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Temos agora Nuno Melo a subir a este palco. Vamos ouvir o presidente do CDS/PP.
Portugal! Portugal, Portugal, Portugal! Eu quero começar por cumprimentar o Pedro Mota Soares, presidente da Assembleia Municipal de Cascais e particularmente o nosso Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, que eu devo dizer, um anfitrião sempre impecável, que simboliza o melhor da AD na coesão, nos resultados. Esta AD, que fique claro, não é coisa do passado, como tantas vezes se lê por aí. É coisa do presente. Mete-se em mais de 40 autarquias onde a AD está junta, mete-se no Governo Regional dos Açores, mete-se no Governo Regional da Madeira e vai medir-se no próximo dia 10 de março, no Governo de Portugal. Meus queridos amigos, até pela intensidade dos outros dias, essa é também a beleza de uma pré-campanha, de uma campanha eleitoral, é que se não tivesse fatos que mercessem com emoções, de fato, não tinham piada nenhuma. Eu quero dizer o seguinte: eu sei muito bem quem são os nossos adversários. Os nossos adversários são as esquerdas, mas são também todos aqueles que querem o insucesso da Aliança Democrática. E, por isso, a começar e para que fique claro, o único governo que a Aliança Democrática vai viabilizar depois de 10 de março, vai ser o governo da AD quando vencermos as eleições, contados todos os votos. Vai ser o único governo que vamos viabilizar. E já agora, a propósito, eu quero deixar uma sugestão ao André Ventura. Pare lá de tresler o pensamento dos outros e trate de deixar de ser o aliado útil, a muleta útil das esquerdas, disponível para apresentar disponível para apresentar moções de rejeição a este governo da AD para dar a mão ao PS, ao Bloco de Esquerda, à CDU, ao PAN e ao Livre. Perceba quais são as prioridades em Portugal, porque nós disso não fazemos nenhuma confusão. Meus queridos amigos, e a este propósito eu queria lhes dizer outra coisa. A política em Portugal precisa de um bocadinho de senso e de lucidez. Não é pedir muito. É de senso e de lucidez. E quanto mais se percebe neste momento o delírio de promessas e o alinhamento à nossa volta daquilo que é apresentado da extrema-esquerda ao populismo radical, mais se percebe que a vitória da AD é hoje uma questão de interesse nacional, muito mais do que o interesse do Partido Social Democrata e do CDS/PP. Percebam estes alinhamentos, porque eu devo dizer, não fossem trágicos, era de rir. O Bloco de Esquerda propôs impostos sobre a banca para financiar os encargos com a habitação. Veio o Chega, copiou a medida e subiu a parada para propor os impostos sobre a banca e transformar o PRR em subsídios, os tais que se dizem são contra a subsidiodependência, como se, por acaso, o PRR não fosse um instrumento financeiro decisivo para o nosso desenvolvimento futuro e, já agora, feito de empréstimos que teremos que pagar todos nós. O Bloco de Esquerda propôs um imposto sobre o lucro das gasolineiras. Veio o Chega e copiou a ideia e aumentou a parada para um lucro de 40% sobre as gasolineiras. Conviria dizer, em conjunto, à Mariana Mortágua e ao André Ventura, caso lhes tenha ocorrido, que os lucros que vão lançar sobre as gasolineiras não vão ser pagos pelas empresas, vão ser pagos pelos contribuintes, vão ser pagos pelos consumidores, vão ser pagos por todos nós, porque as empresas vão fazer Porque, como é evidente para quem não conhece o mundo real, as empresas não vão ficar com o prejuízo. Vão fazer repercutir nos consumidores aquele que é o aumento dos encargos e, por isso, quando já pagamos tão pouco pela gasolina e pelo gasóleo, é uma medida realmente muito inteligente. Depois, o Bloco de Esquerda propôs, e aqui notem, porque não é coisa pouca, porque às vezes quando a sensibilidade social deixa de ser o propósito e a prioridade para se avançar com a demagogia só porque se acha que isso dá votos, no final, feitas as contas, o disparate acontece. Todos nós queremos que os pensionistas vivam muito melhor, mas facto é que o Bloco de Esquerda foi o partido que propôs o aumento das pensões mínimas até ao valor do salário mínimo nacional. E o Chega copiou mais uma vez a ideia, só que desta vez sem a máquina de calcular. E o que os portugueses todos têm que ter presente é que, com isso, o Bloco de Esquerda e o Chega garantiriam um rombo permanente nas finanças públicas, todos os anos, de perto de 14 mil milhões de euros. Todos os anos. Para que se perceba, nós estamos a falar, na proposta, num rombo equivalente a oito aeroportos do Montijo, dois aeroportos de Alcochete, cinco TAPS, se tivermos em conta os 3,2 mil milhões de euros que já todos metemos lá dentro, o dobro de todos os impostos pagos anualmente por todas as empresas portuguesas, mais de dois terços do orçamento total do Serviço Nacional de Saúde, quase metade do orçamento para a educação. É obra! Eu devo dizer uma coisa: de comum, a Mariana Mortágua e o André Ventura têm a capacidade para levar Portugal à bancarrota, tal qual José Sócrates, só que mais rápido. Mas dito isso, eu quero agora centrar-me naquele que é realmente o nosso adversário, aquele que teremos que derrotar para sermos governo em Portugal a partir do próximo dia 10 de março. A melhor avaliação do governo socialista foi feita pelo Pedro Nuno Santos quando disse que "não quero mais ver Portugal a arrastar os pés". Foi dito em dezembro de 2023. É como se o Pedro Nuno Santos, que foi ministro, não fosse o Pedro Nuno Santos, secretário-geral do Partido Socialista. O problema é que é. Um e outro são os mesmos. E realmente Portugal tem de deixar de arrastar os pés. Mas foi António Costa, Pedro Nuno Santos e o Partido Socialista que mantiveram Portugal a arrastar os pés durante oito anos. E o que eu lhes digo é o seguinte: seguramente que quem manteve Portugal a arrastar os pés durante oito anos, não vai ser agora capaz de nos pôr a correr e a saltar obstáculos. Podem ter a certeza absoluta disso mesmo, porque as provas estão dadas. E eu até faço uma pergunta, porque nós estamos neste tempo de muitas promessas, dá-se tudo a todos. Eu pergunto: como é que se classifica um governo que durante oito anos aumentou todos os impostos, quando a inflação disparou, não atualizou os escalões de IRS, quando o preço dos bens alimentares disparou, não foi capaz de estabelecer o IVA Zero dos bens alimentares essenciais, demorou um ano, sempre dizendo que não resolveria coisa nenhuma. Quando a taxa de juro dos créditos à habitação disparou, causando problemas sérios às famílias, não aceitou sequer deduzir o aumento desses encargos no pagamento do IRS. Mas agora, que o primeiro-ministro se demitiu, a dois meses das eleições, quando vamos a votos, se desdobra em promessas, prometendo tudo a todos. Até lhes pergunto mais: qual é o adjetivo qualificativo que devemos utilizar quando, em vésperas de eleições, vemos o Partido Socialista enviar um SMS a 2,7 milhões de pensionistas dizendo: "A sua pensão foi aumentada, consulte o novo valor no recibo da Segurança Social"? Nós sabemos exatamente o que isto significa. Nós sabemos exatamente o que isto significa e vamos ser claros. Se o Partido Socialista já merecia perder as eleições, por razão de absoluta incompetência, agora merece também perder as eleições por razão de princípio e por razão de decência. Há uma coisa que eu acho que os eleitores vão ter presente, isto a mim parece-me óbvio. O Partido Socialista não se define pelo que promete agora a dois meses de eleições. O Partido Socialista define-se pelo que fez durante oito anos nas governações. O que fizeram durante oito anos nas governações é que é a essência do PS. Os últimos dois meses são só a propaganda Mas o que os eleitores têm que avaliar em 10 de março não é propaganda, é a mesma essência. E é pelos oito anos que este Partido Socialista não merece vencer as eleições. Uma certeza absoluta: que me conste, não há nenhuma máquina de fazer dinheiro ali algures no Terreiro do Paço, capaz de pagar os milagres tardios anunciados no Largo do Rato. As promessas do socialismo só podem ser pagas por uma de duas formas: ou pelo aumento dos impostos, ou pelo aumento da dívida. As coisas são mesmo assim. É, de resto, por isso mesmo, que em oito anos em Portugal, com o Partido Socialista, batemos os recordes de todos os impostos sobre o trabalho, sobre as empresas e sobre o consumo. Onde é que se vê a essência do Partido Socialista hoje em dia? A essência do Partido Socialista hoje em dia, vê-se numa classe média vergastada, reduzida nos seus rendimentos, comprimidos e mutilados por fatias crescentes de IRS, de IVA, de IMI, de IUC, de ISP, de todos os impostos que a imaginação de quem os lança consegue encontrar, transformando aquilo que deveria ser justiça fiscal, no que eu aqui chegados realmente já considero uma extorsão tributária. E nós temos que reconduzir isso à normalidade. Já repararam que normalmente o socialismo é inimigo do mérito e é inimigo do esforço. Já repararam que normalmente o socialismo só é bom a cobrar e só é bom a proibir. Já repararam que normalmente o socialismo vive com uma mão metida no bolso dos outros e com o lápis na outra, para dizerem às pessoas o que podem fazer e o que não podem fazer? Já repararam. E é por isso que o Partido Socialista já anunciou o novo imposto, o mais imoral dos impostos, o imposto sucessório. Podem ter a certeza de uma coisa. Se o Pedro Nuno Santos vencer eleições, e não vai vencer eleições, mas se por acaso vencesse eleições, pagaríamos impostos mais altos cada vez que comemos, cada vez que bebemos, cada vez que fumamos, quando trabalhamos, quando conduzimos, quando queremos ser proprietários de qualquer coisa e agora até quando morrermos, com o Pedro Nuno Santos vai ser até à campa. Mortos, teremos o fisco a perseguir-nos. É até à campa. Já nem mortos nos livraremos do fisco. E é por isso que eu digo que votar neste PS é mais ou menos como comprar um bilhete para viajar no Titanic, mas sabendo que vai afundar. As pessoas estão avisadas. As pessoas estão avisadas. A AD é diferente disso tudo. E eu quero acabar com a AD, porque acabando com a AD acabo com a esperança. E Portugal precisa de esperança. A AD vai devolver a eficácia e o humanismo ao Serviço Nacional de Saúde, Dr. Miguel Guimarães. A AD vai devolver rigor e exigência à educação, porque a educação em Portugal precisa de rigor e exigência por causa dos alunos, por causa dos alunos. A AD vai devolver rendimentos às famílias e às empresas, e não é coisa pouca. A AD vai ter respostas para a pobreza que cresceu em Portugal. Perto de metade da população portuguesa vive hoje no limiar da pobreza, sem prestações sociais. Isso é indigno, eu não digo de qualquer socialista, é de qualquer democrata, qualquer pessoa com o mínimo de sensibilidade social. A AD vai executar com competência os fundos comunitários, sempre escassos, da Política Agrícola Comum ao PRR. E a AD vai tomar medidas para que se possa ser jovem e viver em Portugal. E se os jovens saem hoje de Portugal, não é por causa do Passos, nem é por causa do Portas, é por causa do António Costa e é por causa do Pedro Nuno Santos. Os jovens têm que ter o direito de viver em Portugal. Portugal! Portugal! Portugal! Portugal! Portugal! Portugal! Portugal! Portugal! E é por isso que eu lhes deixo só três medidas e digo-os sucintamente, porque eu olho pro relógio, felizmente aquilo ficou em zero nos dez minutos e não avançou mais e, portanto, é uma coisa simpática, não causa aquela tensão nada conveniente pra quem está aqui a discursar e tentar dizer aquilo que pensa. E por isso, meu caro Luís Montenegro, eu vou terminar dizendo isto. Três medidas com que a AD se compromete. Senão vão ter que dizer amanhã: "O Melo veio aqui e só disse mal". Não, o Melo tem que dizer mal, tem que marcar diferenças, mas também apresenta propostas. Bom. Convenhamos que no panorama nacional, neste momento, é difícil dizer bem, pelo menos ao nosso lado. A AD não quer um país em que um em cada três jovens tem que viver fora e em que o desemprego jovem já superou os 20%. Com a AD, os jovens pagarão uma taxa máxima de IRS de 15% até aos 35 anos e ficarão isentos do pagamento de IMT na compra da primeira habitação. Faz toda a diferença. A AD não quer as famílias asfixiadas, porque o Estado lhes cobra impostos muito acima daquilo que é aceitável e moralmente exigível, deixando a classe média à míngua. E é por isso que a AD vai reduzir a taxa de IRS em todos os escalões, exceção feita ao último, para devolver rendimentos às famílias, como é suposto. A classe média tem que viver, não tem que sobreviver. Tem que poder sustentar as suas famílias, não tem que andar de mão estendida, a fazer contas todos os dias. E a AD não quer empresas extraordinárias, cheias de problemas, porque o socialismo não as deixa ser competitivas. Hoje, as empresas portuguesas pagam tudo junto, tudo somado, a taxa de IRC mais alta da União Europeia, na verdade, mais alta da OCDE. E isso não é normal num país que tem poucos recursos e que precisa das empresas para criarem riqueza, trabalho e criarem rendimento. E por isso, meus queridos amigos, a AD vai retomar aquela boa reforma do IRC de 2014, que esteve pactuada com o Partido Socialista de António José Seguro, depois rasgada pelo António Costa e pelo Pedro Nuno Santos, e por isso com a AD vamos reduzir o IRC em dois pontos por ano até aos 15%, para que as empresas em Portugal, no final da legislatura, possam ser mais competitivas, paguem melhor salários, não porque são fixados por decreto, mas porque a riqueza finalmente se pode distribuir numa economia de mercado que é sustentável e que não deixa ninguém para trás. E por isso, meus queridos amigos, estamos aqui a dar a cara para a AD, porque sabemos e confiamos que Portugal conosco pode ser um país muitíssimo melhor. Estamos aqui a dar a cara pela AD, porque queremos dar esperança aos portugueses, crescimento à economia, credibilidade às instituições democráticas. Viva a AD! Viva a AD! Viva a AD! Vamos salvar Portugal, viva Portugal! Viva Portugal! Viva Portugal! Portugal! Portugal! Portugal! Portugal! Vou fazer assim, camarada. Portugal!