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Beatriz Gomes Dias é a candidata do Bloco de Esquerda à Lisboa.

Estou sim?

Alô, é a Mariana do Observador.

Olá, Mariana, como está?

Como está, tudo bem?

Atendeu a Mariana Lima Cunha na quarta-feira e ficou a conhecer uma sondagem que lhe dá 7% nas intenções de voto.

Já agora, acabei de ver aqui na televisão a sondagem da RTP. Não sei se viu em casa também.

Não, eu não costumo ver televisão.

Posso contar-lhe eu. Previu um resultado semelhante ao de há quatro anos, a 2017, com uns 7%. Não sei se é um resultado que veja com bons olhos.

Eu acho que é um bom resultado, ou seja, quer dizer que o nosso trabalho é reconhecido e que as pessoas revêm-se no que o Bloco de Esquerda fez ao longo desses quatro anos. Contudo, é preciso que esses resultados sejam depois confirmados na votação no domingo.

Quando chega a casa costuma ver telejornais?

Quando chego a casa vejo sempre os noticiários e volto para trás para poder perceber como é que foi percepcionada a nossa campanha, as peças que passaram.

Com essa análise, acha que tem conseguido passar bem a sua mensagem?

Eu acho que sim, tem melhorado. No princípio, acho que algumas das peças não traduziam, na minha opinião, o que estava a acontecer na campanha, principalmente nos debates, mas depois ao longo da campanha e à medida que a campanha foi avançando e os jornalistas a acompanharem a nossa campanha perceberam o envolvimento da população e a forma como nós temos conseguido mobilizar as pessoas para as nossas propostas e também a forma como me tratam na rua.

Acha que tem conseguido destacar-se mais agora durante a fase da campanha?

Tem melhorado com a campanha.

Ia-lhe perguntar, não sei se quando vê essas peças, uma coisa que temos notado é que Fernando Medina praticamente não fala dos partidos à esquerda, aliás, mesmo do Bloco de Esquerda, com quem teve um acordo nestes quatro anos. Acha que é uma estratégia para tentar anular a esquerda, pedir o voto útil, ignorar os partidos que estão à esquerda do PS?

Eu acho que cada candidato tem se empenhado em divulgar as suas medidas e explicar às pessoas que vivem em Lisboa por que são a melhor opção para o governo da câmara. E nós também temos feito isso. E também que o facto de o PS não ter tido maioria absoluta no mandato anterior, tinha sido fundamental para o acordo que foi estabelecido, e que o acordo, por sua vez, foi fundamental para a transformação que aconteceu na cidade.

Vou acabar só a perguntar-lhe se tem conseguido dormir, descansar.

Eu estou bastante entusiasmada. Eu estou a gostar imenso de fazer a campanha e tenho me alimentado dessa energia das pessoas que estão a fazer campanha comigo e das pessoas que na rua me tratam com tanta simpatia e com tanto apoio. Isso tem me dado imensa energia.

E também do gengibre que nos dizia no outro dia que toma para não ficar rouca no final de cada dia de campanha.

Tenho. Ontem à noite não bebi o chá de gengibre como tenho feito nos outros dias e hoje já tive alguma dificuldade. Fiquei com a voz um bocado rouca, mas sim, o gengibre e a energia das pessoas. Tem sido isso que me tem dado força.

Um chá de gengibre para ajudar a recuperar. Beatriz Gomes Dias conversou com a jornalista Mariana Lima Cunha.

Muito obrigada, Mariana. Um beijo grande. Obrigada, adeus. Boa noite.

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