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E quem se prepara nesta altura para falar aos jornalistas e já votou, foi Rui Rio. Ele que votou hoje no Porto, está nesta altura a ser acompanhado pelas diversas equipas de reportagem. Vamos ouvir já as primeiras declarações do presidente do PSD, ele que já exerceu o direito a voto. Vamos ouvir.
Não me dói a cabeça, não me dói nada.
Mas está tranquilo?
Estou tranquilo. Já fizemos tudo aquilo que tínhamos a fazer. Cumprimos todos a nossa obrigação, eu e os demais candidatos, e agora provavelmente estamos todos com a mesma disposição a aguardar resultados.
Normalmente costuma estar tranquilo nestes dias decisivos, mas estas eleições são diferentes, trazem alguma intranquilidade ou alguma ansiedade para o dia de hoje ou não?
Não, sinceramente não. Aliás, eu devo calcular, já tenho tantos dias destes no meu currículo, seja a nível local, seja a nível nacional, que acabo por ter um comportamento absolutamente normal.
Como é que vai fazer o resto do dia?
Vou almoçar e depois vou para Lisboa, porque é em Lisboa que nós vamos estar. E querer fazer, naturalmente, um apelo a que as pessoas votem. Eu compreendo que aí sim, desta vez, é um bocadinho diferente.
Está preocupado com a abstenção?
Eu não sei. Por um lado, havendo a indefinição que há quanto ao resultado, aparentemente as pessoas iriam votar mais. Por outro lado, temos a questão da Covid, que poderá levar pessoas a terem algum receio, o que vai dar no fim, não sei. Pronto, cada um que faça com a sua consciência.
A preguiça já está um bocadinho atrás. Até às 11h votaram 13% dos eleitores, em 2019 foi 15%.
Tinha sido mais. Não sei se será a Covid que está a afetar isso. Cada um que faça conforme a sua consciência, mas que faça um esforço para votar.
Mas acha que isso será bom para os eleitores a virem votar?
Não sei se é bom ou se é mau. Acho que para o país é bom se votarem muitos. E para o reforço da democracia é bom se votarem muitos. Depois para o resultado é aleatório, não faço a mínima ideia.
Tem a mala já bem preparada?
Tenho, mas eu acho que os outros também têm, não quero aqui armar em diferente. Vamos aguardar com calma.
Concorda com Marcelo Rebelo de Sousa quando diz que estas eleições são de facto muito diferentes e que defende, por exemplo, alguma revisão do facto de não haver dia de reflexão? O que pensa sobre isto?
Eu quanto ao dia de reflexão, sempre fui um apoiante desse dia, de haver alguma calma, que preceda o dia em que todos também tranquilamente vamos votar. Eu sinceramente simpatizo com essa situação. Não simpatizaria muito com termos estado ontem aos gritos às 11 da noite e à meia-noite e agora irmos todos votar. Acho que o dia de reflexão criou-se a seguir ao 25 de Abril, em minha opinião. Quanto ao facto de as eleições serem diferentes, são importantes, mas todas as eleições são importantes. No fim, vai-se definir quem é o governo do país, qual é a maioria que está no Parlamento. São todas importantes.
Mas sentiu-se seguro a votar hoje?
Seguro?
Sim.
Ninguém me empurrou, estava ali sozinho.
Não, ultimamente com a Covid-19, o que é que tem dito às pessoas que possam ter algum receio?
Não, eu mais seguro não podia sentir. Quase sozinho, só tinha duas pessoas à frente, esperei à distância. Não vejo problema nenhum. O pior agora é que tirei a máscara para falar convosco.
Em termos de organização, considera que está tudo bem?
A organização está perfeita. Isso aqui não vejo problema nenhum. Assim as pessoas também vêm dispersas ao longo do dia, mas que venham.
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