Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Muito obrigado também à senhora Ministra. Cumprimentar o senhor Presidente da República, o senhor Presidente da Assembleia da República, o senhor Primeiro-Ministro, também os restantes membros do Governo, senhores deputados, minhas senhoras e meus senhores. Venho então muito brevemente falar-vos sobre aquilo que tem a ver com um plano de operacionalização da estratégia de testagem em Portugal, recém-criado no âmbito de um despacho da passada semana. E integro o grupo interno do Instituto Ricardo Jorge, que irá também colaborar neste âmbito. O mandato enquadra-se precisamente na definição desse plano. A criação de um plano de gestão da reserva estratégica dos testes disponíveis. O sistema de informação conecta-se com essa atividade, a questão da própria comunicação, seja interna, seja externa desta matéria, e natural a necessidade de articulação com as diversas entidades. O objeto é, naturalmente, a promoção da testagem massiva e sistemática na população, mas pretende-se que essa testagem seja feita com base em critérios objetivos e claros, e que essa ação seja adequada ao contexto em que se insere. O modelo pretende ser participativo, envolvendo os diversos setores, naturalmente, no setor público, através da administração central, mas também das autarquias e as outras diversas vertentes. No setor social também no âmbito dos estabelecimentos residenciais para pessoas idosas, as creches, os centros de dia, enfim, diversas dimensões que são abarcadas por esta área. E também no âmbito do setor privado, com as farmácias, os setores de comércio e indústria, o turismo, naturalmente, também a agricultura e também aqui uma componente que já tem sido avançada, que é a das concentrações de pessoas, portanto, os eventos de massa. Dizer que naturalmente as linhas estratégicas deverão passar por uma análise epidemiológica, ou seja, o acompanhamento permanente, aliás, como tem sido feito desde já, em função da maior incidência e dos contextos onde essa incidência possa acontecer, seja do ponto de vista das áreas de atividade, seja também do ponto de vista geográfico. As questões da maior exposição, portanto, a prestação de cuidados de saúde, os transportes públicos, outras diversas áreas. Aquelas populações que por alguma razão, sejam mais vulneráveis, o que é naturalmente verdade para os trabalhadores sazonais, para os migrantes, para os sem-abrigo, mas seguramente irão ser identificadas também outras populações e aquilo que são considerados serviços essenciais, como os serviços de saúde, as forças de segurança, os bombeiros, entre outros. Há aqui uma necessidade premente, que é de ter um sistema de notificação que permita uma notificação o mais abrangente possível. Essa notificação deve ser simplificada e, portanto, encontrarmos as soluções que o permitam fazer de forma ágil, seja através de plataformas web, aplicações. Tem que haver aqui uma forte ligação à capacidade de resposta, ou seja, perante a evidência dos resultados, tem que haver uma reação, tem que haver uma intervenção nesse sentido e obviamente muito conexa com aquilo que é a vigilância epidemiológica. Depois, é importante perceber que os testes não se substituem uns aos outros e, portanto, têm aqui uma enorme componente de complementaridade e a questão da necessidade de mantermos uma vigilância virológica, seja para identificação das cadeias de transmissão e da sua distribuição ao longo do território nacional, mas também a nível internacional. Mas também numa perspectiva de conseguirmos manter uma boa perceção das variantes de interesse que possam eventualmente circular, é fundamental que haja também aqui uma manutenção de uma realização de testes pelo gold standard, que é os testes por PCR, de forma a conseguirmos assegurar estas vertentes. Naturalmente que a questão da periodicidade e modelo da testagem é uma questão central e em articulação com a Direção-Geral da Saúde e no âmbito da Norma 19, seguramente que irão ser definidos esses critérios, que serão dinâmicos. Ou seja, também até a própria evolução da situação epidemiológica poderá condicionar estas estratégias. De resto, também o mesmo é verdade no que diz respeito à necessidade de realizar mais ou menos testes de PCR, no sentido de manter a tal vigilância virológica. Trago-vos agora alguns dados que têm a ver com a média testagem desde o início da pandemia e, portanto, seguramente que já são conhecidos de vós estes dados. Mas realçaria, de facto, aquilo que aconteceu nos últimos dias. Como é notório, temos um aumento importante daquilo que é a testagem, particularmente em função daquilo que são os testes de antígeno. Há uma certa estabilização da testagem com PCR, como podem acompanhar pela linha vermelha, e a linha verde representa então esse aumento muito recente do número de testes de antígeno, que corresponderá também àquilo que tem sucedido na passada semana, nos últimos dias, em relação à massificação da testagem no contexto da retoma da atividade escolar. Temos também depois alguns outros dados que podemos elencar de alguns grupos específicos, em que foram feitos também uma testagem mais abrangente, de resto já há largo tempo, como é o caso dos estabelecimentos prisionais, com cerca de 14 700 testes, uma taxa de positividade a rondar os 7%. A testagem nas escolas, como foi bem divulgada nos últimos dias, com mais de 80 mil testes e com uma taxa de positividade inferior a 0,1%. No âmbito de uma colaboração com a Presidência do Conselho de Ministros, também foram feitos alguns testes de apoio, por exemplo, às questões das deslocações de membros do Governo e algumas situações mais concretas, também com uma taxa de positividade bastante baixa de 1,4. No âmbito da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, cerca de 60 mil testes, também com uma taxa de positividade a rondar os 4,5% e a testagem naquilo que são os estabelecimentos residenciais para pessoas idosas, mais Comumente denominados lares, em que, num universo de 150 mil testes, foram então identificados 2627 positivos, no âmbito de uma colaboração com o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. Por fim, trago-vos um indicador que é também importante para acompanhar a evolução da pandemia e até com base num indicador preconizado pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças, que de alguma forma recomenda que a taxa de positividade se situe abaixo dos 4%, representado por aquela linha vermelha horizontal. Sabemos bem que esta situação foi evoluindo ao longo do tempo. Atingimos, de facto, níveis de positividade bastante elevados, sendo o pico atingido no dia 31 de janeiro, com 19,96% desses testes. Portanto, essa positividade é medida com base neste indicador do ECDC, o número de novos casos face ao total de testes. Neste momento, este indicador, melhor dizendo, no dia 19 de março, esse indicador estava posicionado nos 1,4%, sendo que numa análise um pouco diferente, que é feita também aqui, já não com base no número de novos casos, mas estritamente apoiando-se nos testes, portanto dividindo o total de testes positivos pelo total de testes. No dia 19 de março tínhamos uma taxa de positividade global de 1,2%, sendo que também era expectável que, no âmbito dos testes de PCR, essa positividade fosse maior, no âmbito de 2,3% e os testes de antigénio, mais tipicamente associados àquilo que são os testes de rastreio, designadamente aqueles que foram realizados no contexto da retoma da atividade escolar, com uma positividade de 0,03%. Portanto, do ponto de vista da estratégia de testagem, seguramente que a task force terá agora o seu trabalho para empreender. Irá haver uma reunião deste grupo na próxima quinta-feira e, portanto, é expectável que possa, nos próximos dias, também haver um desenvolvimento desta estratégia e da implementação da mesma, tendo em conta também o que já foi dito pelos meus colegas. Muito obrigado.
Obrigada por ter ouvido este podcast. Se gostou, pode subscrevê-lo, pode partilhá-lo e também pode ouvir a Rádio Observador online em 98.7 em Lisboa e em 98.4 no Porto