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Rui Moreira é recandidato ao Porto à frente de um movimento independente.
Estou?
Estou. Olá, boa noite, Rui Moreira.
Olá, boa noite, Inês.
A jornalista Inês André Figueiredo ligou na terça e quarta-feira ao candidato. Na primeira conversa, Moreira descreve uma forma sóbria de fazer campanha.
Tem andado muito pelas ruas nestes últimos dias. Dá para medir um pouco o pulso à população, como se costuma dizer, ainda que o barómetro nunca seja 100% fiável quando se está em campanha. O que sentiu hoje em Paranhos?
Senti as pessoas contentes, senti afeto, senti que as pessoas gostam de nos ver, gostam de nos encontrar.
Costuma seguir na frente da comitiva, mas poucas vezes é o Rui Moreira a aproximar-se das pessoas. Deixa que sejam elas a dar o primeiro passo. É um defeito ou é feitio?
Nós não nos podemos esquecer que estamos no território das pessoas. Portanto, muitas vezes, se a pessoa me acena, eu vou falar com ela. Ainda hoje estive a falar com várias pessoas e estive uns minutos a falar com cada uma delas.
Para toda a comitiva.
A comitiva para e não se aproxima excessivamente. Exatamente porque essas pessoas às vezes querem contar coisas da sua vida privada e acho que olhar as pessoas, ouvir as pessoas, faz parte do trabalho que eu acho que devo fazer e da forma como eu procuro cultivar o contacto que tenho das pessoas.
Têm sido muitas horas diárias desse contacto na rua, muitos quilómetros nas pernas. É daqueles que precisa de muitas horas de sono para recuperar ou nem por isso?
Não, eu normalmente o que preciso é fazer uma sesta, dormir por 20 minutos, que me ajuda imenso.
Não lhe roubo mais tempo, até para que possa descansar, pelo menos durante a noite, porque durante o dia não dá.
Ouví-la depois de a ver durante o dia.
Até amanhã. Tudo de bom. Até amanhã. Com licença.
No dia seguinte, a jornalista Inês André Figueiredo volta a ligar a Rui Moreira. O candidato ainda estava em campanha, mas sem jornalistas, para não inibir as pessoas com quem se cruza.
Estou?
Boa noite, Rui Moreira.
Olá, Inês.
Olá, boa noite. Mais um dia de campanha, não é verdade? Mais uma chamada. Como é que se sente hoje? Já por casa a esta hora?
Não. Olhe, estou aqui no Passeio Alegre, ainda a fazer campanha eleitoral.
Continua a fazer campanha depois da arruada?
Continuo.
Dispensa os jornalistas nessas ações mais intimistas?
Não é uma questão de dispensar jornalistas, eu também quero poupar jornalistas, porque são muitas horas de contacto e às vezes nós também precisamos de ouvir as pessoas. E com os jornalistas, as pessoas às vezes sentem-se um pouco inibidas de falar, o que é compreensível.
Teve hoje, provavelmente, a maior arruada da campanha que se realizou hoje aqui no centro histórico.
Até à próxima.
À medida que o dia das eleições se aproxima, sente os nervos a aumentar?
Não, devo lhe dizer que eu quando cheguei à Ribeira, fiquei muito emocionado. Confesso que hoje quando cheguei ali ao cubo e comecei a ver pessoas das janelas a acenar e a aplaudir...
Sentiu um apertozinho no coração.
Senti.
A jornalista Inês André Figueiredo esteve à conversa com Rui Moreira, recandidato independente à Câmara do Porto, apoiado por CDS, Iniciativa Liberal, Nós Cidadãos e MPT.
E ficamos hoje por aqui na nossa última chamada. Muito obrigada pela disponibilidade.
Eu é que agradeço.
Claro que sim. Obrigada. Boa noite.
Muito obrigado. Boa noite.
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