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O centro já está, neste momento, sinalizado de forma a ajudar os clientes a movimentarem-se. No chão, já está feita a sinalética horizontal e vertical. Hoje o Centro Colombo é um centro completamente diferente nessa perspetiva.

É o novo normal. Obrigatório usar máscaras, centenas de dispensadores de gel disponíveis para desinfetar as mãos, e ter sorte. Sorte para entrar, porque a lotação total do Centro Colombo passou a ser controlada. É o que explica o diretor do espaço, Paulo Gomes.

O Centro Colombo tem, e sempre teve, um dispositivo de contagem do número de visitantes. Quantos é que entram, quantos é que saem, quantos é que estão dentro do edifício. Nós sabemos a cada momento quantas pessoas é que estão dentro do edifício. É um sistema de contagem de visitantes com utilização de câmaras térmicas.

Por ano, o Centro Colombo recebia 25 milhões de visitantes. Agora, a estimativa é para muito menos. Um novo mundo ao qual todos têm de se adaptar, incluindo a zona da restauração.

No food court, em três dias, reorganizámos o mobiliário da zona comum e, neste momento, temos praticamente metade dos lugares que tínhamos, porque estamos a cumprir as distâncias entre mesas, a disposição das mesas que nos foram aconselhadas. Os restaurantes, neste momento, não se nota, mas no seu interior as equipes estão a reativar os restaurantes, a ajustar o restaurante às novas medidas.

É o caso de Emmanuel Berenger, sócio-gerente do restaurante Sabores da Ilha, que tem estado nos últimos dias a preparar a abertura ao público. E as diferenças são muitas: menos mesas, estar todo o dia com menos oferta e medição de temperatura a cada entrada.

Temos que reduzir o número de lugares, como recomendado, e junto ao balcão também iremos delimitar a zona de passagem. Ter o cuidado sempre com os funcionários, medindo a temperatura. Sempre que haja uma entrada de um funcionário, iremos medir a temperatura dos funcionários. Irá ser um acompanhamento, todos colaboraram e estão informados nesse sentido.

Depois de dois meses de portas fechadas, a expectativa é abrir o quanto antes. Enquanto isso, os 14 funcionários deste restaurante entraram em lay-off.

A nossa prioridade, essencialmente, foi primeiro a responsabilidade sobre os funcionários. Manter os 14 postos de trabalho, mantivemos todos. Depois passámos a regime de lay-off. Esperamos que os clientes vão, de dia para dia, ganhando confiança e voltem à normalidade.

Já numa realidade diferente está a Tabac. Esta tabacaria especializada em papelaria, também instalada no Centro Colombo, esteve fechada por apenas dois dias. É uma das lojas abrangidas pela regra do governo de manter abertos os serviços considerados essenciais. Ainda assim, as quebras no negócio rondam os 80%. O tabaco foi o principal produto que contribuiu para as receitas, a contrariar a tendência de queda nos jogos de sorte. Carlos Lomba, proprietário do espaço, revela que conseguiu manter todos os funcionários, mas a expectativa para o que aí vem ainda é controlada.

Isto a partir do dia 1 de junho, quando os centros comerciais abrirem, digamos, 99% tudo aberto ao público, vamos ver como é que é a reação. Nós, nas primeiras semanas, não estamos muito reativos a que as pessoas venham já todas aos centros comerciais. Porque as pessoas vão andar com medo.

À porta da loja, o aviso: é obrigatório o uso de máscara, tanto para clientes como para funcionários.

Todos os colaboradores dentro da organização têm máscara. Ninguém entra dentro das nossas lojas sem máscara. Há o desinfetante, há a máscara, há a viseira protetora. Neste momento, há aqui um cliente que quer comprar uma coisa do balcão, pode ver que a pessoa sai do balcão com o respectivo equipamento, com as luvas e com a máscara, vai abrir a vitrine, há uma distância social de 1,5 m, 2 m, como se pode ver.

Para o proprietário da loja Tabac, está fora de questão despedir pessoal, caso o negócio continue a sofrer grandes quebras.

Aqui a situação é não desesperar, arranjar aqui estratégias que sejam alternativas, não é pegar em pessoas e mandar pessoas embora. Nós temos que fazer outro tipo de canal, temos que conseguir arranjar outro tipo de estratégia, outro tipo de vendas. Com força positiva e pensando positivo, e pensando que as coisas hão de passar e há de estar tudo bem. E o lema é este.

Uma normalidade que é esperada por todos à medida que vai abrindo a economia. No Centro Colombo, tudo a postos para receber clientes, garantindo todas as medidas de segurança. O antigamente, esse não voltará tão cedo. Obrigada por ter ouvido este podcast. Se gostou, pode subscrevê-lo, pode partilhá-lo e também pode ouvir a Rádio Observador online em 98.7 em Lisboa e em 98.4 no Porto.