, para uma melhoria do sistema. Só falta uma coisa, e para terminar, Carla, que é uma sugestão que está na notícia do jornal Público de hoje. E nessa notícia, o advogado Paulo Graça dá uma sugestão que me parece bastante importante também, que é a Ordem dos Advogados pedir autorização ao Governo para se alterar o seu estatuto disciplinar, de forma que se possa apreciar de forma efetiva a conduta de advogados como Pedro Dellio e José Preto, porque estão a renunciar à defesa do seu cliente só por uma razão, porque não concordam com as decisões da juíza presidente do julgamento da Operação Marquês. Isso não é um motivo para renunciar à defesa de ninguém. Isso é uma falta disciplinar grave e que deve ser, obviamente, avaliada pela Ordem dos Advogados. Espero, mesmo assim, que ainda venha a ser avaliada. Portanto, uma nota muito positiva para João Massano. Dou um 16 a João Massano, que me parece uma boa ideia. Espero que João Massano também venha a colaborar com o poder legislativo nas medidas de celeridade processual que estão em discussão na Assembleia da República.
E caminhando para uma reforma da Justiça, Luís Rosa, um 16 então ao Bastonário. Nós estamos quase no fim de "You Vence o Dorê", mas José Manuel, não podemos deixar de falar de um outro programa e podcast em que te meteste a partir de hoje com o geofísico Miguel Miranda. Conta-nos o que é que vai acontecer.
É um podcast em que vamos falar de alguns temas de ciência.
E o resto é ciência, é ou não?
Vamos tentar explicar. Chama-se "E o Resto é Ciência". Vamos começar precisamente por falar destas tempestades a quem damos nomes. Esta agora é a Joseph. Acabou a Ingrid, já estamos na Joseph.
E que foi atribuída pelo IPMA.
IJ, não é?
Exatamente. Nós vamos explicar isso tudo, como é que essas coisas acontecem, por que isso acontece, e saber se o facto de termos tempestades com nomes é porque elas são mais graves do que as do passado, se são menos graves. Tentar perceber por que temos este problema com a memória do tempo. Nós sempre queremos o ano com mais chuva, ou o ano com mais frio, ou o ano com mais sol, ou o ano com menos sol. Andamos sempre a dizer isso e, por regra, é falso. E recordar também algumas grandes tempestades do passado, que deixaram marcas, mas não muitas marcas na memória das pessoas, exceto, às vezes, quando as pessoas se viram envolvidas nelas. Acho que vai ser interessante e vai ser o começo de uma série, que vamos ver como é que corre.
Sim, com vários temas, não é só sobre meteorologia.
Não. Começámos com meteorologia por causa da Ingrid.
Sim, exatamente.
Mas vamos para outros temas já bem diferentes para a semana que vem.
Muito bem, então é hoje a estreia, 12h10. Quanto ao "You Vence o Dorê", regressa mais logo na Tarde Política.
Uma versão alargada começa a seguir ao jornal das 18h. Esta segunda-feira dão notas o Judite França, a Raquel Abrucassys e o António Costa. Assim que acabar o "You Vence o Dorê", chega o Alberto Gonçalves com o "Ideias Feitas".