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Vladimir Feliz é o candidato do PSD ao Porto.

Sim?

Estou sim, boa noite, Vladimiro. Maria Martinho do Observador.

A jornalista Maria Martinho fez uma série de três telefonemas para Vladimir Feliz. Na primeira conversa, o candidato social-democrata falava da presença de Rui Rio na campanha.

Ter Rui Rio acompanhá-lo nestes últimos dois dias na campanha facilita significativamente o seu trabalho?

Sim, Rui Rio tem um legado inquestionável na cidade, que é preciso também recordar, seja naquilo que foi a coesão social da cidade, naquilo que foi a reabilitação da Baixa, naquilo que foi a melhoria da mobilidade, algo que se foi perdendo ao longo do tempo, mas também aquilo que foi a dinâmica de projeção nacional e internacional do Porto com os grandes eventos, com os conteúdos de animação e também com o reforço daquilo que foi a atratividade da cidade, quer em termos de investimento, quer em termos de turismo, quer em termos de qualidade de vida para os portuenses.

No autocarro de campanha confidencia-me hoje que já tinha ganho alguma cor com o sol que se faz sentir na cidade. Aceitaria um chapéu que a comitiva de Rui Moreira tem distribuído em campanha gratuitamente?

Eu tenho bons chapéus e bonitos, mas eu nunca escondo aquilo que sou e, portanto, como tenho uma falta de cabelo evidente, não a vou esconder com chapéu, protejo-me do sol com protetor solar e sou sempre aquilo que sou. Não tenho nada artificial para esconder o que não sou.

Na noite seguinte, noutra conversa, Vladimir Feliz não se mostrava abalado com a sondagem que o coloca em terceiro lugar. Estava mais aborrecido com o trânsito do Porto.

Estou.

Boa noite.

Boa noite.

Maria Martinho do Observador. Como é que correu o dia hoje? De manhã acabou tarde.

O dia tem sido assim, tem sido praticamente 17 horas, às vezes, de campanha. Estivemos a experienciar o caos de mobilidade que o Porto enfrenta nos dias de hoje, que num período pandémico é já completamente caótico. Ficamos por várias vezes retidos no trânsito. Tivemos que anular inclusive uma ação de rua, porque o Porto hoje, ao final do dia, estava completamente parado, mais uma vez.

Saiu uma nova sondagem, mais uma, aqui para o município do Porto, que dá ao PSD o terceiro lugar com 14%. Como é que olha para este número?

Eu não sou de comentar sondagens, mas tenho que comparar sondagens com sondagens. E o que se nota nesta é que o doutor Rui Moreira está a crescer e o PSD a crescer. Daqui até domingo, eu acredito que o Porto nos vai dar mais uma surpresa, porque é isso que sentimos na rua.

E chegamos ao terceiro e último telefonema em que a jornalista Maria Martinho aborda agora a possibilidade do PSD sair derrotado num bastião social-democrata, a freguesia de Paranhos.

Boa noite, Vladimiro.

Boa noite, Maria.

Vladimiro, vamos falar de Paranhos, a maior freguesia do Porto. E é uma freguesia que Rui Moreira quer roubar ao PSD. Mantê-la será uma espécie de vitória no domingo?

Não, como eu já lhe disse, vitória é ganhar a Câmara e ganhar mais freguesias. Essa obsessão do doutor Rui Moreira por Paranhos é curiosa. Ele tem aqui um fetiche com o PSD que nós ainda não compreendemos, uma vez que em campanha fez uma aliança com o Partido Socialista e continua obcecado em ganhar esta junta ao PSD. Vai ter azar, porque vai perder Paranhos e vai perder mais freguesias na cidade. Não tenho dúvida nenhuma.

Que outras juntas, que outras freguesias é que gostaria de conquistar para além de Paranhos?

Eu gostaria de conquistar todas.

Quais seriam as mais importantes para o PSD?

Não, todas são importantes. O Porto é único e, portanto, eu não tenho preferência. Portanto, sinto aqui uma energia redobrada para enfrentar estes próximos dias e para ganhar o Porto no domingo.

Vladimir Feliz conversou com a jornalista Maria Martinho ao longo de três noites nesta última semana de campanha.

Obrigado, Maria. Boa noite, com licença.

Obrigada.

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