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Seja bem-vindo ao Explicador de hoje da Rádio Observador, onde vamos analisar o forte aumento de casos de gripe, mas também o estado das urgências com tempos de espera de várias horas. Para isso temos hoje conosco Carlos Robalo Cordeiro, diretor do Serviço de Pneumologia do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, aqui para uma entrevista conduzida pelo Paulo Ferreira.

Muito bom dia, Carlos Robalo Cordeiro. Bem-vindo a este Explicador, obrigado pela disponibilidade. Vamos tentar perceber o que é isto, o que está a acontecer, que gripe é esta. Este é um tipo diferente de gripe daquilo que é habitual?

Bom dia, muito obrigado pelo convite. Não, é uma gripe habitual. Nós temos quatro tipos principais de gripe, quatro estirpes que normalmente afetam durante a época sazonal, em Portugal, como no hemisfério norte e depois no hemisfério sul, no outro período, afetam, de facto, estas épocas. E esta é uma das estirpes normais, já incluída, aliás, na composição vacinal. Portanto, temos duas estirpes A e duas estirpes B, que são aquelas que afetam normalmente esta época e que circulam predominantemente. Este ano está — e já no ano passado assim aconteceu — a predominar a estirpe A, sobretudo H1N1, nesta primeira fase da época sazonal. Depois, no ano passado, por exemplo, a estirpe B predominou na fase final, a partir de fevereiro até março. Portanto, não deixa de ser relativamente normal. A estirpe A, por vezes, esta H1N1, mas mais ainda a H3N2, que está muito minoritariamente em circulação, são, por vezes, mais agressivas.

Que é o que está a acontecer agora, não é? Portanto, as queixas de sintomas são de sintomas mais-

Não deixa de ser normal, isto está dentro do previsto. Porque há um aspecto importante: não há uma gravidade acrescida e, portanto, por exemplo, a mortalidade, por todas as causas, como se estuda, está de acordo com aquilo que era expectável para esta época, ou seja, não houve um aumento da mortalidade por todas as causas, incluindo estas causas relacionadas com infecções respiratórias. E repare que as infecções respiratórias como estas, depois condicionam a agudização de doenças preexistentes e muitas vezes a mortalidade por doenças cardíacas, respiratórias ou outras, têm a ver com um gatilho, que foi, neste caso, a gripe. Isso não aumentou. E não aumentou também, o que é importante, não é muito significativo, nada mesmo, o número de internados em cuidados intensivos com esta infecção sazonal.

Ou seja, está dentro daquilo que é o padrão habitual noutros anos.

É o padrão habitual. O problema tem a ver com uma certa cultura de recurso à urgência.

Pois, é isso. Carlos Robalo Cordeiro, já vamos a isso. Mas, para tentar explicar isto da forma mais simples possível, os sintomas desta estirpe são mais intensos do que aquilo que é normal nas outras estirpes?

Ora bem, vamos ver. A população está cada vez mais fragilizada. Nós temos uma população cada vez mais envelhecida e com múltiplas doenças. E isso é que faz com que o impacto da gripe possa ser maior, porque a sintomatologia desta estirpe, deste H1N1, que é o que está majoritariamente em circulação, é o habitual: febre, dores musculares, tosse, dores de garganta, dores de cabeça, são as queixas habituais, não são muito diferentes. Elas, obviamente, que se potenciam em terrenos fragilizados, como são pessoas idosas e pessoas com múltiplas comorbilidades, portanto, com doenças associadas, com fragilidades relacionadas com situações crônicas.

E essas pessoas, então, é que devem ter mais cuidado, de alguma maneira, perante estes sintomas.

Ora, isso é que é o ponto. A vacinação é obrigatória para este tipo de população e, portanto, faz sentido que haja, e tem havido, uma adesão. Em Portugal, como é sabido, tem havido uma boa adesão nesta população à vacinação. Por exemplo, no ano passado nós temos uma estimativa, um barômetro, o Vacinómetro, que estima a percentagem da população dos grupos de risco que se vacinam e no ano passado poderemos ter passado 80% da população com mais de 65 anos que estará vacinada, o que é ótimo, e quase 80% da população com doenças crônicas. É excelente. E isso tem que acontecer, porque, como digo, não tem havido infecções por estirpes que não estejam incluídas na composição vacinal. Portanto, é importante que as pessoas se vacinem, porque mesmo não sendo global a proteção, a proteção existe e é importante para as formas graves. Quer dizer, é muito importante que as pessoas se vacinem.

E ainda, Carlos Robalo Cordeiro, as pessoas ainda se podem vacinar agora nesta fase do ano?

Ainda podem, com certeza que sim, porque sabe que as épocas sazonais, cada vez mais, têm se iniciado mais precocemente e terminado mais tardiamente. Antigamente era apenas nesta época, dezembro, janeiro, e hoje, atualmente, em novembro, já temos circulação gripal e chegamos a março, e mesmo em fases tardias de março Ainda continuamos a ter. Portanto, faz sentido.

Ainda é uma boa ideia quem não o fez ir vacinar-se, então, com a vacina da gripe.

Nós podemos estar a atingir o pico, estaremos perto disso, se não estivermos já, mas vamos continuar a ter circulação gripal durante mais dois meses ou mais.

Claro, a época continua. Carlos Paulo Cordeiro, há pouco já estava a falar, de facto, da ida às urgências. Vamos lá saber: perante os sintomas, já percebemos que os sintomas podem ser mais sentidos, mas estamos, de alguma forma, dentro de um grau de normalidade perante aquilo que é a gripe habitual. Perante os sintomas, quando é que se deve procurar um médico e através de que canais?

Muito bem. Ora, esse é um aspecto importante. Deixe-me só dizer que é fundamental haver cuidados gerais. Há bocado, falei da vacinação, mas os outros cuidados gerais nesta época, tendo maior proximidade entre as pessoas, entre as famílias, nos espaços comerciais, em casa, etc. Portanto, quem está obviamente doente deve usar máscara. Deve usar máscara também quem tem situações de doença, que não esteja com doença aguda, mas quem esteja mais fragilizado e, portanto, os cuidados de higiene e de etiqueta respiratória, como se costuma dizer, são fundamentais. Agora, para recorrer aos cuidados de saúde, é fundamental primeiro, sobretudo em situações mais ligeiras, que acabam por, de alguma forma, promover uma aglomeração enorme de pessoas nos serviços de urgência, as pessoas devem recorrer, em primeiro lugar, à linha SNS 24 e ouvir as indicações. E também aos cuidados de saúde de proximidade, concretamente aos cuidados de saúde primários, porque tem havido, creio eu, um esforço. Eu falo, por exemplo, da região Centro e sei que houve, por exemplo, uma extensão, uma abertura alargada de consulta aberta nos agrupamentos de centros de saúde, por exemplo, da região Centro, no sentido de tentar retirar o mais possível doentes da urgência, porque uma percentagem muito significativa de doentes que estão na urgência não deviam estar. Portanto, os doentes que têm uma pequena dor de garganta ou uma congestão nasal, muitas vezes nem é gripe, que vai, de alguma forma, peço desculpa pela expressão, entupir os nossos serviços de urgência, acaba por ser rinovírus, portanto, as constipações com congestão nasal, com dor de cabeça, com espirros. Isso, obviamente, poderia e deveria ser tratado em proximidade e não necessariamente em serviços de urgência.

E esta proximidade, já agora, Carlos Paulo Cordeiro, podemos evitar de todo até ir ao médico perante esses sintomas mais leves? E ficando em casa, com que tipo de...?

Com cuidados, com medicação sintomática, portanto, com antipiréticos, se houver febre, com anti-inflamatórios, se de facto houver esse tipo de congestão, anti-histamínicos também, antialérgicos, portanto, se houver espirros e essa congestão nasal muito significativa. Mas, enfim, o recurso à linha SNS 24 pode também apoiar as pessoas que podem sentir-se um pouco isoladas e receosas de não terem pelo menos uma indicação. Mas muitas dessas situações poderiam, deveriam e beneficiariam muito em ser tratadas em casa, porque repare que as pessoas que vão para os serviços de urgência com estas situações ligeiras acabam por sofrer imenso, porque estão horas e horas à espera. Acabam por condicionar também uma situação de sobrecarga, que diminui a capacidade de atendimento aos doentes verdadeiramente urgentes, acabam por obviamente afetar negativamente os profissionais de saúde pela sobrecarga, acabam por ter risco também de contrair infecções respiratórias no próprio serviço de urgência, infecções da época ou outras. Portanto, quer dizer, há um certo risco. Nós sabemos disso. Nós temos uma cultura de recurso ao serviço de urgência. Portugal é o país da OCDE onde mais se recorre ao serviço de urgência. Nós temos que começar primeiro a criar condições de retaguarda, criar condições a montante, para que as pessoas sejam de facto atendidas nessas consultas abertas, alargar o horário o mais possível destas consultas nos centros de saúde, para que seja possível haver este tipo de atendimento. E depois também, claramente, incutir isso nas pessoas, quer dizer, uma cultura de parcimônia na forma como se recorre aos serviços de urgência, porque as pessoas habituaram-se a que tudo se resolve ali. E, portanto, enquanto não houver regras, e de facto eu sei que isso está a ser equacionado, regras na referenciação para o serviço de urgência.

Uma pré-triagem, quase, não é?

Uma pré-triagem. Enquanto tiver, desculpe-me a expressão novamente, a porta aberta para todas as situações, e não pode ser assim, porque isto tem um limite, quer dizer, as pessoas têm um limite. Ontem, por exemplo, o hospital onde eu trabalho.

O Centro Hospitalar Universitário de Coimbra.

Exato, de Coimbra, teve quase 650 admissões de urgências de adultos, 270 de pediatria e mais ainda nas maternidades, quase chegou a mil. Quer dizer, é uma loucura.

Isso são números muito pouco habituais e que batem recorde, certamente.

Muito pouco habituais, é uma loucura.

Carlos Paulo Cordeiro, tem ideia desses cerca de mil idas à urgência, quais é que verdadeiramente mereciam ter ido à urgência?

Bom, vamos ver. Aqui inclui-se a pediatria, inclui-se a maternidade, são coisas diferentes. As maternidades são duas. É um pouco diferente, porque o perfil da urgência é um pouco diferente, eventualmente mais justificável. Agora, destas 600 e tal admissões na urgência de adultos, concretamente nos HC e também no HG, obviamente que pelo menos uns 25% poderia perfeitamente ter sido tratado com outro tipo de atendimento.

Eventualmente em casa, até, claro.

Em casa.

Portanto, há aqui muita literacia a fazer e muita pedagogia a fazer.

Se a pessoa tiver febre alta, que não está a ceder, se a pessoa tiver dificuldade respiratória, se for uma pessoa com múltiplas doenças e, de facto, começa a instabilizar um pouco a sua situação clínica por causa da gripe. E faz sentido, como é evidente. As pessoas com gripe não devem ir à urgência, não é isso.

Há um assunto de bom senso, também.

Tem que haver um certo bom senso e as pessoas, os próprios e os cuidadores, os familiares, etc, também sabem reconhecer uma situação mais grave de uma situação menos grave.

Claro!

E obviamente que tem que haver e naturalmente, isso condiciona e muitos doentes têm que ficar internados. Eu falo pelo serviço que dirijo, de pneumologia, que está obviamente hoje completamente cheio de doentes.

Sobretudo com pessoas dos tais grupos de risco, pessoas mais velhas.

Com doenças prévias.

Com doenças à entrada, claro.

E para as quais o impacto desta doença é maior, desde logo, com sintomatologia mais agressiva, mas também instabilizando as doenças preexistentes. Portanto, isso é preciso ter atenção. É óbvio. Uma insuficiência cardíaca, que se agrava com esta infecção, obviamente que terá que ser tratada com caráter de urgência. Uma insuficiência respiratória que se agudiza também com esta infecção, tem que ser tratada com caráter de urgência. De outra forma, não. Mas é uma gestão que não é fácil de entrar na rotina e na cultura da população portuguesa, porque é um certo hábito. Isso só prova uma coisa: as urgências, mesmo perante esta loucura que tem acontecido, funcionam. E funcionam bem, porque acabam por dar resposta aos doentes que dela necessitam.

Com os atrasos que sabemos, e as horas de espera, claro, de toda a gente.

À custa de uma verdadeira— ontem a presidente de um dos sindicatos falou numa medicina de catástrofe. Não é bem, mas é quase. Porque, de facto, quem está a trabalhar, e eu tenho estado em contacto, eu estou de férias por acaso, mas tenho estado, obviamente, a monitorizar a situação, sobretudo na minha especialidade. Tenho falado com as pessoas todas que estão de serviço, relatam uma situação caótica no sentido da agressividade, do número de pessoas que quase não cabem no serviço de urgência.

Claro, e que não há espaço para parar. Carlos Pinto Ribeiro, há pouco falou de cuidados que se podem ou devem ter. Nós estamos a poucos dias da passagem de ano, vai haver festas, celebrações, muitas pessoas juntas. O que eu pergunto é se este contexto, e todos nós recordamos a pandemia, estamos a falar obviamente de uma coisa diferente, mas se este contexto, não sei se lhe podemos chamar uma epidemia de gripe, se é recomendável ou evitar estar em sítios com muitas pessoas, ou então voltarmos aqui durante alguns dias ao uso da máscara.

Sim, vamos ver. Há justificação para isso, como há pouco dizia, para quem está doente. Para quem está com uma infecção respiratória, obviamente, deve usar máscara para proteger os outros. Depois, para quem tem, de facto, mais idade ou doenças associadas, se vai estar em maior proximidade com uma boa quantidade de pessoas, também deverá usar máscara. E depois todos os cuidados: não tossir para cima das pessoas, não espirrar para cima das pessoas, esse tipo de cuidados gerais, a chamada etiqueta respiratória, sobretudo em espaços mais confinados, são importantes. Evidentemente que não é pela gripe, como ela está a acontecer, porque acaba por ser o período das infecções respiratórias normal, que se vai impedir as pessoas de cumprirem as suas festividades e de alguma forma poderem ter esse momento também de convívio e importante para a qualidade de vida que é a celebração do fim de ano. Mas obviamente, com estes cuidados. E depois há um outro aspecto que nós não falámos, e que também condiciona uma sobrecarga, até também nos nossos serviços de urgência, uma sobrecarga grande nestes dias, é que este também é o período, independentemente das infecções respiratórias e para além das infecções respiratórias, este é o período do ano, sobretudo pelas temperaturas extremas e pelo frio, que é o que se tem sentido, sempre nesta altura se sente, em que as doenças crónicas agudizam mais frequentemente. Portanto, é um período em que, sem ser pela infecção, apenas pelas consequências das temperaturas extremas, os doentes com doenças cardíacas, metabólicas, renais, pulmonares, etc, mais instabilizam. Até porque nós sabemos que temos, muitas vezes, más condições de habitação, dificuldade de aquecimento de habitação, problemas Socioeconómicos, que também não estamos isentos disso em Portugal, infelizmente. Portanto, muitas pessoas têm muita dificuldade em ter condições para, de alguma forma, se protegerem deste frio extremo.

E do impacto que isso tem, obviamente. Carlos Robalo Cordeiro, para terminar, penso que já estamos suficientemente esclarecidos sobre aquilo que se está a passar e os cuidados que devemos ter. Em relação às urgências, ainda vai piorar, de acordo com a sua estimativa, nos próximos dias, antes de melhorar?

Pois, é capaz, é o mais provável, porque há um período de incubação da doença. Tivemos agora estes dias todos com as pessoas muito mais próximas em convívios familiares, também em espaços comerciais. Agora vamos ter os festejos do fim do ano. Nós temos recebido o boletim semanal de vigilância da gripe e de outros vírus respiratórios. De facto, há uma tendência crescente, que provavelmente ainda não chegou ao seu limite, da atividade gripal, e, portanto, é muito provável que esta situação se venha a agudizar. Acresce que, como sabe, muitas vezes é muito difícil, nesta altura do ano, conseguir haver uma boa gestão de altas hospitalares. Isso é um aspeto importante, porque quanto mais vagas houver, maior a capacidade de ir ternando doentes que estão no serviço de urgência. O encaminhamento, por exemplo, para a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, por défice dessa rede ou por dificuldade nesse encaminhamento, não é tão célere como se desejaría. Portanto, há condições, até porque há feriados, tolerâncias de ponto, fins de semana prolongados.

Há muitas pessoas de férias também nestes serviços, claro.

Só vamos chegar ao princípio de janeiro com uma situação um pouco dramática, não tenho a mínima dúvida.

E em termos da gestão de serviços clínicos, o facto de nós entrarmos no novo ano, no fundo, zeramos contadores nas horas extraordinárias dos médicos, aí vai haver uma melhoria?

Pronto, vai haver uma melhoria, depois até abril, maio, ou até quando for.

Até esgotarem as 150 horas.

Agora vai haver um reset. Quer dizer, as horas extraordinárias voltam para zero, mas ou se resolve o problema ou ele volta a acontecer. Evidentemente que agora há este alívio durante este período, ainda por cima um período crítico do início do ano, vai haver esse alívio e, portanto, não haverá tanto aquelas dificuldades que estamos a sentir neste momento. Lembra muito, por exemplo, no sul, porque muitos hospitais à volta têm muitos défices em muitas áreas clínicas, está-se a sentir uma concentração também aqui por causa disso. Estes números que falei há pouco também têm a ver com isso. Maternidades, por exemplo, e outras áreas. E isso volta ao zero, como é evidente, mas não volta totalmente ao zero, porque também há, como sabe, uma certa desertificação em muitas áreas, de algumas áreas clínicas em algumas áreas geográficas. E esta urgencialização da medicina é um dos principais fatores a afastar cada vez mais os médicos dos hospitais, sobretudo dos hospitais centrais, dos hospitais com urgências pesadas, como é o caso do serviço do hospital onde trabalho.

Infelizmente.

Veja-se o que aconteceu no último período de escolha de especialidade, com o número de vagas que ficaram por preencher, sobretudo em áreas como medicina interna, por exemplo, e em hospitais onde existem urgências muito pesadas. Portanto, nós estamos a dar cabo também do SNS. Estamos a prejudicar o SNS com esta concentração dos cuidados de saúde nas urgências. Está, de facto, a modificar este panorama.

Uma pescadinha lá na boca, quase.

Está a mudar, enquanto não se mudar, enquanto não se fizer alguma coisa para tirar doentes, para poderem ser tratados fora dos serviços de urgência, os doentes que não têm necessidade de ser tratados nos serviços de urgência. Enquanto isso não acontecer, de facto, não vamos ter uma situação bem mais transparente e tranquila dentro dos hospitais.

Carlos Robalo Cordeiro, muito obrigado pela disponibilidade para estar neste explicador da Rádio Observador esta manhã, onde nos explicou, de facto, o que se está a passar nas urgências e o que se está a passar com este aumento dos casos de gripe. Bom dia, muito obrigado.

Muito obrigado. Bom dia, também obrigado pelo convite. Bom dia.