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Bruno Horta Soares é o candidato da Iniciativa Liberal a Lisboa.
Estou?
Olá, viva, boa noite, Bruno Horta Soares. Tudo bem?
Viva, boa noite.
Numa primeira de três noites de telefonemas, já bem perto da meia-noite, conta a Miguel Santos Carrapatoso como têm sido estes dias de campanha.
Faço sempre questão de levar os filhos à escola. Depois é que vou por onde estiverem à minha espera.
E em termos mais concretos, já beijou muitas senhoras nos mercados ou nem por isso?
Continuam a fazer muitas máscaras na cara das pessoas. Apesar de já terem sido levantadas as restrições nos espaços públicos, denota-se ainda muita gente que voluntariamente está de máscara. Portanto, o toque e o contacto, neste momento e na campanha, aquilo que eu destacaria como o momento mais constrangedor, que acontece constantemente, é a questão de se cumprimentamos com um murro ou com um aperto de mão. A parte do beijinho eu acho que já é no patamar, já é loucura total.
Portanto, o beijinho fica só para a próxima campanha, legislativas, por exemplo.
Não tenho praticado, de facto. Não tenho praticado nestes tempos.
Foi uma forma pouco habilidosa da minha parte de lhe perguntar quais são as suas ambições depois das autárquicas.
Todas as interações quando são num contexto político envolvem pessoas, lidar com pessoas, ouvir as pessoas e gostar das pessoas. Portanto, a questão do beijinho pelo beijinho a mim não me atrai, não sou político de carreira, mas gosto desta sensação das pessoas se sentirem próximas daqueles que em última análise são os seus representantes.
Eu perguntei-lhe de forma pouco habilidosa, o Bruno Horta Soares respondeu-me de forma muito habilidosa, de quem já é político. Eu perguntei-lhe pelas ambições depois das autárquicas.
Não, segunda-feira, não é logo de manhã, porque às 9h30 tenho que estar a dar uma aula na Católica, portanto não posso estar logo a dirigir-me, não sei sequer onde é que é o lugar do primeiro vereador, onde é que me devo dirigir na segunda-feira, ainda não perguntei, isso quer dizer, é uma boa pergunta a fazer nos próximos dias.
Bruno Horta Soares esquiva-se às perguntas sobre o futuro. A campanha é dura e na segunda noite de conversa, antecipa-se a ação do dia seguinte: uma corrida entre um autocarro da Carris e uma trotinete. O candidato vai em duas rodas.
Para chegar ao metro é dos transportes que mais utilizo, portanto já estou preparado. Eles achavam que não e assim vou surpreender amanhã.
Mas vai equipado, em segurança.
Não, na verdade, eu ando também de gira, ando mais de trotinete do que ando muitas vezes de fato e para não suar. Portanto, estou mais habituado à trotinete do que da bicicleta.
Acha que vai ganhar quem? A trotinete ou a Carris?
Eu não sei se eles colocaram alguma subida, alguma colina, não sei qual é que vai ser o campo de batalha. Portanto, se envolver alguma colina, pode haver aí algum tema. Se for a direito, acho que as probabilidades da trotinete serão muito mais presentes, porque a Carris poderá ter essa questão da limitação dos circuitos.
Já no rescaldo da corrida, na noite seguinte, e depois das comparações feitas da corrida protagonizada por António Costa, candidato a Loures em 1993, Bruno Horta Soares aproveita para bater na tecla da liberdade de escolha.
Foi um bom exercício para demonstrarmos aquela mensagem que queríamos passar da liberdade de escolha e da importância de termos alternativas. Acho que foi a mensagem principal, não foi com Ferrari e com burro, mas foi com a Carris e com a trotinete, foi mais ou menos o mesmo.
Bruno Horta Soares, candidato da Iniciativa Liberal a Lisboa, conversou com o editor-adjunto de política Miguel Santos Carrapatoso.
Bruno Horta Soares, muito obrigado. Uma boa noite de descanso e boa sorte até ao que resta desta campanha.
Muito boa noite e bom trabalho para vocês.
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