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Começa já a falar o líder do CDS, ele que vota em Lisboa. Vamos ouvir essas palavras.
Saibam bem de onde vimos e para onde queremos ir, que combatam a abstenção para não permitir que nenhum outro português escolha por si e que hoje seja um dia feliz para Portugal.
Está preocupado com a abstenção?
Não, não estou. Eu estou com o coração ao largo. Eu hoje vou passar o dia com a minha família, vou à missa e vou aproveitar para recarregar baterias, porque eu estou convencido que hoje vai ser um dia feliz e vou acabar o dia com o coração mais cheio do que nunca.
Já tem o discurso escrito?
Não, não tenho. Eu não tenho o discurso escrito. Aliás, vocês sabem que eu não costumo escrever discursos. Eu tomo umas notas e depois falo ao sabor do coração, do momento e da circunstância. Enfim, agora vou aguardar e esperar pelo veredito dos portugueses, que é o que os políticos devem fazer nestas alturas, mas com confiança e com otimismo.
Está preocupado com a abstenção? Pode agravar a abstenção no dia de hoje?
Eu acredito que sim. Espero que não. E o apelo que eu faço é que os portugueses vençam o medo, combatam a abstenção e votem com a razão e com o coração, tal como eu estou a fazer.
Em relação ao seu futuro, depois dos resultados desta noite, vai tomar já esta noite alguma decisão?
Certamente que não. Até porque, como eu disse, eu estou confiante e estou seguro que tudo vai correr conforme o esperado e de acordo com o esforço que eu empreguei e o meu partido ao longo desta campanha.
Sente de alguma forma que estas eleições são para si uma espécie de prova de vida?
Todos os políticos são colocados à prova no dia das eleições. Em qualquer profissão, nós somos avaliados pelos nossos resultados. Eu sinto que neste momento estou a ser testado, assim como o meu partido, mas como vos disse, tenho a consciência tranquila, lutei sempre os valores em que acredito, com toda a liberdade, desprendimento, autenticidade, e é com humildade que vou aceitar as coisas dos portugueses. Portanto, nesta altura, resta confiar e aguardar serenamente.
Independentemente da escolha dos portugueses, a sua decisão será sempre a mesma: manter-se à frente do partido?
Nunca será indiferente à decisão dos portugueses. No entanto, como vos disse, eu confio na escolha dos portugueses e acho que os portugueses me passaram a conhecer bem durante estas eleições.
Ou seja, para já, vai esperar pelo fim do dia, vai ver o que acontece e decisões só depois.
Exatamente, é uma ótima síntese. É isso mesmo.
Acredita que daquilo que foi vendo também hoje há maior adesão do que nos outros atos eleitorais que foi vendo?
Eu acho que está em linha com os atos eleitorais anteriores. Portanto, o único desejo que eu formulo, de forma expressa, é que os eleitores votem com a razão, com o coração, que combatam a abstenção e não permitam que outros escolham por si e efetuem as suas decisões, porque na democracia não há lugares vazios nem vazios de poder. E eu espero que o resultado que saia destas eleições represente de forma expressiva a vontade do povo português.
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